Conheça o romance francês com mais de 220 páginas que não utiliza a letra E

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Você já pensou em escrever – tá, ler já serve também – um romance inteiro sem a letra E? Pois foi justamente isso que o francês Georges Perec (1936 – 1982) realizou em “O Sumiço”, livro publicado originalmente em 1969 e recentemente traduzido pela primeira vez para o português por José Roberto Féres, o Zéfere, mestre em literatura comparada pela Sorbonne, em tradução literária pela Paris 8, doutor em literatura e cultura pela UFBA, professor e também poeta.

A narrativa, lançada aqui pela Autêntica, conta a história do sumiço de Anton Voyl, um entusiasta de jogos de palavras. Não por acaso, evidentemente, a vogal mais utilizada na língua francesa também desaparece das páginas da obra. “A ambição do ‘Scriptor’, o propósito, digamos, o alvo, sua visada contínua, foi, acima de tudo, criar um produto final tão original quanto instrutivo, um produto apto a propulsionar ou, quiçá, a vir a proporcionar um impulso instigador à construção, à narração, à fabulação, à ação, ou, digamos, numa palavra, ao padrão da narrativa longa atual”, escreve Perec, também autor de “Prix Médicis: A Vida Modo de Usar”, dentre outros, no posfácio – que, como é possível perceber, também abre mão do E.

o sumicoE quem imagina que o escritor optou por algo breve, o que poderia facilitar as coisas, engana-se: a história traduzida ocupa mais de 220 páginas. Com uma empreitada tão grande e desafiadora quanto a de Perec pela frente, Zéfere começou a verter “O Sumiço” para o português em 2008, enquanto fazia seu mestrado, e só foi conclui-lo em 2015.
“Antes de mais nada, antes de estudar as minúcias do livro e investigá-las ainda mais nas dissertações de mestrado e tese de doutorado que escrevi em torno de Perec e sua obra, senti a necessidade de experimentar essa restrição com a língua portuguesa, fazer exercícios textuais sem o E. Meu primeiro teste foi, então, reescrever lipogramaticamente, sem a letra E, alguns versos de Manuel Bandeira, o que resultou em ‘Caio fora pra Pasárgada’’”, conta o tradutor.

O resultado é uma prosa com uma estética um tanto estranha para o leitor. Veja esse trecho como exemplo: “Na ponta, surgiu um sacristão com uma túnica da cor limão agitando um turíbulo do ouro mais maciço, aí uma padraria (um trio) brandindo um crucifixo sob um baldaquim um pouco baranga, com babados a frufrulhar, aí cinco funcionários da casa mortuária Borniol, içando um caixão acaju com alças cromadas. Um dos funcionários tropicou: o oblongo caixão balançou, caiu, abriu: danação! Hassan Ibn Abbou havia sumido!”

O próprio tradutor assume que foi obrigado a buscar “estratégias e estruturas que implicam a construção de um outro português, ou, ao menos, a sua reconstrução, a sua reciclagem, reativando potencialidades latentes ou adormecidas, colocando em relação termos que jamais ou raramente se encontrariam no nosso falar cotidiano, reformulando grande parte dos pensamentos e falas que nos saem, em geral, tão naturalmente, que sequer nos damos conta do que estamos realmente dizendo”.

Os desafios da tradução

Para Zéfere, a maior dificuldade do trabalho esteve principalmente na necessidade de se criarem jogos de linguagem que apontem constantemente para a ausência da letra. “Foi essa a jogada de mestre do autor, a sua grande sacada: escrever um livro sem o E, mas que fala, exatamente, do sumiço do E. Quanto à fidelidade da tradução, precisei refletir a cada momento sobre aquilo a que eu deveria ser fiel, e sempre optei por oferecer ao leitor lusófono jogos que não se prendiam, necessariamente, àquilo que estava explícito, mas mais ao implícito, isto é: não me deixei limitar pelo dito, busquei explorar igualmente o não-dito, ou melhor, o interdito entredito, o proibido exibido nas entrelinhas”, conta.

Como exemplo cita o jogo que existe em uma das passagens. “O protagonista, Anton Voyl, antes de sumir e, consequente, colocar todos seus amigos aflitos em busca de uma solução para o mistério do seu sumiço, instala no seu carro um dispositivo antirroubo, ‘anti-vol’; só que esse ‘vol’ de ‘anti-vol’, em francês, pode ser pronunciado como Voyl, o sobrenome do personagem, sob o qual, nas entreletras, lê-se a palavra ‘voyelle’, vogal, ou seja: o dispositivo era não somente antirroubo mas, igualmente, anti-vogal, duplo sentido que não se produz num simples ‘antirroubo’ em língua portuguesa”, diz, expondo um dos problemas que encarou.

A solução encontrada para tal foi também trabalhar com uma dupla interpretação. Rebatizou Anton Voyl para Antoin Vagol – um nome relativamente conhecido dos brasileiros, Antoine, mas sem o E, acompanhado de um sobrenome que é um anagrama da palavra ‘vogal’ – e no lugar do dispositivo antirroubo, colocou na tradução “uma invocada ignição ativada por discriminação vocal”. “É algo um tanto quanto futurístico, sim, anacrônico, talvez, mas que garante, implicitamente, que se diga o indizível, que se apresente a ausência da vogal, graças à polissemia de ‘discriminação vocal’, que pode significar reconhecimento por voz e, quem sabe, atitude discriminatória em relação a uma certa vogal”, argumenta.

E, ao cabo, o que Zéfere achou da experiência? “Uma coisa é certa: ninguém sai ileso de um trabalho como esse, e muito menos a língua! Foi engraçado me ver tão profundamente habitado por esse sumiço, que me peguei escrevendo até mesmo artigos acadêmicos em que eu evitava certas palavras, sem perceber, porque elas continham E”. Sorte que a vogal já voltou ao vocabulário do tradutor.

