Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

La chanson du vieux marin (A canção do velho marinheiro), de Samuel Taylor Coleridge é um poema em forma de balada, expressão literária comum na Idade Média resgatada pelos poetas românticos como uma das marcas da identidade nacional inglesa.

Na Biblioteca Central da UCS é possível encontrar um exemplar de luxo deste poema. Impressa em 1877 em Paris pela Librairie Hachette, a obra inclui belíssimas xilogravuras de Gustave Doré (1832-1883), famoso pintor, desenhista e ilustrador francês, considerado até hoje um ícone da arte da ilustração, tendo influenciado os ilustradores que o sucederam.

O exemplar, de grandes dimensões (52 cm. de altura), possui encadernação em percalux vermelho, com detalhes gravados em preto e dourado.

Sobre o autor

Samuel Taylor Coleridge foi um poeta romântico nascido em Ottery Saint Mary, Devonshire, em 1772. Considerado um dos maiores vultos do romantismo inglês, influenciou toda uma geração de novos escritores. Em 1798, junto com William Wordsworth, publicou as Baladas líricas, poemas inovadores e considerados precursores do romantismo. Entre as obras deste volume, sobressaiu-se o longo poema de Coleridge A canção do velho marinheiro. Coleridge faleceu em 1834, aos 61 anos, em Londres. Deixou de herança somente alguns livros e anotações. Depois de sua morte, seu sobrinho Henry Coleridge e a esposa Sara (Filha de Coleridge) organizaram a obra dispersa do poeta, publicando vários livros.

Fonte: Wikipédia.

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

O Almanaque Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul foi publicado no período de 1889 a 1917, totalizando 29 edições. Organizado por Alfredo Ferreira Rodrigues, o Almanaque se destinava à divulgação cultural, literária e de entretenimento do público leitor, servindo à difusão da leitura junto à população. Continha, entre outros assuntos de interesse da época, calendários, estatísticas, biografias, charadas, poesias e ensaios históricos.

O Almanaque possuía periodicidade anual e era finalizado na Tipografia da Livraria Americana, em Rio Grande, por Carlos Pinto & Cia Sucessores.

Na UCS é possível encontrar a coleção de Almanaques praticamente completa: 1889, 1890, 1892 a 1908, 1910, 1911, 1913 a 1917 (faltam os volumes de 1891, 1909 e 1912). Os fascículos encontram-se, em sua maioria, em bom estado de conservação, tendo mantido ao longo dos anos suas encadernações originais.

Alfredo Ferreira Rodrigues

Alfredo Ferreira Rodrigues foi historiador, poeta, cronista, pesquisador, tradutor, ensaísta, biógrafo, charadista e professor. Nascido em 1865 no distrito do Povo Novo, Rio Grande/RS, Rodrigues contribuiu para o estudo da história do Rio Grande do Sul, principalmente dos vultos e acontecimentos da Revolução Farroupilha e da história da imprensa gaúcha. O autor foi um grande incentivador e propagador do culto aos ideais farroupilhas, contribuindo para a sacralização mítica do centauro dos pampas, do monarca das coxilhas, através da literatura e de textos historiográficos. Nas páginas do Almanaque, Rodrigues conseguiu mesclar literatura, história, geografia e estatística, que tornaram sua obra referencial para o estudo das ciências e da imprensa no século XIX.

Foi membro fundador da Academia Rio-Grandense de Letras, onde ocupou a Cadeira de n° 21, e sócio do Centro Rio-Grandense de Estudos Históricos e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.

Alfredo Ferreira Rodrigues faleceu em Pelotas no dia 8 de março de 1942, com 77 anos.

Fonte: Academia Rio-Grandense de Letras

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

Solo de Clarineta é um livro de memórias do escritor gaúcho Erico Verissimo. A obra se divide em dois volumes: no primeiro, publicado em 1973, o escritor conta desde a sua infância até a idade adulta, quando o físico americano Dave Jaffe pede sua filha Clarissa em casamento. O segundo volume inicia com o casamento de Clarissa, o nascimento de seus três netos, e registra as viagens do escritor pelos Estados Unidos e pela Europa. Infelizmente a obra ficou inacabada, pois Erico faleceu, vítima de enfarte, em 28 de novembro de 1975. O volume, publicado postumamente em 1976, foi organizado pelo professor Flavio Loureiro Chaves.

Pertence à UCS a coleção do psicanalista gaúcho Luiz Carlos de Almeida Meneghini. Amigo pessoal de Erico Verissimo e de Flávio Loureiro Chaves, Meneghini dispunha, em meio à sua coleção, de exemplares autografados das obras de Erico, dentre as quais se destaca este exemplar de Solo de Clarineta, contendo dedicatória e desenho manuscritos de Erico.

O exemplar citado possui encadernação personalizada: os dois volumes estão encadernados juntos e a capa contém as iniciais L.C.M. gravadas em dourado na lombada.

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

A Biblioteca Central da UCS dispõe em seu acervo de 1 exemplar original datilografado em cópia carbono da tese de doutorado defendida pelo Ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso em 1961, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

A tese, intitulada Formação e desintegração da sociedade de castas : o negro na ordem escravocrata do Rio Grande do Sul, discute os processos de constituição e desagregação da sociedade escravocrata rio-grandense, vistos a partir da situação social que o negro nela assumia.

