Ministério da Cultura lança mapa de bibliotecas públicas no país

MAPA

“Em uma boa biblioteca, você sente, de alguma forma misteriosa, que você está absorvendo, através da pele, a sabedoria contida em todos aqueles livros, mesmo sem abrí-los.” (Mark Twain)

O Ministério da Cultura (MinC) lançou uma plataforma, em forma de mapa, na qual é possível encontrar as 6.021 bibliotecas públicas (municipais e estaduais) e comunitárias cadastradas no Cadastro Nacional de Bibliotecas e que integram o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Qualquer pessoa pode ter acesso ao mapa, que disponibiliza o endereço e informações sobre acessibilidade de cada uma.

O objetivo inicial da plataforma é divulgar os dados das bibliotecas públicas que já estão cadastradas.  A ideia é que os gestores das respectivas bibliotecas complementem com o tempo a plataforma com mais informações: dados sobre acervo, serviços, infraestrutura, gestão, relação institucional e público principal da biblioteca.

Dentro do processo de aprimoramento e atualização do mapa, novas bibliotecas e pontos de leitura também poderão ser cadastrados no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), que também está em processo de reformulação.

E você, a quanto tempo não visita uma biblioteca? Agora não tem desculpa para não encontrar uma.

Acesse a plataforma

Fonte: Literatortura

Online ou On-line? Infográfico traz uso adequado de expressões da cultura digital

Online ou on-line? Pendrive ou pen drive? Tuíte ou tweet? Sim, em tempos de era digital, há muitas expressões e dúvidas. Mas esse infográfico aborda exatamente o uso adequado de alguns termos. Para não ficar mais dúvida, confira o “Manual 2.0: Como escrever na Era da Cultura de Informação” criado pela iinterativa:

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Fonte: Follow the Colours

Cientistas encontram na Inglaterra fragmentos de Alcorão mais antigo do mundo

 Reprodução/BBC Os fragmentos do Alcorão estão legíveis e a escrita, apesar de antiga, é clara

Usando datação por carbono, os pesquisadores descobriram que esse manuscrito tem pelo menos 1.370 anos de idade

Publicado no Último Segundo [via BBC Brasil]

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, encontraram fragmentos que podem ser do Alcorão mais antigo do mundo. Usando datação por carbono, os cientistas descobriram que o manuscrito tem pelo menos 1.370 anos de idade.

As páginas do texto sagrado muçulmano ficaram esquecidas na biblioteca da universidade por quase um século. O manuscrito era mantido junto com uma coleção de outros livros e documentos do Oriente Médio, sem ser identificado como um dos mais antigos fragmentos do Alcorão já encontrados no mundo.

Um especialistas em manuscritos antigos da Biblioteca Britânica, Muhammad Isa Waley, afirmou que a descoberta vai trazer “alegria” aos muçulmanos.

Textos antigos

Quando a pesquisadora Alba Fedeli trabalhava em seu doutorado ela decidiu examinar mais atentamente todas as páginas que encontrou e resolveu fazer testes de datação por carbono. Os resultados, segundo ela, foram “surpreendentes”.

A diretora de coleções especiais da universidade, Susan Worrall, disse que os pesquisadores não esperavam “nem nos sonhos mais loucos” que estes fragmentos seriam tão antigos.

“Descobrir que tínhamos um dos mais antigos fragmentos do Alcorão no mundo todo foi animador, fantástico”, afirmou.

Os testes para descobrir a idade do manuscritos tiveram que ser feitos na Unidade Aceleradora de Radiocarbono da Universidade de Oxford e mostraram que os fragmentos, escritos em couro de ovelha ou cabra, estavam entre os mais antigos já encontrados.

Estas análises deram aos pesquisadores uma série de datas mostrando com uma probabilidade de mais de 95% que o pergaminho é de uma data entre os anos de 568 e 645.

“Eles (os fragmentos) podem nos levar de volta a alguns anos depois da verdadeira fundação do Islã”, disse David Thomas, professor da universidade.

“Segundo a tradição muçulmana, o profeta Maomé recebeu as revelações que formam o Alcorão, a escritura do Islã, entre os anos de 610 e 632, o ano da morte dele.”

De acordo com Thomas, a datação dos manuscritos de Birmingham significa que é possível que a pessoa que os escreveu era viva na mesma época em que viveu o profeta Maomé.

“A pessoa que o escreveu pode, na verdade, ter conhecido o profeta Maomé. Ele provavelmente o viu, provavelmente ouviu suas pregações. Ele pode ter conhecido o profeta pessoalmente”, disse.

Testemunha ocular

Thomas afirma que algumas passagens do Alcorão foram escritas em pergaminhos, pedras, folhas de palmeiras e ossos de camelos. E uma versão final, que juntou tudo isto em um livro, foi completada por volta do ano de 650.

Para Thomas “as partes do Alcorão que estão escritas neste pergaminho podem, com um certo grau de confiança, ser datadas de menos de duas décadas depois da morte de Maomé”.

“Estas partes devem ser em um formato que está muito próximo do formato que o Alcorão é lido hoje, dando base para a teoria de que (o texto sagrado) sofreu pouca ou nenhuma alteração e que pode ser datado até um ponto muito próximo do tempo em que acredita-se que foi revelado”. O manuscrito está na “escrita hijazi”, uma forma antiga de árabe escrito.

Pelo fato de a datação por carbono fornecer uma série de datas possíveis, existem outros manuscritos em coleções públicas e particulares que são da mesma época. Isto torna impossível dizer que qualquer um deles é definitivamente o mais antigo.

Mas, a última data possível, 645, coloca o manuscrito de Birmingham entre os mais antigos do mundo.

‘Sobrevivente precioso’

Muhammad Isa Waley, curador deste tipo de manuscrito para a Biblioteca Britânica, afirmou que estes “documentos, em uma bela e surpreendentemente legível escrita hijazi, quase certamente datam do tempo dos primeiros três califas”.

Os primeiros três califas foram líderes da comunidade muçulmana entre cerca de 632 e 656. Waley afirma que, sob o terceiro califa, Uthman ibn Affan, cópias da “edição definitiva” foram distribuídas.

“A comunidade muçulmana não era rica o bastante para estocar peles de animais por décadas e produzir uma mushaf, ou cópia, completa do Alcorão Sagrado, que requeria muitas delas.”

Waley sugere que o manuscrito encontrado em Birmingham é um “sobrevivente precioso” de uma cópia daquele tempo ou ainda mais antiga.

“De qualquer forma, esta, junto com beleza do conteúdo e da escrita hijazi surpreendentemente clara, é uma notícia para trazer alegria aos corações muçulmanos”, disse.

O manuscrito é parte da Coleção Mingana, de mais de 3 mil documentos do Oriente Médio reunidos na década de 1920 por Alphonse Mingana, um padre nascido perto de Mosul, cidade que hoje fica no Iraque.

Edward Cadbury, parte da dinastia de fabricantes de chocolates, foi o patrocinador das viagens do padre ao Oriente Médio para coletar estes documentos. A comunidade muçulmana de Birmingham já se manifestou a respeito do manuscrito.

“Quando vi estas páginas fiquei muito comovido. Havia lágrimas de alegria e emoção em meus olhos. Tenho certeza de que pessoas de toda a Grã-Bretanha virão a Birmingham para olhar estas páginas”, afirmou Muhammad Afzal, presidente da Mesquita Central de Birmingham.