Fonte: UOL

Springer proporciona conferência gratuita para autores acadêmicos

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Se por um lado os pesquisadores são cada vez mais pressionados para publicar artigos em revistas científicas, por outro eles nem sempre encontram os meios necessários para se desenvolverem como autores acadêmicos. A editora de aquisições da BioMed Central, Luciana Christante, lista e comenta boas atitudes que podem ajudá-los, sobretudo os que estão no início da carreira, a superar os percalços associados à publicação de artigos. Você também pode participar enviando sua pergunta. Não perca esta chance, registre-se agora mesmo.

Registre-se aqui

O evento “Boas Práticas que Formam Bons Autores” será no dia 6 de setembro de 2016 das 15h às 16h30 (horário de Brasília)

A participação é gratuita

Sobre a editora: Luciana Christante tem graduação em Farmácia e mestrado em Neurociências, ambos pela USP, e especialização em jornalismo científico pela Unicamp. Por 15 anos trabalhou como jornalista de ciência para diversos veículos, como Scientific American, Mente & Cérebro e Unesp Ciência; atualmente é editora de aquisições e desenvolvimento no BioMed Central, o segmento de revistas de acesso aberto da Springer.

Fique por dentro dos próximos webinars. Confira a programação no website!

Primeira edição de “Harry Potter” pode valer alguns milhares de reais

Accio fortuna: Cópia britânica do primeiro livro da saga criada por J.K. Rowling com pequeno erro de digitação deve ser vendida por mais de 100 mil reais em leilão

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Como um bom fã do bruxo mais famoso do mundo, você provavelmente já desbravou Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, oitava história da saga criada por J.K. Rowling, que foi lançada em inglês em 31 de julho e chega às prateleiras em português no dia 31 de outubro. Caso seja mesmo um potterhead, provavelmente também já colocou no carrinho os novos três livros digitais – coletâneas de histórias relacionadas ao universo da magia (muitas delas publicadas anteriormente no portalPottermore) que serão lançadas no dia 6 de setembro e já estão disponíveis na pré-venda. A boa notícia da vez é que toda essa dedicação não vai garantir apenas uma boa pontuação no exame de Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia – ela pode ser recompensada também com algumas milhares de notinhas verdes trouxas.

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Um dos exemplares da primeira edição britânica de Harry Potter e a Pedra Filosofal vai a leilão no dia 9 de novembro, em Londres. E a estimativa é que o livro, que foi lançado em 1997, possa ser arrematado por até 26 mil libras – a bagatela de 109 mil reais.

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Caso você tenha adquirido alguma versão internacional antiga do livro, vale a pena correr até a sua prateleira e folhear o seu exemplar. Um pequeno errinho na página 53 identifica as primeiras 500 cópias da obra que valem ouro: na lista de materiais escolares a serem adquiridos no Beco Diagonal, “1 wand” (“1 varinha”, em português) aparece listada duas vezes. O erro foi corrigido nas edições posteriores do livro que vendeu mais de 400 milhões de cópias em todo o mundo.

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“Como o primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal tem um lugar especial no coração de milhões de leitores em todo o mundo, o erro sobre a varinha na primeira edição fez, naturalmente, com que ela se tornasse item precioso desse universo”, afirmou, em comunicado oficial, Matthew Haley, Diretor de Livros e Manuscritos da Bonhams, tradicional casa de leilões responsável pela venda da cópia.

O exemplar a ser leiloado não é o único que vale uma grana no mercado de colecionadores. As mais valiosas são aquelas em capa dura, que possuem a numeração 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1. Mas a versão em brochura e exemplares da segunda edição também são valorizados. Se você for dono de uma dessas, já dá para considerar alugar um cofre em Gringotes.

Fonte: Superinteressante

Livro mais misterioso do mundo será finalmente publicado

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Um dos livros mais enigmáticos da história, com mais de 600 anos, vai ser publicado pela primeira vez, pela Siloé, uma pequena editora da cidade de Burgos, na Espanha. O manuscrito Voynich , do século 15 e com 244 páginas, está guardado a sete chaves na Biblioteca Beinecke, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

Trata-se de uma obra escrita em linguagem cifrada e um dos grandes desafios há séculos para historiadores e linguistas de todos os continentes. Eles esperam encontrar em suas páginas segredos da alquimia.

Juan José García, editor da Siloé, afirmou que a tiragem “será de um número palindrômico, 898 exemplares”, devido à sorte que deu editar 696 exemplares do seu primeiro título, “Bestiário”, de Juan de Austria. O preço apenas estará ao alcance de bibliotecas e colecionadores, entre € 7 mil e € 8 mil. Cerca de 300 exemplares já foram vendidos.

García explica que a Universidade de Yale decidiu vender os direitos por três razões: para evitar os muitos pedidos de consulta; porque não consegue atender todos os museus que desejam expor o livro; e porque, assim, o divulgam melhor. O livro original, claro, não vai sair da Yale.

O manuscrito Voynich conserva intacto o magnetismo que ainda têm os livros secretos: que explicam o sentido da vida e os poderes mágicos ou ainda aqueles de caráter demoníaco, cuja leitura provocaria a loucura ou a morte. A história do manuscrito já é misteriosa por si só e, durante certo tempo, acreditou-se que era uma invenção de um livreiro lituano de origen polonesa, Wilfrid Voynich.

Desenhos de plantas estranhas

Revolucionário deportado para a Siberia pela polícia czarista, ele conseguiu fugir primeiramente para a Alemanha e, depois, para Londres. Lá se casou com a filha de um grande matemático. Licenciado em farmácia, ele traduziu Marx e Engels ao inglês, falava 18 idiomas e fez fortuna com o comércio de livros antigos.

Em 1914, ele ficou sabendo que os jesuítas do Nobile Collegio Mondragone, de Frascati (Itália), sem dinheiro, estavam vendendo seu acervo. Voynich foi ao leilão e se interessou por um pequeno livro de apenas 23 cm x 16 cm, ao qual faltavam 28 páginas. Tinha vistosos desenhos de plantas estranhas, diagramas astrológicos e mulheres nuas se banhando em densos lagos de cor verde.

