8 Grandes autores de romances políticos que você não pode deixar de ler

Romances que falam sobre a politica e a realidade social de seus autores

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Os romances políticos, às vezes apontados como tendenciosos, têm em comum expor a realidade com um certo sarcasmo melancólico, um humor às vezes ácido e narrativas inquietantes. Nada mais absurdo e tragicômico que o cenário político e seus personagens. Nos sentimos impotentes diante de manobras de bastidores onde não raro definem-se o destino de povos e pessoas.

Se considerarmos o pensamento de Maquiavel, podemos conceber a política, não como a arte de fazer o bem, mas como a arte de usar o mal para fazer o bem aos demais, mas a realidade do exercício da política se difere e distancia de possíveis ideais. O que seria afinal o exercício da política? Em uma perspectiva um tanto perversa, um político é aquele que sabe como usar seu carisma pessoal e sua retórica para influenciar pessoas, e essa característica já lhe atribui um poder nato, o que facilita muito as coisas. Claro que nem todos nascem com esse magnetismo pessoal e são muitas vezes alçados ao poder ou pela força, ou no caso das monarquias, por herança.

No mundo contemporâneo, pelas mãos de bons marqueteiros. Estes conselheiros modernos e suas ferramentas tecnológicas substituíram muito melhor os antigos conselheiros da corte. E quem não precisa de um bom conselheiro político? Até mesmo os bem providos de magnetismo pessoal.

Mas voltando àquele ideal político de usar o mal para fazer o bem aos demais, quando temos o poder político nas mãos, embora o método continue o mesmo, a intenção costuma mudar, ou em outras palavras, já não pretendemos mais fazer o bem aos demais, mas a nós mesmos. A famosa máxima atribuída à Maquiavel (“Os fins justificam os meios”) faz todo o sentido, mas se os meios podem ser perversos, também os fins em geral são pouco ou nada nobres. Já nós, os outros, os da sociedade como um todo ou de classes sociais distintas, o que nos diferencia daqueles pode ser apenas o lado onde nos encontramos.

Embora as narrativas girem em torno do momento e do local em que viviam os autores, os problemas enfocados não mudam muito ao longo do tempo e guardam semelhanças na história política de qualquer região do planeta. Os autores talvez pretendam com seus romances, buscar uma resposta através da literatura, ou pelo menos despertar uma reflexão por parte do leitor. Mas seja como for, parece certo que um bom romance político vai além da posição ideológica do autor, cavando, esmiuçando, dissecando nossa natureza como indivíduos, do lado de dentro e de fora do poder.

1. Júlio Cortázar

Julio-Cortázar-Quijote-660x650-650x288Cortázar, considerado um dos melhores autores, original e inovador em seu tempo, nasceu na embaixada da Argentina em um distrito de Bruxelas na Bélgica e depois retornou a sua terra natal aos quatro anos de idade. Em 1951 aos 37 anos,  por não concordar com a ditadura na Argentina, mudou-se para Paris. Sempre preocupado com a situação política na América Latina, no início dos anos 1960  viajou para Cuba, período em que intensificou seu interesse por política, mas sua simpatia pela esquerda não o impedia de criticá-la. Chegou a ser excomungado por Fidel Castro por cobrar o paradeiro do poeta cubano Heberto Padilla. Mas naquela época em que o mundo era rigorosamente dividido entre direita e esquerda, Júlio Cortázar era rotulado por ambos os lados.

2. Gabriel Garcia Márquez

gabiGarcia Márquez foi um escritor colombiano nascido em 1927 e falecido em 2014, deixando vasta obra literária, sendo Cem Anos de Solidão publicada em 1967, respeitada pela crítica como um marco na literatura da América Latina. Márquez foi pioneiro em um estilo conhecido como Realismo Fantástico. Por causa de sua amizade com Fidel Castro e suas críticas aos exilados cubanos, foi perseguido pela CIA. Garcia Márquez viveu na Espanha até 1975 e voltou para a Colômbia em 1981, mas foi acusado em sua terra natal de colaborar com a guerrilha, quando então se mudou para o México. Em 2002, descobre que está com um câncer linfático e lança sua autobiografiaViver para Contar. Em 1982 ganhou o Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra.

3. Mário Vargas Llosa

Mario-Vargas-Llosa-006Vargas Llosa nasceu em 1936 em Arequipa no Peru e escreveu diversos ensaios, a maioria de cunho político sendo “Sabres e Utopias” o mais comentado, onde expõe seu pensamento em favor das liberdades e contra a tirania de governos totalitários. Em 1990 se candidatou à presidência por uma coligação de centro direita, mas perdeu no segundo turno para Alberto Fugimori. Vargas Llosa foi simpatizante do socialismo e admirador da Revolução Cubana, mas sua postura mudou depois de visitar a União Soviética em 1966. Em 1981, publica A Guerra do Fim do Mundo, que narra uma história da guerra de Canudos misturando personagens fictícios e reais. Suas experiências como escritor e candidato à presidência foram relatados em sua autobiografia Peixe na Águaem 1991, e seu livro mais importante foi Conversa na Catedral em 1969, narrando uma época da ditadura em seu país. Em 2010, recebeu o Nobel de Literatura.

4. Jorge Amado

jorgeJorge Amado foi o escritor brasileiro mais lido e mais traduzido para outros idiomas. Todos os seus romances se ambientam na Bahia, em especial na cidade de Ilhéus e Salvador. Viveu no exílio durante o regime getulista, voltando para o Brasil durante a Segunda Guerra. Morou em São Paulo e no Rio. Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro em São Paulo. Várias de suas obras foram adaptadas para o cinema e televisão, seus personagens eram pessoas comuns do povo e aqueles que estavam à margem como meninos de rua e prostitutas. Quem ditava as regras naqueles tempos eram os coronéis com muita influência na vida política local, em geral tiranos declarados e por isso mesmo temidos, mas senhores distintos em sociedade. Nos romances de Jorge Amado, a hipocrisia, como não podia deixar de ser, tem forte presença na vida social da cidade.

