Conheça a obra rara “Cancioneiro Guasca”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: “Cancioneiro Guasca”.  A obra, de Simões Lopes Neto, consiste em uma coletânea de poesias populares da cultura do Rio Grande do Sul.

“Cancioneiro Guasca”  foi publicado originalmente em 1910 e suas poesias tratam de saudade, amor e casamento, tudo sob ótica masculina do típico Gaúcho do início do século XX. A Biblioteca Central da UCS conta com uma edição Prínceps (primeira edição) desta obra.

Saiba mais acessando o link. 

Conheça a obra rara “La Chanson du Vieux Marin”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: La Chanson du Vieux Marin”, tradução francesa da obra de Samuel Coleridge “The Rime Of The Ancient Mariner.” A obra inclui xilogravuras de Gustavo Doré, famoso pintor, desenhista e ilustrador francês. Um dos maiores expoentes da poesia romântica, Samuel Coleridge marcou profundamente a poesia inglesa e sua importância influenciou outros autores, como Lord Byron e Shelley.

Veja mais sobre a obra em: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2017/02/10/obra-rara-sibucs-la-chanson-du-vieux-marin/

Conheça a obra rara “OEuvres de Xénophon”

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O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul passou a contar com mais uma obra rara: “OEuvres de Xénophon”. A obra de OEuvres de Xénophon foi publicada no século XVIII e é composta por quatro livros do autor: Econômico, Apologia de Sócrates, Da Equitação e O Comendante de Cavalaria. 

Veja mais sobre a obra em:

 

Conheça a obra rara “Emile ou de l’education”

O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul passou a contar com mais uma obra rara: Emile ou de l’educationA obra de Jean-Jacques Rousseau, datada de 1764, expõe os pensamentos do autor acerca da concepção e educação, além disso, foi colocado como um livro revolucionário da pedagogia, pois narra a educação de Emílio, um aluno hipotético, nobre e rico, do seu nascimento até seu casamento.

 

 

Conheça a Obra Rara “Disegni di Portinari”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS agora conta com a obra rara Disegni di Portinari, de Cândido Portinari. A obra contém 111 desenhos e apresenta textos em português, inglês, francês e italiano, sendo esta a primeira coletânea dos desenhos acumulados pelo artista. Portinari foi considerado um dos maiores artistas do século XX; reconhecido mundialmente, foi o primeiro modernista premiado no exterior.

Veja mais, acessando: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/31/obra-rara-sibucs-disegni-di-portinari/

Le Vite de Dodici Cesari é a mais nova obra rara do SIBUCS

O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: Le Vite de Dodici Cesari, do autor Suetônio, publicada originalmente em 1738. A obra, que apresenta 12 biografias de imperadores romanos, é considerada um clássico da Literatura universal.

Saiba mais acessando: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/27/obra-rara-sibucs-le-vite-de-dodici-cesari/

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Conheça a Obra Rara: Sete Cantos do Poeta, Para o Anjo

O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: Sete Cantos do Poeta, Para o Anjo, de Hilda Hist .

Conheça mais sobre a obra: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/20/obra-rara-sibucs-sete-cantos-do-poeta-para-o-anjo/

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Quem inventou o livro?

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O formato de livro como conhecemos hoje, o chamado códice, não é e nunca foi o único existente. Antes dessa encadernação de capa e páginas montadas em sequência, houve outras formas. Atualmente, também há novidades, como o áudio-livro e o livro eletrônico (ebook).

Os primeiros livros foram criados pelo povo sumério, quando este começou a escrever em tabletes de argila, por volta do ano 3.200 a.C. na Mesopotâmia, atual Iraque. O conteúdo, naquela época, era composto por leis, assuntos administrativos e religiosos, lendas e até poesia.

“A característica fundamental de um livro é ser portátil. Por isso não valem como livros as inscrições em rochas”, explica Aníbal Bragança, professor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense e pesquisador em Produção Editorial.

Com o tempo, o livro ficou mais leve graças à descoberta de outros materiais, como o papiro, obtido a partir de uma planta egípcia, e o couro de animais, dos quais o produto mais conhecido é o pergaminho.

A região de Pérgamo (onde hoje é a Turquia) desenvolveu o pergaminho por causa de uma proibição de importar papiro. Ela e Alexandria disputavam o posto de possuidoras da maior biblioteca do mundo conhecido. Para dificultar o crescimento da concorrente, o rei egípcio Ptolomeu V proibiu a exportação do papiro para aquele local.