A universidade informou que os fragmentos do Alcorão serão exibidos ao público na cidade a partir de outubro.

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Coro da UCS apresenta concerto com canções italianas

Apresentação, no dia 30, no UCS Teatro, integra os festejos dos 140 anos da imigração italiana.

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A primeira montagem do Coro da UCS, após o reinício de suas atividades em agosto do ano passado sob a regência da maestrina Anita Bergmann Campagnolo, será no dia 30 de julho, próxima quinta-feira, no UCS Teatro, às 20 horas. Até então, o Coro da UCS – que tem como proposta atuar com repertório diversificado, à capela, de câmara e sinfônico – apresentou-se junto à Orquestra Sinfônica da UCS (foto).

No concerto do dia 30, o Coro da UCS irá apresentar “Le Più Belle Canzoni Italiane”, que integra os festejos dos 140 anos da imigração italiana. Trata-se de um concerto temático que tem como principal objetivo manter viva a rica manifestação cultural fazendo, através da música, uma viagem no tempo, interpretando canções italianas das mais variadas épocas, estilos e gêneros, que tanto encantaram e encantam os corações. Além da maestrina Anita Bergmann Campagnolo, o concerto terá como convidados os solistas Rafael Gubert e Maicon Cassânego.

A paixão e o romantismo são elementos que sempre estiveram presentes nas composições musicais italianas, quiçá, influenciadas pela ópera. Excelentes intérpretes difundiram-na pelo tempo e pelo mundo inteiro, tornando-as grandes sucessos populares. A música italiana é uma expressão artística de imenso valor artístico e cultural, que contribuiu de forma inegável com a riqueza desta arte no mundo. Foi trazida para esta região através dos imigrantes italianos, que procuravam conservar suas raízes não só através da língua, mas também através dessa manifestação cultural.

Os ingressos custam R$ 20 (inteiro) e R$ 10 (sênior e estudante) e podem ser adquiridos na Livraria do Maneco (Rua Marechal Floriano, 879 – Centro) e na Loja Spaço Omini (Galeria Universitária).

Para saber mais sobre a maestrina e os solistas acesse.

Repertório
Dedicato a tutti quelli che rimangano sognatori
1 – Speranza: Luiz Schiavon / Nil Bernardes / Marcelo
2 – Alle Porte del Sole: Panceri / Pace / Pilat / Conti
3 – La Luna che non C’è: D. Farina / A. Maggio
4 – Se Bastasse Una Canzone: Ramazzotti / Cogliati /
5 – Il Mare Calmo Della Sera: G. Felissatti / Malise / G. Nuti
6 – Gira l’Amore: Panceri / Pace
7 – Più Bella Cosa: Ramazzotti / Cogliati / Guidetti
8 – Diavolo in Me: Zucchero
9 – Non Ti Scordar di Me: E. de Curtis / D. Furnò
10 – Va Pensiero: Verdi
11 – Miserere: Zucchero
12 – Passerà: Baldi /Bigazzi / Falagiani
13 – L’Italiano: Toto Cotugno

Foto: Claudia Velho

Fonte: UCS

Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações

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A Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) é uma plataforma que agrupa teses e dissertações e é uma das principais fontes de consulta para a pesquisa científica dentro do Brasil.

Defendidas por pesquisadores em todo o país e por brasileiros no exterior, as teses e dissertações que compõem a BDTD, são reunidas a partir de instituições de grande qualidade e renome.

Para o Prof. Dr. Pelayo Munhoz Olea, doutor em Administração pela Universitat Politècnica de Catalunya e atualmente professor do Centro de Ciências Sociais da Universidade de Caxias do Sul, a BDTD tem muito a oferecer.

“A Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações tem muito a oferecer para os alunos, tanto de mestrado quanto de doutorado. É o start para esse aluno, pois é a partir dessa pesquisa preliminar, que se percebe o que já foi pesquisado naquela área de conhecimento e que começa a se criar uma base para a pesquisa.” assegura o Professor.

Como funciona a BDTD:

Recentemente a página passou por mudanças em seu layout e passou a ser mais moderna e intuitiva. Para iniciar uma busca simples digite o termo ou termos a serem pesquisados na barra.

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Para limitar a pesquisa simples, você pode ainda selecionar um dos campos:

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Existe também a pesquisa avançada que restringe a pesquisa de maneira significativa. O Prof. Dr. Olea aponta como ponto importante a seleção de palavras-chave que limitem a pesquisa de forma significativa. “Uma boa seleção de palavras-chave diminui o tempo gasto com a pesquisa e traz resultados mais precisos para o pesquisador.” – diz.

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A busca pode ser feita através da seleção dos termos pesquisados, ano da publicação, instituição e grau.

“Indico essa plataforma de busca para meus alunos e orientandos, através de pesquisas na BDTD os alunos encontram bons documentos, de fontes confiáveis, atuais, etc.” coloca o Professor.

Para conhecer mais sobre essa excelente fonte de consulta em pesquisas científicas acesse o vídeo:

Os 15 trechos mais belos da história da Literatura

Perguntamos aos leitores, seguidores do Facebook e Twitter: qual o seu trecho de livro favorito. Mais de 2 mil participantes responderam a enquete. A partir da opinião dos convidados, sintetizamos a lista reunindo os 15 trechos mais citados. Os trechos estão classificados de acordo com o número de citações que obtiveram. Gabriel García Márquez foi o único autor que teve dois trechos entre os mais citados. O resultado não pretende ser abrangente ou definitivo e corresponde apenas à opinião das pessoas consultadas.

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz.

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Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, cons­truídas à margem de um rio de águas diá­fanas que se precipitavam por um lei­to de pedras polidas, brancas e enor­mes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo.

Choveu durante quatro anos, onze meses e dois dias.

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Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna deve estar necessitando de uma esposa.

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Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos

Matar não quer dizer a gente pegar revolver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

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O Diário de Anne Frank, de Anne Frank

É difícil em tempos como estes: ideais, sonhos e esperanças permanecerem dentro de nós, sendo esmagados pela dura realidade. É um milagre eu não ter abandonado todos os meus ideais, eles parecem tão absurdos e impraticáveis. No entanto, eu me apego a eles, porque eu ainda acredito, apesar de tudo, que as pessoas são realmente boas de coração.

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O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger

O cara da Marinha e eu dissemos que tinha sido um prazer conhecer um ao outro. Esse é um troço que me deixa maluco. Estou sempre dizendo: ‘Muito prazer em conhecê-lo’ para alguém que não tenho nenhum prazer em conhecer. Mas a gente tem que fazer essas coisas para seguir vivendo.

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Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe

É uma coisa bastante uniforme a espécie humana. Boa parte dela passa seus dias trabalhando para viver, e o poucochinho de tempo livre que lhe resta pesa-lhe tanto que busca todos os meios possíveis para livrar-se dele. Oh, destino dos homens!

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O Encontro Marcado, de Fernando Sabino

De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.

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Demian, de Hermann Hesse

Não creio que se possam considerar homens todos esses bípedes que caminham pelas ruas, simplesmente porque andam eretos ou levem nove meses para vir à luz. Sabes muito bem que muitos deles não passam de peixes ou de ovelhas, vermes ou sanguessugas, formigas ou vespas.

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Lolita, de Vladimir Nabokov

minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita.