Apenas meses mais tarde, já em Londres, ele se deu conta de que a obra estava escrita em uma linguagem desconhecida que ninguém conseguia decifrar. Talvez porque revelasse substâncias usadas na alquimia que eram proibidas pela igreja.

Teorias delirantes

As dúvidas sobre a autenticidade do manuscrito se diluíram quando a análise com carbono 14 certificou que o papel datava de entre 1404 e 1438, e a tinta, de, no máximo, 1459. Um dos seus proprietários foi Rodolfo II, da Boêmia, protagonista de una novela de Chatwin.

Desde o descobrimento do manuscrito, há diversas teorias delirantes, como a de que teria sido escrito por extraterrestres. Em 2014, o professor Stephen Bax afirmou que havia conseguido decifrar 14 caracteres, utilizando coleções de plantas medievais árabes e asiáticas.

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Fonte: RFI

Confira as novas aquisições da biblioteca (Agosto/2016)

  1. A Força do Destino – Monica de Castro
  2. Ainda estou aqui –  Marcelo Rubens Paiva
  3. Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis – Jenny Lawson
  4. Cemitérios de dragões – Legado Ranger I – Raphael Draccon
  5. Cidades de dragões – Legado Ranger II – Raphael Draccon
  6. Os Condenados – Andrew Pyper
  7. De Primatas a Astronautas. A Jornada do Homem em Busca do Conhecimento –  Leonard Mlodinow
  8. Dexter está morto – Jeff Lindsay
  9. A Guerra da Rainha Vermelha. Prince of Fools – Volume 1 -Mark Lawrence
  10. Guia Politicamente Incorreto do Sexo
  11. Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira
  12. A Jogada do Século –  Michael Lewis
  13. O Livro da Ciência- Ed. Globo
  14. O Livro da Economia – Ed. Globo
  15. O Livro da Filosofia- Ed. Globo
  16. O Livro da Política- Ed. Globo
  17. O Livro dos Negócios- Ed. Globo
  18. O Livro da Sociologia- Ed. Globo
  19. A Mamãe É Rock – Ana Cardoso
  20. Menina Má – William March
  21. O Navio das Noivas – Jojo Moyes
  22. No seu olhar – Nicholas Sparks
  23. A noite dos mortos vivos – John Russo
  24. Obra completa murilo rubião
  25. Ordem –  Hugh Howey
  26. O Papai é Pop – Volume 2 –  Marcos Piangers
  27. O pequeno princípe – A história do filme
  28. O Primeiro Último Beijo –  Ali Harris
  29. A Redoma de Vidro  – Sylvia Plath
  30. Só por hoje e para sempre –  Renato Russo
  31. Girl Boss –  Sophia Amoruso
  32. O Jogo – Trilogia The Game. Volume 1  – Anders De La Motte
  33. Trilogia the Game. Ruído – Volume 2  – Anders De La Motte
  34. Não me abandone jamais – Kazou Ishiguro
  35. A Viagem de Theo – Catherine Clément
  36. Linha M – Patti Smith
  37. Vozes de Tchernóbil –  Svetlana Aleksiévitch
  38. O Último Adeus – Cynthia Hand
  39. Cidade em Chamas – Garth Risk Hallberg
  40. A guerra não tem rosto de mulher – Svetlana Aleksiévitch

Gabriel García Márquez passa a estampar nota de 50 mil pesos na Colômbia

No outro lado da nota há figuras dos povos que ancestralmente habitaram a Serra Nevada de Santa Marta, cidade natal do autor

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Desde o dia 19 de agosto, os colombianos podem encontrar o rosto do maior escritor do país, Gabriel García Márquez, nas notas de 50 mil pesos.

“A figura principal do bilhete de 50 mil pesos é Gabriel García Márquez (…) rendendo homenagem a um personagem que levou muito longe o nome da Colômbia desde metade do século passado”, afirmou o gerente geral do Banco da República, José Darío Uribe, durante a apresentação do novo papel moeda.

O ato de lançamento ocorreu em Santa Marta – no norte da Colômbia, a 900 quilômetros de Bogotá –, cidade natal de Gabo e que serviu de inspiração para a famosa Macondo, onde se passa o maior romance do autor: Cem Anos de Solidão.

No outro lado da nota há “figuras dos povos que ancestralmente habitaram a Serra Nevada de Santa Marta, reconhecida pela Unesco como reserva da biosfera da humanidade”, afirmou Uribe.

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García Márquez, ganhador do Nobel de Literatura de 1982, morreu em abril de 2014 no México, onde viva com sua esposa.

Fonte: Opera Mundi

Confira dicas valiosas para fazer seus livros durarem por muitos anos

Como são feitos de papel, um material frágil, os livros são muito fáceis de estragar

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Quem tem livros em casa sabe o quanto estes objetos são viciantes. Os aficcionados por livros são muito apegados e muito cuidadosos com seus pertences, pois pretendem mantê-los em bom estado por muitos anos.

Como são feitos de papel, um material frágil, os livros são muito fáceis de estragar. Eles podem ter fungos, ficarem cheios de poeira, manchar, ter traças e serem difíceis de limpar. Por esta razão, é essencial manter certos cuidados, a fim de mantê-los por anos ou até mesmo décadas. Confira alguns truques de conservação disponibilizados pelo UOL:

1. Tire o pó pelo menos a cada 15 dias – o ideal é uma vez por semana – passando uma trincha ou escova macia sobre o topo das folhas de cada exemplar. Para uma limpeza profunda, passe a escova página por página.

2. Use luvas e máscaras durante a limpeza, para se proteger do pó e também para não pegar nos livros com as mãos, além de manter o ambiente arejado.

3. Em livros encapados, passe álcool gel ou solução de álcool com vinagre, com pano macio. Os cheiros ácidos afastam fungos e pragas.

