Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

Solo de Clarineta é um livro de memórias do escritor gaúcho Erico Verissimo. A obra se divide em dois volumes: no primeiro, publicado em 1973, o escritor conta desde a sua infância até a idade adulta, quando o físico americano Dave Jaffe pede sua filha Clarissa em casamento. O segundo volume inicia com o casamento de Clarissa, o nascimento de seus três netos, e registra as viagens do escritor pelos Estados Unidos e pela Europa. Infelizmente a obra ficou inacabada, pois Erico faleceu, vítima de enfarte, em 28 de novembro de 1975. O volume, publicado postumamente em 1976, foi organizado pelo professor Flavio Loureiro Chaves.

Pertence à UCS a coleção do psicanalista gaúcho Luiz Carlos de Almeida Meneghini. Amigo pessoal de Erico Verissimo e de Flávio Loureiro Chaves, Meneghini dispunha, em meio à sua coleção, de exemplares autografados das obras de Erico, dentre as quais se destaca este exemplar de Solo de Clarineta, contendo dedicatória e desenho manuscritos de Erico.

O exemplar citado possui encadernação personalizada: os dois volumes estão encadernados juntos e a capa contém as iniciais L.C.M. gravadas em dourado na lombada.

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Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

A Biblioteca Central da UCS dispõe em seu acervo de 1 exemplar original datilografado em cópia carbono da tese de doutorado defendida pelo Ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso em 1961, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

A tese, intitulada Formação e desintegração da sociedade de castas : o negro na ordem escravocrata do Rio Grande do Sul, discute os processos de constituição e desagregação da sociedade escravocrata rio-grandense, vistos a partir da situação social que o negro nela assumia.

Fernando Henrique Cardoso teve como orientador o Sociólogo Florestan Fernandes. Fizeram parte da banca de avaliação os Doutores Laudelino Teixeira de Medeiros, Thales de Azevedo e Sérgio Buarque de Holanda. É oportuno salientar que a UCS adquiriu as coleções pessoais de dois dos examinadores citados: Laudelino Teixeira de Medeiros e Thales de Azevedo, sendo que o referido exemplar pertence à Coleção especial L.T.M.

A tese foi posteriormente publicada em livro sob o título Capitalismo e escravidão meridional : o negro na sociedade escravocrata do Rio Grande do Sul, pela editora Civilização Brasileira, e é considerado um dos mais importantes trabalhos de sociologia brasileira do século XX.

Sobre o autor:

Fernando Henrique Cardoso, Sociólogo, nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1931. Após o golpe militar de 1964, exilou-se no Chile, integrando a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse período, lecionou no Chile, Argentina, México e França. Retornou ao Brasil em 1968, assumindo a cátedra de ciência política na USP até 1969, quando foi aposentado, compulsoriamente, por força do AI-5. Nesse último ano, foi membro fundador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), passando a lecionar também em universidades americanas e européias. Candidatou-se ao Senado em 1978 na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), como suplente de Franco Montoro. Em 1980, com o fim do bipartidarismo, foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1983 assumiu a vaga de senador aberta com a candidatura de Franco Montoro ao governo do estado de São Paulo. Candidato à prefeitura de São Paulo nas eleições de 1985, foi derrotado por Jânio Quadros, do Partida Trabalhista Brasileiro (PTB). Reelegeu-se senador pelo estado de São Paulo em 1986, ainda na legenda do PMDB, e dois anos depois fundou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao lado de Franco Montoro e Mário Covas, entre outros, tornando-se líder da nova legenda no Senado (1988-1992). Foi ministro das Relações Exteriores (1992 – 1993) e ministro da Fazenda (1993-1994) durante o governo Itamar Franco. Candidato à presidência da República pela coligação PSDB / PFL / PTB, elegeu-se no primeiro turno eleitoral, em 3 de outubro de 1994, tendo obtido 54,3% dos votos válidos. Reelegeu-se presidente da República em 1998 pela coligação PSDB / PFL / PTB / PPB.

(Fonte: Portal Brasil)

Obras Raras da Universidade de Caxias do Sul

Encontram-se disponíveis na Seção de Obras Raras da Biblioteca Central os fascículos da Revista Brasileira que contêm a primeira versão do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, romance de Machado de Assis publicado inicialmente como folhetim, de março a dezembro de 1880, cuja primeira edição em livro só saiu no ano de 1881.

Os fascículos que incluem o romance possuem a anotação manuscrita “Ex-Libris Dionysio Pinheiro da Cunha”, evocando seu antigo proprietário, e pertencem à Coleção especial Oswaldo Fernandes Vergara. A UCS dispõe dos números 3, 4 e 5 da Revista Brasileira, o que abrange os capítulos I a C do romance Memórias Póstumas de Bras Cubas.

As obras raras da UCS estão disponíveis para consulta na sede, sendo solicitado agendamento prévio através do telefone (54) 3218-2173 ou e-mail bice@ucs.br.

Sobre a Revista Brazileira

Fundada e dirigida por Francisco de Paula Meneses, surgiu em 1855 a Revista Brazileira : jornal de literatura, teatros e indústria. Após uma pausa, surge em 1857 o segundo número do periódico, intitulado Revista Brazileira : jornal de ciencias, letras e artes, mantendo sua continuidade até o ano de 1861, publicando até esta data 4 fascículos. A partir de então a Revista passou por diversas fases:

– Fase II, também chamada “fase Midosi” por ter sido editada por Nicolau Midosi: publicou a totalidade de 30 fascículos reunidos em 10 volumes regular e mensalmente de junho de 1879 a dezembro de 1881.

– Fase III, também chamada “fase José Veríssimo”, circulou de janeiro de 1895 a setembro de 1899, tendo publicado neste período 93 números em 19 volumes.

– Fase IV, dirigida por Batista Pereira, publicou 10 números de junho de 1934 a novembro de 1935.

– Fase V, quando começou a ser editada pela Academia Brasileira de Letras. Nasceu de uma proposta de Levi Carneiro, então presidente da Academia, e teve início em julho de 1941. Em 1948 saiu o 20º número. Após uma interrupção de dez anos, voltou a ser publicada em 1958, ainda sob a direção de Levi Carneiro, e chegou ao número 29, publicado em 1966.

– Fase VI, dirigida por Josué Montello, publicou apenas 6 números entre 1975 e 1980. Voltou a ser publicada no último trimestre de 1994, sob a direção de João de Scantimburgo.

– Fase VII: é a fase atual. Conta com 55 números.

A Academia Brasileira de Letras disponibiliza a versão digital on line da Revista Brasileira, números 28 ao 64, no site http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=31.

Fonte: Academia Brasileira de Letras.