Kazuo Ishiguro é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura

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Kazuo Ishiguro é o vencedor do 114º Nobel de Literatura. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5), durante evento em Estocolmo, na Suécia. A justificativa dada pela Academia Sueca foi por “seus romances de grande força emocional, que reveleram o abismo sob nossa sensação ilusória de conexão com o mundo.”

Nascido na cidade japonesa de Nagazaki, Kazuo mudou-se para Inglaterra aos 5 anos de idade, onde vive até hoje. Autor de oito livros (sete romances e um volume de contos), ele escreve em inglês e sua obra mais conhecida é “Vestígios do dia”, que venceu o Booker Prize e também virou filme, em 1993.

Aos 62 anos, Ishiguro é considerado um dos mais importantes autores vivos da língua inglesa e vai receber pelo prêmio 9 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 3,5 milhões).  

O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul possui obras de Kazuo Ishiguro disponíveis para empréstimo. Basta anotar o número de chamada e retirar o seu:

Os Vestígios do Dia –  821.111-31 I79v

Não me Abandone Jamais –  821.111-31 I79n

O Gigante Enterrado – 821.111-31 I79gi

O Desconsolado – 821.111-31 I79d

 

 

 

 

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Conheça a Coleção Especial Lino Casagrande

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Lino Casagrande nasceu em Caxias do Sul, em 27 de novembro de 1931. Nos anos 70, licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul, em 1973, após concluiu sua especialização na área e também o seu mestrado, este último pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.  Também em 1973 obteve o título de bacharel em Música pela Escola Superior de Belas Artes. Iniciou suas atividades de docente na então Escola de Belas Artes.

Entre 1974 e 2006, foi professor-titular de Filosofia no Departamento de Filosofia da Universidade de Caxias do Sul. Lino Casagrande morreu em Caxias do Sul, em 19 de julho de 2012.

 

As obras doadas pelo professor fazem parte do acervo de Coleções Especiais  e estão disponíveis para consulta local, na Biblioteca Central da UCS, no Campus Sede. A listagem dos exemplares está abaixo, confira:

 

Foto: Berenice da Silva / Acervo CEDOC/IMHC/UCS

 

 

Timeline da música brasileira

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Mais de cinco séculos de música reunidos em um só lugar. Iniciativa de Carla Camurati (Comitê Rio 2016), deu vida ao Timeline da Música Brasileira, que contém conteúdos reunidos desde 2009 para o portal Musica Brasilis e pesquisas lideradas pela FUNARTE em constante expansão para abranger a trajetória de incontáveis músicos brasileiros. Neste primeiro momento foram contemplados principalmente os compositores, autores de músicas famosas.

Uma das missões do projeto é preencher a lacuna que impede a circulação de repertórios brasileiros, bem com resgatar e/ou manter viva a obra de importantes cantores e compositores.

Para acessar basta acessar o link http://timelinemusicabrasileira.org.br/ – e apreciar a história e o melhor da música brasileira, de todos os tempos.

Fonte: Música Brasilis 

Tudo o que você precisa saber sobre as Coleções Especiais

Um dos setores da Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul é o de Coleções Especiais. Ele fica localizado no quarto pavimento da Biblioteca e conta com cerca de 30 mil títulos e 48 mil exemplares, reunindo livros de todas as áreas do conhecimento.

Todo o acervo é dividido em coleções, são 12 ao todo, cada coleção possui o nome do autor que a doou para a instituição. Aliás, todas as obras dessa sessão são fruto de doações de professores, escritores e especialistas, entre elas estão livros, manuscritos, folhetos, teses e exemplares raros.

O procedimento para consulta destas obras é o mesmo, basta anotar o número de chamada do material e solicitar auxílio a algum dos colaboradores da biblioteca. Entretanto, por se tratarem de exemplares únicos, as obras da sessão de Coleções Especiais não podem ser retiradas, sendo disponíveis apenas para consulta nos ambientes da biblioteca.

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Conheça seis livros que vão virar série

Está cada vez mais comum que best-sellers da literatura tornem-se filmes e séries. A seguir, separamos seis títulos que vão virar série, mas antes de chegar às telas, retire um exemplar nas Bibliotecas UCS!

A CRÔNICA DO MATADOR DO REI – 821.111(73)-312.9 R846n

91Tb8yIdRML.jpgA trilogia de fantasia A Crônica do Matador do Rei, de Patrick Rothfuss, vai ganhar adaptações tanto para o cinema quanto para a televisão. O criador do musical sensação Hamilton e compositor de Moana, Lin-Manuel Miranda trabalhará ao lado de Rothfuss nas adaptações. O roteiro do filme será baseado em O Nome do Vento (primeiro volume) enquanto que no paralelo estará sendo desenvolvido uma série com produção assinada por Robert Lawrence. Os 2 primeiros livros, O Nome do Vento e O Temor do Sábio, foram lançados no Brasil pela editora Arqueiro. Ainda não existe previsão para o lançamento de The Doors of Stone, terceiro e último livro da saga. A previsão é que tanto o filme quanto a série sejam lançados em 2018. 

