30 anos sem Carlos Drummond de Andrade

drummond1.jpg

Em 31 de outubro de 1902, nascia na cidade mineira de Itabira o poeta Carlos Drummond de Andrade. Nono filho de um casal de fazendeiros, iniciou seus estudos primários em Belo Horizonte, após ingressou no colégio interno Anchieta, em Nova Friburgo-RJ, onde participou de seus primeiros concursos literários. Mudou-se com a família em 1920 para Belo Horizonte, onde publicou seus primeiros trabalhos no Diário de Minas e conheceu diversos nomes do meio.

Casou-se no ano de 1925, com Dolores Dutra de Morais, com quem teve dois filhos, Carlos Flávio, que viveu apenas meia hora e para quem dedicou o poema “O que viveu meia hora”, e Maria Julieta. Se tornou redator-chefe do Diário de Minas e em 1930 lançou seu primeiro livro “Alguma Poesia”.  Em 1934, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, para trabalhar como chefe de gabinete do novo ministro da Educação; no decorrer dos anos, colaborou com diversos jornais cariocas.

Drummund é aclamado por muito críticos como o maior poeta brasileiro do século XX. Sua poesia aliava extrema sensibilidade, inteligência e humor, em composições caracterizadas quase sempre pelo verso livre e pelo uso de linguagem coloquial, suas obras, ao retratar as aspirações e angústias cotidianas, parece falar ao coração de cada leitor. Não é à toa que inúmeros versos do poeta se tornaram praticamente ditados populares, como o famoso “E agora, José?”.

Carlos Drummond de Andrade morreu aos 84 anos, no dia 17 de agosto de 1987. Passados exatos 30 anos de sua morte, o escritor, poeta e prosador ainda é lembrado e reverenciado por sua rica e eterna obra.

Pesquisa: Guia do Estudante

Biblioteca Central inaugura nova recepção

Na noite de ontem, quarta-feira (16), foi inaugurada a nova recepção da Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul. Durante as férias acadêmicas de inverno, todo o hall de entrada da Biblioteca foi reformado, com a substituição e aquisição de novas catracas e também, a colocação de novos balções de recepção e atendimento. As obras foram realizadas com o intuito de modernizar o layout da Biblioteca e principalmente, visando um maior conforto e praticidade do usuários. Confira abaixo as fotos do evento:

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Este é o segredo para estudar algo chato com prazer

tomwang112.jpg

Estudar assuntos desinteressantes é uma obrigação que começa logo nos primeiros anos da formação escolar ou até mesmo acadêmica.  Isso se repete pelo resto da vida adulta, ainda que você se especialize na profissão que escolheu. Seja ao longo de uma pós-graduação, seja na preparação para um concurso público, por exemplo, sempre será necessário se debruçar sobre temas desvinculados dos seus interesses e aptidões para ter sucesso profissional.

Felizmente, é possível aprender a gostar de uma área do conhecimento que você sempre achou que detestava. O esforço vale a pena: ao expandir os seus temas de interesse, você ampliará os seus horizontes e poderá ir mais longe na carreira.

Esse foi o caso da professora norte-americana Barbara Oakley, autora do livro “Mindshift: Break through obstacles to learning and discover your hidden potential” (em tradução livre, “Mudança de mentalidade: Supere obstáculos para aprender e descobrir o seu potencial oculto), publicado em 2017 pela editora Tarcher-Perigee.

Com base em sua própria experiência pessoal e em diversos estudos sobre o assunto, a professora tem um método para aprender a desenvolver inesperadas paixões acadêmicas — ou, pelo menos, ser capaz de estudar algo desinteressante com algum prazer.

Ela propõe 4 passos, que você verá a seguir:

1. Busque um gatilho de motivação

Você morria de tédio na escola durante as aulas de geografia? Sofria para decorar fórmulas de química? Um motivo provável para todo esse sofrimento é que você considerava esses assuntos inúteis. Aí está o segredo para gostar (ou odiar) qualquer tema: o uso que você pode fazer dele na sua vida.

Para descobrir graça em um tema aparentemente desinteressante, o primeiro passo é tentar encontrar um motivo para aprendê-lo. Segundo Oakley, um dos melhores gatilhos de motivação é a busca por uma vida mais feliz e confortável.

Foi o que a fez voltar aos livros da sua tão detestada matemática, aos 26 anos de idade: a possibilidade de conseguir um emprego melhor no Exército, onde até então trabalhava numa função de pouco prestígio.

“Desejar uma mudança faz com que, mentalmente, você compare a sua situação atual (por exemplo, empregado como assistente administrativo) com o lugar em que poderia estar (como um funcionário público de alto gabarito certificado em contabilidade)”, explica ela. Ao serem encarados como chave para um horizonte melhor, até os livros mais tediosos podem parecer atraentes.

2. Drible a dor

Acredite se quiser: estudar aquilo de que você não gosta é literalmente doloroso.Pesquisadores da Universidade de Chicago perceberam que até pensar num assunto que você detesta ativa uma parte do cérebro envolvida com a experiência da dor.

A reação natural do corpo é a fuga. Ao começar a estudar aquele assunto, você ficará muito mais suscetível a distrações e provavelmente começará a adiar a tarefa. Das muitas técnicas para vencer a famosa procrastinação, a favorita de Oakley é a Pomodoro.

Funciona assim: desligue todas as possíveis distrações, como celulares ou computadores, e trabalhe por 25 minutos ininterruptos, contados no relógio. Passado esse tempo, levante e busque uma recompensa para si mesmo, como uma xícara de café ou uma boa música.

Com blocos de estudo altamente produtivos, você tem a chance de finalmente entender aquela matéria que sempre pareceu misteriosa para você. Ao ganhar essa familiaridade com o assunto, você pode descobrir alguma dose prazer ao se aprofundar nele.

3. Tenha paciência consigo mesmo

Certas disciplinas se tornam insuportáveis porque temos dificuldade em aprendê-las. Compreender que é perfeitamente normal não entender algo de primeira ajuda a melhorar a sua relação com o estudo.

