Conheça a biblioteca que guarda os segredos do Vaticano

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Volumes amarelados, documentos e textos sagrados, os primeiros mapas criados e um dos maiores acervos do mundo podem ser encontrados na Biblioteca do Vaticano (https://www.vatlib.it), conhecida como a “Biblioteca dos livros do Papa”.

Localizada na cidade do Vaticano, a Biblioteca Apostólica foi fundada pelo papa Nicolau V Parentucelli (1447-1455) no Palácio dos Papas. No final do século 16, ela foi transferida para o Salão Sistino pelo papa Sisto V Peretti (1585-1590).

Atualmente, em seu acervo há mais de 180 mil volumes de manuscritos e arquivos, 1,6 milhão de livros impressos, 8,6 mil incunábulos, 300 mil moedas e medalhas, 150 mil gravuras e desenhos e 150 mil fotografias. No entanto, os arquivos secretos do Vaticano foram retirados do local.

Considerada uma das mais antigas do mundo, a biblioteca começou, recentemente, a digitalizar seu acervo para ficar disponível para visualização on-line e totalmente gratuita.

Para apoiar a iniciativa, a associação “Digita Vaticana Onlus”, em parceria com a Biblioteca e a empresa japonesa NTT DATA, imprimiu 200 cópias do manuscrito raro “Folio” do “Virgílio do Vaticano”, uma das obras mais importantes do acervo, criado por volta de 400 d.C para presentear os primeiros doadores que ajudassem com uma quantia de 500 euros em apoio ao projeto.

A Biblioteca do Vaticano é composta por um grande salão com mais de 70 metros de comprimento e 11 metros de largura e acomoda a história e os pensamentos da humanidade através da arte, literatura, matemática, ciência, direito e medicina, do início da era Cristã até os dias atuais, em diversos idiomas.

“Obras que foram transcritas através do trabalho dos escribas, os monges que passaram boa parte de suas vidas copiando os exemplares. E agora, com a digitalização é possível voltar ao passado. Essa é a a versão moderna dos copiadores antigos”, afirmou Irmgard Shuler, responsável pelo laboratório que digitaliza os arquivos.

Antes de serem escaneados, os volumes passam por outro laboratório, conhecido como a “clínica” dos livros do Papa, onde é feito um restauro. A previsão é de que a digitalização de todo o acervo da Biblioteca do Vaticano aconteça em até 18 anos.

 

Fonte: Época Negócios

A pouco conhecida tradição da literatura de horror no Brasil

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O trem da nossa história está lotado de artistas que exaltaram e exaltam as alegrias de se viver por aqui. Que também apontaram as tristezas, claro, e muitas vezes com maior intensidade.

O fato é que, de uma forma ou de outra, nossa arte é fortemente marcada por temas realistas, por traços que compõem a nossa identidade nacional. Mas esses temas e traços são, quase sempre, diurnos, vibrantes, coloridos e esperançosos — mesmo quando não há pelo que se esperar.

Assim sendo, diante desse cenário ensolarado e tórrido, fica a pergunta: e nós, amantes do reverso disso tudo? Como ficamos? Onde sentamos no trem da nossa história, nós que, sem muito interesse pelo que é do dia, somos fascinados pelo que cabe à noite? Enfim, nós, apaixonados pelo horror sobrenatural, pelo inexplicável, pelo medo artístico? Para onde iríamos? Agora, vamos abrir espaço para autores que, de alguma forma, flertaram com o lado escuro da vida. Para isso, preparamos uma breve porém significativa lista de danados. Olha só:

Álvares de Azevedo, o obrigatório

Sem dúvida, o santo padroeiro da literatura nacional de horror. Reconhecido como o maior expoente do movimento gótico e do ultrarromantismo em Terra Brasilis, o paulista Álvares de Azevedo conseguiu uma façanha, ainda que póstuma: sua coletânea Noite na taverna (821.134.3(81)-34 A994n) , publicada em 1855, inaugurou (e, para muitos, encerrou) a nossa tradição literária de horror.

Hoje, pelo teor noturno, violento e sobrenatural dos sete contos que compõem a obra, Álvares de Azevedo é figura obrigatória em qualquer lista do gênero. E a nossa não teria valor algum se não o tivesse por carro-chefe.

Aluísio Azevedo, o demoníaco

Não é muita gente que conhece a face negra deste nosso expoente dos chamados realismo e naturalismo literários. Mas o maranhense Aluísio Azevedo, autor do clássico O Cortiço, escreveu também uma aterradora novela intitulada Demônios (1893).

Pelo enredo, você vai perceber que o emprego de “aterradora” não é impensado: a história começa com o despertar de um escritor em um dia incomum. As horas se passam e ele percebe que o dia não nasce. Há apenas a noite interminável. Sendo assim, ele parte para uma jornada que se torna mais e mais assustadora. Às cegas, sem qualquer luz, vai buscar sua amada Laura.

A procura resulta em um reencontro inesperado, que os transformará medonhamente. E mais não falaremos, para não estragarmos o prazer da leitura dessa história na qual Azevedo demonstrou enorme talento para criar suspense e provocar medo. Em uma palavra: imperdível.

Machado de Assis, o sádico

Diferentemente de Aluísio Azevedo, o lado noturno de “Machadão” é mais conhecido. Leitor ávido de Edgar Allan Poe (é famosa sua tradução para o poema O Corvo), em mais de um conto Machado demonstrou imensa capacidade de nos deixar assustados e aflitos.