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A Revolução dos Bichos, de George Orwell

Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todos iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir, quem era homem, quem era porco.

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On The Road, de Jack Kerouac

Assim, na América, quando o sol se põe, eu me sento no velho e arruinado cais do rio olhando os longos, longos céus acima de Nova Jersey, e consigo sentir toda aquela terra crua e rude se derramando numa única, inacreditável e elevada vastidão, até a costa oeste, e a estrada seguindo em frente, todas as pessoas sonhando naquela imensidão, e em Iowa eu sei que agora as crianças devem estar chorando na terra onde deixam as crianças chorar, e você não sabe que Deus é a Ursa Maior? A estrela do entardecer deve estar morrendo e irradiando sua pálida cintilância sobre a pradaria, reluzindo pela última vez antes da chegada da noite completa, que abençoa a terra, escurece todos os rios, recobre os picos e oculta a última praia, e ninguém, ninguém sabe o que vai acontecer a qualquer pessoa, além dos desamparados andrajos da velhice.

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Carta a D., de André Gorz

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.

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Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle

Eu sou um cérebro, Watson. O resto é mero apêndice.

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Fonte: Revista Bula

 

8 livros brasileiros que vão mudar a sua vida

(Foto: flickr - creative commons / Juan Carlos Mejía)

Publicado na Galileu

Pedimos aos nossos leitores, através das redes sociais, recomendações de livros escritos por autores brasileiros. Mas livros especiais, que haviam mudado a vida das pessoas e que eles recomendavam. Confira aqui algumas das melhores indicações:

Senhora – José de Alencar (por Aline Goulart)

“Me fez ver como ‘amor e ódio andam juntos’, e como o pódio da vingança depois de alcançada não resta nada além da solidão. Fora que é digno de filme estilo Hollywood”

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Meu pé de laranja lima – José Mauro de Vasconcelos (por Rita Burnatowiski)

“O primeiro que li e que me despertou para esse universo maravilhoso”

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Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis ( por Will Conserva)

“Simplesmente me fez ver a vida de uma perspectiva que eu jamais vi, me inspira como compositor, nas minhas tentativas de ser escritor. Machado de Assis foi um ser humano fantástico”

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O Alienista – Machado de Assis (por Patrick Castilho)

“Porque faz uma reflexão sobre os hábitos e costumes que temos como ‘normais’. Estes que usamos como parâmetros para julgar as outras culturas como exóticas, loucas e bárbaras”

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Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres – Clarice Lispector (por Clarissa Olivares)

Identificação resume. Além de amar o mar – presença forte na obra da Clarice -, a narrativa poética (ainda que em prosa) da autora me encanta. Destaque para o trecho: “Aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos.(…)” até “(…) O sal, o iodo, tudo líquido deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo – espantada de pé, fertilizada.”(pág. 91/92)

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Grande sertão: veredas – Guimarães Rosa (também por Clarissa Olivares)

Fiquei pensando em “Guimarês” por uns 20 dias (rs), pela narrativa cheia de neologismos que coloca o leitor ainda mais dentro do universo do sertão. Ainda trago comigo vários trechos. Destaco este: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”

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Capitães da areia – Jorge Amado (por Mayara Freitas)

Mudou minha vida porque foi através dele que despertei para o hábito da leitura.

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Éramos Seis – Maria José Dupré (por Valéria Lisboa)

Li, menina, pequena, e me encantei com aquele mundo caseiro, a Avenida Angélica, a São Paulo antiga, a família, o amor da Dona Lola e a sua abnegação pelos filhos…Li e reli. Inúmeras vezes. Sinto saudade da menina que fui e das histórias em que acreditei, piamente, durante a minha primeira infância. Tudo tão pueril! E tão mais bonito…

As Bibliotecas do Sistema UCS contam com todas as obras acima listadas em seus acervos.

Retire e divirta-se!

25 de julho: Dia Nacional do Escritor

Instituído por um decreto governamental após a realização do I Festival do Escritor Brasileiro, o Dia do Escritor é celebrado a cada 25 de julho

Hoje comemora-se o Dia Nacional do Escritor.

Data criada em 1960 pelo presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), João Peregrino Júnior, e por seu vice presidente Jorge Amado, aclamado escritor brasileiro.

O dia foi instituído após a realização do I Festival do Escritor Brasileiro, iniciativa da UBE. O estrondoso sucesso do evento foi crucial para que, por meio de um decreto governamental, a data fosse firmada para celebrar a importância do profissional das letras, profissão que, infelizmente, nem sempre tem sua importância reconhecida.

Com pouco mais de 500 anos, a literatura nacional é jovem se comparada a literatura europeia, mas não deixa de ser por tal fato, menos interessante ou rica.

De seus primeiros cronistas à literatura contemporânea, a literatura brasileira oferece uma grande gama de autores que representam os mais variados gêneros, sendo muitos destes internacionalmente reconhecidos.

Em verso e prosa, os escritores nacionais representam e defendem a identidade cultural do país, fazendo da palavra a matéria-prima de sua arte. Por meio de pensamentos, sentimentos e opiniões, provocam nos leitores diferentes emoções, fazendo verdadeira magia com as palavras.

Parabéns a todos os escritores brasileiros!

Fonte: Brasil Escola e Revista Fantástica

11 coisas (muito malucas) que você não sabia sobre Ernest Hemingway

Ernest Hemingway tirou a própria vida em 2 de julho de 1961.

Veja abaixo fatos obscuros (e curiosos) sobre a vida do escritor, tiradas de entrevistas e relatos pessoais do romancista.

1. Aparentemente, Hemingway morou, ficou bêbado e dormiu com um urso.
A jornalista da revista New Yorker Lillian Ross escreveu um longo perfil de Hemingway em 1950.

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Em uma parte da reportagem em que ela está num bar com o autor, falando sobre os ursos do zoológico do Bronx, Ross inclui uma anedota sobre o bom relacionamento de Hemingway com os animais. “Em Montana, certa vez, ele morou com um urso, e o urso dormia com ele, ficava bêbado com ele e era um ótimo amigo.”

Esse fato ao mesmo tempo parece insano e não aparece em outros lugares. Não está claro se foi uma informação exclusiva descoberta por Ross ou se a história é só uma lenda.

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2. F. Scott Fitzgerald pediu que Hemingway olhasse seu pênis para dizer se ele era adequado.

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Em Paris é uma Festa – uma coleção de histórias sobre o tempo que Hemingway passou em Paris nos anos 1920 –, há uma longa interação do escritor com o autor de O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald. Na conversa, segundo Hemingway, Fitzgerald confessa que sua mulher, Zelda, disse que seu pênis era pequeno demais, ou: “Ela disse que era uma questão de medidas”.

Hemingway pede que Fitzgerald o acompanhe até o banheiro, e então diz: “‘Não tem nada errado’, eu disse. ‘Está tudo bem com você’. Ele continuou assegurando Fitzgerald de que não havia nenhum problema. ‘Você se olha de cima e parece pequeno. Vá ao Louvre e olhe as pessoas nas estátuas, depois volte para casa e se olhe no espelho de perfil’”.

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3. Hemingway disse que não conseguia pensar numa maneira melhor de gastar dinheiro do que com champanhe.

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Image: Getty

No perfil da New Yorker de 1950, Hemingway se frustra com a companhia de um almoço, achando que eles vão deixar a mesa antes de terminar a champanhe.