Quando era criança, Oakley achava que a sua dificuldade para assimilar um novo conceito matemático era resultado de uma completa inaptidão para os números. Essa certeza a afastou cada vez mais do assunto.

Só depois, quando já estudava para se tornar engenheira, ela percebeu que não precisava compreender todos os conceitos de cálculo instantaneamente. Foi uma epifania: livre da ideia de que não tinha “jeito” para aquele assunto, ela persistiu pacientemente nos estudos e acabou descobrindo seu talento.

4. Quebre o estudo em pedaços

Ao estudar um assunto com o qual tem pouca afinidade, a maioria das pessoas tenta estudar tudo de uma vez, para fazer o tormento passar mais rápido. Não funciona. “Ninguém consegue cantar uma música depois de ouvi-la uma única vez”, diz Oakley.

Segundo a professora, a melhor forma de aprender algo difícil é quebrar o assunto em vários “pedaços”. Imagine-se diante de um exercício aparentemente impossível de química, por exemplo. O conselho de Oakley é tentar resolvê-lo sem olhar a resposta. Não conseguiu? Tente de novo amanhã, e novamente nos dias seguintes, até conseguir.

“Cada dia de estudo com foco, seguido por uma boa noite de sono, vai fortalecer novos padrões neurais”, explica ela. Esse trabalho de pavimentação de conhecimentos eventualmente fará você aprender. “E, quanto maior o seu domínio do assunto, mais você vai gostar do que está estudando”, conclui Oakley.

Fonte: Exame 

8 invenções que você provavelmente não sabia que eram de brasileiros

landell-radio.jpg

Não é raro ouvir a expressão “tinha que ser brasileiro” — seja por coisas boas ou ruins. Em meio a tempos conturbados, listamos algumas descobertas dos nossos conterrâneos que foram importantes para o Brasil e para o mundo.

Roberto Landell de Moura
A invenção do rádio é tradicionalmente atribuída a Guglielmo Marconi, mas, anos antes, o padre e inventor brasileiro Roberto Landell já trabalhava com as ondas eletromagnéticas. Ele conseguiu transmitir a voz de algumas pessoas a distância de aproximadamente 8 km, mas foi esquecido por falta de falta de investimento. Marconi, por sua vez, recebeu o Prêmio Nobel de física em 1909.

Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich
A cirurgiã dentista trabalha há mais de 60 anos na profissão, mas essa não foi a única área em que ela se destacou. Zorowich inventou e patenteou o escorredor de arroz nos anos 1950, com ajuda do marido, que era engenheiro. A ideia surgiu porque ela não via sentido em usar um pote para lavar e outro para escorrer o alimento, e criou o objeto que torna a vida na cozinha mais fácil.

Nélio José Nicolai
O mineiro Nélio José Nicolai foi o responsável pela criação da “B identifica o número de A”, a Bina. A autoria da criação, entretanto, não é unanimidade. Nicolai luta até hoje da justiça para a obtenção da patente interina do identificador de chamadas.

Manuel de Abreu
O médico Manuel de Abreu recebeu pelo menos cinco indicações ao Prêmio Nobel, apesar de nunca ter vencido. O motivo foi a invenção da abreugrafia, um método para fazer radiografias do pulmão. O inventor desenvolveu o mecanismo em 1935, com a sofisticação dos métodos de fotografia.

Vital Brazil
O mineiro nascido na cidade de Campanha foi médico e responsável pela descoberta da especificidade dos soros antiofídicos, ou seja, foi Vital Brazil que entendeu que cada veneno de cobra precisava de um antídoto específico. Além disso, ele criou o Instituto Butantã, referência mundial em estudos sobre serpentes.

Bartolomeu de Gusmão
Brasileiro nascido no século 17, Gusmão desenvolveu uma série de aparatos: o mais notável foi o balão de ar quente. Após uma série de tentativas que deram errado, o inventor conseguiu fazer com que um balão subisse e descesse de forma bem sucedida. Entretanto, o aeróstato não foi valorizado na época porque não era visto como muito útil.

bartolomeu_de_gusmao-balao.png

Francisco João de Azevedo
O padre é considerado por muitos o inventor da máquina de escrever. Contudo, há quem afirme que seu “esquecimento” ocorreu devido a sabotagem de um amigo estrangeiro, que teria levado a descoberta para o exterior. Outras pessoas creem que o invento foi exportado com autorização de Azevedo.

Carlos Prudêncio
O juiz Carlos Prudêncio foi o responsável pela criação da urna eletrônica. O aparato foi desenvolvido na cidade de Brusque, em Santa Catarina, e foi colocada em teste em 1989.

Fonte: Galileu

7 filmes inspirados por livros clássicos da literatura brasileira

O_Auto_da_Compadecida-ariano-suassuna.jpg

Muitos filmes que se baseiam em clássicos da literatura podem ampliar a compreensão a seu respeito. Muitos fornecem uma visão crítica das obras e até ajudam a memorizar os personagens, o espaço e o enredo. Lembre-se, porém, de que um filme não tem o compromisso de seguir fielmente a história na qual se inspirou, é outra criação artística, que amplia e enriquece a original. Veja abaixo alguns filmes inspirados em livros da literatura nacional:

MACUNAÍMA
Baseado na obra homônima de Mario de Andrade.
Direção: Joaquim Pedro de Andrade (1969).
Sinopse: O herói sem caráter, que nasceu na selva e chegou à cidade para viver várias aventuras, ganhou nessa adaptação cores tropicalistas. O diretor Joaquim Pedro de Andrade fez uma leitura particular da obra de Mario de Andrade sem pretender a fidelidade absoluta ao livro.