5. Raquel de Queiroz

545955-Livros-de-Rachel-de-Queiroz-1Raquel de Queiroz nasceu em 1910 em Fortaleza, no Ceará, descendendo pelo lado materno de José de Alencar. Fugindo da seca em 1915, vai para o Rio de Janeiro em 1917, fato que mais tarde a inspirou a escrever seu livro de estreia O Quinze. Em 1927, torna-se colaboradora do jornal O Ceará. Um episódio curioso sobre ela conta que ao trabalhar como professora substituta de História no colégio onde havia se formado, acabou ganhando o concurso de “Rainha dos Estudantes”. Durante a festa de coroação com a presença do governador do Estado, chega a notícia do assassinato de João Pessoa. Raquel então joga a coroa ao chão e sai às pressas do local com uma única explicação: “sou repórter”. Quando retorna à Fortaleza, por volta de 1931, ajuda a fundar o PC cearense, mas quando é obrigada a submeter um livro seu a um comitê do partido antes de publicá-lo e este não o aprova porque na estória um operário matava o outro, rompe com o partido. Publica o livro pela editora Schmidt, do Rio, e muda-se para São Paulo, onde se aproxima do grupo trotskista, mas acaba rompendo de vez com a esquerda quando chega a notícia de que uma picareta de quebrar gelo, por ordem de Stálin, havia esmigalhado o crânio de Trótski.

6. Máximo Gorki

maximo_gorkiSeu nome verdadeiro era Alexei Peshkov, nasceu em 1868 em uma família pobre numa pequena vila da Rússia. Ficou órfão aos cinco anos e desde cedo trabalhou em pequenos ofícios para sobreviver, tendo frequentado apenas alguns anos da escola primária. Gorki foi um exemplo de escritor autodidata e mesmo assim tornou-se um dos maiores escritores do regime soviético e um dos grandes nomes da literatura do século 20. Foi também autor de muitas peças teatrais e é um dos autores mais encenados no mundo até hoje. Suas primeiras obras foram osPequenos Burgueses e Albergue Noturno encenadas no Teatro de Moscou em 1902. Foi perseguido pelo regime czarista e teve que exilar-se na Europa e Estados Unidos. Retornou à Rússia depois da revolução de 1917 mas desentendeu-se com líderes bolchevistas e teve que se exilar novamente. Mas, ao voltar para seu país natal em 1928, foi festejado como maior escritor do regime comunista. Segundo críticos, a obra de Gorki é centrada no submundo russo que ele bem conhecia por nele ter vivido, o que confere autenticidade, vigor e emoção aos seus escritos.

7. Graciliano Ramos

graciGraciliano Ramos nasceu em 1892 na cidade de Quebrângulo no sertão nordestino em Alagoas e é considerado o melhor ficcionista do modernismo, e sua obra foi traduzida para vários países. Seu romance mais importante, escrito em 1938, Vidas Secas, ganhou o Prêmio da Fundação William Faulkner dos Estados Unidos. Esteve preso de 1936 a 1937 acusado de participar do movimento de esquerda, e essa experiência pessoal e triste de sua vida foi narrada em seu livro Memórias do Cárcere. Embora suas obras tratem de problemas do Nordeste brasileiro, apresentam também uma visão crítica das relações humanas.

8. Carlos Fuentes

Carlos-FuentesCarlos Fuentes nasceu no Panamá em 1928, mas naturalizou-se mexicano em 1944. É considerado um dos maiores romancistas de língua espanhola na América Latina ao lado de outros grandes nomes. Estreou como romancista em 1958 com a novela A Região Mais Transparente e foi outro autor que se destacou com o estilo do “realismo fantástico”. A obra Gringo Velho, de 1985, foi adaptada para o cinema e O Espelho Enterrado, de 1992, é um ensaio onde Fuentes compara a arte anglo-saxônica e a hispânica. Sua extensa obra ficcional, composta de 22 romances e nove coletâneas de contos, constitui um amplo panorama da história mexicana. Diplomata e intelectual atuante, ele se orientava por uma concepção de esquerda democrática. Foi por muito tempo um crítico dos desmandos do Partido Revolucionário Institucional no México (PRI), que teve predominância no poder desde 1929 até 2000.

Fonte: Homo Lietratus

A genialidade de Machado de Assis na abordagem sobre a loucura

Existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Haveria um homem capaz de tal empreendimento? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente “desajustados”? Eis o desafio insólito do personagem Simão Bacamarte, em O alienista de Machado de Assis.

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Um dos contos de feitura mais admirável de Machado de Assis, O alienista é uma sátira magistral acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização abominável. Afinal, como diz o ditado popular: “de médico e louco todo mundo tem um pouco”.

A estória se passa na vila de Itaguaí, onde um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada “Casa Verde”, com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.

Já desde o início de sua obra-prima, Machado dá dicas da insolência da missão abraçada pelo personagem. Não é à toa que o apresenta, na primeira página, como o “filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas”. A ironia machadiana resplandece fosforescente nesse texto.

No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: “[…] quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento […]”, ou seja, na Casa Verde. E disso decorre o mais curioso, que é a conclusão do Dr. Bacamarte: “[…] que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e portanto que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; […]”. Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local, e agasalhar nela as pessoas que se achassem na condição acima exposta, qual seja: equilíbrio ininterrupto das faculdades mentais.

Tendo em vista que a anomalia é tida como exceção e não como regra, o excêntrico personagem de Machado deduz que a loucura seria, então, o oposto daquilo que a maioria vem manifestando, ainda que o comportamento dessa maioria tenha sido, outrora, para ele, o indicativo de desajuste.

Salta aos olhos, também no conto, o perigo de se atribuir a um único homem um poder dessa natureza: o de classificar indivíduos segundo o seu critério e tolher a liberdade das pessoas, mesmo que em nome da ciência.

Secionar a humanidade em categorias, seja qual for o objetivo, é algo no mínimo temerário e pode levar, em casos extremos, a situações dramáticas como o holocausto. Os seres humanos tem suas particularidades e cada indivíduo é um mundo.

Não há como deixar escapar a intenção do autor de criticar de maneira sarcástica a psicologia sanitarista que dominava a época, bem como a postura pretensiosa de alguns no sentido de considerar que encontraram a chave para as mazelas da humanidade; como se tal chave existisse!

Convém notar que Simão Bacamarte não era um homem desprezível. Ao contrário; desfrutava de intensa credibilidade junto aos cidadãos da vila e à própria Câmara de Vereadores, e suas intenções foram expostas como sendo as melhores. Tanto é assim que na narrativa ele enclausura na Casa Verde a mulher que ama, sua própria esposa, D. Evarista da Costa e Mascarenhas, ao constatar a sua suposta patologia.