“‘A garrafa de champanhe pela metade é inimiga do homem’”, disse Hemingway. Nos sentamos de novo”, escreve Ross.

Enquanto serve mais champanhe, Hemingway diz: “Se tiver dinheiro, não conheço melhor maneira de gastá-lo que com champanhe”.

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4. A KGB recrutou Hemingway como espião, e ele aceitou.

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Segundo uma reportagem de 2009 do The Guardian, Hemingway tinha o codinome “Argo” enquanto meio que trabalhou para a KGB. O artigo fala sobre a publicação deSpies: The Rise and Fall of the KGB in America(espiões: a ascensão e queda da KGB nos Estados Unidos, em tradução livre), da Yale University Press. O livro afirma que Hemingway foi listado como um operador da KGB nos Estados Unidos nos tempos de Stálin.

Segundo os documentos obtidos pelo livros, Hemingway foi recrutado em 1941 e estava inteiramente disposto a ajudar, mas nunca forneceu informações úteis. Não está claro se Hemingway encarou o trabalho como brincadeira ou se era simplesmente um mau espião.

“O nome é Hemingway, Ernest Hemingway” tem sílabas demais.

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5. Nos últimos anos de sua vida, ele era vigiado pelo FBI.

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A.E. Hotchner, biógrafo e amigo do autor durante 14 anos, escreveu um artigo de opinião no New York Times em 2011 afirmando que Hemingway passou seus últimos dias incrivelmente paranoico com uma possível vigilância do FBI – e a paranoia era justificada.

“É o pior dos infernos. O inferno mais maldito. Eles grampearam tudo. É por isso que estamos usando o carro de Duke. O meu está grampeado. Tudo está grampeado. Não posso usar o telefone. A correspondência é interceptada”, teria dito Hemingway a Hotchner logo depois de seu 60º aniversário. Hotchner lembra de pensar que Hemingway estava enlouquecendo, pois não parava de falar no grampo dos telefones e na correspondência interceptada.

Hotchner ficou chocado quando o FBI liberou os arquivos relativos a Hemingway, depois de um pedido baseado na Lei da Liberdade de Informações. O órgão admitia que em 1940 Hemingway foi incluído por J. Edgar Hoover numa lista de suspeitos. “Nos anos seguintes, os agentes fizeram relatórios e grampearam o telefone dele.” Hotchner teve de reconciliar suas memórias de um Hemingway enlouquecendo no fim da vida – que levaram a terapias de choques elétricos – com o fato de que o autor estava certo, no fim das contas.

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6. Hemingway achava “muito perigoso” não ir a várias lutas por ano.

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No mesmo perfil da New Yorker de 1950, Ross descreve o que aconteceu quando ela sugeriu que uma luta tinha sido sem graça:

Hemingway me olhou longamente, com reprovação.

“Filha, você tem de entender que uma luta ruim é melhor que não ver uma luta”, disse ele. Iríamos todos a uma luta quando ele voltasse da Europa, disse ele, porque era absolutamente necessário ir a várias lutas boas por anos. “Se você ficar muito tempo sem ir, você as abandona”, disse ele. “Isso seria muito perigoso.” Ele foi interrompido por um curto acesso de tosse. “No fim”, concluiu ele, “você acaba num quarto e não vai sair de lá.”

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7. James Joyce arrumava brigas em bares, e Hemingway batia na pessoa.

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Kenneth Schuyler Lynn tem a seguinte frase em seu livro Hemingway, sobre a amizade entre Hemingway e James Joyce:

“Saíamos para um drink”, disse Hemingway para um repórter da Time nos anos 1950, “e Joyce acabava numa briga. Ele não conseguia nem enxergar o homem, e dizia: ‘Cuida dele, Hemingway! Cuida dele!”

8. Segundo Hemingway, suas pálpebras eram muito finas, o que o fazia acordar todos os dias com o nascer do sol.

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Essa também vem do perfil da New Yorker, no qual Ross escreve: “Ele sempre acorda com o nascer do sol, explicou, porque suas pálpebras são especialmente finas, e seus olhos, especialmente sensíveis à luz”.

Na reportagem, Hemingway diz: “Vi o sol nascer todos os dias da minha vida, e isso é meio século”. Ele continua: “Acordo de manhã e minha cabeça começa a construir frases, e tenho de me livrar delas rápido – pronunciá-las ou escrevê-las”.

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9. Sua produção diária era registrada num pedaço de papelão pendurado numa parede.

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O jornalista americano George Plimpton entrevistou Hemingway num café de Madri em maio de 1954. No artigo, Plimpton escreve:

Ele registra seu progresso diário – “para não enganar a mim mesmo” – numa grande tabela, desenhada na lateral de uma caixa de papelão e colocada na parede, embaixo da cabeça de uma gazela. Os números da tabela mostram a produção diária de palavras e passam por 450, 575, 462, 1250, 512, os valores mais altos quando Hemingway trabalhou mais para não se sentir culpado quando estava pescando na Corrente do Golfo.

10. O final de Adeus às Armas foi reescrito 39 vezes.

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Na mesma conversa no café de Madri, Hemingway falou a Plimpton sobre o final de um de seus livros mais famosos.

Plimpton perguntou o quanto Hemingway costumava reescrever seus textos. O romancista respondeu: “Depende. Reescrevi o final de Adeus às Armas, a última página, 39 vezes antes de ficar satisfeito”.

O entrevistador perguntou: “Havia algum problema técnico? O que te atrapalhou?”

Hemingway respondeu: “Escolher as palavras certas”.

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11. Hemingway queria passar a velhice assim…

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Do perfil da New Yorker, eis uma descrição extensa de Hemingway de como ele idealmente passaria sua velhice:

“Quando for velho quero ser um velho sábio, que não seja chato”, disse ele, fazendo uma pausa enquanto o garçom colocava diante dele um prato de aspargos e alcachofra e servia o Tavel. Hemingway provou o vinho e assentiu com a cabeça para o garçom. “Gostaria de ver todos os novos lutadores, cavalos, balés, ciclistas, damas, toureiros, pintores, aviões, filhos da puta, personagens de cafés, grandes putas internacionais, restaurantes, anos de vinho, notícias, e nunca mais ter de escrever uma linha sobre nada disso”, disse ele. “Gostaria de escrever muitas cartas para meus amigos, e receber cartas de volta. Gostaria de fazer amor bem até os 85, como Clemenceau. E o que gostaria de ser não é Bernie Baruch. Não sentaria em bancos de praça, apesar de poder caminhar no parque de vez em quando para dar de comer aos pombos, e também não teria uma barba comprida, para que houvesse um velho que não fosse parecido com Shaw”. Ele parou e passou as costas da mão na barba, olhando para o salão. “Nunca conheci o senhor Shaw”, disse ele. “Também nunca fui às cataratas do Niágara. De qualquer modo, gostaria de correr de charrete. Não dá para ser um dos melhores nesse esporte se você não tiver mais de 75 anos. Aí eu poderia arrumar um time jovem, talvez, como o senhor Mach. Só que eu não sinalizaria com um programa – para quebrar o padrão. Não decidi com o que sinalizaria. E, quando tudo se acabar, serei o cadáver mais lindo desde Pretty Boy Floyd. Só os idiotas se preocupam em salvar a alma. Quem diabos deveria se preocupar em salvar a alma quando o dever do homem é perdê-la de forma inteligente, da maneira como você venderia uma posição que está defendendo, se não consegue mantê-la, tão caro quanto possível, tentando fazer dessa posição a mais cara jamais vendida. Não é difícil morrer.” Ele abriu a boca e riu, primeiro sem som, depois alto. “Chega de preocupações”, disse ele. Com a mão, ele pegou um aspargo grande e olhou para ele sem entusiasmo. “É preciso ser um homem muito bom para fazer sentido quando se está morrendo”, disse ele.