UM ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA –  821.111(73)-311.9 H468e

image-5.pngA Universal Cable Productions e a Paramount Television estão co-produzindo esta adaptação do clássico de ficção científica escrito por Robert A. Heinlein, o livro “Um Estranho Numa Terra Estranha” (“Strange in a Strange Land” no título original). A história é centrada no personagem Valentine Michael Smith, um jovem humano nascido em Marte e criado pelos marcianos. Anos depois, ele volta à Terra e tenta se adaptar aos habitantes e à cultura do planeta. O canal responsável pela exibição será o SyFy. Os produtores do show são Scott Rudin (Onde os Fracos Não Têm Vez) e James Vanderbilt (O Espetacular Homem-Aranha). Previsão de lançamento para 2018. 

GUERRA DOS MUNDOS – 821.111-311.9 W454g

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Jeff Davis e Andrew Cochran estão trabalhando em uma adaptação televisiva de Guerra dos Mundos para a MTV. O livro ja foi adaptado para os cinemas em 2005, por Steven Spielberg e com Tom Cruise e Dakota Fanning no elenco. Esta, aliás, não será a primeira adaptação de Guerra dos Mundos para a TV, a BBC One anunciou também que está produzindo uma minissérie baseada no livro. Por enquanto não há muitos detalhes sobre ambas produções.

 

 

 

OBJETOS CORTANTES – 821.111(73)-31 F648o

download (2).pngChegou a vez de Amy Adams viver uma das obras sombrias de Gillian Flynn. O romance Objetos Cortantes será adaptado para a televisão pelo canal HBO. A minissérie está sendo dirigida por Jean-Marc Vallée (Pequenas Grandes Mentrias) e as filmagens começaram mês passado em Los Angeles. O livro conta a história da repórter Camille Preaker (Adams), que retorna (a contragosto) para sua cidade natal a fim de investigar os assassinatos de duas garotas pré-adolescentes. Ao mesmo tempo, a jornalista – recém-saída de um hospital psiquiátrico – precisa conviver com a mãe hipocondríaca e a meia-irmã que mal conhece. A previsão de lançamento é para 2018.

 

O CHAMADO DO CUCO  821.111-312.4 R883c

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Robert Gailbrath, pseudônimo de J.K. Rowling, da saga “Harry Potter”, promete dominar a TV. Os três livros da série investigativa batizada como “Cormoran Strike” serão adaptados pela BBC (a HBO tem os direitos de transmissão internacional).

Será uma série limitada — nesse caso, apenas três temporadas para cada livro. A primeira (“O Chamado do Cuco”) terá três episódios de uma hora cada; a segunda (“O Bicho da Seda”) e a terceira (“Vocação Para o Mal”) terão dois episódios também de uma hora cada. Tom Burke será o detetive Cormoran Strike, enquanto Holliday Grainger fará a assistente e secretária Robin Venetia Ellacott.

A AMIGA GENIAL –  821.131.1-31 F373a

download (6).jpgO canal HBO e o grupo de televisão italiano RAI vão coproduzir uma série de 8 episódios inspirada no best-seller A Amiga Genial, da italiana Elena Ferrante. A série de livros, cujo título original é L’amica geniale e que foi publicada em quatro volumes entre 2011 e 2014, conta a história de duas mulheres jovens brilhantes, amigas mas também rivais, na Itália do pós-guerra, em Nápoles. O italiano Saverio Costanzo está assinando a direção. A estreia está prevista para 2018. 

 

 

Fonte: Papel Pop / Série Maníacos

Adaptação: Pedro Rosano

 

Saiba o que significam as tarjas coloridas nos livros

Ao visitar as Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul, certamente você já se deparou com livros que possuem uma tarja colorida na lombada. Ela pode ser vermelha, verde ou azul, mas você sabe o que significa cada uma delas? Para isso, montamos uma breve, mas valiosa explicação abaixo, para facilitar o entendimento sobre elas:

TARJA VERMELHA: As obras que possuem uma tarja vermelha na lombada não podem ser emprestadas, ou seja, são livros de consulta local, podendo ser utilizados apenas dentro dos ambientes da biblioteca. Mas não são todos os livros que possuem um exemplar de consulta local, não é mesmo? Correto. Nas Bibliotecas Central e do Vale dos Vinhedos, é necessário que um título tenha a partir de 5 exemplares para que um contenha a tarja vermelha – nas demais Bibliotecas, a partir de três exemplares.

