Conheça a Coleção Especial Victorino Felix Sanson

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Victorino Felix Sanson nasceu no ano de 1924 e foi um renomado professor e pesquisador da história da filosofia antiga, com especial ênfase ao estoicismo. Atuou como docente na Universidade Federal Fluminense e foi convidado pelo Departamento de Filosofia da Universidade de Caxias do Sul, onde exerceu a docência nessa por cerca de 10 anos.

A coleção, comprada pela UCS em 2005, ano do falecimento do pesquisador, é composta, em sua maior parte, por obras de Filosofia, contendo ainda, obras sobre Teologia, Religião, História e Literatura, além de alguns volumes nas áreas de Ciências políticas, Direito e Oratória, totalizando 850 títulos (1.140 exemplares).

As obras fazem parte do acervo de Coleções Especiais  e estão disponíveis para consulta local, na Biblioteca Central da UCS, no Campus Sede. A listagem dos exemplares está abaixo, confira:

 

 

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Conheça a Coleção Especial Lino Casagrande

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Lino Casagrande nasceu em Caxias do Sul, em 27 de novembro de 1931. Nos anos 70, licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul, em 1973, após concluiu sua especialização na área e também o seu mestrado, este último pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.  Também em 1973 obteve o título de bacharel em Música pela Escola Superior de Belas Artes. Iniciou suas atividades de docente na então Escola de Belas Artes.

Entre 1974 e 2006, foi professor-titular de Filosofia no Departamento de Filosofia da Universidade de Caxias do Sul. Lino Casagrande morreu em Caxias do Sul, em 19 de julho de 2012.

 

As obras doadas pelo professor fazem parte do acervo de Coleções Especiais  e estão disponíveis para consulta local, na Biblioteca Central da UCS, no Campus Sede. A listagem dos exemplares está abaixo, confira:

 

Foto: Berenice da Silva / Acervo CEDOC/IMHC/UCS

 

 

Tudo o que você precisa saber sobre as Coleções Especiais

Um dos setores da Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul é o de Coleções Especiais. Ele fica localizado no quarto pavimento da Biblioteca e conta com cerca de 30 mil títulos e 48 mil exemplares, reunindo livros de todas as áreas do conhecimento.

Todo o acervo é dividido em coleções, são 12 ao todo, cada coleção possui o nome do autor que a doou para a instituição. Aliás, todas as obras dessa sessão são fruto de doações de professores, escritores e especialistas, entre elas estão livros, manuscritos, folhetos, teses e exemplares raros.

O procedimento para consulta destas obras é o mesmo, basta anotar o número de chamada do material e solicitar auxílio a algum dos colaboradores da biblioteca. Entretanto, por se tratarem de exemplares únicos, as obras da sessão de Coleções Especiais não podem ser retiradas, sendo disponíveis apenas para consulta nos ambientes da biblioteca.

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Conheça a obra rara “C. Crispi Sallustii Opera Omnia quae extant”

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“C. Crispi Sallustii Opera Omnia quae extant”, de Salústio, é mais uma obra rara do acervo do Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul. O autor, Caio Salústio Crispo, nascido em 86 a.c., foi um político romano influente nos reinados de Cícero e Julio César. Publicada em 1677, a obra é uma copilação de narrativas históricas sobre aspectos políticos da Roma Antiga.

A obra, que pertence a Coleção Especial Victorino Felix Sanson, possui exemplar único no acervo, é encadernada em pergaminho, com lombada escrita a tinta e com vinhetas e capitais ornamentadas, características estas próprias das impressões do século XVII.

Saiba mais acessando o link.

Conheça a obra rara do SIBUCS “Orlando Furioso”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: “Orlando Furioso”. Esta edição da obra de Ludovico Ariosto foi publicada em 1912, os três volumes chamam a atenção pela encadernação em couro, de apenas 12 centímetros de altura, com detalhes em relevo e presilhas de ferro decoradas.

Os poemas de Ludovico Ariosto integram expressivas obras da Renascença. “Orlando Furioso” foi publicado originalmente em 1532 e é composto por 46 versos, eles satirizam a nobreza feudal e e anunciam o novo homem renascentista.