A HORA DA ESTRELA
Baseado no romance homônimo de Clarice Lispector.
Direção: Suzana Amaral (1985).
Sinopse: Conta a história de Macabéa, migrante nordestina que trabalha como datilógrafa e perde o namorado para uma colega de trabalho. Ela recorre a uma cartomante para pedir conselhos amorosos e recebe dela a previsão de que encontrará um homem bonito e rico. O filme recebeu mais de 20 prêmios no Brasil e no exterior.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS
Baseado no romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Direção: André Klotzel (2001).
Sinopse: O filme mostra a vida de Brás Cubas, contada por ele mesmo depois de sua morte. Entre as adaptações que o texto sofreu nessa produção, há um fator temporal. É como se o protagonista tivesse saído da tumba para contar sua história no ano 2000.

O TEMPO E O VENTO
Baseado na obra homônima de Erico Verissimo.
Direção: Paulo José, Walter Campos e Denise Saraceni (1985).
Sinopse: Essa produção, lançada em DVD em 2005, havia sido um sucesso na TV 20 anos antes. Conta a história de Ana Terra, do Capitão Rodrigo Cambará e de Bibiana, que estão no romance O Continente, integrante da obra O Tempo e o Vento.

POLICARPO QUARESMA, HERÓI DO BRASIL
Baseado no romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
Direção: Paulo Thiago (1998).
Sinopse: O major Policarpo Quaresma é um visionário, que ama o Brasil e quer seu progresso. Suas propostas, porém, são tidas como fora da realidade, e ele é criticado ao propor o tupi-guarani como língua oficial do país. Policarpo recebe ajuda de sua afilhada Olga e do compositor de modinhas Ricardo Coração dos Outros.

O AUTO DA COMPADECIDA
Baseado na peça Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.
Direção: Guel Arraes (2000). Colorido, 104 min.
Sinopse: As aventuras de João Grilo, nordestino esperto que vive de enganar os ricos e poderosos, e seu parceiro Chicó. Versão para o cinema de minissérie produzida para a televisão, o filme foi vencedor do Grande Prêmio Cinema Brasil nas categorias diretor, ator, roteiro e lançamento.

VIDAS SECAS
Baseado na obra homônima de Graciliano Ramos.
Direção: Nelson Pereira dos Santos (1963). Preto-e-branco, 103 min. Elenco: Átila Iório, Maria Ribeiro, Orlando Macedo, Jofre Soares.
Sinopse: Uma das principais produções do cinema novo brasileiro, conta a história de uma família de retirantes que atravessa o sertão para fugir da seca, na companhia da cadela Baleia. Premiado em festivais internacionais, foi indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras que não podem faltar em uma cinemateca.

 

UCS Cinema tem programação especial para as férias de inverno

350x209.png

Desde o último dia 22 até dia  29 de julho, o UCS Cinema realiza o Festival de Férias de Inverno, com a exibição de filmes infantis. A entrada é gratuita, entretanto os ingressos são limitados à capacidade do cinema, que é de 180 lugares.

 

Programação

-Dia 27 (quinta-feira), às 15 horas – Filme: Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas Duração: 136 min – Classificação: 12 anos

– Dia 28 (sexta-feira), às 15 horas – Filme: Bolt – Supercão – Duração:96 min – Classificação: livre

– Dia 29 (sábado), às 14 horas – Filme: Tinker Bell – Segredos das Fadas Duração: 75 min – Classificação: livre

– Dia 29 (sábado), às 16 horas – Filme: Meu Malvado Favorito 2 – Duração:98 min – Classificação: livre

 

J.K. Rowling revela ter conto de fadas guardado

jk-rowling-matt-lauer-3-today-150410_3cd4912dda03a939922b4e965fc3448f.jpg

J.K. Rowling fez uma nova revelação sobre suas obras em entrevista à CNN. Questionada pela jornalista Christiane Amanpour se era verdade que ela estava produzindo um livro infantil com temática política, ela confirmou que havia, sim, escrito uma história. Mas tem um detalhe: não foi em papel nem em um computador. J.K. Rowling escreveu em um vestido.

“A minha festa de aniversário de 50 anos foi realizada no Halloween e como tema eu pedi para os convidados virem como ‘seu pior pesadelo’. No meu caso, era o de um manuscrito perdido, então escrevi um conto no vestido e usei. Não faço nem ideia se será publicado algum dia, mas no momento está pendurado em algum dos meus armários”, falou Rowling.

No momento, ela está finalizando o roteiro da continuação de Animais Fantásticos e Onde Habitam e revelou no final de 2016 que está escrevendo dois livros diferentes, um deles com o seu pseudônimo Robert Galbraight.

Foto: Exame 

No bicentenário de sua morte, 11 fatos sobre Jane Austin

jane (1)

Nascida em dezembro de 1775 em Steventon, na Inglaterra, Jane Austen foi a segunda filha de uma família de seis meninos a nascer. Desde a pré-adolescência, ela já mostrava inclinação e talento para a escrita, desenvolvendo contos, romances e peças que lia em voz alta e apresentava para a família toda.

A habilidade de escrever personagens femininas complexas e de explorar os conflitos das relações de classe e gênero fizeram dela uma escritora à frente de seu tempo, publicando clássicos como Razão e Sensibilidade (1811), Mansfield Park (1814), Emma (1815), A Abadia de Northanger Persuasão (ambos de 1818).

Na biografia Jane Austen – Uma Vida Revelada, Catherine Reef aborda a vida e a carreira de Austen. Separamos onze fatos essenciais apresentados pelo livro. Confira:

1 – Depois que Jane Austen morreu, seus parentes queimaram boa parte de sua correspondência — poucas cartas foram salvas por sua irmã, Cassandra, de quem era bastante próxima. A partir de então, a família tentou criar a imagem que queriam que as pessoas tivessem da escritora: alguém dócil e impecável.

2 – A única imagem que exista da autora é a de um retrato que Cassandra pintou e que, segundo várias fontes, não corresponde com a figura de Austen. De acordo com Reef, relatos de conhecidos descrevem a autora de Orgulho e Preconceito como “uma boneca”, com bom humor e “uma boa dose de cor na face”, outros dizem que ela tinha “bochechas cheias e arredondadas”. Já um de seus vizinhos afirma que ela era “uma pessoa alta e seca, com as maçãs do rosto muito salientes”.