Nessa época, o formato comum era o rolo ou o volume, feito de folhas de pergaminho coladas lado a lado. Essa colagem era depois enrolada em dois bastões de madeira ou marfim. Assim, as pessoas poderiam ler o pergaminho da mesma maneira como estavam acostumadas com o papiro, ou seja, desenrolando de um lado e enrolando de outro.

O papel chegou à Europa trazido da China por mercadores árabes apenas no século 12 e, mesmo com o novo suporte, os livros continuavam a ser manuscritos, copiados por monges. O trabalho era cansativo e um exemplar podia levar até mais de um ano para ficar pronto.

Isso só mudou na década de 1450, quando o alemão Gutemberg inventou a prensa e os tipos móveis, o que trouxe rapidez à produção do livro. A primeira obra impressa por ele foi a Bíblia.

Foi também este o primeiro livro que chegou ao Brasil, trazido pelos colonizadores. “Depois disso, os jesuítas trouxeram obras para suas missões e seus conventos, inclusive para ensinar e catequizar”, diz o professor Aníbal.

Como em todos os países, também havia censura em Portugal, especialmente por parte da Igreja, e isso se refletia no Brasil. Assim, os livros censurados só podiam circular por aqui de maneira clandestina. Os outros entravam livremente, trazidos pelos colonizadores, pelos brasileiros que iam estudar em Portugal e em outros países, e pelos comerciantes.

No entanto, os livros só puderam ser feitos no Brasil a partir de 1808, quando a família Real portuguesa se mudou para cá e trouxe uma máquina impressora. Antes disso, era crime ter uma tipografia no país.

Fonte: 

IMS lança site com 100 cartas escritas e recebidas

Documentos são assinados por nomes como d. Pedro II, Rui Barbosa e Drummond

Entrou no ar na última semana o site Correio IMS, com 100 cartas escritas pelas mais diversas personalidades brasileiras, de pessoas comuns a escritores, poetas, pintores, músicos, arquitetos, figuras da história cultural e política do país. Inéditas ou não, o fundamental é que a carta seja interessante sob um determinado aspecto: seja pelo vigor de uma emoção expressa em palavras comuns, seja pelo valor literário ou por seu conteúdo histórico.

O site prevê também a publicação de cartões-postais, bilhetes e telegramas. Será possível ler tanto a famosa carta em que d. Amélia de Leuchtenberg se despede de d. Pedro II ainda menino, quanto um cartão-postal de Ziraldo a Carlos Drummond de Andrade. Com a intenção de situar o leitor, cada carta é precedida de um parágrafo em que o documento é contextualizado, indicando-se, assim, as circunstâncias em que foi escrito. Há ainda um pequeno perfil biográfico de cada remetente e destinatário, assim como fotos de cada um deles.

via Pesquisa Mundi

Cientistas encontram na Inglaterra fragmentos de Alcorão mais antigo do mundo

 Reprodução/BBC Os fragmentos do Alcorão estão legíveis e a escrita, apesar de antiga, é clara

Usando datação por carbono, os pesquisadores descobriram que esse manuscrito tem pelo menos 1.370 anos de idade

Publicado no Último Segundo [via BBC Brasil]

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, encontraram fragmentos que podem ser do Alcorão mais antigo do mundo. Usando datação por carbono, os cientistas descobriram que o manuscrito tem pelo menos 1.370 anos de idade.

As páginas do texto sagrado muçulmano ficaram esquecidas na biblioteca da universidade por quase um século. O manuscrito era mantido junto com uma coleção de outros livros e documentos do Oriente Médio, sem ser identificado como um dos mais antigos fragmentos do Alcorão já encontrados no mundo.

Um especialistas em manuscritos antigos da Biblioteca Britânica, Muhammad Isa Waley, afirmou que a descoberta vai trazer “alegria” aos muçulmanos.

Textos antigos

Quando a pesquisadora Alba Fedeli trabalhava em seu doutorado ela decidiu examinar mais atentamente todas as páginas que encontrou e resolveu fazer testes de datação por carbono. Os resultados, segundo ela, foram “surpreendentes”.

A diretora de coleções especiais da universidade, Susan Worrall, disse que os pesquisadores não esperavam “nem nos sonhos mais loucos” que estes fragmentos seriam tão antigos.

“Descobrir que tínhamos um dos mais antigos fragmentos do Alcorão no mundo todo foi animador, fantástico”, afirmou.