Saiba mais acessando o link. 

Mais de 400 ferramentas de gestão de pesquisa disponíveis para os pesquisadores

Em um esforço contínuo para traçar a mudança do panorama da comunicação acadêmica e científica, cientistas da Universidade de Utrecht, Holanda, realizaram um levantamento entre os pesquisadores [1] em 2015, tendo como foco o uso de ferramentas de gestão de pesquisa. Em 2016/2017, os autores da pesquisa continuaram suas análises e aprimoramentos: atualizaram o site, traduziram as informações para seis idiomas e disponibilizaram a lista completa de mais de 400 ferramentas/sites de gestão de pesquisa. 

A seguir, algumas das ferramentas/sites mais votadas pelos pesquisadores são apresentadas, de acordo com a fase do ciclo de pesquisa. Veja a seleção aqui ou consulte a Lista completa das ferramentas/sites de gestão de pesquisa:

PREPARAÇÃO: 

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DESCOBERTA:

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ESCRITA

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PUBLICAÇÃO

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AVALIAÇÃO: 

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RESUMO 

Distintas ferramentas de gestão de pesquisa podem ser utilizadas em cada fase da pesquisa para buscar informações ou descobrir oportunidades, comunicar, identificar-se e estabelecer networking, colaborar, discutir, organizar, publicar, visualizar, divulgar, revisar, preservar e mensurar o impacto da produção de pesquisa de maneira eficaz. Constantemente, novas ferramentas estão sendo desenvolvidas pelos próprios pesquisadores, pequenas empresas ou grandes players, conforme refletido na lista atualizada. Ainda que a oferta seja grande, há demandas não atendidas.

As mudanças nesse panorama são impulsionadas pela tecnologia, pelas políticas e pela cultura mas, no final, só ocorrem porque os pesquisadores e outras partes interessadas decidem adaptar seus fluxos de trabalho ou recomendar mudanças a outros. Sendo assim, o panorama da comunicação científica e acadêmica é, em grande medida, modificada pelo uso de ferramentas de gestão das atividades e fluxos de pesquisa. Os resultados mais recentes acabam de ser publicados.

O acesso aberto chega com força também nas ferramentas de gestão da pesquisa, estabelecendo fluxos de atividades mais complexos e integrados.

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Como tendência geral, destaca-se o uso de ferramentas de descoberta baseadas em redes sociais, em um ambiente científico direcionado por dados e por uma ciência coletiva. A escrita, cada vez mais será realizada e aprimorada a partir da colaboração online. A tendência de publicação de documentos e dados de pesquisa em acesso aberto veio para ficar. Com relação à divulgação, as redes sociais científicas serão cada vez mais utilizadas, enquanto se fortalece a avaliação e uso de métricas em nível dos artigos.

Em termos de expectativas, espera-se o aumento da importância de ferramentas de descoberta de dados de pesquisa, maior oferta de ferramentas de análise online, maior integração entre a publicação e as ferramentas de avaliação, com maior uso da máxima “publique antes, julgue depois”. Há também uma expectativa de aumento do uso das métricas alternativas e abertura dos processos de avaliação por pares pós-publicação.

Persistem algumas incertezas em relação ao suporte dado à busca de textos completos e à mineração de dados. Também é incerta a disposição geral dos cientistas de compartilharem suas pesquisas na fase das análises e em aceitar a colaboração online na redação. Outra questão que gera insegurança é o efeito dos status das publicações na pesquisa e os requerimentos das agências de fomento e financiadores. Com relação à avaliação, surge a pergunta: quem vai pagar pela avaliação por pares (peer review) e como isso pode afetar o processo de pesquisa como um todo?

As análises também revelaram oportunidades: a descoberta baseada em textos completos em acesso aberto, a análise apoiada em notas de laboratório abertas, uso de marcação semântica durante a escrita e citação, formatação da publicação do ponto de vista do leitor, uso de repositórios para a visibilidade institucional, utilização de identificadores de autor e de afiliação.

Desafios: busca semântica (conceitos e relações), reprodutibilidade das pesquisas, gestão da segurança e privacidade da escrita online, globalização do processos de publicação e acesso a padrões, fazer do processo de divulgação uma discussão de mão dupla, aprimorar a qualidade das ferramentas de avaliação.

Desenvolvimentos mais importantes em longo prazo: aprimoramento das bases de dados multidisciplinares baseadas em citações, análise direcionada por dados e pela colaboração, plataformas de escrita online, publicação em acesso aberto.  Com relação à divulgação, mais e melhores perfis (profiles) de pesquisadores devem ser desenvolvidos. Quanto à avaliação, aumenta cada vez mais a importância da relevância social da pesquisa, assim como as contribuições não publicadas.

Desenvolvimentos potencialmente mais revolucionários: descoberta baseada em busca semântica e recomendações sociais/contextuais, ciência aberta, integração das ferramentas de escrita online e a publicação, contornar o cenário imposto pelos publishers tradicionais, acesso público aos achados científicos, inclusive para configurar uma agenda de pesquisa, superar simples indicadores quantitativos.

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== Notas ==

[1] O questionário foi traduzido para seis idiomas e respondido por 20.663 pessoas, entre 10 de maio de 2015 e 10 de fevereiro de 2016, e perguntou sobre o uso de ferramentas em 17 atividades de pesquisa e a posição em relação ao acesso aberto e ciência aberta. Do Brasil, foram 489 respondentes. Os dados demográficos completos da pesquisa também estão disponíveis.

== Referências ==

INNOVATIONS in Scholarly Communication survey – dashboard. Disponível em: <http://dashboard101innovations.silk.co/> Acesso em: 04 janeiro 2016.

KRAMER, B. ; BOSMAN, J. Innovations in scholarly communication – global survey on research tool usage F1000Research 5:692 – 2016. doi10.12688/f1000research.8414.1

DUDZIAK, E.A. Ferramentas de gestão de pesquisa disponíveis para os pesquisadores. 2015. Disponível em: <http://www.sibi.usp.br/noticias/ferramentas-gestao-pesquisa-gratuitas-disponiveis-pesquisadores/> Acesso em: 04 janeiro 2017.

Fonte: DUDZIAK, E.A. Mais de 400 ferramentas de gestão de pesquisa disponíveis para os pesquisadores – edição 2017. Disponível em: <https://www.sibi.usp.br/noticias/ferramentas-gestao-pesquisa-disponiveis-pesquisadores-2016/> Acesso em: 30 jun 2017

‘Cem Anos de Solidão’: livro de Gabriel García Márquez faz 50 anos

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Em 30 de maio de 1967 Gabriel García Márquez lançava Cem Anos de Solidão,considerado pela crítica especializada como sua obra-prima. O livro conta a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo e de como a matriarca, Úrsula, toma conta de tudo e de todos.

Cem Anos de Solidão faz parte do gênero realismo fantástico, que conta histórias reais com um toque de irrealidade. Há, por exemplo, uma parte do livro em que chove por mais de quatro anos sem parar: “Uma tempestade assim não seria possível na realidade, mas ela é uma metáfora do processo de silenciamento que ocorre na América Latina depois da repressão aos movimentos populares”, afirma Alexandre Barbosa, professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em América Latina.

Outra característica da obra são as repetições. Nomes, acontecimentos, objetos… Tudo parece surgir mais de uma vez, o que não é coincidência. O livro conta, também, a história das cidades da América Latina que, para o professor, também acontece em ciclos. “Nosso continente vem passando por ciclos como os da conquista europeia, os de luta de independência, os de invasão norte-americana, os de ditaduras militares, os de resistência às repressões, os de governos neoliberais, os de governos nacionalistas e agora um novo ciclo de governos liberais. Tal qual a cidade de Macondo, a América Latina parece condenada a ficar repetindo esses ciclos.  E a produção cultural acompanhou esse processo do realismo mágico de se voltar para a história e realidade do continente”, afirma o professor.

Pensando nisso, a GALILEU preparou uma árvore genealógica da família Buendía para te acompanhar na leitura (ou releitura) da obra com vários Josés Arcádios e muitos (muitos) Aurelianos.

Fonte: Galileu

Conheça a biblioteca que guarda os segredos do Vaticano

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Volumes amarelados, documentos e textos sagrados, os primeiros mapas criados e um dos maiores acervos do mundo podem ser encontrados na Biblioteca do Vaticano (https://www.vatlib.it), conhecida como a “Biblioteca dos livros do Papa”.

Localizada na cidade do Vaticano, a Biblioteca Apostólica foi fundada pelo papa Nicolau V Parentucelli (1447-1455) no Palácio dos Papas. No final do século 16, ela foi transferida para o Salão Sistino pelo papa Sisto V Peretti (1585-1590).

Atualmente, em seu acervo há mais de 180 mil volumes de manuscritos e arquivos, 1,6 milhão de livros impressos, 8,6 mil incunábulos, 300 mil moedas e medalhas, 150 mil gravuras e desenhos e 150 mil fotografias. No entanto, os arquivos secretos do Vaticano foram retirados do local.

Considerada uma das mais antigas do mundo, a biblioteca começou, recentemente, a digitalizar seu acervo para ficar disponível para visualização on-line e totalmente gratuita.

Para apoiar a iniciativa, a associação “Digita Vaticana Onlus”, em parceria com a Biblioteca e a empresa japonesa NTT DATA, imprimiu 200 cópias do manuscrito raro “Folio” do “Virgílio do Vaticano”, uma das obras mais importantes do acervo, criado por volta de 400 d.C para presentear os primeiros doadores que ajudassem com uma quantia de 500 euros em apoio ao projeto.

A Biblioteca do Vaticano é composta por um grande salão com mais de 70 metros de comprimento e 11 metros de largura e acomoda a história e os pensamentos da humanidade através da arte, literatura, matemática, ciência, direito e medicina, do início da era Cristã até os dias atuais, em diversos idiomas.

“Obras que foram transcritas através do trabalho dos escribas, os monges que passaram boa parte de suas vidas copiando os exemplares. E agora, com a digitalização é possível voltar ao passado. Essa é a a versão moderna dos copiadores antigos”, afirmou Irmgard Shuler, responsável pelo laboratório que digitaliza os arquivos.

Antes de serem escaneados, os volumes passam por outro laboratório, conhecido como a “clínica” dos livros do Papa, onde é feito um restauro. A previsão é de que a digitalização de todo o acervo da Biblioteca do Vaticano aconteça em até 18 anos.

 

Fonte: Época Negócios

A pouco conhecida tradição da literatura de horror no Brasil

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O trem da nossa história está lotado de artistas que exaltaram e exaltam as alegrias de se viver por aqui. Que também apontaram as tristezas, claro, e muitas vezes com maior intensidade.

O fato é que, de uma forma ou de outra, nossa arte é fortemente marcada por temas realistas, por traços que compõem a nossa identidade nacional. Mas esses temas e traços são, quase sempre, diurnos, vibrantes, coloridos e esperançosos — mesmo quando não há pelo que se esperar.

Assim sendo, diante desse cenário ensolarado e tórrido, fica a pergunta: e nós, amantes do reverso disso tudo? Como ficamos? Onde sentamos no trem da nossa história, nós que, sem muito interesse pelo que é do dia, somos fascinados pelo que cabe à noite? Enfim, nós, apaixonados pelo horror sobrenatural, pelo inexplicável, pelo medo artístico? Para onde iríamos? Agora, vamos abrir espaço para autores que, de alguma forma, flertaram com o lado escuro da vida. Para isso, preparamos uma breve porém significativa lista de danados. Olha só:

Álvares de Azevedo, o obrigatório

Sem dúvida, o santo padroeiro da literatura nacional de horror. Reconhecido como o maior expoente do movimento gótico e do ultrarromantismo em Terra Brasilis, o paulista Álvares de Azevedo conseguiu uma façanha, ainda que póstuma: sua coletânea Noite na taverna (821.134.3(81)-34 A994n) , publicada em 1855, inaugurou (e, para muitos, encerrou) a nossa tradição literária de horror.

Hoje, pelo teor noturno, violento e sobrenatural dos sete contos que compõem a obra, Álvares de Azevedo é figura obrigatória em qualquer lista do gênero. E a nossa não teria valor algum se não o tivesse por carro-chefe.

Aluísio Azevedo, o demoníaco

Não é muita gente que conhece a face negra deste nosso expoente dos chamados realismo e naturalismo literários. Mas o maranhense Aluísio Azevedo, autor do clássico O Cortiço, escreveu também uma aterradora novela intitulada Demônios (1893).

Pelo enredo, você vai perceber que o emprego de “aterradora” não é impensado: a história começa com o despertar de um escritor em um dia incomum. As horas se passam e ele percebe que o dia não nasce. Há apenas a noite interminável. Sendo assim, ele parte para uma jornada que se torna mais e mais assustadora. Às cegas, sem qualquer luz, vai buscar sua amada Laura.

A procura resulta em um reencontro inesperado, que os transformará medonhamente. E mais não falaremos, para não estragarmos o prazer da leitura dessa história na qual Azevedo demonstrou enorme talento para criar suspense e provocar medo. Em uma palavra: imperdível.

Machado de Assis, o sádico

Diferentemente de Aluísio Azevedo, o lado noturno de “Machadão” é mais conhecido. Leitor ávido de Edgar Allan Poe (é famosa sua tradução para o poema O Corvo), em mais de um conto Machado demonstrou imensa capacidade de nos deixar assustados e aflitos.

É o caso de A causa secreta. Quem conhece a obra de Poe vai identificar algumas influências nessa história com memoráveis passagens de crueldade; mas há também aquela irresistível magia do Bruxo do Cosme Velho, que fazia parecer com que um apenas texto valesse por muitos.

Trata-se, em poucas linhas de aperitivo, da relação de um estudante de medicina com um excêntrico sujeito, chamado Fortunato. Os dois tornam-se amigos e até sócios, até que Fortunato revela sua natureza contraditória numa passagem que promete queimar suas retinas — com direito a tortura animal e tudo mais.

Graciliano Ramos, o repulsivo

Um moribundo num quarto de hospital descreve, com insuportável lucidez, o apodrecimento de seu corpo; a sanidade mental do narrador é colocada em questão, e ora deslizamos para o absurdo, ora para a consciência da carne que se degenera.

Assim é Paulo, conto do alagoano Graciliano Ramos publicado na coletânea Insônia (821.134.3(81)-34 R175i), de 1947. No texto, o autor de Vidas secas demonstra assustadora familiaridade com os subterrâneos da mente de seu narrador, que delira, sofre, agoniza. O relato muitas vezes foi interpretado de forma metafórica: no lugar da morte física, coloca-se a “morte” de valores morais e sociais, e a decrepitude da lucidez.

Bernardo Guimarães, o assombrado
Sim, você leu certo: é o autor de Escrava Isaura  Mas, nos intervalos da redação desse famoso melodrama, o mineiro Bernardo Guimarães aproveitava para espreitar as trevas. E lá situou o conto A dança dos ossos.

Na verdade, ele o situou nos ermos entre Minas Gerais e Goiás. É num cenário rural e isolado que Guimarães coloca, ao redor de uma fogueira, homens rústicos que contam histórias uns para os outros. E uma dessas histórias, sobre o assassinato de um homem por algo que espreita na escuridão, é nada menos do que assombrada — e assombrosa. Por isso, merece a leitura.

Lygia Fagundes Telles, a mórbida

Curto e traiçoeiro: assim é Venha ver o por do sol (821.134.3(81)-34 T274v ), da escritora paulistana Lygia Fagundes Telles. A história foi publicada pela primeira vez em 1988 (na antologia “Venha ver o por do sol e outros contos”) e é tida por muitos como uma das mais poderosas da nossa literatura fantástica, e mesmo de horror. O curioso é que a trama se estende-se por apenas nove páginas; mas são nove páginas em que a tensão e a morbidez vão se intensificando com deliciosa sutileza.

Na história, uma moça chamada Raquel topa encontrar Ricardo, um ex-namorado. Ele a convida para ver o por do sol e a leva para um cemitério, onde se dará um desenlace arrepiante. E, ao longo do trajeto, desfrutamos de todo o talento da autora: descrições breves mas muito precisas, prosa elegante e vários recursos retóricos que dão verossimilhança à história. Pois é, verossimilhança: a história torna-se ainda mais terrível quando constatamos o quão verdadeira ela nos parece.

R. F. Lucchetti, o incansável

O espaço aqui é curto; na intenção de traçar um panorama restrito mas abrangente, tivemos que deixar de fora outros grandes nomes que também resvalaram no horror — como Monteiro Lobato (com o conto Bugio Moqueado), Rubem Fonseca (com o relato grotesco Feliz Ano Novo – 821.134.3(81)-34 F676f ), Humberto de Campos (com o conto Os Olhos que Comiam Carne), e tantos outros.

No entanto, a lista ficaria incompleta sem um dos mais prolíficos de nossos autores de horror: o paulista Rubens Francisco Lucchetti. Ainda ativo do alto de seus 87 anos, RF Lucchetti é autor de mais de mil e quinhentos livros. Sim, você leu certo: mil e quinhentos, além de 300 HQs e 25 roteiros de cinema.

Trata-se de uma verdadeira usina de produção ficcional. Com títulos como Os Vampiros não fazem sexo, O abominável Dr. Zola, O museu dos horrores, e tantos e tantos outros, Lucchetti permanece como um dos pouquíssimos autores que dedicaram toda a sua vida à produção literária do horror. E do entretenimento, também: com temas clássicos da literatura gótica e de horror, suas histórias divertem, acima de tudo.

Aliás, aproveitando que estamos diante de um trem fantasma, nada melhor do que dar um passo adiante e embarcar. Deixemos aquele lá de cima, tão abarrotado, e entremos neste, rumo à escuridão literária. Ao lado destes grandes nomes de nossa literatura, pelo menos estaremos em ótima companhia.

Fonte: Galileu

Conheça a obra rara “Cancioneiro Guasca”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: “Cancioneiro Guasca”.  A obra, de Simões Lopes Neto, consiste em uma coletânea de poesias populares da cultura do Rio Grande do Sul.

“Cancioneiro Guasca”  foi publicado originalmente em 1910 e suas poesias tratam de saudade, amor e casamento, tudo sob ótica masculina do típico Gaúcho do início do século XX. A Biblioteca Central da UCS conta com uma edição Prínceps (primeira edição) desta obra.

Saiba mais acessando o link. 

Conheça a obra rara “La Chanson du Vieux Marin”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: La Chanson du Vieux Marin”, tradução francesa da obra de Samuel Coleridge “The Rime Of The Ancient Mariner.” A obra inclui xilogravuras de Gustavo Doré, famoso pintor, desenhista e ilustrador francês. Um dos maiores expoentes da poesia romântica, Samuel Coleridge marcou profundamente a poesia inglesa e sua importância influenciou outros autores, como Lord Byron e Shelley.

Veja mais sobre a obra em: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2017/02/10/obra-rara-sibucs-la-chanson-du-vieux-marin/

Conheça a obra rara “OEuvres de Xénophon”

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O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul passou a contar com mais uma obra rara: “OEuvres de Xénophon”. A obra de OEuvres de Xénophon foi publicada no século XVIII e é composta por quatro livros do autor: Econômico, Apologia de Sócrates, Da Equitação e O Comendante de Cavalaria. 

Veja mais sobre a obra em:

 

Conheça a obra rara “Emile ou de l’education”

O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul passou a contar com mais uma obra rara: Emile ou de l’educationA obra de Jean-Jacques Rousseau, datada de 1764, expõe os pensamentos do autor acerca da concepção e educação, além disso, foi colocado como um livro revolucionário da pedagogia, pois narra a educação de Emílio, um aluno hipotético, nobre e rico, do seu nascimento até seu casamento.

 

 

Conheça a Obra Rara “Disegni di Portinari”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS agora conta com a obra rara Disegni di Portinari, de Cândido Portinari. A obra contém 111 desenhos e apresenta textos em português, inglês, francês e italiano, sendo esta a primeira coletânea dos desenhos acumulados pelo artista. Portinari foi considerado um dos maiores artistas do século XX; reconhecido mundialmente, foi o primeiro modernista premiado no exterior.

Veja mais, acessando: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/31/obra-rara-sibucs-disegni-di-portinari/

Diário Oficial da União agora está disponível no GEDWEB

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No ano em que completa 154 anos de existência, o Diário Oficial da União passa agora a estar disponível no Targed GEDWEB.  Os usuários da plataforma terão, a partir de agora, acesso a todo conteúdo publicado no Diário, através de um sistema de busca nos dados catalográficos completos das normas ABNT NBR/NM e das normas internacionais e estrangeiras, fazendo a pesquisa usando o título em português, título em inglês, objetivo da norma, histórico de fases (ciclo de vida da norma), palavras-chave, normas baseadas, complementares e complementadas, número de páginas, ICS, projeto de origem, comitê/entidade publicadora, etc. Já são 12.436 diários à disposição do usuário.

O Sistema Target GEDWEB pode ser acessado por qualquer equipamento conectado à internet, que utiliza qualquer sistema operacional, com qualquer navegador de internet, porém o Sistema só opera se for consultado dentro da Rede Interna do Campus da UCS. Para acessar o site, clique aqui: https://www.gedweb.com.br/ucs

 

Fonte: GEDWEB Site

Texto – Adaptação: Pedro Rosano

Le Vite de Dodici Cesari é a mais nova obra rara do SIBUCS

O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: Le Vite de Dodici Cesari, do autor Suetônio, publicada originalmente em 1738. A obra, que apresenta 12 biografias de imperadores romanos, é considerada um clássico da Literatura universal.

Saiba mais acessando: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/27/obra-rara-sibucs-le-vite-de-dodici-cesari/

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Conheça a Obra Rara: Sete Cantos do Poeta, Para o Anjo

O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: Sete Cantos do Poeta, Para o Anjo, de Hilda Hist .

Conheça mais sobre a obra: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/20/obra-rara-sibucs-sete-cantos-do-poeta-para-o-anjo/

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Conheça e-books da BVU mais acessados no primeiro semestre

Veja abaixo os e-books mais acessados no portal BVU neste primeiro semestre de 2016. Para visualizá-los basta acessar o site da UCS, clicar em biblioteca, e-books e livros digitais e por fim selecionar a opção Biblioteca Virtual. Ou através do UCS Virtual, selecionando a pasta Biblioteca, depois e-books e livros digitais e clicando em BVU .

1- VADE MECUM – Sínteses Objetivas 1ª edição. 

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2- Administração de Marketing 

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3- Dinâmica Mecânica para Engenharia 

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4- Iniciação a Administração Geral 

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5- Comportamento do Consumidor

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6- Gestão de Custos e Perdas

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7- Resistência de Materiais 7ª edição 

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8- Planejamento e Gestão Estratégica

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9- Fundamentos de Programação de Computadores

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10- Saneamento, Saúde e Ambiente 

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11- Instalações Elétricas 5ª Edição

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12- Análise de Crédito e Risco

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13- Prevenção e Tratamento de Não Conformidades 

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14- A lucidade na edução: uma atitude pedagógica

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15- Visão e Ação Estratégica: os caminhos da competitividade

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16- Sistemas Digitais  11ª edição   

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17- Princípios de Marketing  12ª edição 

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18- Rede de Computadores e a Internet: uma abordagem top-down

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19- Universidade e Sociedade

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20- Teoria Geral da Administração

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Editora “Oficina de Textos” passa a integrar a BVU

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A editora Oficina de Textos, firmou parceria com a Biblioteca Virtual (BVU), que também é parceira da Universidade de Caxias do Sul.

A Oficina de Textos publica títulos em diversas áreas do conhecimento como: Arquitetura Sustentável, Engenharia Civil, Geologia e Mineração, Agronomia, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Geografia e Meteorologia, Geotecnologia e Engenharia Elétrica e Novas Tecnologias.

Para a acessar a BVU basta entrar no UCS Virtual, selecionar a opção “Biblioteca” – e-books e livros digitais- e por fim a opção BVU – o mesmo procedimento pode ser feito utilizando o site da UCS.

Conheça os livros mais retirados no mês de agosto

Agosto1

Agosto2