4. Não esqueça da estante: tire todos os exemplares, passe aspirador ou espanador e, em seguida, um pano úmido com a solução acima. Espere secar bem para colocar os livros de volta.

5. Guarde os livros em pé, em local seco e que não leve sol diretamente. Caso não seja possível colocá-los em pé, deite-os mas nunca empilhe mais do que três unidades.

6. Ao organizar, dê preferência pelo estilo literário, assunto ou autor. Em grandes bibliotecas, use etiquetas para identificar mais fácil. Use aparadores para manter os exemplares em pé.

7. Para mantê-los longe de pragas, higienize sempre e garanta uma boa ventilação. Use ventiladores ou circuladores de ar para isso.

8. Sachês de cânfora, naftalina, potinhos de cravo-da-índia, folhas de louro ajudam a manter os fungos e traças longe.

9. Caso seus livros sejam infestados por pragas, recorra a uma dedetização.

10. Para eliminar as manchas amareladas que podem vir a ocorrer, segure o livro fechado firmemente e use uma escova macia para limpar as bordas das páginas. Para manchas persistentes, passe com muito cuidado, sobre a sujeira, um cotonete levemente umedecido em água sanitária.

11. Edições raras e antigas devem ser limpas por pessoas especializadas, como bibliotecários ou restauradores.

12. Puxas o livro pela lombada superior faz com que a lombada se rompa com o tempo. O ideal é pegar o volume segurando-o pela parte central da encadernação.

13. Jamais pegue nos livros com as mãos sujas nem apoie os cotovelos sobre as edições antigas. Apesar de óbvio, ainda vale ressaltar: nunca dobre os exemplares.

14. Nunca, jamais use fitas adesivas ou colas para consertar os livros.

15. Grampos e clipes estragam as páginas, ainda mais se forem daqueles que enferrujam com o tempo. Para marcar as páginas, use marcadores próprios para este fim e o mais finos possível. Se precisar fazer anotações, recorra a papeizinhos autoadesivos.

16. Por fim, umedecer os dedos para virar as páginas vai manchar e estragar os livros.

Fonte: Ao Minuto

Ovid oferece recursos audiovisuais para facilitar o acesso à plataforma

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O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) proporciona à comunidade acadêmica brasileira o acesso gratuito a bases de dados da Ovid Technologies – considerada uma das editoras líderes na área de pesquisa médica. Fazem parte do acervo da biblioteca virtual as seguintes ferramentas: Ovid Journals, Medline 1946 to Present with Weekly Update e Medline Daily Update.

Com a intenção de facilitar o acesso ao conteúdo pelo público brasileiro, a Ovid criou um Centro de Recursos em Português, com vídeos, apresentações, guias de referências e formas de contato com o suporte técnico. Por meio dos recursos audiovisuais fornecidos pela editora, é possível conhecer melhor os mecanismos da plataforma, como, por exemplo, as formas recomendadas para realizar pesquisas básicas e avançadas. Também está disponível uma página com recursos em espanhol, com a mesma finalidade de capacitar os usuários.

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Pela Ovid Collection Journals, os usuários do Portal de Periódicos têm acesso a 146 títulos de revistas científicas nas áreas de Ciências Biológicas e Ciências da Saúde, com foco em medicina, ciência e tecnologia. A base oferece texto completo de artigos, além de imagens, gráficos e outros materiais. A disponibilidade do acervo varia a partir de 1827 até o presente.

A Ovid Medline cobre a literatura internacional em biomedicina, incluindo campos da saúde relacionados e ciências biológicas e da vida, humanidades, ciência da informação e outros campos que dizem respeito a medicina e cuidados médicos. A base abrange 5400 periódicos, com acesso a referências e resumos.

É possível filtrar o conteúdo da Medline, utilizando a estrutura de organização que separa os materiais em “Medline 1946 to Present with Weekly Update” e “Medline Daily Update”. Todos os conteúdos podem ser localizados na opção Buscar base do Portal.

Fonte: Periódicos Capes

Acervo de Recursos Educacionais em Saúde

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O Acervo de Recursos Educacionais em Saúde – ARES disponibiliza recursos educacionais desenvolvidos para o ensino-aprendizagem de trabalhadores da saúde. No link abaixo você encontra vídeos, textos, imagens, entre outros conteúdos, para atender às necessidades de formação e capacitação desses trabalhadores.

Acesse: ares.unasus.gov.br

Como ler um audiolivro?

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Você sabe o que são audiolivros? Imagine então uma pessoa lhe contando uma história. Audiolivros são, simplesmente, livros em formato de áudio, falados, geralmente gravados em estúdio e disponibilizados em formato mp3 ou com o áudio embutido no livro virtual.

Este formato de livros tem ganhado muitos adeptos no mundo, principalmente por pessoas que trabalham em vários horários e não tem tempo de parar e se dedicar à leitura de um livro. Se você se encaixa nesse perfil, ou tem dificuldades para parar e se concentrar em um livro inteiro, essa pode ser uma excelente alternativa!

As narrações de um audiolivro são feitas por um ator/dublador/narrador profissional e seguem exatamente o conteúdo escrito. Após todas as edições, alguns audiolivros ainda recebem efeitos especiais de som e trilhas sonoras!

Por que ler e ouvir um audiolivro?

Para muitas pessoas a leitura é uma atividade solitária e maçante, já que o leitor precisa parar o que estiver fazendo e concentrar-se somente na leitura. Já outros não tem tempo. O audiolivro possui a grande vantagem de poder ser ouvido enquanto você faz uma caminhada, ou quando está no carro, no trânsito para o seu trabalho.

Enquanto ouve, a pessoa também pode acompanhar a história lendo e, nesse caso, ambos os estímulos (visual e auditivo) ajudam a manter a concentração e a entender melhor a história. O audiolivro também pode ser uma excelente opção de estudo, uma das formas que tem ganhado mais força nesse meio educacional.

Para quem está aprendendo um novo idioma, ler e ouvir um audiolivro também pode ser uma grande estratégia de aprimoramento do vocabulário e para aprender a pronúncia das palavras.