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Bibliotecas abertas durante as férias

Faz quase uma semana que as férias começaram e descansar está ótimo, mas para quem não quer perder o ritmo vale lembrar que as Bibliotecas do Sistema UCS não ficam fechadas durante as férias, funcionando normalmente.

A.A. Milne

Então, se bater aquela vontade de ler ou pegar um livro emprestado, se você precisar fazer aquela pesquisa ou se você precisar de um local calmo para revisar os conteúdos e estudar para as cadeiras de férias de uma passadinha em uma das Bibliotecas do Sistema.

Confira o horário de funcionamento de nossas Bibliotecas Setoriais durante as férias.

A Biblioteca Central continua com horário de funcionamento normal.

Qualquer dúvida, nos procure através do Telefone (54) 3218-2173 ou pelas nossas redes Sociais

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Revista UCS

Aproveite o período de férias para se informar e conhecer mais da Universidade e o que acontece por aqui!

Acesse a Revista UCS aqui.

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Projeto “Sugestão Literária”

O Sistema de Bibliotecas da UCS quer conhecer as obras que mais marcaram a vida de seus funcionários e com esse intuito criou o projeto “Sugestão Literária”.

Para dar início a campanha, foi escolhido o livro  A asa esquerda do anjo, de Lya Luft. O livro é sugestão de Michele Marques Baptista, Coordenadora Administrativa do Sistema de Bibliotecas.

O livro conta a história de Gisela, uma jovem criada em uma rígida família alemã, que sofre por se sentir exilada em um mundo comandado por sua avó, a temida e autoritária matriarca Frau Wolf. Dividida entre a obrigação de seguir as duras normas da educação alemã e a vontade de ser como as outras crianças, admirando a mãe, uma ‘intrusa’ que tenta se integrar na família ‘germânica’, a menina cresce ambivalente, censurada pelo olhar crítico da avó e sentindo-se à sombra da prima, a preferida e perfeita Anemarie.

Em ‘A Asas Esquerda do Anjo’, Gisela conta a história de sua família, seus segredos – escondidos metaforicamente em uma portinha no porão; as mortes dolorosas e o anjo que guarda o mausoléu dos Wolf; os anseios e a culpa que a impedem de viver uma relação amorosa; a busca incessante pela aprovação em um lugar onde ela jamais seria igual aos outros. (Fonte: Saraiva)

Gisela busca ser aceita pela sociedade e, ao mesmo tempo, tenta fugir das normas rígidas impostas a ela, criando um conflito existencial. A obra faz crítica a uma sociedade marcada pelo patriarquismo, mas nessa, como em todas as obras de Lya Luft, o papel da mulher na sociedade é muito destacado.

“As identidades múltiplas e fortes das personagens são muito evidenciadas e isso tornou-se claro para mim. A comparação desses fatos com a própria realidade que a mulher vive atualmente, a constante luta por sua independência, a busca para ser melhor em tudo, no emprego, em casa, com os amigos…” são alguns dos aspectos que tornam o livro tão especial para Michele.

Além desses, outro aspecto que a coordenadora ressalta é a crise de identidade, pois essas crises ocorrem com vários indivíduos, em várias idades e momentos. “A autora coloca também a questão do “ser diferente” e o quão importante é respeitar isso sempre.” diz ainda.

A escritora tem o dom de nos colocar como personagens e transportar o leitor para o papel daquelas mulheres, uma leitura tocante e marcante, que certamente opera uma mudança positiva na maneira de ser e pensar de quem o lê.

Fica o convite e sugestão para a leitura de  “A asa esquerda do anjo” que está disponível em nosso acervo.

Você sabe qual foi a primeira adaptação literária para o cinema?

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Não há uma resposta precisa para essa pergunta. Aqueles que se dedicaram a buscá-la afirmam que o primeiro filme foi Alice no País das Maravilhas, em 1903, dirigido por Cecil Hepworth e Percy Stow. Contudo, antes da obra de Lewis Carrol ganhar vida na mídia cinematográfica, outro personagem icônico da literatura havia aparecido no ano de 1900: Sherlock Holmes.

Dirigido pelo cinegrafista Arthur W. Marvin e produzido pela American Mutoscope and Biograph Company, Sherlock Holmes Baffled foi feito para ser reproduzido em um mutoscópio, um aparelho em que as imagens só podiam ser visualizadas por uma pessoa de cada vez. Além de ser a primeira adaptação literária para o cinema, também foi o primeiro filme de mistério, convenientemente protagonizado pelo detetive mais retratado no cinema até hoje (são 211 filmes, segundo o Guinness Book). Foi considerado um filme perdido por alguns anos, mas, felizmente, redescoberto em 1968.

Os cinquenta segundos de Sherlock Holmes Baffled, porém, nada tem a ver com as obras literárias de Arthur Conan Doyle. O filme inicia-se com um ladrão furtando os pertences de Holmes, que flagra o roubo ao entrar na sala em seguida. O detetive fica brevemente surpreso quando o ladrão desaparece, senta-se e começa a acender seu charuto (talvez matutando sobre o ocorrido). Subitamente, o intruso reaparece, e Holmes saca uma pistola do roupão e atira contra ele, porém seu alvo desaparece ileso. O detetive tenta capturá-lo, sem conseguir. Então, Holmes recupera sua bolsa, mas o ladrão irrompe novamente, tira-a da mão dele e escapa.

Aparentemente, a personagem foi usada por motivos de popularidade. Quanto ao filme mudo que se mostra como uma breve história cômica, parecia mais dedicado a mostrar efeitos especiais, como o stop trick, descoberto por Georges Méliès, técnica que consiste em filmar um objeto numa posição e, enquanto a câmera estiver desligada, retirá-lo da cena, dando a impressão de que o objeto desapareceu.

Segue o link para quem tem interesse de assistir o filme:

http://www.youtube.com/watch?v=KmffCrlgY-c

Texto produzido por Luiz Teodosio no Literatortura.

Escritores que ficaram famosos usando pseudônimo

Você conhece Charles Dodgson, Eric Blair, Samuel Clemens ou José Ribamar Ferreira? Não? Mas aposto como você já deve ter lido algum livro deles. Alguns escritores optam pelo uso do polêmico pseudônimo e ficam mais famosos com eles do que por seus nomes verdadeiros. Quer conhecê-los?

PSEUDÔNIMO: George Orwell.

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O autor consagrado por clássicos como “1984″ e “A Revolução dos Bichos” na verdade se chamava Eric Arthur Blair! Uma curiosidade, é que na lápide do autor está escrito “Aqui jaz Eric Arthur Blair”, não fazendo nenhuma alusão ao pseudônimo famoso.

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PSEUDÔNIMO: Lewis Carroll.

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Lewis Carroll, que escreveu “Alice no país das maravilhas”, um dos livros infantis mais famosos da história da literatura, na verdade se chamava Charles Lutwidge Dodgson.