Nenhum desvio se subtraía aos olhos daquele homem que, paradoxalmente, acaba se apresentando, na trama, como o mais anormal de todos. Afinal, como fica evidente no texto de Machado, a totalidade dos hóspedes da Casa Verde conseguira, senão obter a cura, retornar às suas vidas fora desse estabelecimento, exceto Simão Bacamarte. É que, achando em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral, decide fechar-se na Casa Verde, apesar dos apelos contrários da mulher e dos amigos, entregando-se ao estudo e à cura de si mesmo até sua morte, que não teria tardado, segundo se depreende da narrativa.

Aliás, cabem aqui parênteses para reforçar o quanto uma obra está intrincada com as vivências de seu autor. Em seu livro Machado de Assis – Um gênio brasileiro, Daniel Piza destaca: “[….] Ele enfrentou muitos preconceitos de sua época: o preconceito racial, como um mulato escuro que viveu 49 dos 69 anos num Brasil escravocrata; o preconceito social, como um epiléptico de origem muito pobre que tinha grandes ambições literárias; e o preconceito intelectual, como escritor que adotou linguagem concisa e cristalina, rejeitou o otimismo e a religião e jamais aderiu a modas estéticas.”

E acrescenta, referindo-se à epilepsia de que era portador o nosso gênio: “[…] Depois da morte da amada, ressurgiu sem dó o mal que, para muitos, naqueles tempos, era sinal de insanidade.”

Com sua genialidade, Machado nos apresenta uma forma brilhante de fazer o grande público enxergar o risco na atitude indesejada de rotular pessoas, de secionar populações, de superestimar indivíduos e teorias, sejam elas filosóficas, religiosas ou científicas; e por fim, de “nunca sair dos trilhos”.

O ser humano é um misto de alegria e tristeza, de amor e ódio, de inquietude e paz, de loucura e sanidade. Carregamos o bom e o mau dentro de nós. Temos, cada qual, um pouco de Deus e do diabo em nossas entranhas. Negar isso significa negar a nossa própria essência, o que resulta não só em tolice, mas na maior e mais destrutiva loucura; que o diga Simão Bacamarte!

Fonte: Obvious

Site oferece mais de 18 mil vídeos de Saúde

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Fonte: Canal do Ensino

UCS e Festa da Uva promovem seminário e torneio aberto de Xadrez em fevereiro

Em realização conjunta com a Associação Caxiense de Xadrez, III Seminário Internacional e XIV Torneio Aberto reunirão mestres e aficionados dos dias 11 a 14 de fevereiro.

UCS e Festa da Uva promovem seminário e torneio aberto de Xadrez em fevereiro.

O “jogo dos reis”, que se tornou “o rei dos jogos” será a estrela do campus-sede da Universidade de Caxias do Sul de 11 a 14 de fevereiro. O Centro de Convivência e o Bloco J serão sede do III Seminário Internacional de Xadrez/UCS 2016 e do XIV Torneio Aberto Internacional de Xadrez Festa da Uva/UCS 2016. “Ao longo dos anos, conseguimos tornar o torneio em algo tradicional e conhecido. As pessoas já sabem que, tendo Festa da Uva, terá a competição, que na última edição foi considerada a melhor da América Latina”, pontua o organizador, André Ricardo Boff.

A programação tem atrações capazes de fascinar os aficionados e impressionar demais interessados no esporte. O destaque são as atividades com a presença do campeão mundial de 2005, o grande mestre (GM) búlgaro Veselin Topalov. Atual 2º colocado no ranking mundial, ele disputará uma “Simultânea às Cegas” – situação de jogo na qual enfrentará, de olhos vendados, quatro adversários ao mesmo tempo, fazendo uso apenas da memória para localizar a posição das peças em cada tabuleiro ao longo das partidas. Podendo utilizar a visão, o número de oponentes aumenta dez vezes: em outra simultânea, o convidado de honra do evento disputará contra 40 jogadores (veja programação abaixo).

Topalov também ensinará movimentos conduzindo peças gigantes em uma partida de exibição em um tabuleiro instalado no Centro de Convivência, ministrará uma palestra sobre sua biografia e técnica, participa do Torneio Aberto e será um dos competidores do Torneio Fechado UCS – os demais são os grandes mestres Gilberto Milos, seis vezes campeão brasileiro; Krikor Mekhitarian, campeão brasileiro de 2013; e Andrés Rodríguez, considerado o melhor jogador uruguaio da história. O seminário também vai ofertar três cursos com propostas de aprofundamento sobre o jogo.

Torneio Aberto – Para o Torneio Aberto Internacional, que ocorre no sábado, 13, e no domingo, 14, são esperados 300 participantes de 12 nacionalidades, havendo a distribuição de R$ 22 mil em premiação nas diversas categorias divididas por idade, nos naipes masculino e feminino. Detalhes podem ser conferidos no site da Associação Caxiense de Xadrez (ACX), realizadora dos eventos em conjunto com a UCS e a Festa da Uva.

Exposição – O clima em torno do esporte começa a ser formado no dia 1º de fevereiro, com a abertura, para o público em geral, de uma exposição de peças e tabuleiros no Centro de Convivência. A coleção de 35 conjuntos, adquirida o longo de 15 anos por André Boff em viagens pelo mundo, conta com temas históricos como a Guerra de Troia, as Cruzadas e as Guerras Napoleônicas, além da saga fictícia O Senhor dos Anéis, entre outras. A mostra permanece até o dia 14.