3– Os romances de Austen surgiram no momento em que livros de aventura e exploração faziam sucesso. Em vez de abordar esses assuntos, ela escolheu esmiuçar intrigas familiares no universo rural e limitado de seus personagens. Segundo Reef, a escritora teria afirmado que só precisava de três ou quatro famílias para desenvolver uma boa história.

4 – Jane Austen era filha de um reverendo. Enquanto seus irmãos puderam estudar matemática, história e outros campos do conhecimento, ela e sua irmã ficaram limitadas a habilidades domésticas ou consideradas essenciais a uma esposa, como a capacidade de costurar e tocar piano.

5 – Entre os 11 e os 17 anos, Austen escreveu vários romances e contos sobre o cotidiano do interior da Inglaterra. Aos 14 anos, ela escreveu Amor e Amizade, um romance sobre as jovens Laura e Sofia. A história é cheia de acidentes de carruagens, assaltos e fugas.

6 – Aos 20 anos, a jovem Austen conheceu Tom Lefroy, sobrinho de uma família amiga, e os dois se encantaram um pelo outro. Na época, dois jovens não podiam ficar sozinhos e um só poderia escrever para o outro se estivessem noivos — Jane e Tom quebraram essas e outras regras, o que foi considerado um comportamento vergonhoso por amigos e familiares que acompanharam os acontecimentos.

7 – Enquanto se encantava por Tom Lefroy, Austen deu início ao romance Elinor e Marianne, sobre duas irmãs: uma guiada pela prudência; outra, pelo coração. Quinze anos depois, a história foi publicada anonimamente em três volumes com o título de Razão e Sensibilidade e, em 1995, foi adaptado para os cinemas.

8 – Em 1813, Austen continuou seu romance Primeiras Impressões, que foi ser publicado com o título Orgulho e Preconceito. O nome surgiu a partir de uma frase de um livro chamado Cecilia, de Fanny Burney, do qual a autora gostava. “A combinação de toda essa situação desafortunada foi o resultado do orgulho e do preconceito”, diz um dos personagens.

9 – Apesar da inteligência e da carreira como escritora, ser solteira era um fator que a deixava dependente dos outros. Quando, em meados de 1800, sua família decidiu se mudar de Steventon, cidade onde nasceu e cresceu, para Bath, ela teve que ir junto, mesmo contrariada. Ela só foi ter dinheiro próprio aos 36 anos, quando Razão e Sensibilidade foi publicado.

10 – No fim de 1816, a autora adoeceu. “Escrever me parece impossível, com a cabeça cheia de quartos de carneiro e doses de ruibarbo”, escreveu ela à sua irmã, Cassandra. Ainda assim, por muitos meses insistiu que estava melhor, começando, inclusive, um novo romance: Os Irmãos. O livro falava de várias famílias que viviam a beira-mar e nunca foi finalizado. Após a morte da autora, os Austen mudaram o nome da história nunca finalizada para Sanditon.

11 – Acredita-se que a escritora tenha sofrido a Doença de Addison, um distúrbio no qual as glândulas adrenais não produzem hormônios suficientes. Nos últimos anos, no entanto, cientistas levantaram a possibilidade de Austen ter morrido envenenada por arsênico.  Jane morreu no dia 18 de julho de 1817, aos 41 anos.

Fonte: Galileu 

 

 

Escrever ‘todxs’ ou ‘amig@s’ atrapalha softwares de leitura

Dia-Mundial-do-Braile-1024x612.jpg

Pessoas com deficiência visual que utilizam softwares de leitura de tela podem ter dificuldade de compreender palavras como “todxs” ou “alun@s”. Programas como o NVDA e o Virtual Vision, que buscam traduzir para áudio o que está escrito no celular e no computador, não leem corretamente as palavras e emitem sons confusos ao tentarem decifrar o “x” e o “@”.

O uso destes códigos é um recurso utilizado principalmente em redes sociais para que haja neutralidade de gênero – em vez do emprego do masculino. Há pessoas que defendem a escrita de frases como “Todxs xs alunxs foram à aula”, em vez de “Todos os alunos foram à aula”. A jornalista Giselle se queixou em seu perfil do Twitter sobre essa forma de escrita. “Essa linguagem neutra, que muitos dizem ser inclusiva, é tudo, menos inclusiva. É extremamente cruel com a pessoa que tem deficiência visual”, afirma.

Ela descobriu, há pouco tempo, que tem doença celíaca. Sua visão fica comprometida em alguns dias. “Vivo entre dois mundos, o da deficiência visual e o de enxergar normalmente”, conta. Para conseguir usar celular, ela faz uso do Google Talk Back, aplicativo do sistema Android que lê telas. “Quando são textos com muitos ‘x’, fica muito complicado, não dá para entender nada, nem o contexto. Eu não entro mais em Facebook porque é um pesadelo para a pessoa com deficiência”, afirma. “Consigo entender frases curtas, quando o significado é óbvio. Mas quando são maiores, não dá.”

giselle.jpgMarina Yonashiro, estagiária de jornalismo na Fundação Dorina Norwill para Cegos, diz que o problema de compreensão também varia conforme a voz baixada no software de leitura de telas. “Quando a voz é mais humana, fica confuso. A versão mais robotizada tem maior espaço entre as sílabas, aí consigo entender”, conta. “Dá para regular a velocidade do áudio. Quando colocamos com ritmo menor, temos menos problemas. Mas quebra o ritmo da leitura.”

Linguagem exclui

Para ensinar os cegos a usar o computador no meio corporativo, em programas como Excel e Word, Francisco Carlos Alves Batista dá aulas na Adeva (Associação de Deficientes Visuais e Amigos). Ele tem deficiência visual e é usuário da Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo (SP). “Esse tipo de linguagem realmente exclui os cegos. Nós não vamos entender. Mas temos que levar em conta que é um recurso que as pessoas utilizam e que eu, dentro da minha deficiência, não vou poder usufruir”, diz.