Para quem deseja ouvir no celular ou no carro, existe também a opção de se adquirir um audiolivro sem o conteúdo de leitura, somente a narração, o que economiza dinheiro e espaço. Outro benefício do audiolivro é que, por ser em formato digital, geralmente é bem mais barato que os livros convencionais!

Como procurar um audiolivro?

É possível hoje encontrar audiolivros nos mais diversos estilos, desde os didáticos, como mencionados, até os clássicos da literatura. Para os assinantes da Netflix, a plataforma disponibiliza um catálogo com mais de 1000 títulos diversos de audiolivros.

Com uma busca simples na internet, você consegue encontrar sites com acervos de audiolivros em diversos idiomas. Até mesmo no seu smartphone, é possível encontrar milhares de audiolivros gratuitos, acessando apenas a sua loja virtual (App Store, Google Play, Windows Store) e buscando por audiolivros. Nas lojas virtuais das principais livrarias (Saraiva, Cultura, Amazon, Fnac, etc.) você também encontra um grande acervo a preços acessíveis.

Além dessas bases, existem na internet alguns sites interessantes para download:

  • Free Classic Audio Books – Nesse site é possível encontrar milhares de audiolivros em formato mp3 e mp4 (Ipod) para download. Dentre grandes clássicos da literatura, estão obras de Charles Dickens, Virginia Wolf e Jane Austen.
  • Books Should be Free – Para quem está aprendendo ou aprimorando uma nova língua, o interessante dessa página é que você encontra audiolivros em mais de 20 idiomas diferentes.
  • Universidade Falada – Aqui, há um enorme acervo de audiolivros gratuitos em variados estilos literários e matérias didáticas.
  • Org – Aqui você encontra livros em formato de áudio de diversos autores da literatura portuguesa e brasileira, além de contos e poesias. Confira clássicos de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Camões, José de Alencar, etc.
  • Livros Narrados – Esse blog é especializado em audiolivros. Aqui estão reunidos diversos audiolivros principalmente de autoajuda, sobre liderança e empreendedorismo, alguns best-sellers para download totalmente gratuito. Também há livros da literatura brasileira, romances, ficção e livros religiosos/espiritualistas.

Faça bom proveito de todo conteúdo.

Fonte: Canal do Ensino

Pedidos realizados entre 17/08 e 19/08 de empréstimo interbibliotecas devem ser refeitos

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Informamos que devido a uma falha interna, todas as solicitações de empréstimo interbibliotecas realizadas entre 17/08/2016 a 19/08/2016 não foram recebidas.
Solicitamos que os pedidos realizados neste período sejam refeitos.
Qualquer dúvida entre em contato conosco através do telefone (54) 3218-2173 ou pelo e-mail bice@ucs.br

Conheça “Arte de Pajaros”, uma das obras raras da Biblioteca Central

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O Blog de Processo Técnico da Biblioteca Central da UCS está apresentado mais uma obra do seu acervo de obras raras. Desta vez, trata-se da edição prínceps do livro:“Arte de Pajaros”, do renomado poeta chileno Pablo Neruda, publicado em 1966. Para obter mais detalhes, ou para conhecer o livro, veja a publicação.

Outras obras como “A esthetica da vida”, de Graça Aranha (1920) e “Historias da meia noite“, de Machado de Assis (1873), também já estão lá. Confira a seção OBRAS RARAS do blog.

Uma micro-biblioteca feita de embalagens de sorvete

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A fachada de uma micro-biblioteca em Bandung, Indonésia, foi construída com mais de 2.000 caixas de sorvete. Este projeto original quer incentivar o interesse das pessoas pelos livros ao oferecer um espaço dedicado à leitura e à aprendizagem.

Localizada numa pequena praça usada pela comunidade local para momentos de convívio e atividades desportivas e sendo construída no ar quase como um espaço flutuante, esta biblioteca adiciona espaço em vez de roubar área ao terreno.

A praça está localizada entre um bairro de classe média e um bairro social, servindo assim de ligação entre toda a comunidade. Para além do design inovador, a biblioteca oferece sombra e proteção da chuva.

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De acordo com informação no portal ArchDaily, as caixas de sorvete foram escolhidas para fazer as paredes por serem um material econômico mas também devido ao clima tropical de Bandung, que ronda uma média de 23º C durante todos os meses do ano, com picos de 32º C.

Nesta zona, para manter os sítios fechados frescos é normalmente necessário ar condicionado, mas com esta solução do atelier de arquitectura SHAU o espaço fica bem ventilado uma vez que o fundo de algumas das caixas foram cortados, enquanto outras ficaram fechadas. Esta solução permite que o ar circule por todo o espaço e que entre a quantidade certa de luz.

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Os responsáveis do projeto escreveram, na fachada, uma mensagem através de código binário, usando as caixas abertas para simbolizar o zero e as caixas fechadas para simbolizar o um. As palavras elegidas foram “buku adalah jendela dunia”. Em português significam “os livros são a janela para o mundo”.

O espaço foi desenhado pela firma de arquitetura SHAU, dedicada a encontrar “soluções de design inovadoras que incorporam preocupações sociais e ambientais no processo de design”.

Fonte: Livros e Pessoas

Sugestão Literária: “O segredo de Emma Corrigan”, de Sophie Kinsella

Mais uma edição do Sugestão Literária, projeto realizado pelas Bibliotecas da UCS, a fim de conhecer o que seus funcionários leem e recomendam para a comunidade acadêmica. Desta vez, Márcia Pegorini fala da sua experiência com o livro “O Segredo de Emma Corrigan”.

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A vida de Emma Corrigan não é extremamente um livro aberto. Ela tem segredos que não revela para ninguém, muito deles sobre o seu trabalho e namorado. No entanto, durante uma viagem de avião repleta de turbulências, ela pensa que vai morrer e acaba contando todos os segredos para o bonitão ao lado.