É o caso de A causa secreta. Quem conhece a obra de Poe vai identificar algumas influências nessa história com memoráveis passagens de crueldade; mas há também aquela irresistível magia do Bruxo do Cosme Velho, que fazia parecer com que um apenas texto valesse por muitos.

Trata-se, em poucas linhas de aperitivo, da relação de um estudante de medicina com um excêntrico sujeito, chamado Fortunato. Os dois tornam-se amigos e até sócios, até que Fortunato revela sua natureza contraditória numa passagem que promete queimar suas retinas — com direito a tortura animal e tudo mais.

Graciliano Ramos, o repulsivo

Um moribundo num quarto de hospital descreve, com insuportável lucidez, o apodrecimento de seu corpo; a sanidade mental do narrador é colocada em questão, e ora deslizamos para o absurdo, ora para a consciência da carne que se degenera.

Assim é Paulo, conto do alagoano Graciliano Ramos publicado na coletânea Insônia (821.134.3(81)-34 R175i), de 1947. No texto, o autor de Vidas secas demonstra assustadora familiaridade com os subterrâneos da mente de seu narrador, que delira, sofre, agoniza. O relato muitas vezes foi interpretado de forma metafórica: no lugar da morte física, coloca-se a “morte” de valores morais e sociais, e a decrepitude da lucidez.

Bernardo Guimarães, o assombrado
Sim, você leu certo: é o autor de Escrava Isaura  Mas, nos intervalos da redação desse famoso melodrama, o mineiro Bernardo Guimarães aproveitava para espreitar as trevas. E lá situou o conto A dança dos ossos.

Na verdade, ele o situou nos ermos entre Minas Gerais e Goiás. É num cenário rural e isolado que Guimarães coloca, ao redor de uma fogueira, homens rústicos que contam histórias uns para os outros. E uma dessas histórias, sobre o assassinato de um homem por algo que espreita na escuridão, é nada menos do que assombrada — e assombrosa. Por isso, merece a leitura.

Lygia Fagundes Telles, a mórbida

Curto e traiçoeiro: assim é Venha ver o por do sol (821.134.3(81)-34 T274v ), da escritora paulistana Lygia Fagundes Telles. A história foi publicada pela primeira vez em 1988 (na antologia “Venha ver o por do sol e outros contos”) e é tida por muitos como uma das mais poderosas da nossa literatura fantástica, e mesmo de horror. O curioso é que a trama se estende-se por apenas nove páginas; mas são nove páginas em que a tensão e a morbidez vão se intensificando com deliciosa sutileza.

Na história, uma moça chamada Raquel topa encontrar Ricardo, um ex-namorado. Ele a convida para ver o por do sol e a leva para um cemitério, onde se dará um desenlace arrepiante. E, ao longo do trajeto, desfrutamos de todo o talento da autora: descrições breves mas muito precisas, prosa elegante e vários recursos retóricos que dão verossimilhança à história. Pois é, verossimilhança: a história torna-se ainda mais terrível quando constatamos o quão verdadeira ela nos parece.

R. F. Lucchetti, o incansável

O espaço aqui é curto; na intenção de traçar um panorama restrito mas abrangente, tivemos que deixar de fora outros grandes nomes que também resvalaram no horror — como Monteiro Lobato (com o conto Bugio Moqueado), Rubem Fonseca (com o relato grotesco Feliz Ano Novo – 821.134.3(81)-34 F676f ), Humberto de Campos (com o conto Os Olhos que Comiam Carne), e tantos outros.

No entanto, a lista ficaria incompleta sem um dos mais prolíficos de nossos autores de horror: o paulista Rubens Francisco Lucchetti. Ainda ativo do alto de seus 87 anos, RF Lucchetti é autor de mais de mil e quinhentos livros. Sim, você leu certo: mil e quinhentos, além de 300 HQs e 25 roteiros de cinema.

Trata-se de uma verdadeira usina de produção ficcional. Com títulos como Os Vampiros não fazem sexo, O abominável Dr. Zola, O museu dos horrores, e tantos e tantos outros, Lucchetti permanece como um dos pouquíssimos autores que dedicaram toda a sua vida à produção literária do horror. E do entretenimento, também: com temas clássicos da literatura gótica e de horror, suas histórias divertem, acima de tudo.

Aliás, aproveitando que estamos diante de um trem fantasma, nada melhor do que dar um passo adiante e embarcar. Deixemos aquele lá de cima, tão abarrotado, e entremos neste, rumo à escuridão literária. Ao lado destes grandes nomes de nossa literatura, pelo menos estaremos em ótima companhia.

Fonte: Galileu

Conheça a obra rara “Cancioneiro Guasca”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: “Cancioneiro Guasca”.  A obra, de Simões Lopes Neto, consiste em uma coletânea de poesias populares da cultura do Rio Grande do Sul.

“Cancioneiro Guasca”  foi publicado originalmente em 1910 e suas poesias tratam de saudade, amor e casamento, tudo sob ótica masculina do típico Gaúcho do início do século XX. A Biblioteca Central da UCS conta com uma edição Prínceps (primeira edição) desta obra.

Saiba mais acessando o link. 

Conheça a obra rara “La Chanson du Vieux Marin”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: La Chanson du Vieux Marin”, tradução francesa da obra de Samuel Coleridge “The Rime Of The Ancient Mariner.” A obra inclui xilogravuras de Gustavo Doré, famoso pintor, desenhista e ilustrador francês. Um dos maiores expoentes da poesia romântica, Samuel Coleridge marcou profundamente a poesia inglesa e sua importância influenciou outros autores, como Lord Byron e Shelley.