AGENDE-SE

III Seminário Internacional de Xadrez UCS 2016 & XIV Torneio Aberto Internacional Festa da Uva/UCS 2016
QUANDO: 11 e 12 (seminário), 13 e 14 (torneio aberto) de fevereiro
ONDE: Bloco J e Centro de Convivência – campus-sede da UCS
Premiação: distribuição de R$ 22 mil, conforme classificação
Participantes: 300, de 12 nacionalidades
Realização: UCS, Festa da Uva e Associação Caxiense de Xadrez (ACX)
Informações e inscrições: http://www.acx.org.br; contato@acx.org.br; 54.3223.5460

PROGRAMAÇÃO
1º a 14 de fevereiro: Exposição de peças e tabuleiros temáticos – Centro de Convivência

III Seminário Internacional de Xadrez
Quinta, dia 11
15h: Classificatórias do III Torneio Fechado UCS – Centro de Convivência. Participantes: GM Veselin Topalov, campeão mundial 2005; GM Krikor Mekhitarian, campeão brasileiro 2013; Gilberto Milos, seis vezes campeão brasileiro; GM Andrés Rodríguez, melhor jogador uruguaio da história
19h: Partida de exibição, aberta ao público, com o GM Veselin Topalov em tabuleiro gigante – Centro de Convivência
20h: Palestra com o GM Veselin Topalov – Bloco J/sala 419. Valor: R$ 100
Sexta, dia 12
10h: Simultânea às Cegas – De olhos vendados, o GM Veselin Topalov enfrentará ao mesmo tempo quatro adversários distintos, devendo memorizar as posições das peças em cada tabuleiro conforme o jogo avança – Centro de Convivência
14h: Semifinais e finais do torneio fechado UCS – Centro de Convivência. Participantes: GM Veselin Topalov, campeão mundial 2005; GM Krikor Mekhitarian, campeão brasileiro 2013; Gilberto Milos, seis vezes campeão brasileiro; GM Andrés Rodríguez, melhor jogador uruguaio da história
16h: Coletiva de Imprensa – Centro de Convivência
19h: Simultânea com GM Veselin Topalov – o convidado enfrentará 40 adversários ao mesmo tempo – Centro de Convivência. Interessados em jogar contra ele podem se inscrever pelo site http://www.acx.org.br Valor: R$ 500

Cursos
Quinta, dia 11
Introdução à Organização de Torneios e Arbitragem – Bloco J/Sala 419 (9h às 12h30 e 14h às 17h30). Valor: R$ 120
Sexta, dia 12
Professor de Xadrez – Bloco J/Sala 412 (9h às 13h). Valor: R$ 90
Xadrez Avançado – com o GM Andrés Rodríguez. Bloco J/Sala 419 (9h às 13h). Valor: R$ 90

XIV Torneio Aberto Internacional
Sábado, dia 13: das 9h às 19h
Domingo, dia 14: das 8h às 19h

Foto: Associação Caxiense de Xadrez

 

Fonte: UCS

3 livros clássicos para ler no fim das férias

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Aproveite os últimos dias de descanso para ler um dos livros a seguir

Publicado no Universia Brasil

Os livros clássicos mostram aos leitores a realidade de uma época muitas vezes distante, tal como hábitos e organização social ou até mesmo o tipo de ficção produzido naquele momento histórico. No entanto, é comum que as pessoas tenham dificuldade de escolher em qual livro desejam se debruçar e aprender mais. Pensando nisso, confira 3 livros clássicos que você deve ler ao longo da vida:

1 – Sherlock Holmes

A obra escrita por Arthur Conan Doyle teve sua primeira publicação em 1887 e é lida por milhares de pessoas ainda nos dias de hoje. A primeira aparição de Sherlock Holmes aconteceu na novela Um Estudo em Vermelho. Devido ao sucesso de Sherlock Holmes, Doyle escreveu sobre ele até 1927. Nenhuma das histórias escritas é repetitiva, fazendo com que a leitura seja leve e envolvente. O enredo de cada um dos textos trata sobre Sherlock Holmes, um detetive que tem habilidades incríveis, que beiram o fantástico. Além disso, a personalidade de Holmes faz com que os leitores sintam-se atraídos pela obra, sempre querendo conhecer mais um dos casos resolvidos pelo detetive.

2 – O Senhor das Moscas

Escrito por William Golding, a obra foi publicada em 1954 e tornou-se um grande sucesso ao longo dos anos, consagrado como uma literatura pós Segunda Guerra Mundial. O enredo fala sobre um grupo de garotos que sofre um acidente de avião e ficam presos em uma ilha deserta. Na tentativa de sobreviverem, criam uma sociedade própria, com um líder, e baseada nos recursos que tinham disponíveis na natureza. É uma leitura que faz refletir sobre a organização social e também a capacidade do homem de construir um mundo melhor. No entanto, Golding cria a obra com um tom bem pessimista.

3 – Uma Mulher Perdida

A obra foi publicada em 1923 e escrita por Willa Cather, americana que recebeu o Prêmio Pulitzer de Ficção pela obra One of Ours. Uma Mulher Perdida é um texto que entretém o leitor por meio da escrita de Cather. Dividida em duas partes, a obra fala sobre a ascensão da família Forrester, bem como a do West. Em um segundo momento, retrata o declínio de ambos. Com uma leitura simples e rápida, a obra torna-se complexa por meio do enredo que aborda.

Bibliotecas da UCS não terão expediente nos dias 08, 09 e 10 de fevereiro – Carnaval

As Bibliotecas do Sistema da UCS não terão expediente nos dias

08 e 09/02 – Carnaval

e 10/02 – Cinzas.

Em caso de dúvidas, entre em contato através do telefone (54)3218-2173,  e-mail bice@ucs.br ou Twitter@bibliotecaucs.

Lygia Fagundes Telles é indicada ao Nobel de Literatura

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Com informações do G1 e do UOL

Foi enviada à Academia Sueca, nessa quarta-feira (3), a indicação de Lygia Fagundes Telles ao prêmio Nobel de Literatura de 2016. A diretoria da União Brasileira de Escritores (UBE), responsável pela indicação, elegeu a escritora paulistana por unanimidade. O presidente de UBE, Durval de Noronha Goyos, declarou em comunicado que “Lygia é a maior escritora brasileira viva e a qualidade de sua produção literária é inquestionável”.

Autora de obras como “Ciranda de Pedra” e “As Meninas”, a escritora de 92 anos teve livros traduzidos para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco, tcheco e português europeu. Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985 e foi galardoada com o Prêmio Camões em 2005, o mais importante da língua portuguesa.

O anúncio do prêmio deve ocorrer em outubro em Estocolmo, na Suécia, e teve como premiada em 2015 a jornalista bielorussa Svetlana Alexievich.

Fonte: Literatortura

Projeto explica referências intertextuais presentes na obra de Machado de Assis

Site permite a busca de citações a livros, autores e episódios históricos contidas nos contos e romances machadianos

Um grupo de pesquisadores está compilando em um site as relações intertextuais presentes na obra de Machado de Assis. Citações de frases, títulos de livros, nomes de autores, personagens, lugares e episódios históricos foram explicados e incluídos em um banco de dados de acesso livre. O projeto também já publicou na internet livros do autor com links que explicam algumas referências.