Os testes para descobrir a idade do manuscritos tiveram que ser feitos na Unidade Aceleradora de Radiocarbono da Universidade de Oxford e mostraram que os fragmentos, escritos em couro de ovelha ou cabra, estavam entre os mais antigos já encontrados.

Estas análises deram aos pesquisadores uma série de datas mostrando com uma probabilidade de mais de 95% que o pergaminho é de uma data entre os anos de 568 e 645.

“Eles (os fragmentos) podem nos levar de volta a alguns anos depois da verdadeira fundação do Islã”, disse David Thomas, professor da universidade.

“Segundo a tradição muçulmana, o profeta Maomé recebeu as revelações que formam o Alcorão, a escritura do Islã, entre os anos de 610 e 632, o ano da morte dele.”

De acordo com Thomas, a datação dos manuscritos de Birmingham significa que é possível que a pessoa que os escreveu era viva na mesma época em que viveu o profeta Maomé.

“A pessoa que o escreveu pode, na verdade, ter conhecido o profeta Maomé. Ele provavelmente o viu, provavelmente ouviu suas pregações. Ele pode ter conhecido o profeta pessoalmente”, disse.

Testemunha ocular

Thomas afirma que algumas passagens do Alcorão foram escritas em pergaminhos, pedras, folhas de palmeiras e ossos de camelos. E uma versão final, que juntou tudo isto em um livro, foi completada por volta do ano de 650.

Para Thomas “as partes do Alcorão que estão escritas neste pergaminho podem, com um certo grau de confiança, ser datadas de menos de duas décadas depois da morte de Maomé”.

“Estas partes devem ser em um formato que está muito próximo do formato que o Alcorão é lido hoje, dando base para a teoria de que (o texto sagrado) sofreu pouca ou nenhuma alteração e que pode ser datado até um ponto muito próximo do tempo em que acredita-se que foi revelado”. O manuscrito está na “escrita hijazi”, uma forma antiga de árabe escrito.

Pelo fato de a datação por carbono fornecer uma série de datas possíveis, existem outros manuscritos em coleções públicas e particulares que são da mesma época. Isto torna impossível dizer que qualquer um deles é definitivamente o mais antigo.

Mas, a última data possível, 645, coloca o manuscrito de Birmingham entre os mais antigos do mundo.

‘Sobrevivente precioso’

Muhammad Isa Waley, curador deste tipo de manuscrito para a Biblioteca Britânica, afirmou que estes “documentos, em uma bela e surpreendentemente legível escrita hijazi, quase certamente datam do tempo dos primeiros três califas”.

Os primeiros três califas foram líderes da comunidade muçulmana entre cerca de 632 e 656. Waley afirma que, sob o terceiro califa, Uthman ibn Affan, cópias da “edição definitiva” foram distribuídas.

“A comunidade muçulmana não era rica o bastante para estocar peles de animais por décadas e produzir uma mushaf, ou cópia, completa do Alcorão Sagrado, que requeria muitas delas.”

Waley sugere que o manuscrito encontrado em Birmingham é um “sobrevivente precioso” de uma cópia daquele tempo ou ainda mais antiga.

“De qualquer forma, esta, junto com beleza do conteúdo e da escrita hijazi surpreendentemente clara, é uma notícia para trazer alegria aos corações muçulmanos”, disse.

O manuscrito é parte da Coleção Mingana, de mais de 3 mil documentos do Oriente Médio reunidos na década de 1920 por Alphonse Mingana, um padre nascido perto de Mosul, cidade que hoje fica no Iraque.

Edward Cadbury, parte da dinastia de fabricantes de chocolates, foi o patrocinador das viagens do padre ao Oriente Médio para coletar estes documentos. A comunidade muçulmana de Birmingham já se manifestou a respeito do manuscrito.

“Quando vi estas páginas fiquei muito comovido. Havia lágrimas de alegria e emoção em meus olhos. Tenho certeza de que pessoas de toda a Grã-Bretanha virão a Birmingham para olhar estas páginas”, afirmou Muhammad Afzal, presidente da Mesquita Central de Birmingham.

A universidade informou que os fragmentos do Alcorão serão exibidos ao público na cidade a partir de outubro.

Professor descobre livro que ajudou a embasar ruptura de Henrique VIII com Roma.