 

 

A funcionária afirma ter lido o livro através de uma indicação e que leituras leves e divertidas, mas que passem uma mensagem, lhe chamam atenção. Acredita, ainda, que todos nós temos segredos não revelados, assim como a protagonista Emma Corrigan.

Com o término da leitura, Márcia reflete sobre o fato de quando estamos diante de uma situação complicada, dizendo para não nos apavorarmos perante a ela. Além disso, sugere ainda que outras pessoas não devam saber de nossas experiências, uma vez que cada um está inserido em seu próprio contexto de vida.

A indicação do livro pela funcionária tem um bom motivo: uma leitura que provoca a reflexão de nossa própria existência. Nossas palavras podem voltar contra nós, e o amor pode acontecer quando menos se imagina, conta ela ao descrever o livro.

Por fim, Márcia valoriza a leitura “… nos traz mensagens para refletir sobre nossa conduta diante das pessoas e dos fatos.”

O livro está disponível em nossa acervo. Confira!

 

Exposições do Campus 8 integram a 9ª Semana da Fotografia de Caxias do Sul

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Desde o dia 10 de agosto, o Campus 8 – Centro de Artes e Arquitetura está contando com duas exposições que integram a programação da 9ª Semana da Fotografia de Caxias do Sul, promovida pela Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Unidade de Artes Visuais da Secretaria da Cultura: “Ásia, Sudeste…”, de Ilka Filippini e “Os Fios de Luz”, de Clara Koppe.

As imagens que compõem a exposição fotográfica “Ásia, Sudeste…” foram capturadas durante viagem realizada por Ilka Filippini, em janeiro de 2014, durante sua participação na Art Tour – Uma viagem de contemplação e arte, com foco na arte budista e tribal, guiada por Tiffani Gyatso, pintora de Tankas (pintura do Budismo Tibetano) e artista contemporânea.

Durante a viagem, Ilka visitou a Tailândia, Mianmar ou Birmânia, Vietname e Camboja. Entre os objetivos da exposição, segundo Ilka, está o de sensibilizar as pessoas sobre as diferenças dos povos do Sudeste Asiático em relação aos povos do Ocidente, “buscando lançar questões sobre a nossa própria cultura e, dessa forma, gerar sentimentos de compaixão e amor entre os seres”. Essa exposição poderá ser visitada de até 31 de agosto, na Galeria de Arte do Campus 8.

Já a exposição “Os fios de luz”, de Clara Koppe, tem texto de apresentação do professor Dr. Jayme Paviani e expografia de Valéria Rheis. Trata-se do resultado do trabalho, iniciado em 2013 e desenvolvido até hoje, sob a orientação da artista visual Anico Herskovits. As composições fotográficas apresentadas na exposição surgiram de imagens descartadas de fotografias Pinhole produzidas pela artista e que foram recortadas, coladas e costuradas nos anos de 2015 e 2016. As fotografias foram construídas sobre traços arquitetônicos, bicicletas, ferros velhos, manequins e outras imagens reais, de dimensões urbanas, imagens pensadas, dirigidas por fios que funcionam como focos de luz que vão ao encontro do belo. A exposição poderá ser visitada também até 31 de agosto, no hall inferior do Campus 8.

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Fonte: UCS (adaptado)

Startup francesa cria livro que adapta história ao leitor

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Imagem do romance policial “Chronique(s) d’Abîme” no aplicativo lançado pela Via Fabula

Dizem que a pessoa que se identifica com a história que lê sempre chega ao final dela. Com base nisso, foi criado na França um aplicativo que se adapta ao gosto, à vida e à personalidade de cada leitor.

Assim, a história pode variar se o leitor for homem ou mulher, se estiver ou não em um relacionamento, e até mesmo dependendo do lugar em que o livro for lido. A invenção é da Via Fabula, uma startup francesa que desenvolve um aplicativo de livros digitais. “Nós não fazemos livros interativos, mas adaptativos”, comentou Bruno Marchesson, fundador do projeto.

A diferença, segundo explicou, é que as histórias interativas permitem que o leitor escolha o que quer ler, e nas “adaptativas é o livro que escolhe a história que será mostrada ao leitor e que será adaptada a seus gostos e interesses”.

Para isso, o leitor deve baixar gratuitamente o aplicativo, que já conta com mais de 1,1 mil usuários desde que foi lançado, no início deste ano. Depois, é necessário associar a conta a um perfil no Facebook ou preencher um simples questionário e permitir que o aplicativo identifique sua localização geográfica.

Feito isso, já é possível começar a ler o romance policial “Chronique(s) d’Abîme” (“crônica(s) do abismo”), que apresenta o primeiro capítulo adaptado à hora e à cidade do leitor, embora por enquanto só esteja disponível na versão francesa.

No entanto, para ter as adaptações que o aplicativo propõe é preciso pagar, como com qualquer livro digital ou de papel, para continuar com a história. O custo é de US$ 4,99, dos quais 30% vão para a plataforma de download, outros 30% para Via Fabula e os 40% restantes para o autor. “É uma verdadeira vantagem para os escritores, pois habitualmente as editoras pagam apenas 10% das vendas a eles”, comparou o empresário.

O escritor Marc Jallier, especializado em terror, foi o escolhido para fazer o piloto deste projeto, apesar de “Chronique(s) d’Abîme” já ter sido publicado há mais de dez anos.

Marchesson contou que o escritor decidiu trabalhar com a Via Fabula pelo desafio de escrever seis histórias diferentes que partissem de uma mesma base, com nove finais alternativos e 150 variações no desenvolvimento da história.

“Uma vez ele escutou um de seus leitores dizer que tinha gostado de um livro, mas não do final. Então, quando começamos a trabalhar, lembrou desse episódio e quis tentar não um final diferente, mas muitos mais”, disse.

Isso ocorreu há dois anos e, desde então, Marchesson, que é engenheiro informático, começou a trabalhar com o escritor. Depois, vieram seus dois atuais sócios: o desenvolvedor Rémy Bauer e a web designer e diretora geral Aurélie Chavanne. Após seis meses de trabalho coletivo, o projeto ficou pronto.