A coordenação é de Marta de Senna com Hélio de Seixas Guimarães, fundadores do grupo de pesquisa Relações intertextuais na obra de Machado de Assis, da Fundação Casa de Rui Barbosa. O site foi feito em parceria com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

No site, é possível localizar os trechos em que as referências foram feitas e obter sucinta explicação de cada uma. O grupo também disponibilizou o texto de 26 livros de Machado comhiperlinks que explicam as referências ao longo do texto. Também faz parte do projeto a revista eletrônica Machado de Assis em linha, que já tem sete volumes.

Fonte: Redação Lingua

Oscars 2016: Leia os Livros antes de assistir os filmes

Enquanto esperamos para ver se o Leonardo DiCaprio finalmente levará o prêmio de melhor ator na 88ª cerimônia do Oscar, vale a pena conferir os livros que inspiraram os filmes na disputa deste ano

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Trumbo: Lista negra (2015)

Quem se interessa por intrigas vai gostar de A jogada do século, do economista Michael Lewis. A obra serviu de base para o filme A grande aposta, que concorre em cinco categorias, incluindo melhor filme. O livro traz um retrato da crise financeira de 2008 e, mesclando humor negro e suspense, revela quem em Wall Street já sabia do estouro da bolha bem antes da mídia.

Para os fãs de política há também uma boa opção: a biografia Trumbo, de Bruce Cook, cuja versão cinematográfica pode premiar o ator Bryan Craston. Dalton Trumbo foi um roteirista americano perseguido pelo governo por ser comunista na era McCarthy. Ele foi preso e, após cumprir sua pena, não pôde voltar à Hollywood. A solução por ele encontrada foi trabalhar clandestinamente, vendendo suas histórias a preços baixos e sem creditar seu trabalho. Trumbo viveu assim por mais de uma década, mas conseguiu se reerguer – a ponto de levar um Oscar por A princesa e o plebeu.

Outra biografia na lista é Steve Jobs, do autor Walter Isaacson. O livro foi baseado em centenas de entrevistas; algumas com Jobs, e outras com parentes, amigos, funcionários e concorrentes dele. Tanto o livro quanto o filme (o qual pode premiar Kate Winslet) são bastante honestos e apresentam seu biografado com talentos e obsessões em medidas iguais.

Obsessão, por sinal, é o tema de O Regresso, que abocanhou impressionantes 12 indicações e pode ganhar como melhor filme. Escrito por Michael Punke, o livro traz a história de um caçador atacado por um urso e abandonado por sua comitiva para morrer. Isso em pleno século 19, em uma região de conflito com povos indígenas. Mesmo sem armas ou suprimentos, ele sobrevive, e é tomado por um desejo de vingança que o fará atravessar terras selvagens para encontrar os desertores. Uma prosa intensa para uma história assustadora e baseada em fatos reais.

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O regresso (2015)

Igualmente incômoda é a ficção Quarto, da irlandesa Emma Donoghue. A trama, que concorre a quatro Oscars, traz o menino Jack, de cinco anos, e sua mãe. Tudo que Jack conhece é o quarto onde mora. Lá ele come, aprende, brinca. E lá ele dorme, trancado no guarda-roupa. Jack não compreende, mas ele e sua mãe são prisioneiros de um velho psicopata. E, embora ele não entenda a dimensão do que vive, sua mãe tem consciência de que precisa escapar. Ela cria um arriscado plano de fuga, o qual conta, principalmente, com a astúcia do menino e muita sorte.

Quem procura uma obra mais tranquila vai se encantar com Brooklyn, de Colm Tóibín, que concorre a três estatuetas – dentre elas, a de melhor filme. A obra, passada nos anos 50, conta a vida de Eilis, uma jovem irlandesa que vai para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Lá, ela sofre para se adaptar à nova cultura, mas encontra o amor com um rapaz italiano. No entanto, quando um problema familiar a obriga a voltar para o velho continente, a moça conhece outro homem que deseja seu coração. E agora ela precisa descobrir quem ama – e qual lugar quer chamar de lar.

Ainda entre os livros mais leves, temos Perdido em Marte, de Andy Weir. Apesar da temática tensa (um astronauta é dado como morto em uma missão em Marte, e sua tripulação volta à Terra), a narrativa é bem alto-astral. Tudo graças ao bom humor inabalável do protagonista, que inventa planos mirabolantes para sobreviver enquanto tenta criar um modo de contatar nosso planeta. O filme concorre em sete categorias, incluindo melhor filme.

Outro título com diversas indicações – seis – é Carol. Escrito por Patricia Highsmith sob o pseudônimo Claire Morgan, o trailer traz a história de amor proibido entre uma jovem vendedora e uma dona de casa. Publicado em 1952, o título é um marco na literatura LGBT; um dos primeiros best-sellers que tratam o lesbianismo com naturalidade. O filme já conta com mais de 170 indicações a prêmios, e as protagonistas, Cate Blanchett e Rooney Mara, concorrem como melhor atriz e melhor atriz coadjuvante.

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A garota dinamarquesa (2015)

E, para fechar a lista, temos A garota dinamarquesa, de David Ebershoff. O romance, inspirado em uma história real, retrata a vida de Lili Elbe, possivelmente a primeira mulher trans a submeter-se a cirurgias de readequação sexual. A versão cinematográfica recebeu críticas pela escolha de um ator cis para interpretar o papel principal e por ocultar que a morte de Lili se deu por conta da rejeição ao útero recebido. Ainda assim, o filme agradou a crítica – ele já levou 18 prêmios pelo mundo e concorre a quatro estatuetas.

Lista em mãos, agora é escolher seus livros e filmes favoritos e torcer. Bom divertimento!

Fonte: Homo Literatus

Você é um leitor ou um acumulador de livros

Gastar dinheiro com literatura é uma causa nobre, porém deixar livros parados na estante é quase um crime

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E esses livros parados?

Quem nunca comprou mais livros sem ter lido todos que possui na estante que atire a primeira pedra. É vício de leitor: sempre temos mais livros do que conseguimos ler. Não resistimos a cheiro de livro novo, à curiosidade de conhecer aquele autor que nos foi tão bem indicado, à vontade de montar uma coleção de dar orgulho. Hoje em dia, com os ebooks então, a tentação se tornou ainda maior. Muitos autores clássicos já caíram no domínio público. Amigos nos emprestam seus títulos preferidos para compartilhar comentários. Professores nos passam textos diversos. O que fazer se a vida é curta e os livros são muitos?