Ele explica que abreviações também oferecem dificuldade para os cegos, como “td” (tudo) ou “blz” (beleza). “O dicionário virtual dos leitores de tela não lê de forma fidedigna estes códigos”, afirma.

O professor esclarece que, a cada lançamento de sistema operacional, os recursos vêm inacessíveis e um desenvolvedor trabalha para tentar adaptá-lo aos cegos. “Quando fica bom, troca a versão. Espero que um dia a pessoa com deficiência visual possa comprar o computador na loja, ligar em casa e usar, sem essa espera. Mas as coisas são feitas para quem enxerga, porque o mundo é deles”, completa.

Fonte: G1

Livros do mundo todo salvam biblioteca destruída pelo Estado Islâmico

js.jpg

O blogueiro anônimo conhecido como Mosul Eye está coletando livros para reconstruir a biblioteca da Universidade de Mosul, no Iraque, destruída pelo Estado Islâmico durante o período em que a milícia terrorista dominou a área. As doações podem chegar de todos os lugares do mundo, e as obras podem falar sobre qualquer assunto e estar em qualquer língua.

“As pessoas têm nos mandado livros da Austrália, Europa, Estados Unidos… Todos de diferentes assuntos e línguas”, contou o ativista ao BuzzFeed.

Desde 2014, quando a cidade foi tomada pelos radicais, o blogueiro tem noticiado o que ocorre em Mosul por meio de seu site, mas nunca se identificou por medo do que poderia acontecer. Segundo ele, as obras literárias foram destruídas e queimadas porque o Estado Islâmico as considerava blasfemas ou porque apresentavam fatos de ciência “inútil” ou “ilegítima”.

Durante a ocupação da cidade, o grupo terrorista fez com que alguns professores reescrevessem os livros da biblioteca de acordo com o que o Estado Islâmico acredita ser melhor para a educação do califado.

Até agora 10 mil livros já foram arrecadados por Mosul Eye, mas o objetivo é chegar a 200 mil. Os esforços agora estão centrados em conseguir obras de medicina, ciência e humanidades, além de um local para a biblioteca ser reconstruída.

O endereço para enviar contribuições é: Iraq – Erbil – Sadunawa, atrás do prédio do Hotel Erbil International (Sheraton).

en2.png

Fonte: Galileu

Exposição de Moda no Campus 8

Está em exposição na Biblioteca do Campus 8 os trabalhos produzidos pelos alunos do curso de Moda, da Universidade de Caxias do Sul. As obras foram confeccionadas na disciplina Pesquisa e Interpretação em Moda, sob a supervisão da professora Adriana Job Ferreira Conte. A mostra fica em exposição até o final do ano – veja abaixo alguns trabalhos e visite a exposição:

Este slideshow necessita de JavaScript.

6 séries inspiradas em clássicos da literatura que você precisa conhecer

Ao longo dos últimos anos, a literatura clássica foi uma grande fonte de inspiração para a televisão. Séries e minisséries beberam na fonte de autores como Conan Doyle e Alexandre Dumas para trazer personagens queridos por leitores de diversas gerações à tona. Separamos algumas dessas adaptações confira:

1 – Sherlock (2010)
Estrelada por Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho) e Martin Freeman (O Hobbit), a série adapta as histórias de Sir Arthur Conan Doyle sobre o detetive Sherlock Holmes para o século 21. A produção tem quatro temporadas, cada uma com entre três e quatro episódios de uma hora e meia de duração.

sherlock.jpg

2 – Sleepy Hollow (2013)
A adaptação mistura conceitos dos contos Sleepy Hollow (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça) e Rip Van Winkle, do americano Washington Irving. Na série de TV, o agente Ichabod Crane mata o Cavaleiro ao mesmo tempo que este o mata. Crane, no entanto, acorda em 2013, dando início à lenda na cidade de Sleppy Hollow, em Nova York. O seriado tem quatro temporadas com entre 13 e 18 episódios de duração.

3 – The Musketeers (2014)
Inspirada no clássico Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, a produção acompanha as aventuras de d’Artagnan, Porthos, Athos e Aramis enquanto estes defendem o rei e a França. Até o momento, a série possui três temporadas de dez episódios.

4 – Neverland (2011)
A minissérie se passa em 1906 e mostra um grupo de garotos que se tornam jovens meliantes ao trabalhar para Hook, que pede a ajuda para encontrar um tesouro que os levará para um lugar mágico: a Terra do Nunca. Baseado em Peter Pan, de J.M. Barrie, a série tem dois episódios de uma hora e vinte minutos e conta com a participação de Rhys Ifans (Um Lugar Chamado Notting Hill) e Keira Knightley (Orgulho e Preconceito).

neverland.jpg

5 – Tin Man (2007)
Nesta versão de O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, Zooey Deschanel (500 Dias com Ela) vive DG, uma descendente de Dorothy Gale que vai parar no reino de OZ, onde tudo é mais sombrio e cheio de elementos de fantasia e ficção científica. Com três episódios de duração, a minissérie conta com Alan Cumming (The Good Wife) e Richard Dreyfuss (American Graffiti) no elenco.

6 – Moby Dick (2011)
Na adaptação do clássico de Herman Melville, William Hurt vive o capitão Ahab, que busca vingança da baleia Moby Dick. A minissérie de dois episódios conta ainda com a participação de Ethan Hawk (Boyhood) e Donald Sutherland (Jogos Vorazes).

Fonte: Galileu

Quem lê regularmente vive mais, diz estudo

read-2345775_1920.jpg

Encontrar uma válvula de escape que ajude a esquecer os problemas por, pelo menos, algum tempo é imprescindível para a saúde mental e física. Um estudo, publicado no periódico “Social Science and Medicine”, mostrou que aquelas pessoas que leem regularmente — uma média de três horas por semana — para relaxar têm uma maior expectativa de vida. Segundo a pesquisa, o resultado parece ter relação com a melhoria cognitiva conquistada durante a leitura.