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PSEUDÔNIMO: Mark Twain.

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Nascido como Samuel Langhorne Clemens, Twain escreveu, dentre suas obras mais famosas, “As Aventuras de Tom Sawyer”.

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PSEUDÔNIMO: Ferreira Gullar.

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O escritor brasileiro na verdade se chama José Ribamar Ferreira, e mudou seu nome para Ferreira Gullar em homenagem ao Ferreira do pai e o Gullar da mãe. Ao explicar o porquê de ter usado um pseudônimo, o autor explica que “assim como a vida é inventada, eu também inventei meu nome”.

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PSEUDÔNIMO: Anne Rice.

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Conhecida mundialmente pelo livro “Entrevista com o vampiro”, Anne Rice disse que a ideia de escrever usando um nome falso surgiu já na infância, onde ela gostava de ser chamada de Anne, bem diferente do seu nome verdadeiro, que é Howard Allen O’Brien. O sobrenome Rice, ela pegou do marido, o também escritor Stan Rice.

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Fonte: Nada disso é normal

7 livros difíceis de traduzir para o português

Se não fossem a experimentação, os neologismos e o universo fantástico de Guimarães Rosa, a obra do autor brasileiro não teria a mesma fama. Mas esta virtude também pode virar um problema para tradutores. Afinal, não é fácil traçar uma ponte entre duas línguas, transportar mundos e personagens para outros contextos e encontrar o sentido exato de expressões e analogias estrangeiras. E quanto mais inventivo for o autor da obra original, mais desafiadora é essa viagem linguística. Entre obras já desbravadas e aquelas que ainda aguardam por sua transposição para outro idioma, a SUPER listou 7 livros estrangeiros muito difíceis de se traduzir para o português:

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1. Ulysses, de James Joyce (1918 – 1922)

A Marilyn já leu, e você? Foto: Eve Arnold

Se quiser saber o segredo do sucesso de Ulisses, melhor não perguntar a Paulo Coelho. O escritor causou polêmica recentemente ao dizer que o clássico de James Joyce é “só estilo” e que, se dissecado, “dá um tuíte” – uma ofensa quase pessoal aos fãs que comemoram desde 1954 o Bloomsday, feriado literário dedicado a homenagear a obra do escritor irlandês. Não faltam pesquisadores e leitores para defender que Ulisses é mais que “só estilo”. Mas é verdade que suas mais de mil páginas são preenchidas pela ousadia linguística de James Joyce. Jogos de palavras, trocadilhos, citações e neologismos são apenas alguns dos recursos empregados pelo autor para narrar um dia na vida de Leopold Bloom que, em 24 horas – entre 15 e 16 de junho de 1904 -, vive aventuras parecidas com as de Ulisses na Odisséia, de Homero.

A obra, publicada em capítulos a partir de 1918 na revista americana The Little Review, não é facilmente transposta para o português. O primeiro a se aventurar nesta empreitada foi Antônio Houaiss (aquele do dicionário), em 1966. Depois foi a vez de Bernardina da Silva Pinheiro, em 2005. Mais recentemente, Caetano W. Galindo assinou a tradução lançada em 2012 pela Companhia das Letras, em que se optou por deixar de fora as inúmeras notas-referência da obra original. Uma opção defendida por apresentar a obra como ela é: “um romance, talvez o maior romance de todos, e não um quebra-cabeça exemplar”. Cabe ao leitor virar as páginas do livro e conhecer sua linguagem e seus personagens – como o Cidadão, com suas sardasmuitas, barbirsuta, boquimensa e ventasgrandes.

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2. Bliss, de Katherine Mansfield (1918)

O famoso conto da escritora neozelandesa Katherine Mansfield, Bliss, acompanha a personagem principal, Bertha, em um dia de intensa e ingênua alegria. Poderia ser um texto simples, mas não é. Temos a impressão de estarmos na mente da personagem principal, mas ao mesmo tempo somos relembrados de que há um narrador externo que nos conta a história. “Este jogo de planos demanda que o tradutor seja sensível a como esse tipo de narrativa é construído em português por autores da literatura brasileira que também jogam com esses planos narrativos. O segundo desafio é lembrar que, ao longo do conto, há diferentes interações entre as personagens, nas quais as relações sociais demandam um tipo de linguagem diferenciado: a personagem principal fala com sua empregada, fala com a babá de sua filha, com seu marido e com seus convidados para o jantar que está oferecendo na sua casa. Também fala consigo mesma”, diz a professora e coordenadora da área de Tradução da Faculdade de Letras da UFMG, Adriana Pagano.

Traduzido para o português por cinco autores diferentes, o conto ganhou no país títulos também distintos: Êxtase, nas letras de Ana Cristina Cesar (1980); Infinita Felicidade, assinada por Edla van Steen e Eduardo Brandão (1984); e Felicidade, nas versões de Érico Veríssimo (1940), de Julieta Cupertino (1991), e de Maura Sardinha (1993).

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3. Finnegans Wake, de James Joyce (1938)

rolarrioanna e passa por Nossenhora d’Ohmem’s, roçando a praia, beirando ABahia, reconduz-nos por cominhos recorrentes de Vico ao de Howth Castelo Earredores.

É assim que tem início o Finnicius Revém do tradutor Donaldo Schüler. Difícil de entender? Fica pior.  James Joyce levou 17 anos para completar aquela que seria considerada uma das mais difíceis obras de ficção da literatura em língua inglesa e um marco da literatura experimental. No livro, o último publicado pelo autor irlandês, palavras do inglês e de outras línguas são fundidas, criando uma linguagem única. O resultado: múltiplos sentidos e um trabalho hercúleo para o leitor e para o  tradutor que aceita o desafio.

“Assim como Ulisses, Finnegans Wake impõe renovados hábitos de leitura. A linear não basta. Em cada parágrafo, em cada frase, em cada palavra, tocamos estratos sobrepostos, convite a trabalho de arqueólogo. Verticalidade e horizontalidade se entrecruzam espacial e cronologicamente. Surgem arqueoleitores”, explica Schüler na introdução de sua tradução da obra de Joyce, com um spoiler: não espere entender a obra por completo. Pode parecer um conselho esquisito vindo do tradutor que se debruçou por meses sobre o livro, mas é coerente com a ideia de que Finnicius Revém não é um livro para ser “desvendado”. O leitor deve embarcar nos jogos sonoros e no ludismo de imagens e ideias. Quem já o leu e traduziu promete que o texto explica-se a si mesmo. Aventure-se pelas páginas e tire a prova.

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4. Infinite Jest, de David Foster Wallace (1996)

Uma família problemática, quadras de tênis, rehab, depressão, publicidade e reflexões sobre a maneira como o entretenimento domina nossas vidas – tudo se mistura no romance de David Foster Wallace, que se passa em uma versão futura (e absurda) da América do Norte. O extenso livro – são mais de mil páginas – conta com 388 notas de rodapé (sendo que algumas notas também têm notas de rodapé), um recurso que, segundo o autor, ajuda a quebrar a linearidade da história e, ao mesmo tempo, manter a coesão interna.