É preciso tomar cuidado para não se tornar um acumulador de livros em vez de um leitor. Livros não são peças de colecionador, foram feitos para serem folheados, anotados e amados, ou perecem nas estantes, amarelos, empoeirados. É difícil, mas precisamos nos controlar às vezes. Passar adiante aqueles romances que sabemos que não leremos mais, por falta de interesse ou por não ter gostado da primeira vez. Evitar comprar novos títulos enquanto não terminamos de ler os que prometemos. Assim, ainda economizamos espaço, o que costuma ser um grande problema para um leitor compulsivo, que quase deve abrir mão de se mexer dentro de casa para que caibam todos os livros.

Nossa sede de conhecimento pode ser infinita, porém nosso tempo é restrito, exige planejamento. Priorizemos a qualidade. Vamos tentar ler o máximo que pudermos sim, de forma diversificada, mas sem afobamento. A angústia do querer mais é eterna, é o que nos impulsiona. Usemos isso a nosso favor, como fonte de energia, de modo que não se torne ansiedade paralisante ou desespero atropelador.

De fato, é uma missão hercúlea para um amante de livros tentar não virar um acumulador. Entrar numa biblioteca ou livraria sem levar nada é frustrante. Em algum momento da vida já pensamos em largar tudo e dedicar nosso tempo exclusivamente à leitura: pôr tudo em dia, aqui e agora, sem mais desculpas. A vida normalmente nos impede de realizar esse sonho. Paciência.

Basicamente, ou amamos os livros que adquirimos ou devemos desapegar para dar espaço a outros. Livros precisam circular. Gastar dinheiro com literatura é uma causa nobre, porém deixar livros parados na estante é quase um crime. Vício de colecionador e não paixão de leitor. E afinal, o que queremos: qualidade de leitura ou quantidade de livros? Reflitamos.

Fonte: Homo Literatus 

Livros mais emprestados de Janeiro

mais emprestados fevereiro geral

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Medical Subject Headings realiza atualizações

Para quem não conhece o  Medical Subject Headings (MeSH) é o vocabulário controlado da National Library of Medicine (NLM). A NLM usa o MeSH para indexar artigos de milhares de periódicos biomédicos para a base de dados MEDLINE/PubMed, bem como na catalogação de livros, documentos e audiovisuais adquiridos pela biblioteca. Anualmente, essa ferramente passa por atualizações.

Para a edição de 2016 foram realizadas as seguintes alterações:

  • 438 novos descritores foram adicionados;
  • 17 descritores foram substituídos por terminologia mais moderna;
  • 9 descritores foram cancelados.

Assim, o Medical Subject Headings passou a contar com:

  • 27.883 descritores;
  • 82 qualificadores.

Para maiores informações acesse a página oficial da National Library of Medicin.

Doação Consciente

O princípio de ouro na doação de quaisquer objetos, sejam eles roupas, comida e livros, é a seguinte:faça uma doação consciente.

Ao doar livros para bibliotecas comunitárias, ou qualquer outra biblioteca do seu interesse, a primeira atitude a ser tomada é entrar em contato com os coordenadores da biblioteca, ou com o setor de doações se for uma biblioteca que disponibiliza esse serviço, e perguntar quais as necessidades e requisitos dos livros que eles precisam ter em seu acervo. O contato com as bibliotecas ou projetos que você queira ajudar pode ser feito através do email, telefone, redes sociais ou através de conhecidos que tenham essa informação.

As demais etapas seguem o bom senso, mas reforçamos aqui alguns fundamentos: ao doar qualquer objeto para outra pessoa (livros, revistas, material didático, enciclopédias, e outros materiais relativos à leitura) sempre faça uma autorreflexão:

  • Esses livros estão em condições de serem repassados para novos leitores?
  • Esses livros que estou doando podem ser verdadeiramente reaproveitados?
  • Eu apreciaria receber de outra pessoa esses livros que estou doando?
  • Esses livros serão realmente úteis e serão utilizados por aqueles que irão recebê-los – ou eu estou supondo que eles serão úteis?


Como selecionar livros para doar: 

 1. Verifique se não está faltando alguma página – Se estiver, esse livro não serve para ser doado. A não ser que seja um livro infantil que valorize figuras e imagens, pode ser reutilizado em atividades recreativas, através de recortes, colagem e montagem de cartazes. Mas para leitura ele não serve. É bom confirmar previamente com a biblioteca se esse material será útil e se eles fazem atividades relacionadas à recorte e colagem; se não for o caso encaminhe para a reciclagem.

2. Verifique as condições das páginas – se estão sujas, rasgadas, roídas, riscadas, contaminadas, danificadas por algum líquido, manchadas, emboloradas, com forte cheiro de qualquer substância, o livro não serve para ser repassado a um novo leitor;

3. Livros muito antigos – É sempre bom confirmar com os coordenadores das bibliotecas comunitárias ou públicas se para eles há utilidade nesse material, pois os conhecimentos sempre se atualizam, principalmente em relação à enciclopédias, livros científicos, geográficos, livros de viagem e assim por diante. O blog Bibliotecas do Brasil tem uma pequena lista de locais que aceitam livros didáticos e enciclopédias antigas.

4. Enciclopédias Barsas, Larousses, etc – Geralmente essas enciclopédias são doadas em coleções com vários volumes. É importante entrar em contato através de telefone, email ou pelas redes sociais com os coordenadores das bibliotecas comunitárias ou setores de doação das demais bibliotecas, para ver a possibilidade de recebimento dessas coleções, pois algumas bibliotecas não têm espaço para abrigá-las, ou não possuem uma sala específica para o material de referência. Acontece também de não ter uma pessoa que possa estar diariamente em contato com os leitores, para ensiná-los como utilizar essas enciclopédias. O conteúdo precisa estar atualizado. É bom sempre perguntar antes de doar esse material, para que ele não fique encaixotado, sem utilização. Para mais informações sobre esse material leia o nosso post sobre reciclagem.