Em exposição o livro deixará de ser apenas mais uma publicação entre as milhares protegidas por um couro marrom – Steven Haywood/National Trust

 

RIO – Um livro que ajudou a mudar a história do Reino Unido foi descoberto entre milhares de outros enfileirados nas prateleiras da biblioteca de Lanhydrock, uma mansão em Cornwall protegida pela organização National Trust. A obra, publicada em 1495, foi usada para embasar os argumentos dos advogados do rei Henrique VIII durante o processo de anulação de seu casamento com Catarina de Aragão na década de 1530. O divórcio levou a Inglaterra a romper com a Igreja Católica em Roma.

A história é conhecida de qualquer aluno do ensino médio. Henrique VIII estava irritado porque, em sua visão, Catarina parecia incapaz de gerar um herdeiro do sexo masculino. Por volta de 1525, ele teria se apaixonado por Ana Bolena, irmã de sua ex-amante, Maria Bolena. O rei se casou com Ana em 1533, mas o Papa Clemente VII, que jamais reconhecera a anulaçao do casamento anterior, declarou que Catarina continuava sendo a Rainha da Inglaterra. Henrique VIII, então, decretou o Ato de Supremacia, no qual ele próprio se declarava o chefe da Igreja da Inglaterra.

Na época, o monarca estava atrás de teses e provas para embasar a sua busca por autonomia em relação a Roma. Trechos do livro recém-descoberto em Cornwall, que contém um resumo das teorias do filósofo e teólogo medieval Guilherme de Ockham, foram consultados pelos advogados do rei. Quem garante isso é o professor americano James Carley, especialista na biblioteca de Henrique VIII e responsável pelo achado.

“Foi um momento incrível. A velha longa galeria aqui tem o comprimento de um campo de futebol, e o professor rodou cerca de seis vezes quando encontramos o livro”, disse ao jornal “The Guardian” o gerente da casa e das coleções em Lanhydrock, Paul Holden.

O livro “escapou” de um desastroso incêndio na casa em 1881. Ficou danificado, mas ainda carrega o número 282 escrito em tinta preta no canto superior direito, que James Carley identificou como correspondente com um inventário retirado em 1542 dos mais importantes dos livros do monarca, cinco anos antes de sua morte.

Apesar de não haver nada da caligrafia de Henrique no livro, Carley tem certeza de que este foi consultado durante os anos em que o rei estava procurando desesperadamente uma maneira de se livrar de Catarina. Essa teria sido a razão para o livro de Ockham ir parar na biblioteca real. O teólogo escreveu em latim sobre os limites do poder do papa e a independência da autoridade dos monarcas. Várias páginas no livro têm passagens marcadas por secretários para chamar atenção do rei, incluindo uma seção crucial, com um título que se traduz como: “Quando é autorizado retirar-se da obediência ao Papa”.

A relíquia agora será exibida pela primeira vez como um objeto principal, em vez de mais um livro de couro marrom, entre milhares, numa exposição, quando a casa reabriu ao público no dia primeiro de março.

Fonte: O GLOBO

 

Tesouro Bibliográfico – Blog sobre obras raras

Neste post indicamos para vocês o acesso ao blog Tesouro Bibliográfico, de autoria da bibliotecária Márcia C. Rodrigues.

Cabeçalho do blog.

O site, em relação ao seu conteúdo, é praticamente único tratando-se de obras raras em blogs.

Com posts que sempre abordam notícias relacionadas a obras ou coleções antigas/especiais, o blog mantém atualizado os bibliófilos de plantão ou aqueles que apenas desejam aventurar-se por este mundo particular.

Até mesmo para os que pouco lêem, algumas notícias chamam muito a atenção, como por exemplo uma bíblia de 1500 anos descoberta na Túrquia ou um depósito secreto de livros encontrados em um museu.

E se para os amantes dos livros o blog já é uma grande fonte, para os profissionais que lidam com obras raras, o site serve como uma excelente ferramenta de trabalho.

Algumas marcas de impressores.

São diversas áreas para os profissionais buscarem auxílio, onde destacamos alguns menus:

– Sobre livros raros (clique aqui para ler);

– Publicações (clique aqui para ler);

– Catalogação de obras raras (clique aqui para ler);

– Dicas e curiosidades (clique aqui para ler);

– Glossário (clique aqui para ler);

– Conservação e restauro (clique aqui para ler).

Por fim, destacamos que trata-se de uma rica fonte de informação nesta área, tanto para leigos quanto profissionais.

Para acessar o blog, clique aqui.

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

As obras Le poesie e Prosede Giuseppe Giusti, merecem destaque por suas belas encadernações em couro, lombadas arredondadas com nervuras, capas com detalhes em alto e baixo relevo fechadas por duas presilhas de ferro.