Infinite Jest é prestigiado por quebrar as regras e propor uma estrutura narrativa que foge do lugar-comum. “É um texto que todo mundo precisa conhecer. É um bicho muito estranho, muito incomum mesmo, uma mistura de épico porra-louca pynchoniano [referente a Thomas Pynchon] com romance filosófico-moralista tipo Thomas Mann. É um romance de ideias, e ideias profundas, com manadas de hamsters selvagens”, afirma o doutor em Linguística pela USP, Caetano W. Galindo, que está trabalhando atualmente na tradução do livro para o português. Caetano, que passou 10 anos trabalhando em Ulysses, deve terminar esta nova odisseia em 10 meses. Ele narra o processo de tradução de Infinite Jest no blog da Companhia das Letras – acompanhe por lá.

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5. Mason & Dixon, de Thomas Pynchon (1997)

“Romance histórico” é um termo aplicável ao livro lançado por Thomas Pynchon em 1997, mas não traduz bem a grandiosidade de sua obra. Em Mason & Dixon, ao mesmo tempo em que faz referências históricas precisas, o autor estadunidense dá lugar a personagens fantásticos e a grandes vôos de imaginação. O livro conta a história dos cientistas Charles Mason e Jeremiah Dixon, que adentram o continente norte-americano do século XVIII explorando territórios indígenas. Para contar este conto não bastou a Pynchon ambientar a história no passado: a própria linguagem em que o livro é escrito recria o inglês setecentista.

Ao longo da narrativa, os pontos de vista da narrativa são alternados – os personagens em cena contam suas próprias versões para a história que se desenrola. O que “realmente aconteceu” é uma construção do que é dito pelos vários narradores. Ele brinca, assim, com a fragilidade de qualquer registro histórico e da História em si. Não é pouca coisa. Por tudo isso, o poeta e tradutor Paulo Henriques Britto levou anos para realizar a tradução para o português de Madson & Dixon. A atualidade da obra lhe permitiu um privilégio: consultar o próprio Pynchon.

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6. Cloud Atlas, de David Mitchel (2004)

Cloud Atlas, música composta pelo japonês Toshi Ichiyanagi, primeiro marido de Yoko Ono, inspira o título homônimo da obra de Mitchel (clique para ouvir).

Ainda sem tradução para o português (por que será?), Cloud Atlas é composto por seis histórias que levam o leitor por uma viagem no tempo e na linguagem. Do Pacífico Sul do século XIX a um distante futuro pós-apocalíptico, cada conto presente no livro é lido e observado pelo personagem principal da história seguinte. E tem mais: as cinco primeiras histórias são interrompidas em um momento chave da narrativa.

O livro, bem recebido pela crítica, foi comparado a um “perfeito jogo de palavras cruzadas”, desafiador e envolvente. Mas o que rendeu elogios a David Mitchel não foi apenas a ideia de tecer o livro com uma série de narrativas incompletas, um recurso já explorado na literatura – Mitchel diz ter se inspirado em Se um viajante numa noite de inverno, de Italo Calvino para escrever Cloud Atlas, inclusive. Seu toque especial foi colocar um “espelho” no centro do livro. Depois do sexto conto, cada uma das cinco histórias é revisitada e concluída – mas em ordem cronológica inversa. Pã. Você encaria essa ~viagem~ literária?

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7. The Tree of Codes, Jonathan Safran Foer (2010)

Nenhum livro é intraduzível, é verdade, mas The Tree of Codes certamente é um quebra-cabeças desafiador – principalmente, por sua forma. A obra, do mesmo autor deExtremamente Alto e Incrivelmente Perto, é o que se pode chamar de livro-objeto – além de ser lido, ele pode ser experimentado como uma obra de arte visual.

A ideia nasceu da vontade do autor de criar um livro a partir de recortes, explorando a relação física entre as páginas e a maneira como isso poderia ser desenvolvido para criar uma narrativa. Para tornar isso palpável, Foer tomou como base o livro A Rua dos Crocodilos, de Bruno Schulz, e passou recortar e subtrair dele palavras, frases e parágrafos, esculpindo (literalmente) uma nova história. O trabalho artesanal foi elevado a uma publicação em grande escala e quem compra o livro pode folhear suas frágeis e poéticas páginas vazadas, como nas imagens acima. Como transpor essa mesma experiência (e seu processo) para outra língua?

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Consultoria: Adriana Pagano, professora e coordenadora da área de Tradução da Faculdade de Letras da UFMG e pesquisadora do Laboratório Experimental de Tradução da Faculdade de Letras da UFMG; Caetano W. Galindo, professor de Linguística Histórica na Universidade Federal do Paraná, doutor em Linguística pela USP e tradutor de livros de Tom Stoppard, James Joyce e Thomas Pynchon, entre outros.

Fonte: Super Interessante

Sugestões de Leitura para as férias

Existe algo melhor do que ficar em casa encolhido, embaixo das cobertas com um chá ou café por perto, lendo um livro, nesse frio? Achamos que não!

Para quem aproveita o período das férias para botar as leituras em dia, ou conhecer novos autores, o Sistema de Bibliotecas apresenta uma lista de sugestões:

1On the Road, de Jack Kerouac.

A obra conta a viagem de dois jovens em um cross-coutry pelos Estados Unidos. O livro funde ação, emoção, sonho e reflexão. Através dele o autor capta a sonoridade das ruas, das planícies e das estradas americanas tecendo um ambiente que transformou milhares de jovens, influenciando definitivamente todos os movimentos de vanguarda e tudo o mais que sacudiu a arte e o comportamento da juventude na segunda metade do século XX. O livro perfeito para quem quer viajar e se inspirar sem sair de casa.

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08 Em outras palavras2. Em outras palavras, de Lya Luft (Crônicas)

Com Em outras palavras, a autora conduz o leitor, mais uma vez, a refletir sobre o cotidiano, a política, a vida e o amadurecimento. Neste livro, estão reunidas as melhores crônicas, publicadas desde 2004. Mas os 54 textos selecionados pela autora aparecem com algumas alterações. “Faz parte de meus vícios, burilar meus textos enquanto for possível: pelo prazer, e pelo respeito a mim mesma e ao meu leitor – não importa se é em romance ou ensaio, poema ou crônica.”

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3. Um lugar chamado liberdade, de Ken Follet

Das minas de carvão da Escócia, passando pelas fervilhantes ruas de Londres às vastas plantações de tabaco da Virgínia, ficando em porões infernais dos navios de escravos, Mack e Lizzie, os personagens principais da trama, fazem parte de uma história de paixão e inconformismo em meio a lutas épicas que vão marcá-los para sempre. Tudo na busca para alcançar um lugar chamado liberdade, ótima pedida para quem ama história e é fã de longa data do autor.

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4. Belas Maldições, de Neil Gaiman e Terry Pratchett

Conforme as Profecias de Agnes Nutter, o mundo vai acabar num sábado. No próximo sábado, e antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno e ex-serpente, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Eles gostam daqui de baixo (ou, no caso de Crowley, daqui de cima). Portanto, eles precisam encontrar e matar o Anticristo, a mais poderosa criatura do planeta. O problema é que o Anticristo é um garoto de 11 anos e, ao contrário de tudo o que você já tenha visto em algum filme, é um menino que adora seu cachorro, se importa com o meio ambiente e é o filho que qualquer pai gostaria de ter. Além, claro, de ser indestrutível. Os dois autores altamente renomados no mundo da ficção, tecem uma história extremamente envolvente, Gaiman por manter um narrativa leve e Pratchett por trazer seu característico humor britânico.