“Tudo funciona com um algoritmo que se encarrega de introduzir as variações da história, a partir de uma plataforma informática que muda de forma dinâmica para cada leitor”, detalhou Marchesson.

De acordo com o fundador do projeto, a equipe da Via Fabula “trabalhou com os códigos e a programação” e a diversão ficou com o escritor, que “saiu de sua zona de conforto e pôde explorar verdadeiramente sua criatividade para desenvolver o que pode ser uma nova forma de literatura”.

A Via Fábula trabalha agora na publicação de dois novos livros. Um deles será ilustrado e infantil, que pode ser lançado em breve, segundo Marchesson, para “conquistar” mais crianças e “animá-las para que leiam desde os primeiros anos”.

O segundo será de ficção científica e deve ser disponibilizado até o fim deste ano. “É um documentário de ficção, ou seja, vai ser baseado em histórias reais, mas o ponto de vista de cada personagem mudará de acordo com os desejos dos leitores”, explicou Marchesson.

Fonte: UOL 

Acervo do Herbário da UCS está disponível em bases de dados nacionais e internacionais

Até hoje, nossa coleção já foi utilizada 3.761.857 vezes! Somente neste ano já foram 1.098.191 acessos, com 1.127.715 downloads dos dados completos”, comemora Felipe Gonzatti, curador do Herbário da UCS.

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Uma grande biblioteca de plantas secas, que se destina à pesquisa científica, pode ser a definição de um Herbário, que hoje está longe de ser somente uma coleção de plantas secas. Pelo menos é assim com o Herbário da UCS, fundado em 1983 – completando seus 33 anos – que conta com um acervo de 45 mil exemplares e ocupa a 4ª maior coleção do Rio Grande do Sul. Atualmente, 74% do acervo do Herbário está disponível em bases de dados nacionais e internacionais.

Segundo o seu curador, o biólogo Felipe Gonzatti, “desde 2012, o setor iniciou a informatização dos dados dos registros das plantas da coleção. Assim, todas as informações de procedência geográfica (onde a planta foi coletada), dados taxonômicos (como nome científico da planta, família, quem identificou) e dados de coleta (como data de coleta e nome de coletor) começaram a compor um grande banco de dados. Este banco passou a ser disponibilizado em uma plataforma online chamada INCT Herbário Virtual, que congrega mais de 5,2 milhões de registros de plantas brasileiras de 182 coleções botânicas diferentes espalhadas pelo País”.

Mais de 1,2 milhão de downloads

Essa plataforma é de acesso público e utilizada para qualquer tipo de trabalho que envolva as plantas, como ecologia, taxonomia, bioquímica e etc… “Essa ferramenta facilitou muito o acesso às informações da coleção, pois os pesquisadores não precisam mais vir até o Herbário para consultar a coleção, mas podem acessar parte das informações através deste servidor online. Os dados das nossas plantas vêm sendo usados para diferentes aplicações dentro da ciência e isso é contabilizado pela base de dados onde o acervo fica disponível. Até hoje, nossa coleção já foi utilizada 3.761.857 vezes! Somente neste ano já foram 1.098.191 acessos, com 1.127.715 downloads dos dados completos”, comemora Felipe.

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Felipe Gonzatti, curador do Herbário, com a disponibilização do acervo em base de dados

Além desta base de dados, o acervo do Herbário está disponível no Sistema de Informações sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) do Ministério do Meio Ambiente;  e na Global Biodiversity Information Facility (GIBIF), da qual faz parte desde novembro de 2015 e já conta com mais de sete mil downloads de dados. O curador explica que esta base internacional congrega dados da biodiversidade de 54 países, incluindo plantas, animais, fungos e outros microrganismos.

Interação Nacional e Internacional

O acervo do Herbário contém exemplares da flora regional da região dos Campos de Cima da Serra, da Mata de Araucária e da Vegetação Litorânea do Rio Grande do Sul, além de exemplares da flora das outras regiões do Brasil e de outras partes do mundo. “São fungos, musgos, samambaias gimnospermas e angiospermas, de muitas espécies raras dos nossos ecossistemas, espécies ameaçadas de extinção e coleções históricas da flora regional”, explica Felipe.

Entre as atividades no setor estão a identificação botânica e tombo de material para as pesquisas desenvolvidas pelos alunos de graduação, de pós-graduação e de pesquisadores dos cursos de Farmácia, Ciências Biológicas e Agronomia, além de projetos de pesquisa como os inventários florísticos do Projeto Lagoas Costeiras, programas de extensão do Museu de Ciências Naturais, com oficinas para escolas de ensino fundamental e médio, visitantes e programas extensionistas como o UCS Sênior.

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Caixas de madeiras guardam o acervo e as coleções

“Cientificamente, mantemos relações com muitas instituições nacionais e internacionais, emprestando amostras da coleção para estudos científicos, trocando amostras entre as coleções ou ainda doando exemplares da flora regional”, ressalta Felipe. As relações mantidas são com instituições como o Instituto Nacional de Tecnologia Agronômica da Argentina, Les Conservatoire et Jardin Botaniques de la Ville de Genève (Suíça), Botanischer Garten und Botanisches Museum Berlin, entre outros. Nacionalmente, as parcerias são com instituições como o Herbário ICN(UFRGS), o Museu Botânico Municipal de Curitiba (MBM), o Herbário da Universidade Estadual de Londrina (FUEL) e o Herbário Roberto M. Klein (FURB).

O acervo está acomodado em mais de 800 caixas de madeiras (como a exsicatas de angiospermas, gimnospermas e samambaias) e as coleções de musgos e fungos em envelopes, armazenados em armários de gavetas, que permanecem em salas climatizadas para manutenção do acervo. O Herbário da UCS está localizado junto ao Museu de Ciências Naturais, no Campus-Sede.