5. Livros didáticos e livros de cursos de idiomas – O recebimento desse material depende da biblioteca, algumas acham importante ter livros didáticos, e outras dão preferência a variados gêneros de livros. Como no caso das enciclopédias, é sempre bom verificar com a biblioteca se esse material é bem vindo antes de doar. Existem livros didáticos que só fazem sentido na sala de aula com acompanhamento de professores;

6. Livros danificados – O próprio doador pode enviar para a reciclagem ou encaminhar para um local especializado em restauro de livros. Não há a necessidade de enviar os livros danificados como doação para uma biblioteca comunitária ou demais bibliotecas, porque eles não servem mais, a não ser para a reciclagem ou reutilização após restauro. Confirme com a biblioteca antes de doar se ela tem um setor especializado em restauro e se o livro que você quer doar é interessante para o acervo dela.

Fonte: Bibliotecas do Brasil

Dedicatórias em Livros

“Mas o que mais me fascina são as dedicatórias na contracapa. Acho gostoso ir a um sebo e encontrá-las nas minhas aquisições, como cartas que o mar conduz. Elas contam histórias, sugerem sentimentos, esboçam imagens de lugares e tempos afastados”.

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Algumas pessoas têm o costume de, ao adquirir um livro, assinar nele seu nome. Outras, ainda, de o datarem. Eu não faço nada disso. Não faço também oposição alguma. Tenho um amigo que possui tal hábito. Já me presenteou vários livros e neles sempre há seu nome e a data que os adquiriu.

Não sou daqueles que acha um crime rabiscar um livro. Pelo contrário: acho que um bom livro tem de estar rabiscado, tem de ser velho, cheirar a 1888, ter as páginas amarelecidas, a lombada um pouco gasta… Não é que eu não goste dos livros novos. Gosto. Tanto quanto. Mas os antigos me dão a sensação de terem sido escritos em épocas que eu gostaria de ter ao menos presenciado…

Mas eu dizia que não acho um crime rabiscar um livro, tracejar algumas frases, circular algumas palavras e fazer anotações. Acho que isso diz muito da pessoa que o manuseia. Por exemplo.

Possuo o livro “Cânticos”, da Cecília Meireles, 3ª edição da Editora Moderna feita em 1983. Nele há anotações (e são muitas) de alguém que provavelmente era jovem e principiava os estudos sobre poesia, pois os versos estão divididos silabicamente e com seus significados ao lado, próprio de quem o tomou apenas para passar nas provas escolares.

Da mesma autora tenho as “Poesias completas”, da Civilização Brasileira, de 1974, que reúnem “Poemas de viagens”, “Poemas italianos” e “O estudante empírico”. Ali o dono limitou-se a escrever se gostara muito, pouco ou nada do poema. Percebe-se, pela escrita abreviada, que devia ser uma pessoa irrequieta, talvez com uma rotina agitada, que lia aquilo para um trabalho de faculdade ou por consideração a alguém que lhe era caro e devia ter lhe dado o livro.

Mas o que mais me fascina são as dedicatórias na contracapa. Acho gostoso ir a um sebo e encontrá-las nas minhas aquisições, como cartas que o mar conduz. Elas contam histórias, sugerem sentimentos, esboçam imagens de lugares e tempos afastados.

No livro “Sonata do desencanto”, de Cleómenes Campos, Editora Saraiva, 1950, uma tal Nair de Campos oferece a um amigo, “com o máximo respeito e o mais sincero aprêço”, os versos que ali vão. Ela escreve de Mogi das Cruzes, em 28-11-952.

Já em “A flor, o pássaro e o vento”, de Maria Thereza Galvão, um livro de sonetos editado pela Livraria Martins Editôra em 1966, a coisa é um pouco mais íntima. Nele é a própria autora quem faz a dedicatória, demonstrando uma proximidade para com os agraciados que remonta a épocas mais tranqüilas e frutuosas.

O que muito me cativa nessa dedicatória é o fato de ela ter sido feita em 13-08-1981, nove dias antes do meu nascimento. Quem poderia imaginar, a autora poderia imaginar que seu livro um dia estaria nas mãos de um que nasceu 15 anos após sua publicação? Poderia ela imaginar que a sua proximidade para com aqueles seria agora a minha proximidade para com ela?

Isso, esse encontrar vestígios de vida de outras pessoas nos livros, que não o próprio autor e sua obra, participar um pouco de certo momento de suas vidas, imaginar como viviam, se ainda vivem e como estão, o que sentiam na hora que escreviam, supor o antes e o depois, essa relação com o passado, com a história de outros, é para mim fascinante.

Em “Os melhores poemas de Fernando Pessoa”, Global Editora, 1994, há uma das dedicatórias mais familiares que já tive o prazer de encontrar nos livros da vida. Transcrevo-a na íntegra abaixo, e deixo que você, meu leitor, sinta-a por si próprio.

“Isabella

Eis aqui um dos maiores poetas da língua portuguesa. Conhecê-lo é fundamental, amá-lo é inevitável! Sua poesia é para toda a vida, quem o conhece jamais tira seus livros da cabeceira. Você que quer fazer Comunicação conviverá com ele para sempre. Leia-o e sinta-o e concentre-se, com certeza você vai amá-lo e à língua portuguesa.

Feliz Natal e 95 na faculdade! Boa sorte.

Carol, Mimi e Gidinho”

É certo que os donos não tiveram consideração por aqueles que os presentearam, especialmente nossa Isabella, que parece não ter amado como queriam os seus agraciadores ao seo Pessoa, já que tais livros se encontram nas minhas mãos. Mas se não fosse isso eu não teria me relacionado com essas almas literárias, sentido um pouco de sua existência.

Acho que as dedicatórias são um livro à parte.

Fonte: Obvious

Sugestão Literária: A livraria 24 horas do Mr. Penumbra, de Robin Sloan

Hoje, na 6ª edição do projeto “Sugestão Literária”, que  busca descobrir quais os livros que mais marcaram os funcionários do Sistema de Bibliotecas UCS, Carolina Meroni, funcionária da Biblioteca Central, indica A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra, de Robin Sloan.

O livro se trata de uma aventura apaixonada sobre livros, sobre o passado e o futuro deles, tanto o passado quanto o futuro convivendo, não exatamente em harmonia, na livraria do senhor Penumbra. Na obra existe uma mistura entre a fantasia e o nosso cotidiano tão informatizado e isso a torna especial.