TARJA VERDE: Os livros de tarja verde são materiais adquiridos para os cursos de Pós-Graduação da UCS e estão localizados da Seção de Referência, na Biblioteca Central. Agora, uma pergunta: Existem livros de Pós-Graduação de consulta local? Sim, existem! Aliás, este é o único caso em que uma obra pode receber duas tarjas (verde e vermelha).   

TARJA AZUL: Os materiais que contêm tarja azul, são livros e periódicos doados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) . A UCS, através de um convênio, é depositária oficial no Brasil.

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Bibliotecas da UCS contam com grande acervo de DVD’s

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O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul, além de um grande acervo de livros e periódicos, também disponibiliza aos seus usuários o empréstimo de DVD’s, são mais de 1800 títulos, entre filmes e séries nacionais e internacionais que podem ser retirados. O tempo de empréstimo para alunos de graduação matriculados em até 5 disciplinas é de 7 dias, podendo retirar até 10 exemplares, para quem cursa a partir de 6 disciplinas o número é de 20 exemplares, também em 7 dias. Se você se encaixa em outra categoria, acesse o link. Confira abaixo algumas obras do nosso acervo:

– BABENCO, Hector. Carandiru. São Paulo: Sony Pictures, c2003. 2 DVDs (150 min) : NTSC/DVD : son., color. Classificação: DVD 791.221.3 C261 2003


– ALLENDE, Isabel; AUGUST, Bille. A casa dos espíritos. São Paulo: Paris Vídeo Filmes, [200-] 1 disco (145 min.) : NTSC/DVD son., color. Classificação: DVD 791.221.3 C334 1.ed.

– SALLES, Walter. Central do Brasil. São Paulo: VideoFilmes, 1998. 1 disco (112 min.) : NTSC/DVD: son., color. Classificação: DVD 791.221.3 C397 1998

– SPIELBERG, Steven. A cor púrpura. São Paulo: Editora Abril S/A, c2008. 1 disco (154 min.) ; (Cinemateca Veja) Classificação: DVD 791.221.3 C787 2008

 – QUEIROZ, Eça de; AMARAL, Maria Adelaide; CARVALHO, Luiz Fernando. Os Maias. Dir. Luiz Fernando Carvalho. Rio de Janeiro: Globo Vídeo, c2004. 4 v.  Classificação: DVD 791.221.4 M217 1.ed.

– KUBRICK, Stanley. O iluminado. São Paulo: Editora Abril S/A, c2008. 1 disco (119 min.) ; (Cinemateca Veja) Classificação: DVD 791.221.5 I29 2008

 – ANNAUD, Jean-Jacques; ECO, Umberto. O nome da rosa. São Paulo: Constantin Film, 2004. 1 disco (131 min.) : NTSC/DVD : son., color. Classificação: DVD 791.221.5 N799 2004

 – JACKSON, Peter. O senhor dos anéis. São Paulo: New Line Cinema, 2001. 3 discos, (178 min.) ; Classificação: DVD 791.221.8 S476 1.ed.

 – COPPOLA, Francis Ford. Drácula de Bram Stoker. São Paulo: Columbia Pictures, c1992. 1 disco (130 min.) : NTSC/DVD: son., color. Classificação: DVD 791.221.9 D757 2000

– RON, Howard. O código da Vinci. São Paulo: Universal, c2006. 2 disco (174min.) ;
Classificação: DVD 791.221.5 R768c 2006

 – GIBSON, Mel. Coração valente. São Paulo: Twentieth Century Fox, c2005. 2 v. : NTSC/DVD ; son., color. Classificação: DVD 791.221.7 C787 1.ed.

 – ZEMECKIS, Robert. Forrest Gump : o contador de histórias. São Paulo: Paramount, c1994. 2v. : DVD/NTSC : son., color. (Paramount collection) Classificação: DVD 791.221.3 F728 1.ed.

 – EDEL, Uli; BRADLEY, Marion Zimmer. As brumas de Avalon. São Paulo: Warner Bros, c2004. 1 disco (180 min) : Classificação: DVD 791.221.4 B893 2004

 – DARABONT, Frank. Um sonho de liberdade. São Paulo: Warner Bros, c1994. 1 disco (142 min.) : NTSC/DVD; son., color. Classificação: DVD 791.221.3 S698 1994 

– WEIR, Peter. Sociedade dos poetas mortos. Edição especial. [S.l.]: Touchstone Pictures, 1989. 1 disco (129 min.) : NTSC/DVD ; son., color. Classificação: DVD 791.221.3 S678 1989

– PEIRCE, Kimberly. Meninos não choram. São Paulo: Twentieth Century Fox, c1999. 1 disco (118 min.) : NTSC/DVD; son., color. Classificação: DVD 791.221.3 M545 1999

30 anos sem Carlos Drummond de Andrade

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Em 31 de outubro de 1902, nascia na cidade mineira de Itabira o poeta Carlos Drummond de Andrade. Nono filho de um casal de fazendeiros, iniciou seus estudos primários em Belo Horizonte, após ingressou no colégio interno Anchieta, em Nova Friburgo-RJ, onde participou de seus primeiros concursos literários. Mudou-se com a família em 1920 para Belo Horizonte, onde publicou seus primeiros trabalhos no Diário de Minas e conheceu diversos nomes do meio.