Veja mais sobre a obra em: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2017/02/10/obra-rara-sibucs-la-chanson-du-vieux-marin/

Conheça a obra rara “OEuvres de Xénophon”

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O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul passou a contar com mais uma obra rara: “OEuvres de Xénophon”. A obra de OEuvres de Xénophon foi publicada no século XVIII e é composta por quatro livros do autor: Econômico, Apologia de Sócrates, Da Equitação e O Comendante de Cavalaria. 

Veja mais sobre a obra em:

 

Conheça a obra rara “Emile ou de l’education”

O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul passou a contar com mais uma obra rara: Emile ou de l’educationA obra de Jean-Jacques Rousseau, datada de 1764, expõe os pensamentos do autor acerca da concepção e educação, além disso, foi colocado como um livro revolucionário da pedagogia, pois narra a educação de Emílio, um aluno hipotético, nobre e rico, do seu nascimento até seu casamento.

 

 

Conheça a Obra Rara “Disegni di Portinari”

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O Sistema de Bibliotecas da UCS agora conta com a obra rara Disegni di Portinari, de Cândido Portinari. A obra contém 111 desenhos e apresenta textos em português, inglês, francês e italiano, sendo esta a primeira coletânea dos desenhos acumulados pelo artista. Portinari foi considerado um dos maiores artistas do século XX; reconhecido mundialmente, foi o primeiro modernista premiado no exterior.

Veja mais, acessando: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/31/obra-rara-sibucs-disegni-di-portinari/

Diário Oficial da União agora está disponível no GEDWEB

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No ano em que completa 154 anos de existência, o Diário Oficial da União passa agora a estar disponível no Targed GEDWEB.  Os usuários da plataforma terão, a partir de agora, acesso a todo conteúdo publicado no Diário, através de um sistema de busca nos dados catalográficos completos das normas ABNT NBR/NM e das normas internacionais e estrangeiras, fazendo a pesquisa usando o título em português, título em inglês, objetivo da norma, histórico de fases (ciclo de vida da norma), palavras-chave, normas baseadas, complementares e complementadas, número de páginas, ICS, projeto de origem, comitê/entidade publicadora, etc. Já são 12.436 diários à disposição do usuário.

O Sistema Target GEDWEB pode ser acessado por qualquer equipamento conectado à internet, que utiliza qualquer sistema operacional, com qualquer navegador de internet, porém o Sistema só opera se for consultado dentro da Rede Interna do Campus da UCS. Para acessar o site, clique aqui: https://www.gedweb.com.br/ucs

 

Fonte: GEDWEB Site

Texto – Adaptação: Pedro Rosano

Le Vite de Dodici Cesari é a mais nova obra rara do SIBUCS

O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: Le Vite de Dodici Cesari, do autor Suetônio, publicada originalmente em 1738. A obra, que apresenta 12 biografias de imperadores romanos, é considerada um clássico da Literatura universal.

Saiba mais acessando: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/27/obra-rara-sibucs-le-vite-de-dodici-cesari/

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Conheça a Obra Rara: Sete Cantos do Poeta, Para o Anjo

O Sistema de Bibliotecas da UCS apresenta mais uma obra rara de seu acervo: Sete Cantos do Poeta, Para o Anjo, de Hilda Hist .

Conheça mais sobre a obra: https://processotecnicoucs.wordpress.com/2016/10/20/obra-rara-sibucs-sete-cantos-do-poeta-para-o-anjo/

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Conheça e-books da BVU mais acessados no primeiro semestre

Veja abaixo os e-books mais acessados no portal BVU neste primeiro semestre de 2016. Para visualizá-los basta acessar o site da UCS, clicar em biblioteca, e-books e livros digitais e por fim selecionar a opção Biblioteca Virtual. Ou através do UCS Virtual, selecionando a pasta Biblioteca, depois e-books e livros digitais e clicando em BVU .

1- VADE MECUM – Sínteses Objetivas 1ª edição. 

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2- Administração de Marketing 

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3- Dinâmica Mecânica para Engenharia 

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4- Iniciação a Administração Geral 

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5- Comportamento do Consumidor

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6- Gestão de Custos e Perdas

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7- Resistência de Materiais 7ª edição 

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8- Planejamento e Gestão Estratégica

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9- Fundamentos de Programação de Computadores

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10- Saneamento, Saúde e Ambiente 

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11- Instalações Elétricas 5ª Edição

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12- Análise de Crédito e Risco

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13- Prevenção e Tratamento de Não Conformidades 

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14- A lucidade na edução: uma atitude pedagógica

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15- Visão e Ação Estratégica: os caminhos da competitividade

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16- Sistemas Digitais  11ª edição   

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17- Princípios de Marketing  12ª edição 

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18- Rede de Computadores e a Internet: uma abordagem top-down

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19- Universidade e Sociedade

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20- Teoria Geral da Administração

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Editora “Oficina de Textos” passa a integrar a BVU

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A editora Oficina de Textos, firmou parceria com a Biblioteca Virtual (BVU), que também é parceira da Universidade de Caxias do Sul.

A Oficina de Textos publica títulos em diversas áreas do conhecimento como: Arquitetura Sustentável, Engenharia Civil, Geologia e Mineração, Agronomia, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Geografia e Meteorologia, Geotecnologia e Engenharia Elétrica e Novas Tecnologias.

Para a acessar a BVU basta entrar no UCS Virtual, selecionar a opção “Biblioteca” – e-books e livros digitais- e por fim a opção BVU – o mesmo procedimento pode ser feito utilizando o site da UCS.

Conheça os livros mais retirados no mês de agosto

Agosto1

Agosto2

 

Conheça mais sobre a obra de Marilena Chauí

Companhia das Letras

Marilena de Souza Chauí nasceu na cidade de Pindorama-SP em 04 de setembro de 1941, é uma filósofa e professora brasileira. Iniciou sua graduação em filosofia no ano de 1960 e finalizou a faculdade em 1965 na Universidade de São Paulo, onde atualmente é professora. Sua dissertação de mestrado, cujo título era “Merleau-Ponty e a crítica do humanismo“, foi defendida por ela no ano de 1967, mesmo ano em que começou um doutorado na França defendendo tese acerca das ideias do filósofo Baruch Espinoza. Também atuante no meio político, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores em 1980 e até hoje é militante no partido. É especializada um Filosofia Moderna e Filosofia Política.

O acervo de Bibliotecas da UCS conta com diversos livros da autora, abaixo alguns dos principais e mais retirados títulos, confira:

–  Brasil : mito fundador e sociedade autoritária: 94(81) C496b

– Cidadania cultural : o direito à cultura : 304.4 c496c 

– Convite à Filosofia: 19Chauí c496c

– Cultura e democracia : o discurso competente e outras falas:  008:316 C496c

– O que é ideologia: 316.75 C496q 1982

Texto e Adaptação: Pedro Rosano

O Sistema de Bibliotecas da UCS convida para o treinamento da base Up To Date

Como, a partir de um caso clínico, localizar informações relevantes no UpToDate· Principais funcionalidades do UpToDate· Formas de otimizar a busca de respostas para dúvidas clínicas· Cadastro de usuário e senha para (3).png

O treinamento é gratuito e destinado aos alunos, professores e funcionários. Será também válido como atividade de extensão, com emissão de certificado. A Biblioteca fará o treinamento da base UpToDate no dia 26 de abril, às 17h:30min, no Auditório Sala Forense – bloco M.

Para inscrição, clique aqui.

App permite consulta a acervo histórico da FGV

Criado em 1973, o CPDOC reúne o mais importante conjunto de arquivos pessoais de homens públicos do País, totalizando 1,8 milhão de documentos

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Foto do arquivo público de Ernesto Geisel, presidente do Brasil entre 1974 e 1979, durante a ditadura militar

O vasto acervo do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) agora pode ser consultado de forma livre e gratuita por meio do aplicativo App FGV.

Criado em 1973, o CPDOC reúne o mais importante conjunto de arquivos pessoais de homens públicos do País, totalizando cerca de 1,8 milhão de documentos.

Entre os documentos disponíveis via app se encontram entrevistas do Programa de História Oral, verbetes do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, mais de 80 mil fotografias digitalizadas, publicações como The Brazilian Economy, revista mensal do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV), entre outros.

Destacam-se também os acervos pessoais de Getulio Vargas, Ernesto Geisel, Eurico Gaspar Dutra, João Goulart e Anísio Teixeira. O próximo a integrar o acervo digital é o arquivo pessoal de Gustavo Capanema, um dos campeões de consulta.

Para acessá-lo e realizar buscas não há necessidade de criar um cadastro. Com a finalidade de facilitar a navegação pelo conteúdo, há um sistema de busca por palavra-chave, ordenação e filtros.

O aplicativo está disponível para download gratuito tanto para dispositivos Android quanto iOS.

Fonte: Carta Educação

Revista Scientia cum Industria lança nova edição

A Revista Scientia cum Industria traz seu primeiro número de 2016. Ela foi idealizada com intuito de representar as necessidades crescentes de divulgação de trabalhos na área de Engenharia e Ciências. Confira a edição.
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Scientific articles
——–
Analysis of land use and occupation in the water quality at two sub-basins
of Caxias do Sul City (1-14)
Renata Cornelli,        Vania Elisabete Schneider,      Taison Anderson
Bortolin,       Gisele Cemin,   Geise Macedo dos Santos

System Identification applied to virtual machines: an experiment with KVM,
Xen and ARIX models (15-20)
Guilherme Keiel,        Vinicius Binotti,       André Gustavo Adami,    Fernando Augusto
Bender

Adequacy Study on a Regional Airport to Achieve Energy Efficiency in a
Renewable Form (21-31)
Artur Rech da Rosa,     Valquíria Villas-Boas Gomes Missell

Operational Rule Curves of a Reservoir in Sergipe Derived by Implicit
Stochastic Optimization and Nonlinear Regression (32-37)
José Amaury de Sousa Santos,    Alcigeimes B. Celeste

Experimental Analysis of a Medium-Sized Diesel Engine on Mono and Dual-Fuel
Operation (38-47)
Dener Fachinelli dos Santos,    Carlos Roberto Altafini,        Giovanni Acordi
Costa,  Henrique Bracht Maino,  Marcelo Godinho

Review Articles
——–
Dynamic Mechanical Analysis (DMA) of Polymeric Composite Materials (48-60)
Natalia Pagnoncelli Lorandi,    Maria Odila Hilário Cioffi,     Heitor Ornaghi
Jr.

A importância de estar presente

Estudo mostra que colaborações científicas no Brasil ainda são influenciadas pela proximidade entre pesquisadores

O crescimento da colaboração entre pesquisadores brasileiros ainda é bastante influenciado pela proximidade geográfica dos parceiros. O
achado, obtido a partir da análise dos dados de mais de 1 milhão de currículos acadêmicos da Plataforma Lattes, sugere que os avanços em tecnologias de comunicação não foram fortes o bastante para derrubar os efeitos da distância na hora de semear parcerias em artigos científicos. O peso da proximidade continua muito importante, indica artigo publicado em janeiro por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC no Journal of the Association for Information Science and Technology. Segundo o estudo, uma distância de 100 quilômetros (km) entre dois pesquisadores brasileiros reduz a probabilidade de colaboração em 16,3% em média. Mas o efeito não é linear. Um aumento de 300 km na distância diminui a probabilidade de cooperação em 41,3%. Observou-se, ainda, que o fenômeno atinge de modo peculiar as colaborações em diferentes áreas do conhecimento (veja gráfico abaixo).

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Por exemplo: uma distância de 400 km entre dois pesquisadores reduz em 40% as chances de publicar um trabalho em colaboração se eles forem das áreas de linguística, letras e artes, enquanto o impacto chega a 65% caso eles pertençam ao campo das ciências agrárias, exatas e da Terra.

Segundo o economista Eduardo Haddad, um dos autores do artigo, o contato pessoal e frequente entre pesquisadores facilita interações e amplifica a produtividade dos parceiros. “Veja o caso do nosso artigo. Envolveu grupos de unidades diferentes da USP, que se encontraram facilmente porque bastava atravessar a rua para conversar”, diz Haddad, que é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e pesquisador do Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP. “A produção científica brasileira cresceu nos últimos anos e esse crescimento envolveu um aumento notável do número de colaborações”, afirma o pesquisador.

Compreender a dinâmica das colaborações, dentro e fora do Brasil, e estimulá-las é importante para aumentar a visibilidade da pesquisa brasileira, afirma Samile Vanz, professora da Faculdade de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que se dedica ao estudo de colaborações científicas (ver Pesquisa FAPESP nº 169). “É sabido que artigos escritos por vários autores têm mais chance de ser citados do que os escritos por autores isolados. Ampliar a produção científica implica ampliar as colaborações”, diz ela.

038-041_Colaborações_241-01-300x190.jpgA pesquisa que deu origem ao artigo foi feita durante o mestrado do economista Otávio Sidone, orientado por Haddad e concluído em 2013, que analisou a distribuição das redes de colaboração científica no Brasil entre 1990 e 2010. “Meu interesse inicial era estudar como o conhecimento produzido pela universidade transborda para a comunidade e tem impacto no desenvolvimento regional, mas no percurso resolvi me concentrar nos fluxos de conhecimento que ocorrem entre regiões brasileiras”, diz Sidone. A análise do efeito da proximidade nas colaborações tornou-se viável com a participação do pesquisador em ciência da computação Jesús Mena-Chalco, que à época fazia estágio de pós-doutorado no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP – hoje é professor da Federal do ABC. Mena-Chalco foi o autor de um estudo, publicado em 2014, que analisou o perfil das colaborações científicas brasileiras com base no cruzamento de dados de 1,1 milhão de currículos Lattes (ver Pesquisa FAPESPnº 218).

“No primeiro trabalho, o foco era o pesquisador. Já nesse estudo buscamos compreender como a geolocalização influencia na colaboração. Eu imaginava que essa influência tinha perdido importância, mas não é o que mostrou a análise dos dados ao identificar as cidades onde trabalham os pesquisadores brasileiros que colaboraram entre si”, diz Mena-Chalco, que atualmente se dedica a criar uma plataforma com a genealogia dos pesquisadores do Brasil, a fim de mostrar a influência de líderes do passado na formação da geração atual. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As chances de cooperar variam segundo outros fatores. Em campos do conhecimento cuja pesquisa depende de investimentos vultosos em infraestrutura, como grandes laboratórios ou hospitais universitários, a proximidade tem peso maior. “Grandes instalações de pesquisa costumam concentrar-se em grandes cidades e os pesquisadores precisam se deslocar até elas para trabalhar juntos. É mais difícil cooperar a distância”, afirma Eduardo Haddad. “Já em áreas ligadas às humanidades e às ciências sociais, é mais viável fazer pesquisa colaborativa de forma não presencial. Eu, por exemplo, preciso apenas de uma boa conexão à internet e acesso a bancos de dados para trabalhar com colaboradores.”

O estudo mapeou quais são os pares de cidades brasileiras em que foram contabilizados os maiores índices de colaboração. Metrópoles que sediam grandes universidades aparecem nesse ranking ao lado de cidades vizinhas com tradição muito menor de pesquisa. Na lista mais recente, com dados de 2007 a 2009, São Paulo desponta na companhia de Santo André (que abriga a jovem Universidade Federal do ABC), o Rio de Janeiro aparece na companhia de Niterói (onde funciona a Federal Fluminense) e de Seropédica (sede da Federal Rural do Rio de Janeiro), assim como Porto Alegre com a cidade gaúcha de Santa Maria (também sede de uma federal). Mas há circunstâncias que superam o efeito da proximidade. Os dados mostram que metrópoles que concentram grande produção científica atraem naturalmente mais colaborações, dentro ou fora de sua área de influência.

A capital paulista está em seis das nove parcerias de municípios038-041_Colaborações_241-02-300x232.jpg com colaborações mais frequentes entre 2007 e 2009. Sede do campus principal da USP, que responde por 25% da produção científica brasileira, e de instituições como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a capital paulista lidera a lista ao lado de Campinas (onde está a Universidade Estadual de Campinas, Unicamp); aparece em 3º lugar ao lado de Ribeirão Preto (em que fica outro campus da USP); em 4º, com o Rio de Janeiro; em 6º, com Porto Alegre; em 9º, com Santo André; e em 10º, com Curitiba. Dados obtidos para períodos anteriores destacaram parcerias entre São Paulo e cidades paulistas como São Carlos, sede de uma universidade federal e um campus da USP, e Botucatu, que abriga um dos campi da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “As parcerias entre municípios seguem uma espécie de modelo gravitacional e isso explica por que São Paulo e Rio de Janeiro são líderes naturais de colaborações, tanto com instituições de cidades próximas como distantes”, diz Haddad.

O padrão espacial da cooperação pode variar entre as áreas de conhecimento. O artigo apresenta dois exemplos, que também ilustram esta reportagem (ver mapas acima): o fluxo de colaborações nos campos de ciências da saúde e ciências agrárias. No caso da pesquisa em saúde, o fluxo principal de colaborações ocorre dentro do estado de São Paulo, em torno de municípios como a capital paulista, Ribeirão Preto e Campinas. “A concentração nesse corredor é impressionante”, diz Otávio Sidone. Partindo da capital, há uma rede de parcerias com cidades nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

Já nas ciências agrárias, o perfil é mais descentralizado. Enxergam-se duas redes distintas. A que mais semeia colaborações parte de Viçosa, cidade mineira que abriga uma das mais importantes universidades dedicadas à agricultura do país, e se ramifica para diversos estados do Nordeste e do Centro-Oeste. Uma segunda rede envolve cidades paulistas onde existem campi da USP (São Paulo, Piracicaba e Ribeirão Preto), da Unicamp (Campinas) e da Unesp (Jaboticabal e Botucatu). “Há uma rede de colaborações partindo de Viçosa que se vincula a unidades da Embrapa espalhadas pelo país e outra rede de parcerias dentro de São Paulo com interesses regionais, como a produção de biocombustíveis”, diz Eduardo Haddad.

O pesquisador observa que as colaborações científicas crescem de acordo com um padrão e seguem u038-041_Colaborações_241-03-300x157.jpgma hierarquia. “A grande maioria delas nasce da relação entre pesquisadores e seus orientadores, espalha-se por outras cidades à medida que filhos e netos acadêmicos de líderes de pesquisa vão trabalhar em instituições diferentes e cria novos elos por meio de doutorados sanduíche no exterior ou estágios de pós-doutorado”, diz. Segundo Haddad, as parcerias têm vários níveis de interação. A primeira delas envolve os grandes centros de excelência, que conseguem colaborar com instituições internacionais e se apropriam de conhecimento produzido fora do país. Esses grandes centros vão estabelecer colaborações no Brasil primeiro com grupos mais fortes e, em um segundo momento, com  regiões menos desenvolvidas, graças, por exemplo, à conexão com filhos e netos acadêmicos ou a parcerias que envolvem coletas de dados.

Especialista em geografia da inovação, Renato de Castro Garcia, professor do Instituto de Economia da Unicamp, observa que os resultados sobre as colaborações no ambiente acadêmico coincidem com o que se conhece sobre interações entre pesquisadores e empresas. “Nas relações entre universidades e setor privado, as interações frequentes e o contato face a face permitem que aconteça de modo mais fluente o compartilhamento de um tipo de conhecimento que não está em livros e manuais, mas depende da experiência profissional dos interlocutores”, diz. Mas a proximidade geográfica, afirma Garcia, não é o único fator envolvido em interações que produzem inovações. “Também tem peso o que se chama de proximidade cognitiva, que é uma profunda familiaridade compartilhada entre os interlocutores sobre o tema em questão, a proximidade temporária, que é a possibilidade de interagir com certa frequência, mas não o tempo todo, por meio de reuniões e visitas técnicas, e a proximidade social, que é o vínculo de confiança entre as duas partes que se estabelece ao longo do tempo e permite a troca constante de informações, mesmo a distância.” Segundo Garcia, esses tipos de proximidade são visíveis no ambiente acadêmico e frequentemente se mesclam. “Orientadores e seus alunos podem se afastar geograficamente, mas preservam as proximidades cognitiva, temporária e social”, afirma. Para Samile Vanz, embora as agências de fomento estimulem a pesquisa em colaboração, deveria haver mais ferramentas para disseminar as parcerias num território extenso como o do Brasil. “Participações em bancas de mestrado, doutorado e concursos públicos são momentos que possibilitam o contato entre pesquisadores e podem representar o início de um projeto de pesquisa em colaboração. No entanto, as diárias pagas pelos programas de pós-graduação estão defasadas, o que leva o pesquisador a arcar com parte de suas despesas de viagem.”

Artigo científico
SIDONE, O. J. G.; HADDAD, E. A.; MENA-CHALCO, J. P. Scholarly publication and collaboration in Brazil: The role of geography. Journal of the Association for Information Science and Technology. on-line, 11 jan. 2016.

Fonte: Pesquisa FABESP

Bibliotecas da UCS disponibilizam e-books sobre o Novo Código de Processo Civil

O Sistema de Bibliotecas da UCS disponibiliza 19 e-books sobre o novo Código de Processo Civil (CPC). O texto, que foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff em 16 de março do ano passado, passou a vigorar no dia 18 de março deste ano.

Abaixo, confira as publicações disponibilizadas nos acervos “BVU” e “Minha Biblioteca”

 

BVU

 

Minha Biblioteca

Qualquer dúvida entre em contato pelo e-mail bice@ucs.br, pelo twitter @bibliotecaucs ou pelo telefone (54) 3218-2173.

Como fazer uma apresentação de trabalho inesquecível

Fazer uma apresentação de trabalho é uma atividade frequente na vida de todos os alunos, do ensino fundamental ao doutorado. Ao longo da nossa jornada de estudos, temos que fazer apresentações de seminários, de trabalhos em grupo, de trabalhos em congressos, de artigos científicos em disciplinas e, por fim, mas não menos importante, apresentações de defesa de trabalhos.

A essa altura do campeonato, entretanto, você já deve ter assistido uma quantidade considerável de apresentações horríveis, que semeiam o tédio e a vergonha alheia entre as pobres almas torturadas durante aquele período de tempo.

Você provavelmente não deve ter dificuldade em fazer neste momento uma lista dos problemas que tornaram essas apresentações de trabalho insuportáveis.

Então a grande questão é: se já assistimos várias apresentações que nos causaram desconforto, se sabemos o que não devemos fazer em uma apresentação de trabalho, por que continuamos errando?

No decorrer deste texto, você irá encontrar as causas dos principais erros, como combatê-las e como fazer uma apresentação de trabalho inesquecível.

Vamos lá!

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Para fazer uma apresentação de trabalho inesquecível, supere o medo de falar em público

O primeiro passo para fazer uma apresentação de trabalho inesquecível é entender a causa dos principais erros cometidos em uma apresentação: o medo de falar em público.

O medo de falar em público é um tipo específico de fobia social decorrente do medo do julgamento das outras pessoas, do medo de ser humilhado ou ridicularizado em público.

Relato de caso: Quando eu fiz a defesa de tese, todo o tempo os meus joelhos estavam tremendo, e as minhas mãos suando. E isso foi apenas na frente do meu orientador e dois membros da comissão. Por dentro, principalmente no começo, eu estava gritando “me tira daqui“.

Mas eu não tenho medo de falar em público!

Aham, Claudia. Senta lá.

Mesmo os melhores palestrantes admitem aquele “friozinho na barriga” antes de começar uma apresentação. O medo de falar em público é um dos medos mais comuns entre as pessoas, superando, inclusive, o medo de morrer.

É o medo de esquecer alguma coisa importante ou do famoso “deu branco” que faz com que as pessoas carreguem seus slides com textos quilométricos e realize a leitura destes textos durante a apresentação.

É o medo da avaliação do professor ou dos próprios colegas que causa boa parte do nervosismo que estraga apresentações de trabalho promissoras.

Tá. Eu fico nervoso ao falar em público. E agora?

Para superar o medo de falar em público, tenha em mente que esse é um medo comum, mesmo entre conferencistas acostumados com apresentações, que seus colegas também o sentem, e que você, assim como todos, terá que lidar com isso.

Observe seus sentimentos durante as apresentações, e como você reage a esses sentimentos. Procure entender o que acontece e descobrir em que pontos você pode melhorar.

Treine antes o que vai falar, em frente a um espelho ou grave seu ensaio. À medida que você dominar mais o assunto, você se sentirá mais seguro e autoconfiante na hora de realizar a apresentação do trabalho.

E o mais importante: prepare-se com antecedência! Não se sentir preparado ou não ter domínio do assunto irá resultar em insegurança, que será traduzida de diferentes formas durante sua apresentação.

Lembre-se também que só você sabe como sua apresentação deveria ser: a menos que você chame a atenção para o fato, provavelmente ninguém perceberá que você esqueceu de falar algo ou que apresentou algo de forma diferente da prevista.

Encare cada apresentação como uma oportunidade para aprimorar suas habilidades, e não como algo com que se preocupar.

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Para fazer uma apresentação de trabalho inesquecível, prepare-se com antecedência

Depois do medo de falar em público, a procrastinação na hora de preparar a apresentação é o segundo maior problema nas apresentações de trabalhos.

É simplesmente impossível preparar uma apresentação de trabalho inesquecível apenas na noite anterior à apresentação.

O domínio do trabalho apresentado é fundamental para se ter segurança no momento da apresentação e para conseguir abordar o tema de forma adequada.

Após o estudo do trabalho, reflita sobre qual mensagem você gostaria de passar com a apresentação. Em qual conclusão você gostaria de chegar?

Com esse ponto de chegada em mente, construa um roteiro com os pontos e os argumentos necessários para chegar a essa conclusão.

Tire todas as suas dúvidas sobre esses pontos, verifique se você possui dificuldade com o significado de alguma palavra, ou de algum conceito. Dê atenção especial a eles.

Acostume-se a agendar o preparo da apresentação com pelo menos uma semana de antecedência. Assim você tem tempo suficiente para ir amadurecendo as ideias e os conceitos.

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Para fazer uma apresentação de trabalho inesquecível, seja o centro das atenções

Imagine a cena: o apresentador, de costas para o público, lê incansavelmente aquele texto no slide em PowerPoint.

Por favor, não seja esse apresentador.

Fato: a leitura silenciosa do público é mais rápida que a leitura em voz alta do apresentador. Enquanto o apresentador ainda está lendo, o público já terminou de ler e já começou a divagar.