Fernando Henrique Cardoso teve como orientador o Sociólogo Florestan Fernandes. Fizeram parte da banca de avaliação os Doutores Laudelino Teixeira de Medeiros, Thales de Azevedo e Sérgio Buarque de Holanda. É oportuno salientar que a UCS adquiriu as coleções pessoais de dois dos examinadores citados: Laudelino Teixeira de Medeiros e Thales de Azevedo, sendo que o referido exemplar pertence à Coleção especial L.T.M.

A tese foi posteriormente publicada em livro sob o título Capitalismo e escravidão meridional : o negro na sociedade escravocrata do Rio Grande do Sul, pela editora Civilização Brasileira, e é considerado um dos mais importantes trabalhos de sociologia brasileira do século XX.

Sobre o autor:

Fernando Henrique Cardoso, Sociólogo, nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1931. Após o golpe militar de 1964, exilou-se no Chile, integrando a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse período, lecionou no Chile, Argentina, México e França. Retornou ao Brasil em 1968, assumindo a cátedra de ciência política na USP até 1969, quando foi aposentado, compulsoriamente, por força do AI-5. Nesse último ano, foi membro fundador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), passando a lecionar também em universidades americanas e européias. Candidatou-se ao Senado em 1978 na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), como suplente de Franco Montoro. Em 1980, com o fim do bipartidarismo, foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1983 assumiu a vaga de senador aberta com a candidatura de Franco Montoro ao governo do estado de São Paulo. Candidato à prefeitura de São Paulo nas eleições de 1985, foi derrotado por Jânio Quadros, do Partida Trabalhista Brasileiro (PTB). Reelegeu-se senador pelo estado de São Paulo em 1986, ainda na legenda do PMDB, e dois anos depois fundou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao lado de Franco Montoro e Mário Covas, entre outros, tornando-se líder da nova legenda no Senado (1988-1992). Foi ministro das Relações Exteriores (1992 – 1993) e ministro da Fazenda (1993-1994) durante o governo Itamar Franco. Candidato à presidência da República pela coligação PSDB / PFL / PTB, elegeu-se no primeiro turno eleitoral, em 3 de outubro de 1994, tendo obtido 54,3% dos votos válidos. Reelegeu-se presidente da República em 1998 pela coligação PSDB / PFL / PTB / PPB.

(Fonte: Portal Brasil)

Obras Raras da Universidade de Caxias do Sul

Encontram-se disponíveis na Seção de Obras Raras da Biblioteca Central os fascículos da Revista Brasileira que contêm a primeira versão do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, romance de Machado de Assis publicado inicialmente como folhetim, de março a dezembro de 1880, cuja primeira edição em livro só saiu no ano de 1881.

Os fascículos que incluem o romance possuem a anotação manuscrita “Ex-Libris Dionysio Pinheiro da Cunha”, evocando seu antigo proprietário, e pertencem à Coleção especial Oswaldo Fernandes Vergara. A UCS dispõe dos números 3, 4 e 5 da Revista Brasileira, o que abrange os capítulos I a C do romance Memórias Póstumas de Bras Cubas.

As obras raras da UCS estão disponíveis para consulta na sede, sendo solicitado agendamento prévio através do telefone (54) 3218-2173 ou e-mail bice@ucs.br.

Sobre a Revista Brazileira

Fundada e dirigida por Francisco de Paula Meneses, surgiu em 1855 a Revista Brazileira : jornal de literatura, teatros e indústria. Após uma pausa, surge em 1857 o segundo número do periódico, intitulado Revista Brazileira : jornal de ciencias, letras e artes, mantendo sua continuidade até o ano de 1861, publicando até esta data 4 fascículos. A partir de então a Revista passou por diversas fases:

– Fase II, também chamada “fase Midosi” por ter sido editada por Nicolau Midosi: publicou a totalidade de 30 fascículos reunidos em 10 volumes regular e mensalmente de junho de 1879 a dezembro de 1881.

– Fase III, também chamada “fase José Veríssimo”, circulou de janeiro de 1895 a setembro de 1899, tendo publicado neste período 93 números em 19 volumes.

– Fase IV, dirigida por Batista Pereira, publicou 10 números de junho de 1934 a novembro de 1935.

– Fase V, quando começou a ser editada pela Academia Brasileira de Letras. Nasceu de uma proposta de Levi Carneiro, então presidente da Academia, e teve início em julho de 1941. Em 1948 saiu o 20º número. Após uma interrupção de dez anos, voltou a ser publicada em 1958, ainda sob a direção de Levi Carneiro, e chegou ao número 29, publicado em 1966.

– Fase VI, dirigida por Josué Montello, publicou apenas 6 números entre 1975 e 1980. Voltou a ser publicada no último trimestre de 1994, sob a direção de João de Scantimburgo.

– Fase VII: é a fase atual. Conta com 55 números.

A Academia Brasileira de Letras disponibiliza a versão digital on line da Revista Brasileira, números 28 ao 64, no site http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=31.

Fonte: Academia Brasileira de Letras.