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5. Incidente em Antares, de Érico Verissimo

É 11 de dezembro de 1963. Greve geral em Antares. O fornecimento de luz é interrompido, os telefones não funcionam mais, os coveiros encostam as pás. Dois dias depois, uma sexta-feira 13, sete pessoas morrem – entre elas d. Quitéria, matriarca da cidadezinha. Insepultos e indignados, os defuntos resolvem agir – querem ser enterrados. Reunidos no coreto, decidem empestear com sua podridão o ar da cidade. Enquanto ninguém os enterra, porém, resolvem acertar as contas com os vivos e passam a bisbilhotar e infernizar a vida dos familiares. Uma história divertida e que certamente arrancará algumas risadas dos leitores em qualquer época do ano.

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 6. Wake, de Lisa McMann

Para Janie, uma garota de 17 anos, ser sugada para dentro dos sonhos de outras pessoas está se tornando normal. Janie não pode contar a ninguém sobre o que acontece com ela – eles nunca acreditariam, ou pior, achariam que é uma aberração. Então, ela vive no limite, amaldiçoada com uma habilidade que não quer e não pode controlar. Mas, de repente, Janie acaba presa dentro de um pesadelo horrível, que lhe causa um imenso terror. Pela primeira vez, ela deixa de ser expectadora e se torna uma participante. Com uma temática leve, leitura fluída e fácil, o livro vai fazer você se distrair durante a semana.

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Livro - Carter e o Diabo7. Carter e o Diabo, de Glen David Gold

A trama deste livro se desenrola na São Francisco da Era do Jazz, época em que os Estados Unidos vivenciavam uma relação apaixonada com a mágica e os ilusionistas. O romance inicia com o presidente dos Estados Unidos, Warren G. Harding, aceitando ser voluntário numa performance do mágico Charles Carter. A participação do presidente no show foi um sucesso até que, duas horas após o espetáculo, é encontrado morto num quarto de hotel. Conhecido como Carter, o Grande, um mágico muito talentoso, cujas habilidades equivalem à do lendário Houdini. Temperando a ficção com a dose certa de obscuros fatos históricos, Gold revela ao leitor o passado de Charles Carter, começando por seu interesse em mágicas e seus enormes esforços para tornar-se famoso e respeitado. Para quem é apaixonado pela época de Houdini e outro grandes mágicos, o livro explora com maestria o tema.

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8.  A Abadia de Northanger, de Jane Austen

Catherine Morland, dezessete anos, coração puro, é uma mocinha ingênua, viciada em livros repletos de desventuras horripilantes e amores trágicos. Sabendo sobre a vida apenas o que leu nos romances, ela sai de seu obscuro vilarejo natal para passar uma temporada em Bath, estação balneária frequentada pela aristocracia inglesa, onde conhece bailes excitantes, uma amiga amabilíssima, um cavalheiro encantador e outro insuportável. E sai de Bath para ser hóspede, como num sonho, de uma abadia. A antiga construção, porém, revelará sinais misteriosos, indícios de que foi cenário, no passado, de um crime medonho. Exatamente como ela lera nos livros.
A abadia de Northanger é o livro mais leve e cômico de uma das escritoras mais lidas de todos os tempos. Com poucas páginas e texto de fácil compreensão, o clássico é uma boa dica para conhecer mais dessa fantástica autora.

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9. Dom Segundo Sombra, de Ricardo Güiraldes

Dom Segundo Sombra é considerado um dos maiores clássicos da literatura Argentina e latino-americana. É uma verdadeira suma da vida dos homens do pampa. Estes homens silenciosos, temerários e com códigos especiais de honra e conduta, afeitos à solidão das vastidões planas, ao vazio infinito, ao horizonte sem curvas como o mar. Güiraldes, através dos conselhos e ensinamentos do legendário gaucho Dom Segundo ao jovem Fábio, eterniza a mística campeira num romance tão especial, que cativará os leitores do início ao fim.

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Livro - Conte-me Seus Sonhos10. Conte-me Seus Sonhos, de Sidney Sheldon

Conte-me seus sonhos é considerado o mais inusitado e surpreendente romance do mestre Sidney Sheldon. Nele, Ashley Patterson – uma bela executiva que trabalha com a desinibida Toni Prescott e a sensível Alette Peters numa empresa de tecnologia no Vale do Silício – torna-se suspeita de uma série de assassinatos. O mistério aumenta quando a polícia descobre um presente que uma das vítimas enviou para sua colega de trabalho Toni Prescott. As evidências apontam uma ligação entre as três suspeitas: Ashley, Tony e Alette Peters – mas apenas uma delas conhece a verdade.  Um excelente livro para quem é apaixonado por emoções fortes e mistérios.

Esperamos que alguns ou todos os livros da lista despertem seu interesse e que você aproveite as férias da melhor maneira possível, lendo!

Todos os livros da lista estão presentes no acervo das nossas Bibliotecas.

Horário de funcionamento das nossas Bibliotecas Setoriais durante as férias

Durante o período de férias acadêmicas, do dia 18/07 ao dia 03/08, informamos que algumas de nossas Bibliotecas terão alterações em seus horários de funcionamento.

Aviso aos estudantes do Campus 8

  • Horário de funcionamento da Biblioteca nas férias:
    • de 20/07 a 23/07: das 8h às 21h
    • de 24/07 a 02/08: das 8h às 17h

Aviso aos estudantes do Campus Universitário de Vacaria – CAMVA

  • A Biblioteca de CAMVA terá seu horário alterado nas férias de inverno de 20/07 a  31/07. 
  • Horário de Funcionamento:
    • Manhã: 8h15min às 11h15min
    • Tarde: 13h15min às 18h15min

Aviso aos estudantes do Núcleo Universitário de Farroupilha – NUFAR

  • A Biblioteca de NUFAR de 20/07 a 31/07 terá horário diferenciado.
  • Horário de Funcionamento:
    • Tarde: 13h15min às 17h30min
    • Noite: 18h30min às 22h15min

Em caso de dúvida entre em contato pelo e-mail bice@ucs.br, pelo twitter@bibliotecaucs ou pelo telefone (54) 3218-2173.

Espetáculo cênico musical “Quadressencias” em nova temporada.

Nos dias 16, 18 e 19 de julho, a UCS e a Secretaria Municipal da Cultura realizam a nova temporada do espetáculo cênico musical “Quadressencias”, com a Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul e Orquestra Sinfônica da UCS. Todas as apresentações serão no UCS Teatro e na quinta-feira, dia 16, durante o espetáculo – das 20h às 22h30min – serão realizadas as gravações para o DVD do espetáculo, que deverá ser lançado ainda este ano.

A entrada é franca.

O espetáculo

Quadressencias é um espetáculo que reúne dança e música em torno da temática dos quatro elementos – fogo, ar, água e terra. Com regência do maestro Manfredo Schmiedt, coreografia de Ney Moraes e composição musical de Daniel Wolff, conta com a participação de 10 bailarinos e 40 músicos em cena. A maquiagem e os cabelos dos bailarinos são de Pepe Pessoa, a iluminação é de Israel Cabral e a direção de fotografia é de Luciano Paim. A produção audiovisual é da Spaghetti Filmes, sob a coordenação de Lissandro Stallivieri. A direção geral e a produção executiva é de Cristina Nora Calcagnotto e de Moacir Lazzari.

Saiba mais em UCS.

Fonte: UCS