Quando o apresentador termina a leitura, o público já está pensando se a bolsa vai cair no dia certo no próximo mês, nas contas para pagar, ou no próximo jogo do ‘Ju’ ou do Caxias.

O centro das atenções em uma apresentação é o próprio apresentador, e isso faz com que a atenção seja constante.

Os slides são apenas um recurso auxiliar.

Ao fazer uma apresentação de trabalho seria pouco prático solicitar que o público imaginasse “um gráfico de linhas, com as doses de nitrogênio no eixo horizontal e a produtividade da cultura no eixo vertical, em que o ponto de máxima produtividade é obtida na dose de 50 kg ha-1 de nitrogênio”.

Ao invés de contar com a criatividade do público, lançamos mão de um recurso visual, ao apresentar o gráfico em um slide. É para este tipo de situação que os recursos visuais devem ser utilizados.

Planeje seus slides para criar um roteiro da sua apresentação, de modo que você sinta segurança em não esquecer os pontos importantes, para apresentar conceitos e para apresentar gráficos e figuras.

Procure criar slides visuais, com um layout agradável e arrojado, diferente dos layouts disponíveis como modelo nos softwares de slides.

O resto deve ficar por conta da sua apresentação oral e, por isso, aquela preparação da apresentação com antecedência é tão importante.

Ao preparar os slides, leve em consideração as seguintes dicas:

Use pouco texto
Seja o mais conciso possível. O slide ideal tem apenas imagens ou no máximo dez palavras. Abuse de imagens em boa resolução. Os detalhes devem ser complementados apenas verbalmente. Isso irá evitar que você caia na tentação de ler o texto do slide.

Evite o uso de marcadores
Só use marcadores quando absolutamente necessário, como no primeiro slide, por exemplo, caso você queira apresentar um roteiro das ideias a serem expostas (o que é muito recomendado).

Separe os assuntos
Não existe limite de slides em uma apresentação, e o melhor: são de graça! Procure colocar apenas uma ideia ou gráfico por slide. Caso seja necessário, as informações podem ser divididas em vários slides.

Nada de letrinhas miúdas
Evite usar fontes menores que 28 pontos. O menor tamanho aceitável é 24, sem serifa. É impossível prever o grau de acuidade visual das pessoas que irão assistir à apresentação, por isso, tente não deixar ninguém de fora.

Enfatize o que é importante
Ao apresentar um gráfico, destaque a informação mais relevante, e faça isso no próprio slide, em vez de usar olaser pointer.

Faça os gráficos certos
Gráfico de pizza? Prefira a versão 2D. A versão 3D distorce as imagens. E use apenas duas cores nos gráficos de barras.

Aplique a regra dos 3 segundos
Depois de terminar sua apresentação, releia os slides e veja se cada um deles pode ser totalmente compreendido em no máximo 3 segundos.

A regra de ouro em apresentações de trabalho é: nunca, jamais, em hipótese alguma, leia o que está escrito no slide. Isso fará com que você seja ignorado. Esta é a regra primordial, não deveria nem precisar de explicação.

Mas se ainda não estiver convencido, lembre-se que a partir da 4ª série do ensino fundamental ninguém mais necessita (ou em tese não deveria mais necessitar) de ajuda para ler. Por favor, respeite o seu público: se você quer muito que o público leia algo, traga impresso e distribua após a apresentação.

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Faça uma apresentação de trabalho inesquecível!

Agora que você já se preparou, vamos às dicas para o momento da apresentação:

Não economize exemplos
Apresente os conceitos seguidos de exemplos, reais ou não. Eles são importantes na compreensão e na retenção do que está sendo apresentado. Torne os números significativos. Números não significam muito, a menos que sejam colocados em um contexto. Conecte os pontos para o seu público, dê a eles a noção de grandeza das medidas, faça comparações.

Use do bom humor, mas não abuse
O humor ajuda a descontrair e a despertar a atenção do público, sobretudo em apresentações com maior duração. Mas se você não é acostumado a fazer humor no seu cotidiano, melhor não deixar para tentar isso em uma apresentação. Soa artificial e todos percebem.

Atente para a postura
Durante a apresentação, você não se comunica apenas verbalmente. Seus gestos, a entonação da sua voz e sua postura também fazem parte da comunicação. Não utilize o laser point como se fosse o sabre de luz de um Cavaleiro Jedi e nunca fique de costas para o público.

Não aponte suas falhas
Nada mais chato do que alguém que fica se desculpando o tempo inteiro. Muitas vezes, se o apresentador não chamasse a atenção para as falhas, elas passariam despercebidas.

Cuidado com os vícios de linguagem
São os famosos “éééé”, “então”, “” e “” das apresentações. Geralmente são grunhidos emitidos enquanto o apresentador pensa. Vício de linguagem também é algo difícil de largar: você se policia para acabar com um, acaba adquirindo um novo. Por isso, vigilância constante.

Demonstre entusiasmo
Lembre-se que seu público quer ser surpreendido, não cair de tédio. Da próxima vez que preparar uma apresentação, pense em como colocar sua personalidade nela. A maioria dos apresentadores entra em um “modo de apresentação” e procura tirar toda a emoção da fala. Se você não é um entusiasta sobre o tema em questão, como espera que seu público seja?

Tente criar um momento inesquecível
Este é o momento na sua apresentação em que todos irão falar depois. Toda apresentação evolui para uma grande cena. Um clímax. Qual será o momento memorável da sua apresentação? Planeje esse momento previamente e evolua sua apresentação até ele.

Fonte: Pós – Graduando (adaptado)

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