De acordo com os cientistas, ler um livro envolve processos cognitivos que promovem a inteligência emocional, a empatia e a percepção social, características que favorecem a longevidade.

— Manter-se vivo mentalmente, com atividades como a leitura, oferece estímulos cognitivos. Essa pessoa estará muito mais protegida de doenças degenerativas, como Alzheimer do que quem não faz esse tipo de exercício — explica o psiquiatra Kalil Duailibi, da Associação Paulista de Medicina.

 

Preservar o cérebro funcionando e protegido não é a única vantagem de embarcar em um bom livro. A partir da leitura, ganha-se vocabulário e repertório emocional para enfrentar novos desafios na vida profissional ou nas relações.

Para a psicoterapeuta Aline Vilhena Lisboa, apesar da correria dos dias atuais, preservar esse hábito é fundamental do ponto de vista emocional.

— Ler proporciona essa entrada no mundo da imaginação, que facilita a fantasia e diminui aquela tensão diante do mundo real. Se estou com um problema, esqueço dele no momento da leitura. Além disso, ao entrar naquela história, tira-se um sentido dali para sua vida. Por outro lado, têm sido uma prática muito fragmentada: exige concentração e foco, coisas que não estão sendo priorizadas — observa ela.

A leitura tem ainda outra característica: “devorar” um livro possibilita conversar sobre ele com outras pessoas. Esse diálogo, com amigos ou em clubes de leitura, favorece a socialização e o bem-estar.

Fonte: EXTRA 

 

13 curiosidades sobre a literatura brasileira que você talvez não saiba

A literatura brasileira é muito apreciada ao redor do mundo, mas o que pouca gente sabe é que existe uma porção de fatos bizarros que permeiam as histórias dos livros e de seus escritores. Confira algumas delas:

Pero Vaz de Caminha queria trocar sua carta por um favor do rei
carta-caminha.png

A grande carta do “descobrimento” do Brasil não era para ter sido escrita por Pero Vaz de Caminha. Na realidade, o escrivão oficial da frota era Gonçalo Gil Barbosa — que acabou não chegando ao Brasil. Com isso, Caminha escreveu detalhadamente a carta, que foi selecionada por Pedro Álvares Cabral e enviada ao então rei de Portugal, Dom Manuel. Ao final do documento, havia um pedido para que o genro do escrivão, Jorge de Osório, fosse libertado do exílio por ter roubado uma igreja e ferido um sacerdote. A priori, D. Manoel negou, mas após a morte de Caminha, o governante acabou libertando Osório.

 

Ninguém sabe direito se Gregório de Matos realmente existiu
A data de nascimento do poeta, também conhecido como Boca do Inferno, permanece desconhecida: especialistas a situam entre 1623 e 1636 — data nada precisa. Outro fato é que a biografia do autor tem muitas lacunas, o que gera questionamentos sobre a real existência de Gregório de Matos.

Como se não bastasse, não se sabe o que realmente foi escrito pelo poeta (se é que ele existiu). Isso porque publicações ainda não eram permitidas na Colônia naquela época, logo, seus textos eram transmitidos oralmente. Ninguém sabe se o que restou e foi registrado foi de fato do Boca de Inferno ou de outros autores satíricos e infames da época.

O termo “brochar” veio dos livros de brochura
Os livros eróticos eram impressos em formato brochura, aquele mais mole. Quando lia um desses livros, um sujeito olhou para a encadernação — e talvez para o próprio órgão — e associou o livro mole ao “amigo” flácido.

Gonçalves Dias foi a única vítima do naufrágio da embarcação que o trazia de volta ao Brasil
goncalves_dias.jpgO poeta romântico se via muito doente quando resolveu viajar para a Europa em uma tentativa de se recuperar. Ao chegar na costa da França, foi dada a notícia de que havia um homem morto a bordo e que essa pessoa seria Gonçalves Dias. Foi declarado luto oficial no Brasil e os fãs do autor ficaram muito tristes — até que a verdade foi revelada: ele não estava morto!

Após passar cerca de dois anos em solo europeu, mas não conseguir se curar, o poeta resolveu retornar. Gonçalves Dias passou a maior parte do tempo isolado na viagem, pois estava muito fraco para perambular pela embarcação. O problema é que, quando o navio já estava próximo à costa do Maranhão, um banco de areia surgiu e o barco colidiu. Desesperada para se salvar, a tripulação fugiu afobada e esqueceu Gonçalves Dias, que morreu afogado.

A primeira publicação de uma mulher no Brasil foi só no século 19
Nísia Floresta foi a primeira mulher a ingressar na imprensa brasileira e a ter o nome assinando um livro no Brasil. A autora nasceu no Rio Grande do Norte e já aos 14 anos mostrou a que veio: fugiu da casa do marido e pediu abrigo para os pais, que tiveram que se mudar para Pernambuco.

As obras de Floresta falavam sobre o machismo na sociedade, mas não só isso. Ela também escreveu livros sobre índios e negros de forma empática e humanista, mostrando-os não como heróis, mas como vítimas da exploração colonial. Hoje Nísia Floresta está esquecida, mas teve papel crucial na história como uma das primeiras feministas do país.

Para José de Alencar, a escravidão contribuía para o progresso humano
O consagrado autor brasileiro defendeu a escravidão em uma série de cartas enviadas para o Imperador Dom Pedro II. Para ele, o sistema escravocrata ajudava no progresso humano e seu fim culminaria em uma grande crise econômica. Os documentos históricos, entretanto, foram deixados de lado e acabaram caindo no ostracismo. Outra curiosidade é que as cartas tinham um tom um pouco arrogante, pois José de Alencar acreditava saber mais sobre política economia que o próprio rei.

Olavo Bilac se envolveu no primeiro acidente de carro do Brasil
O poeta parnasiano Olavo Bilac deu um “rolê” no carro de José Patrocínio, jornalista da época que havia comprado um automóvel assim que eles começaram a chegar no país. O problema é que Patrocínio convidou o poeta para dirigir o carro — coisa que obviamente ele não sabia fazer, já que não haviam carros no Brasil.

No meio do passeio, Bilac fez uma curva em “alta” velocidade, 4 km/h, e bateu em uma árvore. Os dois homens saíram ilesos, mas o carro teve perda total.

O assassino de Euclides da Cunha matou também o filho do autor

euclydes_da_cunha.jpg
Ao descobrir que estava sendo traído, Euclides da Cunha saiu de casa determinado a “matar ou morrer”. Encontrou o amante da esposa, Anna, em casa e ambos trocaram tiros: Euclides foi o primeiro a acertar, mas foi Dilermando, o “outro”, que deu o tiro certeiro e matou o autor de Os Sertões.

Anos depois, Euclides da Cunha Filho atentou novamente contra Dilermando que, não querendo matar o filho da amada, tentou fugir, mas como sua vida estava em jogo atirou e matou o filho de Euclides da Cunha. Depois disso, o homem foi julgado — não só pelo júri, mas pela sociedade brasileira —, entretanto foi absolvido.

Graciliano Ramos foi prefeito e multou o próprio pai
Graciliano Ramos viveu na cidade alagoana de Palmeira dos Índios. Após conquistar muita popularidade na região, foi convidado a se candidatar à prefeitura da cidade.

O engraçado é que o autor foi eleito e era muito rígido: criou um código de postura moral com 82 artigos, dentre eles a proibição de dormir ou criar animais na rua. O pai do escritor de Vidas Secas, Sebastião Ramos, na época criava gado em um terreno baldio e acabou sendo multado pela prefeitura.

Guimarães Rosa ajudou a esposa a salvar judeus do Holocausto
Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa conheceu Guimarães Rosa na embaixada brasileira em Hamburgo, enquanto ambos trabalhavam lá no fim da década de 1930. Com a ajuda do marido, Aracy bolou um plano para transportar judeus que viviam na Europa nazista para o Brasil — mesmo com o então presidente Getúlio Vargas decretando a ilegalidade do ato.

Guimarães Rosa falsificava passaportes, enquanto a esposa dava um jeito de fazer o chefe assinar a papelada sem perceber que estava libertando parte da população judia. Aracy chegou a salvar quase cem pessoas e, em 1982, teve seu nome gravado no Museu do Holocausto, em Israel.

Carlos Drummond de Andrade achava que a homossexualidade era um desvio
O grande poeta brasileiro declarou mais de uma vez que acreditava que o “homossexualismo” (termo errado, já que o sufixo “ismo” denota doença) era um desvio da sociedade. Para ele, ser gay era coisa de garotos que eram atraídos pela vida noturna e boêmia. Além disso, Drummond afirmou em entrevista que tinha certa repugnância à homossexualidade, e é até por isso que o tema aparece em apenas um de seus poemas, Rapto, do livro Claro Enigma. O que consola é que ao fim do texto o autor diz que essa é “outra forma de amar no acerbo amor”.

Rachel de Queiroz apoiou a Ditadura Militar

adonias_filho_rachel_de_queiroz_gilberto_freyre.jpg
A jovem Rachel de Queiroz flertava com a esquerda e até se aproximou do Partido Comunista Brasileiro (PCB) durante a década de 1930. Entretanto, quando teve seu livro O quinze criticado pelo partido desiludiu-se e afastou-se da esquerda, o que a fez simpatizar mais com a direita da época. No início da ditadura, Rachel cedeu sua casa para políticos e intelectuais planejarem o golpe militar. Ela participou pintando folhetos e até se filiando à Aliança Renovadora Nacional (Arena).

Fonte: Galileu 

 

8 dicas para aprender em tempos de pressa

cansaço (review 2013) (1).jpg

Vivemos em um mundo cheio de questões e problemas científicos. Do aquecimento global, passando pelos alimentos que você come ou por como você vai pagar por algo que comprou, todos são, de alguma forma, problemas que envolvem algum tipo de conhecimento. Estamos imersos em uma explosão de informação. O problema é que, apesar de o cérebro ter evoluído muito nesses milhões de anos, a quantidade de coisas que precisamos saber aumentou bem mais que a sua capacidade de processamento. Então, o que fazer? A resposta está em usar a inteligência. Inventamos maneiras de usar o cérebro com mais eficiência.

Veja estas dicas de como usá-lo melhor e boa viagem na trajetória para se tornar uma pessoa maior e melhor!

1 – Não tema, seja curioso
Use a curiosidade para se orientar: ela torna o aprendizado mais pessoal e prazeroso. Não tente assimilar tudo, você decide o que aprender! Leia livros, veja vídeos, converse com quem sabe mais e construa uma reserva de informação.

2 – Pratique o ceticismo
Não é porque está escrito ou passou na TV que é verdade: as pessoas podem se enganar ou mentir. Pergunte-se as razões para acreditar no que você ouve. Confira com o que você já sabe, busque outras fontes. Isso se chama Pensamento Crítico.

3 – Aprenda a pensar 
Refletir sobre sua linha de pensamento e otimizá-la é importante. O preconceito, por exemplo, é uma forma errada de pensar, e esses erros podem levar a escolhas ruins. Psicólogos, coachs e filósofos podem ajudar nesse aprendizado. Procure-os!

4 – Faça planos de aprendizado
Na sobrecarga de informação, você se sente perdido, não consegue decidir nada. E o estresse é ruim para muita coisa, inclusive para o pensamento. Planejar faz com que você foque no que interessa. Mas também não é para planificar tudo e todos.

5 – Nunca deixe de perguntar
Questionar é uma excelente estratégia: revela o que você sabe, o que não sabe e permite escolher o que aprender. Use a curiosidade para decidir o que perguntar. Quê? Quem? Quando? Por quê? Para quê? Perguntas o dirigem ao que é importante.