MR. Penumbra Robin SloanA recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo.
Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler.
Mas Jannon é curioso… (Saraiva)

Para Carolina, o livro, apesar de a primeira vista parecer meio bobo, se torna uma daquelas obras que você não descansa até saber o final. É uma emocionante e divertida aventura sobre conspiração internacional, códigos secretos, amor platônico e o segredo da vida eterna.

“Indico para nerds, amantes de livros e para quem gosta de ficção. Uma leitura bem leve, para quem quer um livro para se divertir.” – completa.

Para aqueles que se interessaram por A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra, informamos que o livro está presente em nossos acervos, retire e leia já!

Texto elaborado por Sarah Carvalho, estudante de Jornalismo.

10 Curiosidades sobre Lewis Carroll

Você sabia que…

  • O  gato Cheshire foi inspirado em moldes de queijo do condado de Cheshire, na Inglaterra, uma área produtora de laticínios, onde a frase “sorrindo como um gato Cheshire” era muito popular, possivelmente porque os gatos seria muito felizes ao viverem em uma terra com tanto leite e derivados. A questão é que os queijeiros da região deixavam o rosto sorridente do gato virado para trás e ele somente aparecia por inteiro na última fatia (o que também tem a ver com o personagem de Carroll).

    Alice e o gato em desenho de John Tenniel

    Alice e o gato em desenho de John Tenniel

  • O verdadeiro nome de Lewis Carroll era Charles Lutwidge Dodgson.
  • Ele foi um grande escritor de cartas e escrevia, em média, 2.000 por ano. Muitas vezes ele escrevia estas cartas de trás para frente, forçando o leitor a segurar o papel na frente do espelho para conseguir ler.
  • Apesar de ser um exímio matemático, Carroll não mantinha sua conta bancária em equilíbrio. Ele não estava muito preocupado com dinheiro e muitas vezes ficava no vermelho.
  • Carroll era um prodígio de produtividade: capaz de escrever 20 palavras por minuto, uma página com 150 palavras em sete minutos e meio e 12 páginas em duas horas e meia.
  • Ele escreveu 11 livros sobre matemática e 12 obras de ficção.
  • Lewis Carroll sofria de enxaquecas crônicas, epilepsia, gagueira e surdez parcial.
  • Alice no País das Maravilhas foi traduzido para mais de 70 idiomas.
  • Mesmo depois de ter ficado famoso como escritor, Carroll só viajou uma única vez para o exterior, em 1867, para a Rússia. O seu companheiro de viagem foi um colega, o Dr. Henry Liddon. “Escolhemos Moscovo”, escreveu Carroll. “Uma ideia estranha para um homem que nunca deixou a Inglaterra.” A viagem durou dois meses, e os dois amigos visitaram São Petersburgo e seus arredores, Moscovo e Nijni Novgorod.
  • Há personagens de Alice imortalizados nos vitrais da Christ Church College at Oxford, onde Carroll passou boa parte da vida.

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 Fontes: Fun Trivia: Lewis CarrollShmoop: Lewis Carroll TriviaNYTimes.com; Wikipedia, Lewis Carroll, and the Cheshire Cat; and “Taking account of Carroll.”

Retrospectiva 2015 – Livros mais emprestados ano

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Os números do Blog do Sistema de Bibliotecas em 2015

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 250.000 vezes em 2015. Se fosse o Louvre, eram precisos 11 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Clique aqui para ver o relatório completo

Alteração no horário de funcionamento da Biblioteca Central

Horário de Funcionamento da Biblioteca Central

Em caso de dúvidas, entre em contato através do e-mail bice@ucs.br, Twitter@bibliotecaucs ou telefone (54)3218-2173

10 Melhores livros de detetives de todos os tempos

Publicado no Listas Literárias

1 – O Cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle:Conhecido como um dos primeiros best-sellers do século XX e considerado o melhor romance policial já escrito, O Cão dos Baskerville arrebata o leitor com seu enredo de horror gótico, um clima de ameaça constante, estranhas pistas e inúmeros suspeitos…
2 – Assassinato no Expresso Oriente, de Agatha Christie: É perto da meia-noite quando a neve acumulada sobre os trilhos interrompe a jornada do Expresso Oriente, o mais famoso e luxuoso trem de passageiros do mundo, que liga a Ásia à Europa.A bordo, milionários, aristocratas, empregados – e um assassino. Porém, no mesmo vagão encontra-se ninguém menos que Hercule Poirot. Caberá ao meticuloso detetive investigar todos os passageiros e descobrir a identidade do ousado criminoso…
3 – Os Assassinatos da Rua Morgue, de Edgar Allan Poe: Auguste Dupin investiga a morte cruel de uma velha senhora e de sua filha, únicas moradoras de um prédio na Rua Morgue…
4 – Um Estudo em Vermelho, de Arthur Conan Doyle: Publicado originalmente em 1887, Um estudo em vermelho é uma espécie de “livro do Gênesis’ para os casos de Sherlock Holmes. Além de ser o primeiro livro escrito por Conan Doyle, ele marca a primeira aparição pública do detetive mais popular da literatura universal e também o primeiro encontro entre Holmes e Watson…
5 – O Sono Eterno, de Raymond Chandler: Marlowe é contratado por um velho general milionário e doente que passa o dia envolto em um cobertor num orquidário úmido e escaldante. Pai de duas filhas lindas e complicadas, o velho general está sendo chantageado… 
6 – Um Corpo na Biblioteca, de Agatha Christie: O corpo de uma jovem é encontrado no tapete da biblioteca dos Bantry, às sete da manhã. A vítima é uma completa desconhecida e o casal Bantry decide chamar as autoridades para investigar o caso – e também, é claro, Miss Marple, detetive amadora e amiga da sra. Bantry…
7 – Pietr, o Letão, de Georges SimenonO primeiro romance protagonizado pelo comissário Maigret. Após um corpo ser encontrado no banheiro de um trem, o detetive é levado de bares sombrios a hotéis de luxo enquanto investiga a verdadeira identidade de Pietr, o letão, suspeito do crime…
8 – As melhores Histórias de Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle:
Estão aqui reunidos aqueles que são considerados por especialistas e fãs os melhores contos protagonizados por Sherlock Holmes e dr. Watson…
9 – O Nome da Rosa, de Umberto Eco: Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano na Itália, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos…
10 – Morte no Nilo, de Agatha Christie:Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais…