Conheça a Coleção Especial Laudelino Teixeira de Medeiros

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Renomado professor e pesquisador, com importantes trabalhos publicados e pesquisas realizadas, Laudelino Teixeira de Medeiros (1914-1999) foi um estudioso da História do Rio Grande do Sul, com ênfase nos aspectos de urbanização, demografia e desenvolvimento econômico. Como profissional, foi professor de Sociologia no Colégio Universitário de Porto Alegre e na Faculdade de Filosofia da UFRGS. Catedrático de Sociologia na citada universidade, foi ainda professor na Faculdade de Ciências Econômicas e diretor do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Filosofia. Durante o regime militar, participou das comissões de inquéritos da UFRGS, colaborando com a ditadura.

A Coleção Especial Laudelino Teixeira de Medeiros contabiliza cerca de 14.600 títulos (25.300 exemplares), entre livros e periódicos. Sua biblioteca particular, carinhosamente denominada “Babel” por seus familiares e frequentadores mais próximos, foi adquirida pela UCS em 1999. O foco central da coleção situa-se nos temas Rio Grande do Sul e sociologia, mas contém também obras de outras áreas, como Filosofia, Psicologia, Política, Economia, Linguística e Literatura.

A biblioteca dispõe também de um exemplar original da tese de doutorado do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso: Formação e desintegração da sociedade de castas: o negro na ordem escravocrata do Rio Grande do Sul, haja vista que Laudelino Teixeira de Medeiros, juntamente com Sérgio Buarque de Holanda, Florestan Fernandes e Thales de Azevedo, compôs a banca examinadora da defesa de Fernando Henrique.

As obras fazem parte do acervo de Coleções Especiais  e estão disponíveis para consulta local, na Biblioteca Central da UCS, no Campus Sede.

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Conheça a Obra Rara “Solo de Clarineta”

O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul apresenta mais uma obra do seu acervo de Obras Raras: Solo Clarineta – Memórias de Érico Veríssimo. Os dois volumes da autobiografia forma encadernadas conjuntamente, em capa dura, com lombada personalizada com a iniciais do médico-psiquiatra Luis Carlos Meneghini.

No primeiro volume, publicado em 1973, Érico Veríssimo relata com detalhes sua história na infância e adolescência, e também, o cenário mundial e brasileiro da época. Já o segundo volume, publicado em 1976, foi arranjado postumamente por Flávio Louleiro Chaves, iniciando a obra com as bodas da filha de Veríssimo e relata as viagens feitas pelos Estados Unidos e Europa.

Saiba mais acessando o link.

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Conheça a obra rara “C. Crispi Sallustii Opera Omnia quae extant”

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“C. Crispi Sallustii Opera Omnia quae extant”, de Salústio, é mais uma obra rara do acervo do Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul. O autor, Caio Salústio Crispo, nascido em 86 a.c., foi um político romano influente nos reinados de Cícero e Julio César. Publicada em 1677, a obra é uma copilação de narrativas históricas sobre aspectos políticos da Roma Antiga.

A obra, que pertence a Coleção Especial Victorino Felix Sanson, possui exemplar único no acervo, é encadernada em pergaminho, com lombada escrita a tinta e com vinhetas e capitais ornamentadas, características estas próprias das impressões do século XVII.

Saiba mais acessando o link.

Conheça a obra rara do SIBUCS “Orlando Furioso”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: “Orlando Furioso”. Esta edição da obra de Ludovico Ariosto foi publicada em 1912, os três volumes chamam a atenção pela encadernação em couro, de apenas 12 centímetros de altura, com detalhes em relevo e presilhas de ferro decoradas.

Os poemas de Ludovico Ariosto integram expressivas obras da Renascença. “Orlando Furioso” foi publicado originalmente em 1532 e é composto por 46 versos, eles satirizam a nobreza feudal e e anunciam o novo homem renascentista.

Saiba mais acessando o link. 

Conheça a obra rara “Cancioneiro Guasca”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: “Cancioneiro Guasca”.  A obra, de Simões Lopes Neto, consiste em uma coletânea de poesias populares da cultura do Rio Grande do Sul.

“Cancioneiro Guasca”  foi publicado originalmente em 1910 e suas poesias tratam de saudade, amor e casamento, tudo sob ótica masculina do típico Gaúcho do início do século XX. A Biblioteca Central da UCS conta com uma edição Prínceps (primeira edição) desta obra.

Saiba mais acessando o link. 

Conheça a obra rara “La Chanson du Vieux Marin”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: La Chanson du Vieux Marin”, tradução francesa da obra de Samuel Coleridge “The Rime Of The Ancient Mariner.” A obra inclui xilogravuras de Gustavo Doré, famoso pintor, desenhista e ilustrador francês. Um dos maiores expoentes da poesia romântica, Samuel Coleridge marcou profundamente a poesia inglesa e sua importância influenciou outros autores, como Lord Byron e Shelley.

Veja mais sobre a obra em: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2017/02/10/obra-rara-sibucs-la-chanson-du-vieux-marin/

Conheça a obra rara “OEuvres de Xénophon”

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O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul passou a contar com mais uma obra rara: “OEuvres de Xénophon”. A obra de OEuvres de Xénophon foi publicada no século XVIII e é composta por quatro livros do autor: Econômico, Apologia de Sócrates, Da Equitação e O Comendante de Cavalaria. 

Veja mais sobre a obra em:

 

Conheça a obra rara “Emile ou de l’education”

O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul passou a contar com mais uma obra rara: Emile ou de l’educationA obra de Jean-Jacques Rousseau, datada de 1764, expõe os pensamentos do autor acerca da concepção e educação, além disso, foi colocado como um livro revolucionário da pedagogia, pois narra a educação de Emílio, um aluno hipotético, nobre e rico, do seu nascimento até seu casamento.

 

 

Conheça a Obra Rara “Disegni di Portinari”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS agora conta com a obra rara Disegni di Portinari, de Cândido Portinari. A obra contém 111 desenhos e apresenta textos em português, inglês, francês e italiano, sendo esta a primeira coletânea dos desenhos acumulados pelo artista. Portinari foi considerado um dos maiores artistas do século XX; reconhecido mundialmente, foi o primeiro modernista premiado no exterior.

Veja mais, acessando: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/31/obra-rara-sibucs-disegni-di-portinari/

Le Vite de Dodici Cesari é a mais nova obra rara do SIBUCS

O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: Le Vite de Dodici Cesari, do autor Suetônio, publicada originalmente em 1738. A obra, que apresenta 12 biografias de imperadores romanos, é considerada um clássico da Literatura universal.

Saiba mais acessando: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/27/obra-rara-sibucs-le-vite-de-dodici-cesari/

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Conheça a Obra Rara: Sete Cantos do Poeta, Para o Anjo

O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: Sete Cantos do Poeta, Para o Anjo, de Hilda Hist .

Conheça mais sobre a obra: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/20/obra-rara-sibucs-sete-cantos-do-poeta-para-o-anjo/

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Quem inventou o livro?

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O formato de livro como conhecemos hoje, o chamado códice, não é e nunca foi o único existente. Antes dessa encadernação de capa e páginas montadas em sequência, houve outras formas. Atualmente, também há novidades, como o áudio-livro e o livro eletrônico (ebook).

Os primeiros livros foram criados pelo povo sumério, quando este começou a escrever em tabletes de argila, por volta do ano 3.200 a.C. na Mesopotâmia, atual Iraque. O conteúdo, naquela época, era composto por leis, assuntos administrativos e religiosos, lendas e até poesia.

“A característica fundamental de um livro é ser portátil. Por isso não valem como livros as inscrições em rochas”, explica Aníbal Bragança, professor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense e pesquisador em Produção Editorial.

Com o tempo, o livro ficou mais leve graças à descoberta de outros materiais, como o papiro, obtido a partir de uma planta egípcia, e o couro de animais, dos quais o produto mais conhecido é o pergaminho.

A região de Pérgamo (onde hoje é a Turquia) desenvolveu o pergaminho por causa de uma proibição de importar papiro. Ela e Alexandria disputavam o posto de possuidoras da maior biblioteca do mundo conhecido. Para dificultar o crescimento da concorrente, o rei egípcio Ptolomeu V proibiu a exportação do papiro para aquele local.

Nessa época, o formato comum era o rolo ou o volume, feito de folhas de pergaminho coladas lado a lado. Essa colagem era depois enrolada em dois bastões de madeira ou marfim. Assim, as pessoas poderiam ler o pergaminho da mesma maneira como estavam acostumadas com o papiro, ou seja, desenrolando de um lado e enrolando de outro.

O papel chegou à Europa trazido da China por mercadores árabes apenas no século 12 e, mesmo com o novo suporte, os livros continuavam a ser manuscritos, copiados por monges. O trabalho era cansativo e um exemplar podia levar até mais de um ano para ficar pronto.

Isso só mudou na década de 1450, quando o alemão Gutemberg inventou a prensa e os tipos móveis, o que trouxe rapidez à produção do livro. A primeira obra impressa por ele foi a Bíblia.

Foi também este o primeiro livro que chegou ao Brasil, trazido pelos colonizadores. “Depois disso, os jesuítas trouxeram obras para suas missões e seus conventos, inclusive para ensinar e catequizar”, diz o professor Aníbal.

Como em todos os países, também havia censura em Portugal, especialmente por parte da Igreja, e isso se refletia no Brasil. Assim, os livros censurados só podiam circular por aqui de maneira clandestina. Os outros entravam livremente, trazidos pelos colonizadores, pelos brasileiros que iam estudar em Portugal e em outros países, e pelos comerciantes.

No entanto, os livros só puderam ser feitos no Brasil a partir de 1808, quando a família Real portuguesa se mudou para cá e trouxe uma máquina impressora. Antes disso, era crime ter uma tipografia no país.

Fonte: 

IMS lança site com 100 cartas escritas e recebidas

Documentos são assinados por nomes como d. Pedro II, Rui Barbosa e Drummond

Entrou no ar na última semana o site Correio IMS, com 100 cartas escritas pelas mais diversas personalidades brasileiras, de pessoas comuns a escritores, poetas, pintores, músicos, arquitetos, figuras da história cultural e política do país. Inéditas ou não, o fundamental é que a carta seja interessante sob um determinado aspecto: seja pelo vigor de uma emoção expressa em palavras comuns, seja pelo valor literário ou por seu conteúdo histórico.

O site prevê também a publicação de cartões-postais, bilhetes e telegramas. Será possível ler tanto a famosa carta em que d. Amélia de Leuchtenberg se despede de d. Pedro II ainda menino, quanto um cartão-postal de Ziraldo a Carlos Drummond de Andrade. Com a intenção de situar o leitor, cada carta é precedida de um parágrafo em que o documento é contextualizado, indicando-se, assim, as circunstâncias em que foi escrito. Há ainda um pequeno perfil biográfico de cada remetente e destinatário, assim como fotos de cada um deles.

via Pesquisa Mundi

Cientistas encontram na Inglaterra fragmentos de Alcorão mais antigo do mundo

 Reprodução/BBC Os fragmentos do Alcorão estão legíveis e a escrita, apesar de antiga, é clara

Usando datação por carbono, os pesquisadores descobriram que esse manuscrito tem pelo menos 1.370 anos de idade

Publicado no Último Segundo [via BBC Brasil]

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, encontraram fragmentos que podem ser do Alcorão mais antigo do mundo. Usando datação por carbono, os cientistas descobriram que o manuscrito tem pelo menos 1.370 anos de idade.

As páginas do texto sagrado muçulmano ficaram esquecidas na biblioteca da universidade por quase um século. O manuscrito era mantido junto com uma coleção de outros livros e documentos do Oriente Médio, sem ser identificado como um dos mais antigos fragmentos do Alcorão já encontrados no mundo.

Um especialistas em manuscritos antigos da Biblioteca Britânica, Muhammad Isa Waley, afirmou que a descoberta vai trazer “alegria” aos muçulmanos.

Textos antigos

Quando a pesquisadora Alba Fedeli trabalhava em seu doutorado ela decidiu examinar mais atentamente todas as páginas que encontrou e resolveu fazer testes de datação por carbono. Os resultados, segundo ela, foram “surpreendentes”.

A diretora de coleções especiais da universidade, Susan Worrall, disse que os pesquisadores não esperavam “nem nos sonhos mais loucos” que estes fragmentos seriam tão antigos.

“Descobrir que tínhamos um dos mais antigos fragmentos do Alcorão no mundo todo foi animador, fantástico”, afirmou.

Os testes para descobrir a idade do manuscritos tiveram que ser feitos na Unidade Aceleradora de Radiocarbono da Universidade de Oxford e mostraram que os fragmentos, escritos em couro de ovelha ou cabra, estavam entre os mais antigos já encontrados.

Estas análises deram aos pesquisadores uma série de datas mostrando com uma probabilidade de mais de 95% que o pergaminho é de uma data entre os anos de 568 e 645.

“Eles (os fragmentos) podem nos levar de volta a alguns anos depois da verdadeira fundação do Islã”, disse David Thomas, professor da universidade.

“Segundo a tradição muçulmana, o profeta Maomé recebeu as revelações que formam o Alcorão, a escritura do Islã, entre os anos de 610 e 632, o ano da morte dele.”

De acordo com Thomas, a datação dos manuscritos de Birmingham significa que é possível que a pessoa que os escreveu era viva na mesma época em que viveu o profeta Maomé.

“A pessoa que o escreveu pode, na verdade, ter conhecido o profeta Maomé. Ele provavelmente o viu, provavelmente ouviu suas pregações. Ele pode ter conhecido o profeta pessoalmente”, disse.

Testemunha ocular

Thomas afirma que algumas passagens do Alcorão foram escritas em pergaminhos, pedras, folhas de palmeiras e ossos de camelos. E uma versão final, que juntou tudo isto em um livro, foi completada por volta do ano de 650.

Para Thomas “as partes do Alcorão que estão escritas neste pergaminho podem, com um certo grau de confiança, ser datadas de menos de duas décadas depois da morte de Maomé”.

“Estas partes devem ser em um formato que está muito próximo do formato que o Alcorão é lido hoje, dando base para a teoria de que (o texto sagrado) sofreu pouca ou nenhuma alteração e que pode ser datado até um ponto muito próximo do tempo em que acredita-se que foi revelado”. O manuscrito está na “escrita hijazi”, uma forma antiga de árabe escrito.

Pelo fato de a datação por carbono fornecer uma série de datas possíveis, existem outros manuscritos em coleções públicas e particulares que são da mesma época. Isto torna impossível dizer que qualquer um deles é definitivamente o mais antigo.

Mas, a última data possível, 645, coloca o manuscrito de Birmingham entre os mais antigos do mundo.

‘Sobrevivente precioso’

Muhammad Isa Waley, curador deste tipo de manuscrito para a Biblioteca Britânica, afirmou que estes “documentos, em uma bela e surpreendentemente legível escrita hijazi, quase certamente datam do tempo dos primeiros três califas”.

Os primeiros três califas foram líderes da comunidade muçulmana entre cerca de 632 e 656. Waley afirma que, sob o terceiro califa, Uthman ibn Affan, cópias da “edição definitiva” foram distribuídas.

“A comunidade muçulmana não era rica o bastante para estocar peles de animais por décadas e produzir uma mushaf, ou cópia, completa do Alcorão Sagrado, que requeria muitas delas.”

Waley sugere que o manuscrito encontrado em Birmingham é um “sobrevivente precioso” de uma cópia daquele tempo ou ainda mais antiga.

“De qualquer forma, esta, junto com beleza do conteúdo e da escrita hijazi surpreendentemente clara, é uma notícia para trazer alegria aos corações muçulmanos”, disse.

O manuscrito é parte da Coleção Mingana, de mais de 3 mil documentos do Oriente Médio reunidos na década de 1920 por Alphonse Mingana, um padre nascido perto de Mosul, cidade que hoje fica no Iraque.

Edward Cadbury, parte da dinastia de fabricantes de chocolates, foi o patrocinador das viagens do padre ao Oriente Médio para coletar estes documentos. A comunidade muçulmana de Birmingham já se manifestou a respeito do manuscrito.

“Quando vi estas páginas fiquei muito comovido. Havia lágrimas de alegria e emoção em meus olhos. Tenho certeza de que pessoas de toda a Grã-Bretanha virão a Birmingham para olhar estas páginas”, afirmou Muhammad Afzal, presidente da Mesquita Central de Birmingham.

A universidade informou que os fragmentos do Alcorão serão exibidos ao público na cidade a partir de outubro.

Professor descobre livro que ajudou a embasar ruptura de Henrique VIII com Roma.

Em exposição o livro deixará de ser apenas mais uma publicação entre as milhares protegidas por um couro marrom – Steven Haywood/National Trust

 

RIO – Um livro que ajudou a mudar a história do Reino Unido foi descoberto entre milhares de outros enfileirados nas prateleiras da biblioteca de Lanhydrock, uma mansão em Cornwall protegida pela organização National Trust. A obra, publicada em 1495, foi usada para embasar os argumentos dos advogados do rei Henrique VIII durante o processo de anulação de seu casamento com Catarina de Aragão na década de 1530. O divórcio levou a Inglaterra a romper com a Igreja Católica em Roma.

A história é conhecida de qualquer aluno do ensino médio. Henrique VIII estava irritado porque, em sua visão, Catarina parecia incapaz de gerar um herdeiro do sexo masculino. Por volta de 1525, ele teria se apaixonado por Ana Bolena, irmã de sua ex-amante, Maria Bolena. O rei se casou com Ana em 1533, mas o Papa Clemente VII, que jamais reconhecera a anulaçao do casamento anterior, declarou que Catarina continuava sendo a Rainha da Inglaterra. Henrique VIII, então, decretou o Ato de Supremacia, no qual ele próprio se declarava o chefe da Igreja da Inglaterra.

Na época, o monarca estava atrás de teses e provas para embasar a sua busca por autonomia em relação a Roma. Trechos do livro recém-descoberto em Cornwall, que contém um resumo das teorias do filósofo e teólogo medieval Guilherme de Ockham, foram consultados pelos advogados do rei. Quem garante isso é o professor americano James Carley, especialista na biblioteca de Henrique VIII e responsável pelo achado.

“Foi um momento incrível. A velha longa galeria aqui tem o comprimento de um campo de futebol, e o professor rodou cerca de seis vezes quando encontramos o livro”, disse ao jornal “The Guardian” o gerente da casa e das coleções em Lanhydrock, Paul Holden.

O livro “escapou” de um desastroso incêndio na casa em 1881. Ficou danificado, mas ainda carrega o número 282 escrito em tinta preta no canto superior direito, que James Carley identificou como correspondente com um inventário retirado em 1542 dos mais importantes dos livros do monarca, cinco anos antes de sua morte.

Apesar de não haver nada da caligrafia de Henrique no livro, Carley tem certeza de que este foi consultado durante os anos em que o rei estava procurando desesperadamente uma maneira de se livrar de Catarina. Essa teria sido a razão para o livro de Ockham ir parar na biblioteca real. O teólogo escreveu em latim sobre os limites do poder do papa e a independência da autoridade dos monarcas. Várias páginas no livro têm passagens marcadas por secretários para chamar atenção do rei, incluindo uma seção crucial, com um título que se traduz como: “Quando é autorizado retirar-se da obediência ao Papa”.

A relíquia agora será exibida pela primeira vez como um objeto principal, em vez de mais um livro de couro marrom, entre milhares, numa exposição, quando a casa reabriu ao público no dia primeiro de março.

Fonte: O GLOBO

 

Tesouro Bibliográfico – Blog sobre obras raras

Neste post indicamos para vocês o acesso ao blog Tesouro Bibliográfico, de autoria da bibliotecária Márcia C. Rodrigues.

Cabeçalho do blog.

O site, em relação ao seu conteúdo, é praticamente único tratando-se de obras raras em blogs.

Com posts que sempre abordam notícias relacionadas a obras ou coleções antigas/especiais, o blog mantém atualizado os bibliófilos de plantão ou aqueles que apenas desejam aventurar-se por este mundo particular.

Até mesmo para os que pouco lêem, algumas notícias chamam muito a atenção, como por exemplo uma bíblia de 1500 anos descoberta na Túrquia ou um depósito secreto de livros encontrados em um museu.

E se para os amantes dos livros o blog já é uma grande fonte, para os profissionais que lidam com obras raras, o site serve como uma excelente ferramenta de trabalho.

Algumas marcas de impressores.

São diversas áreas para os profissionais buscarem auxílio, onde destacamos alguns menus:

– Sobre livros raros (clique aqui para ler);

– Publicações (clique aqui para ler);

– Catalogação de obras raras (clique aqui para ler);

– Dicas e curiosidades (clique aqui para ler);

– Glossário (clique aqui para ler);

– Conservação e restauro (clique aqui para ler).

Por fim, destacamos que trata-se de uma rica fonte de informação nesta área, tanto para leigos quanto profissionais.

Para acessar o blog, clique aqui.

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

As obras Le poesie e Prosede Giuseppe Giusti, merecem destaque por suas belas encadernações em couro, lombadas arredondadas com nervuras, capas com detalhes em alto e baixo relevo fechadas por duas presilhas de ferro.

A Biblioteca Central da UCS dispõe de um exemplar da 16ª tiragem estereotipada de 1920 de Le poesie, e um exemplar de 1924 de Prose, ambos publicados em Firenze por G. Barbèra.

Sobre o autor:

Filho de uma abastada família de latifundiários, Giuseppe Giusti nasceu em 1809, em Monsummano Terme, uma comuna italiana da região da Toscana, província de Pistoia.

Após estudar no Seminário de Pistoia, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Pisa, onde se formou em 1834. Após a formatura mudou-se para Florença a fim de exercer a sua profissão. Lá conheceu Gino Capponi, um expoente do liberalismo toscano e diretor do famoso Gabinetto Viesseux – nota-se que tanto Gino quanto o Gabinetto teriam afetado não só a orientação política de Giuseppe, como também o desenvolvimento de sua poética.

Nos anos seguintes, enquanto estava envolvido na preparação de seu poema mais importante – Le Poesie, Giusti fez algumas viagens para Roma, Nápoles e, particularmente, em 1845, para Milão, onde conheceu Manzoni e seu círculo de amigos, com quem passou a se corresponder com frequência.

Em 1847 ingressou na Guarda Cívica, demonstrando apreciar as reformas feitas pelo Grão-Duque da Toscana, anteriormente foco de sua sátira. Em 1848, durante tumultos na Toscana, participou da vida pública, tendo sido capaz de eleger-se deputado pelo parlamento de Florença e apoiando os governos moderados de Ridolfi e Capponi. Compartilhou, em essência, as esperanças e as expectativas de reforma moderada, características dos anos imediatamente anteriores a 1848. Com o retorno do Grão-Duque apoiado pelos austríacos, retirou-se na casa de Gino Capponi, onde, faleceu em 1850, acometido de tuberculose.

Obras

As composições de Giuseppe Giusti caracterizam-se por versos graciosos e fluidos e um senso de humor afiado, às vezes contendo uma melancolia sutil. Seus versos satíricos foram publicados primeiro de forma dispersa, em seguida, recolhidos em várias edições geralmente bem recebidas pelo público em 1844, 1845 e 1847.

Giuseppe escreveu também um livro de memórias sobre os acontecimentos da Toscana, publicado postumamente sob o título de Cronaca dei fatti di Toscana (1890), uma coleção de provérbios – Proverbi toscani, também publicados postumamente (1853). Bastante interessante também é seu Epistolario, do qual emerge o animado dialeto toscano e o testemunho da sua adesão à teorias da linguagem de Manzoni.

Fontes:

Non Solo Biografie

Wikipedia

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

De incantationibus seu ensalmis foi publicado em 1620 em Évora, Portugal, na tipografia de Lourenço Craesbeek (Typis Laurentii Crasbeeck). Escrita pelo Teólogo, Arcebispo e Inquisidor geral de Évora, Manuel do Vale de Moura, a obra examina as estratégias retóricas utilizadas por demônios para enfeitiçar as pessoas e apresenta uma série de fórmulas e salmos para evitar encantamentos.

A obra apresenta texto disposto em duas colunas, capitais ornamentadas, vinhetas e encadernação em pergaminho.


Sobre o autor:

Manuel do Vale de Moura nasceu na vila de Arraiolos, no Alentejo (Évora/Portugal) em 1564. Formado em Direito Canônico pela Universidade de Coimbra, foi Prior da Igreja de Santa Christina de Barroso, Arcebispo de Évora e Inquisidor geral.

Escreveu diversas obras de cunho religioso, dentre as quais a mais conhecida é a De incantationibus seu ensalmis, porém teve participação na elaboração da Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas de Camões, junto com Bartolomeu Varella (futuro clérigo e poeta), Manuel Luis Freire (futuro licenciado) e Luis Mendes de Vasconcellos (criado do Arcebispo D. Teotônio de Bragança) – nesta época contava com 25 anos de idade e era ainda estudante da Universidade de Évora, instituição onde doutorou-se em Teologia (a obra manuscrita foi divulgada em 1589 e intitulava-se Festas bachanaes : conversão dos primeiros cantos dos Lusíadas do grande Luiz de Camões vertidos do humano em o devinho por uns caprichosos).

Vale de Moura faleceu aos 86 anos de idade em Évora, em 18 de maio de 1650.

 

As imagens desta e de outras obras raras você pode visualizar em nossa página no Flickr.

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

La chanson du vieux marin (A canção do velho marinheiro), de Samuel Taylor Coleridge é um poema em forma de balada, expressão literária comum na Idade Média resgatada pelos poetas românticos como uma das marcas da identidade nacional inglesa.

Na Biblioteca Central da UCS é possível encontrar um exemplar de luxo deste poema. Impressa em 1877 em Paris pela Librairie Hachette, a obra inclui belíssimas xilogravuras de Gustave Doré (1832-1883), famoso pintor, desenhista e ilustrador francês, considerado até hoje um ícone da arte da ilustração, tendo influenciado os ilustradores que o sucederam.

O exemplar, de grandes dimensões (52 cm. de altura), possui encadernação em percalux vermelho, com detalhes gravados em preto e dourado.

Sobre o autor

Samuel Taylor Coleridge foi um poeta romântico nascido em Ottery Saint Mary, Devonshire, em 1772. Considerado um dos maiores vultos do romantismo inglês, influenciou toda uma geração de novos escritores. Em 1798, junto com William Wordsworth, publicou as Baladas líricas, poemas inovadores e considerados precursores do romantismo. Entre as obras deste volume, sobressaiu-se o longo poema de Coleridge A canção do velho marinheiro. Coleridge faleceu em 1834, aos 61 anos, em Londres. Deixou de herança somente alguns livros e anotações. Depois de sua morte, seu sobrinho Henry Coleridge e a esposa Sara (Filha de Coleridge) organizaram a obra dispersa do poeta, publicando vários livros.

Fonte: Wikipédia.

Obras raras da Universidade de Caxias do Sul

O Almanaque Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul foi publicado no período de 1889 a 1917, totalizando 29 edições. Organizado por Alfredo Ferreira Rodrigues, o Almanaque se destinava à divulgação cultural, literária e de entretenimento do público leitor, servindo à difusão da leitura junto à população. Continha, entre outros assuntos de interesse da época, calendários, estatísticas, biografias, charadas, poesias e ensaios históricos.

O Almanaque possuía periodicidade anual e era finalizado na Tipografia da Livraria Americana, em Rio Grande, por Carlos Pinto & Cia Sucessores.

Na UCS é possível encontrar a coleção de Almanaques praticamente completa: 1889, 1890, 1892 a 1908, 1910, 1911, 1913 a 1917 (faltam os volumes de 1891, 1909 e 1912). Os fascículos encontram-se, em sua maioria, em bom estado de conservação, tendo mantido ao longo dos anos suas encadernações originais.

Alfredo Ferreira Rodrigues

Alfredo Ferreira Rodrigues foi historiador, poeta, cronista, pesquisador, tradutor, ensaísta, biógrafo, charadista e professor. Nascido em 1865 no distrito do Povo Novo, Rio Grande/RS, Rodrigues contribuiu para o estudo da história do Rio Grande do Sul, principalmente dos vultos e acontecimentos da Revolução Farroupilha e da história da imprensa gaúcha. O autor foi um grande incentivador e propagador do culto aos ideais farroupilhas, contribuindo para a sacralização mítica do centauro dos pampas, do monarca das coxilhas, através da literatura e de textos historiográficos. Nas páginas do Almanaque, Rodrigues conseguiu mesclar literatura, história, geografia e estatística, que tornaram sua obra referencial para o estudo das ciências e da imprensa no século XIX.

Foi membro fundador da Academia Rio-Grandense de Letras, onde ocupou a Cadeira de n° 21, e sócio do Centro Rio-Grandense de Estudos Históricos e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.

Alfredo Ferreira Rodrigues faleceu em Pelotas no dia 8 de março de 1942, com 77 anos.

Fonte: Academia Rio-Grandense de Letras