6 – Aprenda a ler com eficiência
Todo bom texto tem estrutura e ideia central. Saber disso permite apreender informações de um jeito mais rápido e preciso. Aprenda a ler ideias com técnicas como Leitura Inspecional, Analítica e Sintópica. Busque auxílio de profissionais!

7 – Aproveite a tecnologia
Celulares permitem fazer anotações, fotografar informações, gravar palestras, ler e-books. Mas é preciso saber usar a tecnologia a seu favor. A internet é território livre: releia o que escrevi sobre curiosidade, ceticismo saudável e pensamento crítico.

8 – Registre, memorize e use
Sua memória tem limites. Qual a melhor forma de registrar? Depende. Pessoas visuais beneficiam-se com Mapas Mentais — são uma boa forma de organizar o conhecimento. Use seus registros e resgate–os sempre que possível, como nas eleições.

Fonte: Galileu

Conheça os livros mais emprestados do mês de junho

Mais emprestados (6).png

Mais emprestados (7).png

BICE promove confraternização junina entre os funcionários

Óia o arraiá da Bice! Na última quarta-feira (28) a Biblioteca Central da UCS  (BICE) promoveu uma confraternização entre os seus funcionários, no mini-auditório. Para que todos participassem, a atividade aconteceu em dois momentos, manhã e tarde, o encontro tinha como tema as Festas de São João e dentre comes e bebes trazidos pelos próprios funcionários, brincadeiras típicas da festa como a pescaria e a dança das cadeiras, movimentaram os participantes.

Confira abaixo algumas fotos da atividade:

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

7 sites incríveis para quem é apaixonado por mapas

globo6.jpg

Além de envolver técnicas de documentação complexas, a cartografia também inclui a elaboração de mapas e alguns chamam a atenção pelos detalhes ou por ilustrar realidades que não seriam fáceis de identificar por outro ângulo. Se você é um admirador desses trabalhos e gosta de conferir mapas diferentes e criativos, confira os sites que separamos:

Amazing Maps
Mapas incríveis de várias regiões e com vários temas. Alguns deles usam o formato de gif para identificarmos, por exemplo, mudanças geográficas em algum país.

Big Think – Strange Maps
Os conceitos mais curiosos e bem-humorados de mapas estão aqui: descubra, por exemplo, o “verdadeiro mapa do Oriente Médio” ou em quantos Estados americanos Donald Trump venceria a eleição se apenas os homens pudessem votar no país.

Cartophile
Em português, o nome do site seria algo parecido com “cartófilo”, alguém viciado em mapas e cartografia — se você também for, este é o endereço certo para você.

Fuck Yeah Cartography!
Página da rede social Tumblr repleta de imagens e referências sobre mapas e cartografia.

International Cartographic Association
Todo mês, a Associação Cartográfica Internacional elege um projeto cartográfico para ser homenageado. Você pode conferir todos os vencedores — desde 2009 — na página “Map of the Month”.

Library of Congress: Collections with Maps
Acervo de mapas da biblioteca oficial do Congresso dos Estados Unidos.

Mapillary
Site colaborativo onde os usuários “mapeiam” suas ruas com vídeos feitos pelo celular.

Fonte: Galileu

Harry Potter ganhará edição com rascunhos e manuscritos inéditos

jkrowling.jpg

Na última segunda-feira (26), o livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, a primeira obra da série, completou 20 anos de lançamento.  Duas décadas depois, chegará às livrarias inglesa, em outubro, e depois para o mundo inteiro, um novo livro com rascunhos e manuscritos inéditos da saga, a obra será assinada pela autora da saga J.K. Rowling. A notícia foi anunciada pela editora Bloomsbury junto à exposição Harry Potter: A History of Magic, na British Library.

A obra deve chegar às lojas em duas versões: em capa dura e com 256 páginas, sob o título deHarry Potter – A History of Magic, e em capa comum e com 144 páginas como Harry Potter – A Journey Through A History of Magic.

A pré-venda já está disponível pelo site da editora Bloomsbury, que edita os livros do bruxo na Inglaterra, com custo de 12,99 libras na versão brochura e 30 libras na versão em capa dura (cerca de R$ 55 e R$ 130, respectivamente). A má notícia é que ainda não há nenhuma informação sobre a data de publicação do livro no Brasil.

De acordo com o site Potterish, especializado em notícias do personagem, a publicação é “o livro oficial da exibição, uma colaboração única entre a Bloomsbury, J.K. Rowling e os brilhantes curadores da British Library. Ele promete levar os leitores a uma jornada fascinante através das matérias estudadas na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts – das aulas de Alquimia e Poções até Herbologia e Trato das Criaturas Mágicas”.

Fonte: Zero Hora

Este site fornece os sons ambientes de Hogwarts, Winterfell e Tatooine

hogwarts-sons-ambiente.jpg

Imagine só: “Você está sentado em uma cadeira confortável na frente da lareira da sala comunal da Grifinória enquanto o vento da tarde bate nas janelas. Você tem um livro para ler e uma xícara de chá que você enfeitiçou para ficar quente e se mexer sozinha, e mesmo com tanta lição de casa para fazer, você se sente bem tranquilo”.

A cena parece ideal, não? Com um pouco de imaginação e a trilha sonora do site Ambient Mixer, você pode ficar o mais próximo possível dela. O site conta com uma mistura de áudios que recriam os sons ambientes da natureza, jogos, épocas do ano e, inclusive, filmes e seriados famosos.

Os próprios usuários criam os sons ambientes que querem e os deixam disponíveis para as outras pessoas que acessarem a plataforma. Os nerds de plantão poderão encontrar os sons ambientes das salas comunais de Hogwartso da Lufa-Lufa, por exemplo, é uma mistura de pássaros com o fogo da lareira e páginas de livros sendo viradas —, os jardins de Dorne, de Game of Thrones, ou até mesmo o som da chuva na Baker Street, rua em que mora o detetive Sherlock Holmes.

Acesse site através do link e confira!

Fonte: Galileu