Professor Ronaldo Wasun, o fundador e grande incentivador do Herbário da UCS 

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Professor Ronaldo (de camisa listrada) em foto na década de 80, quando o Herbário ainda estava no bloco A do Campus-Sede. (Foto arquivo)

O grande incentivador e fundador do Herbário na UCS foi o professor Ronaldo Adelfo Wasun – graduado em Licenciatura Plena em História Natural pela Unisinos, especialista em Museologia pela PUC/RS e doutor em Biologia Ambiental pela Universidad de León (Espanha) –, falecido em janeiro de 2014. Ele também foi fundador do Jardim Botânico de Caxias do Sul. Deixou um acervo de mais de 5.000 amostras de plantas por ele coletadas, com duplicatas em herbários do mundo todo.

Ronaldo foi membro da Rede de Herbários do RS; da Rede Brasileira de Herbários; da Sociedade Botânica do Brasil – SBB e da Comissão Nacional de Jardins Botânicos, da Sociedade de Artistas Plásticos do RS e ainda foi fundador da Rede de Jardins Botânicos da Argentina; presidente da Associação Latino-Americana e do Caribe de Jardins Botânicos; vice-presidente da Associação Internacional de Jardins Botânicos; fundador da Rede Brasileira de Aerobiologia; e, junto ao Ministério da Educação, ocupava a função de avaliador de Universidades e Cursos Superiores.

O professor Ronaldo Wasum sempre foi um entusiasta na promoção e valorização da Botânica, dos Herbários e Museus. Acreditava muito na ciência e na educação como motrizes de transformação da sociedade, o que deixava claro em sua célebre fala: “Tudo pela grandeza da Ciência”. Ao longo de sua carreira conduziu inúmeros trabalhos de educação ambiental, voltados a conservação da biodiversidade, e conscientização de crianças e jovens, além da formação de professores.

Recentemente, o campus da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – Litoral Norte homenageou o professor Ronaldo ao nomear seu Herbário com o seu nome (HERW). A coleção foi criada em setembro do ano passado e a maior parte da coleção é composta por briófitas coletadas na Antártica e nos municípios de Imbé e Osório, localizados no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Fotos: Claudia Velho

Fonte: Assessoria de Comunicação UCS

Plenum Online é a mais nova plataforma a integrar o Sistema de Bibliotecas da UCS

Capturar
Prezada comunidade acadêmica
Informamos que mais uma plataforma online está sendo oferecida pelo Sistema de Bibliotecas da UCS em conjunto com o Centro de Ciências Jurídicas. Trata-se da base de dados Plenum Online.
A Plenum Online é uma plataforma autorizada de jurisprudência dos seguintes tribunais: Supremo Tribunal Federal, Supremo Tribunal de Justiça e Tribunal Superior do Trabalho. Reúne mais de 40 mil normas, legislação federal e estadual, jurisprudência, doutrina, pareceres, súmulas, regimentos e vários outros conteúdos com acesso livre à comunidade acadêmica da UCS.
Para o acesso fora da rede da UCS é preciso a configuração do proxy do seu navegador Internet Explorer ou Chrome, Mozila Firefox, ou Safari.
Conheçam a nova plataforma.
Acessem direto pelo site da biblioteca.
Em caso de dúvidas, entre em contato conosco através do telefone (54) 3218-2173 ou pelo e-mail bice@ucs.br

CAMPUS 8: Biblioteca em horário diferenciado entre os dias 15 e 19 de agosto

Bibliotecas fechadas nos dias 21, 22 e 23 de abril

Em caso de dúvidas, entre em contato através do telefone (54)3218-2173, email bice@ucs.br ou Twitter @bibliotecaucs.

Quem lê mais vive mais. E basta meia hora por dia

Só tem um problema: não adianta ler qualquer coisa.

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Seus amigos reclamam quando você deixa de encontrar com eles para ficar em casa lendo? Não fique triste, leitor: uma pesquisa de Yale revela que o hábito de ler mais está ligado a uma longevidade maior – ou seja, seus livros queridos não só são divertidos: eles te fazem viver mais.

O estudo, chamado Um capítulo por dia, foi realizado nos EUA, ao longo de 12 anos – e analisou a relação entre a longevidade e os hábitos de leitura de 3.635 pessoas com mais de 50 anos. Essa mesma turma também estava participando de uma outra pesquisa maior, a Health and Retirement Study, que tem investigado, desde 1990, a saúde de americanos que passam dos 50 anos.

Em Um capítulo por dia, os pesquisadores dividiram as 3.635 pessoas em três grupos: os “não leitores” (quem não tinha o hábito de ler), os “leitores” (que liam por até três horas e meia na semana) e os “super leitores” (quem lia mais de três horas e meia por semana). Para definir os grupos, os participantes responderam a algumas perguntas simples sobre quanto tempo passavam lendo livros, revistas e jornais por semana.

Aí, 12 anos depois, os cientistas compararam esses hábitos aos dados de saúde do Health and Retirement Study, e descobriram o seguinte: os não leitores haviam morrido mais cedo do que os leitores, e bem mais cedo do que os super leitores.

Quem lia até 3h30 por semana, segundo o estudo, tinha 17% menos chances de morrer antes dos 62 anos do que quem não lia nada – e quem fazia parte do grupo dos super leitores tinha 23% menos chances de ‘bater as botas’ antes dos 62. Além disso, esse resultado foi geral – não tinha a ver com gênero, classe social, problemas psicológicos nem nível de educação.

Fazendo as contas, dá para ver que não precisa de muito trabalho para ser um super leitor: um pouco mais de meia hora de leitura por dia já é o suficiente para fazer parte desse grupo. Mas tem um truque aí: não adianta ler qualquer coisa, porque a mágica só funciona com livros – quando os cientistas compararam o tempo de vida das pessoas que liam apenas jornais e revistas, mesmo que fosse muita leitura, a longevidade não era tão grande quanto a dos super leitores de livros.

Então sai já dessa tela!

Fonte: Superinteressante