A Biblioteca Central da UCS dispõe de um exemplar da 16ª tiragem estereotipada de 1920 de Le poesie, e um exemplar de 1924 de Prose, ambos publicados em Firenze por G. Barbèra.

Sobre o autor:

Filho de uma abastada família de latifundiários, Giuseppe Giusti nasceu em 1809, em Monsummano Terme, uma comuna italiana da região da Toscana, província de Pistoia.

Após estudar no Seminário de Pistoia, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Pisa, onde se formou em 1834. Após a formatura mudou-se para Florença a fim de exercer a sua profissão. Lá conheceu Gino Capponi, um expoente do liberalismo toscano e diretor do famoso Gabinetto Viesseux – nota-se que tanto Gino quanto o Gabinetto teriam afetado não só a orientação política de Giuseppe, como também o desenvolvimento de sua poética.

Nos anos seguintes, enquanto estava envolvido na preparação de seu poema mais importante – Le Poesie, Giusti fez algumas viagens para Roma, Nápoles e, particularmente, em 1845, para Milão, onde conheceu Manzoni e seu círculo de amigos, com quem passou a se corresponder com frequência.

Em 1847 ingressou na Guarda Cívica, demonstrando apreciar as reformas feitas pelo Grão-Duque da Toscana, anteriormente foco de sua sátira. Em 1848, durante tumultos na Toscana, participou da vida pública, tendo sido capaz de eleger-se deputado pelo parlamento de Florença e apoiando os governos moderados de Ridolfi e Capponi. Compartilhou, em essência, as esperanças e as expectativas de reforma moderada, características dos anos imediatamente anteriores a 1848. Com o retorno do Grão-Duque apoiado pelos austríacos, retirou-se na casa de Gino Capponi, onde, faleceu em 1850, acometido de tuberculose.

Obras

As composições de Giuseppe Giusti caracterizam-se por versos graciosos e fluidos e um senso de humor afiado, às vezes contendo uma melancolia sutil. Seus versos satíricos foram publicados primeiro de forma dispersa, em seguida, recolhidos em várias edições geralmente bem recebidas pelo público em 1844, 1845 e 1847.

Giuseppe escreveu também um livro de memórias sobre os acontecimentos da Toscana, publicado postumamente sob o título de Cronaca dei fatti di Toscana (1890), uma coleção de provérbios – Proverbi toscani, também publicados postumamente (1853). Bastante interessante também é seu Epistolario, do qual emerge o animado dialeto toscano e o testemunho da sua adesão à teorias da linguagem de Manzoni.

Fontes:

Non Solo Biografie

Wikipedia

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

De incantationibus seu ensalmis foi publicado em 1620 em Évora, Portugal, na tipografia de Lourenço Craesbeek (Typis Laurentii Crasbeeck). Escrita pelo Teólogo, Arcebispo e Inquisidor geral de Évora, Manuel do Vale de Moura, a obra examina as estratégias retóricas utilizadas por demônios para enfeitiçar as pessoas e apresenta uma série de fórmulas e salmos para evitar encantamentos.

A obra apresenta texto disposto em duas colunas, capitais ornamentadas, vinhetas e encadernação em pergaminho.


Sobre o autor:

Manuel do Vale de Moura nasceu na vila de Arraiolos, no Alentejo (Évora/Portugal) em 1564. Formado em Direito Canônico pela Universidade de Coimbra, foi Prior da Igreja de Santa Christina de Barroso, Arcebispo de Évora e Inquisidor geral.

Escreveu diversas obras de cunho religioso, dentre as quais a mais conhecida é a De incantationibus seu ensalmis, porém teve participação na elaboração da Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas de Camões, junto com Bartolomeu Varella (futuro clérigo e poeta), Manuel Luis Freire (futuro licenciado) e Luis Mendes de Vasconcellos (criado do Arcebispo D. Teotônio de Bragança) – nesta época contava com 25 anos de idade e era ainda estudante da Universidade de Évora, instituição onde doutorou-se em Teologia (a obra manuscrita foi divulgada em 1589 e intitulava-se Festas bachanaes : conversão dos primeiros cantos dos Lusíadas do grande Luiz de Camões vertidos do humano em o devinho por uns caprichosos).

Vale de Moura faleceu aos 86 anos de idade em Évora, em 18 de maio de 1650.

 

As imagens desta e de outras obras raras você pode visualizar em nossa página no Flickr.

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

La chanson du vieux marin (A canção do velho marinheiro), de Samuel Taylor Coleridge é um poema em forma de balada, expressão literária comum na Idade Média resgatada pelos poetas românticos como uma das marcas da identidade nacional inglesa.

Na Biblioteca Central da UCS é possível encontrar um exemplar de luxo deste poema. Impressa em 1877 em Paris pela Librairie Hachette, a obra inclui belíssimas xilogravuras de Gustave Doré (1832-1883), famoso pintor, desenhista e ilustrador francês, considerado até hoje um ícone da arte da ilustração, tendo influenciado os ilustradores que o sucederam.

O exemplar, de grandes dimensões (52 cm. de altura), possui encadernação em percalux vermelho, com detalhes gravados em preto e dourado.

Sobre o autor

Samuel Taylor Coleridge foi um poeta romântico nascido em Ottery Saint Mary, Devonshire, em 1772. Considerado um dos maiores vultos do romantismo inglês, influenciou toda uma geração de novos escritores. Em 1798, junto com William Wordsworth, publicou as Baladas líricas, poemas inovadores e considerados precursores do romantismo. Entre as obras deste volume, sobressaiu-se o longo poema de Coleridge A canção do velho marinheiro. Coleridge faleceu em 1834, aos 61 anos, em Londres. Deixou de herança somente alguns livros e anotações. Depois de sua morte, seu sobrinho Henry Coleridge e a esposa Sara (Filha de Coleridge) organizaram a obra dispersa do poeta, publicando vários livros.

Fonte: Wikipédia.

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

O Almanaque Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul foi publicado no período de 1889 a 1917, totalizando 29 edições. Organizado por Alfredo Ferreira Rodrigues, o Almanaque se destinava à divulgação cultural, literária e de entretenimento do público leitor, servindo à difusão da leitura junto à população. Continha, entre outros assuntos de interesse da época, calendários, estatísticas, biografias, charadas, poesias e ensaios históricos.

O Almanaque possuía periodicidade anual e era finalizado na Tipografia da Livraria Americana, em Rio Grande, por Carlos Pinto & Cia Sucessores.

Na UCS é possível encontrar a coleção de Almanaques praticamente completa: 1889, 1890, 1892 a 1908, 1910, 1911, 1913 a 1917 (faltam os volumes de 1891, 1909 e 1912). Os fascículos encontram-se, em sua maioria, em bom estado de conservação, tendo mantido ao longo dos anos suas encadernações originais.

Alfredo Ferreira Rodrigues

Alfredo Ferreira Rodrigues foi historiador, poeta, cronista, pesquisador, tradutor, ensaísta, biógrafo, charadista e professor. Nascido em 1865 no distrito do Povo Novo, Rio Grande/RS, Rodrigues contribuiu para o estudo da história do Rio Grande do Sul, principalmente dos vultos e acontecimentos da Revolução Farroupilha e da história da imprensa gaúcha. O autor foi um grande incentivador e propagador do culto aos ideais farroupilhas, contribuindo para a sacralização mítica do centauro dos pampas, do monarca das coxilhas, através da literatura e de textos historiográficos. Nas páginas do Almanaque, Rodrigues conseguiu mesclar literatura, história, geografia e estatística, que tornaram sua obra referencial para o estudo das ciências e da imprensa no século XIX.

Foi membro fundador da Academia Rio-Grandense de Letras, onde ocupou a Cadeira de n° 21, e sócio do Centro Rio-Grandense de Estudos Históricos e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.

Alfredo Ferreira Rodrigues faleceu em Pelotas no dia 8 de março de 1942, com 77 anos.

Fonte: Academia Rio-Grandense de Letras

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

Solo de Clarineta é um livro de memórias do escritor gaúcho Erico Verissimo. A obra se divide em dois volumes: no primeiro, publicado em 1973, o escritor conta desde a sua infância até a idade adulta, quando o físico americano Dave Jaffe pede sua filha Clarissa em casamento. O segundo volume inicia com o casamento de Clarissa, o nascimento de seus três netos, e registra as viagens do escritor pelos Estados Unidos e pela Europa. Infelizmente a obra ficou inacabada, pois Erico faleceu, vítima de enfarte, em 28 de novembro de 1975. O volume, publicado postumamente em 1976, foi organizado pelo professor Flavio Loureiro Chaves.

Pertence à UCS a coleção do psicanalista gaúcho Luiz Carlos de Almeida Meneghini. Amigo pessoal de Erico Verissimo e de Flávio Loureiro Chaves, Meneghini dispunha, em meio à sua coleção, de exemplares autografados das obras de Erico, dentre as quais se destaca este exemplar de Solo de Clarineta, contendo dedicatória e desenho manuscritos de Erico.

O exemplar citado possui encadernação personalizada: os dois volumes estão encadernados juntos e a capa contém as iniciais L.C.M. gravadas em dourado na lombada.

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

O livro mais antigo disponível na Universidade de Caxias do Sul é um Novo Testamento escrito em grego, editado em Basel/Suíça no ano de 1524 por Erasmo de Rotterdam.

Intitulado Tes kaines diathekes hapanta, o exemplar possui 798 páginas e apresenta capitais ornamentadas, vinhetas e algumas notas marginais manuscritas.

Uma curiosidade a respeito deste exemplar é sua capa: a encadernação, feita em pergaminho, possui a seguinte inscrição na lombada: “Diccionar. Griego”. Duas hipóteses justificam este fato: 1. talvez tenha havido o reaproveitamento da capa de um dicionário; ou, a mais provável: 2. a capa foi alterada propositalmente, já que os livros de Erasmo de Rotterdam foram inseridos no Index librorum prohibitorum (lista de livros proibidos pela Igreja no período inquisitorial). O fato é que o exemplar sobrevive, em boas condições, por quase cinco séculos, e chegou à UCS através da coleção de Victorino Felix Sanson, filósofo e professor já falecido da Universidade.

Erasmo de Rotterdam

Imagem: UOL Educação

Erasmo de Rotterdam, foi uma das figuras marcantes do Renascimento. Nascido na Holanda, Erasmo foi, em seu tempo, um dos maiores críticos do dogma católico romano e da imoralidade do clero. Mas não deixou de atacar também o movimento protestante de Lutero. Professor de Língua Grega na Universidade de Oxford, na Inglaterra, ele percorreu as principais universidades da Europa.

Sua principal obra, O Elogio da Loucura (1509), defendia a tolerância e a liberdade de pensamento e denunciava as ações da Igreja. Seus livros em latim, grego, holandês, inglês, francês e italiano atraíam leitores por toda a Europa. Perseguido por suas idéias, o pensador procurou refúgio na Basiléia suíça, onde estava rodeado de amigos e pôde expressar-se livremente, associado ao grande editor Froben.

Em 1516, Erasmo publicou uma nova edição e tradução para o latim do Novo Testamento, feita a partir dos manuscritos originais. Esse trabalho, editado com anotações do tradutor, serviu de base para os estudos da Bíblia produzidos pelos protestantes durante a reforma. O Novum Instrumentum omne, diligenter ab Erasmo Rot. Recognitum et Emendatum foi dedicado ao papa Leão 10o. Na segunda edição, o termo Testamentum foi usado em vez de Instrumentum. O termo ficou mais familiar porque foi usado pelos tradutores da versão da Bíblia do rei James, da Inglaterra.

Erasmo foi chamado a tomar partido entre Martinho Lutero e a Igreja Católica, mas se recusou. Ele tinha uma simpatia pelos pontos principais da crítica luterana à Igreja, mas não quis se comprometer e disse que não era um inimigo do clero. Como resultado, Erasmo viu-se em conflito com ambas as grandes facções religiosas.

Durante a sua vida, as autoridades da Igreja católica nunca o chamaram a justificar as suas opiniões. Após a sua morte, porém, a Igreja católica romana colocou seus escritos no Index librorum prohibitorum, uma lista de livros proibidos pela Igreja.

Fonte: UOL Educação

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

A Biblioteca Central da UCS dispõe em seu acervo de 1 exemplar original datilografado em cópia carbono da tese de doutorado defendida pelo Ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso em 1961, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

A tese, intitulada Formação e desintegração da sociedade de castas : o negro na ordem escravocrata do Rio Grande do Sul, discute os processos de constituição e desagregação da sociedade escravocrata rio-grandense, vistos a partir da situação social que o negro nela assumia.

Fernando Henrique Cardoso teve como orientador o Sociólogo Florestan Fernandes. Fizeram parte da banca de avaliação os Doutores Laudelino Teixeira de Medeiros, Thales de Azevedo e Sérgio Buarque de Holanda. É oportuno salientar que a UCS adquiriu as coleções pessoais de dois dos examinadores citados: Laudelino Teixeira de Medeiros e Thales de Azevedo, sendo que o referido exemplar pertence à Coleção especial L.T.M.

A tese foi posteriormente publicada em livro sob o título Capitalismo e escravidão meridional : o negro na sociedade escravocrata do Rio Grande do Sul, pela editora Civilização Brasileira, e é considerado um dos mais importantes trabalhos de sociologia brasileira do século XX.

Sobre o autor:

Fernando Henrique Cardoso, Sociólogo, nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1931. Após o golpe militar de 1964, exilou-se no Chile, integrando a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse período, lecionou no Chile, Argentina, México e França. Retornou ao Brasil em 1968, assumindo a cátedra de ciência política na USP até 1969, quando foi aposentado, compulsoriamente, por força do AI-5. Nesse último ano, foi membro fundador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), passando a lecionar também em universidades americanas e européias. Candidatou-se ao Senado em 1978 na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), como suplente de Franco Montoro. Em 1980, com o fim do bipartidarismo, foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1983 assumiu a vaga de senador aberta com a candidatura de Franco Montoro ao governo do estado de São Paulo. Candidato à prefeitura de São Paulo nas eleições de 1985, foi derrotado por Jânio Quadros, do Partida Trabalhista Brasileiro (PTB). Reelegeu-se senador pelo estado de São Paulo em 1986, ainda na legenda do PMDB, e dois anos depois fundou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao lado de Franco Montoro e Mário Covas, entre outros, tornando-se líder da nova legenda no Senado (1988-1992). Foi ministro das Relações Exteriores (1992 – 1993) e ministro da Fazenda (1993-1994) durante o governo Itamar Franco. Candidato à presidência da República pela coligação PSDB / PFL / PTB, elegeu-se no primeiro turno eleitoral, em 3 de outubro de 1994, tendo obtido 54,3% dos votos válidos. Reelegeu-se presidente da República em 1998 pela coligação PSDB / PFL / PTB / PPB.

(Fonte: Portal Brasil)

Obras Raras da Universidade de Caxias do Sul

Encontram-se disponíveis na Seção de Obras Raras da Biblioteca Central os fascículos da Revista Brasileira que contêm a primeira versão do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, romance de Machado de Assis publicado inicialmente como folhetim, de março a dezembro de 1880, cuja primeira edição em livro só saiu no ano de 1881.

Os fascículos que incluem o romance possuem a anotação manuscrita “Ex-Libris Dionysio Pinheiro da Cunha”, evocando seu antigo proprietário, e pertencem à Coleção especial Oswaldo Fernandes Vergara. A UCS dispõe dos números 3, 4 e 5 da Revista Brasileira, o que abrange os capítulos I a C do romance Memórias Póstumas de Bras Cubas.

As obras raras da UCS estão disponíveis para consulta na sede, sendo solicitado agendamento prévio através do telefone (54) 3218-2173 ou e-mail bice@ucs.br.

Sobre a Revista Brazileira

Fundada e dirigida por Francisco de Paula Meneses, surgiu em 1855 a Revista Brazileira : jornal de literatura, teatros e indústria. Após uma pausa, surge em 1857 o segundo número do periódico, intitulado Revista Brazileira : jornal de ciencias, letras e artes, mantendo sua continuidade até o ano de 1861, publicando até esta data 4 fascículos. A partir de então a Revista passou por diversas fases:

– Fase II, também chamada “fase Midosi” por ter sido editada por Nicolau Midosi: publicou a totalidade de 30 fascículos reunidos em 10 volumes regular e mensalmente de junho de 1879 a dezembro de 1881.

– Fase III, também chamada “fase José Veríssimo”, circulou de janeiro de 1895 a setembro de 1899, tendo publicado neste período 93 números em 19 volumes.

– Fase IV, dirigida por Batista Pereira, publicou 10 números de junho de 1934 a novembro de 1935.

– Fase V, quando começou a ser editada pela Academia Brasileira de Letras. Nasceu de uma proposta de Levi Carneiro, então presidente da Academia, e teve início em julho de 1941. Em 1948 saiu o 20º número. Após uma interrupção de dez anos, voltou a ser publicada em 1958, ainda sob a direção de Levi Carneiro, e chegou ao número 29, publicado em 1966.

– Fase VI, dirigida por Josué Montello, publicou apenas 6 números entre 1975 e 1980. Voltou a ser publicada no último trimestre de 1994, sob a direção de João de Scantimburgo.

– Fase VII: é a fase atual. Conta com 55 números.

A Academia Brasileira de Letras disponibiliza a versão digital on line da Revista Brasileira, números 28 ao 64, no site http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=31.

Fonte: Academia Brasileira de Letras.