Casou-se no ano de 1925, com Dolores Dutra de Morais, com quem teve dois filhos, Carlos Flávio, que viveu apenas meia hora e para quem dedicou o poema “O que viveu meia hora”, e Maria Julieta. Se tornou redator-chefe do Diário de Minas e em 1930 lançou seu primeiro livro “Alguma Poesia”.  Em 1934, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, para trabalhar como chefe de gabinete do novo ministro da Educação; no decorrer dos anos, colaborou com diversos jornais cariocas.

Drummund é aclamado por muito críticos como o maior poeta brasileiro do século XX. Sua poesia aliava extrema sensibilidade, inteligência e humor, em composições caracterizadas quase sempre pelo verso livre e pelo uso de linguagem coloquial, suas obras, ao retratar as aspirações e angústias cotidianas, parece falar ao coração de cada leitor. Não é à toa que inúmeros versos do poeta se tornaram praticamente ditados populares, como o famoso “E agora, José?”.

Carlos Drummond de Andrade morreu aos 84 anos, no dia 17 de agosto de 1987. Passados exatos 30 anos de sua morte, o escritor, poeta e prosador ainda é lembrado e reverenciado por sua rica e eterna obra.

Pesquisa: Guia do Estudante

Biblioteca Central inaugura nova recepção

Na noite de ontem, quarta-feira (16), foi inaugurada a nova recepção da Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul. Durante as férias acadêmicas de inverno, todo o hall de entrada da Biblioteca foi reformado, com a substituição e aquisição de novas catracas e também, a colocação de novos balções de recepção e atendimento. As obras foram realizadas com o intuito de modernizar o layout da Biblioteca e principalmente, visando um maior conforto e praticidade do usuários. Confira abaixo as fotos do evento:

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Este é o segredo para estudar algo chato com prazer

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Estudar assuntos desinteressantes é uma obrigação que começa logo nos primeiros anos da formação escolar ou até mesmo acadêmica.  Isso se repete pelo resto da vida adulta, ainda que você se especialize na profissão que escolheu. Seja ao longo de uma pós-graduação, seja na preparação para um concurso público, por exemplo, sempre será necessário se debruçar sobre temas desvinculados dos seus interesses e aptidões para ter sucesso profissional.

Felizmente, é possível aprender a gostar de uma área do conhecimento que você sempre achou que detestava. O esforço vale a pena: ao expandir os seus temas de interesse, você ampliará os seus horizontes e poderá ir mais longe na carreira.

Esse foi o caso da professora norte-americana Barbara Oakley, autora do livro “Mindshift: Break through obstacles to learning and discover your hidden potential” (em tradução livre, “Mudança de mentalidade: Supere obstáculos para aprender e descobrir o seu potencial oculto), publicado em 2017 pela editora Tarcher-Perigee.

Com base em sua própria experiência pessoal e em diversos estudos sobre o assunto, a professora tem um método para aprender a desenvolver inesperadas paixões acadêmicas — ou, pelo menos, ser capaz de estudar algo desinteressante com algum prazer.

Ela propõe 4 passos, que você verá a seguir:

1. Busque um gatilho de motivação

Você morria de tédio na escola durante as aulas de geografia? Sofria para decorar fórmulas de química? Um motivo provável para todo esse sofrimento é que você considerava esses assuntos inúteis. Aí está o segredo para gostar (ou odiar) qualquer tema: o uso que você pode fazer dele na sua vida.

Para descobrir graça em um tema aparentemente desinteressante, o primeiro passo é tentar encontrar um motivo para aprendê-lo. Segundo Oakley, um dos melhores gatilhos de motivação é a busca por uma vida mais feliz e confortável.

Foi o que a fez voltar aos livros da sua tão detestada matemática, aos 26 anos de idade: a possibilidade de conseguir um emprego melhor no Exército, onde até então trabalhava numa função de pouco prestígio.

“Desejar uma mudança faz com que, mentalmente, você compare a sua situação atual (por exemplo, empregado como assistente administrativo) com o lugar em que poderia estar (como um funcionário público de alto gabarito certificado em contabilidade)”, explica ela. Ao serem encarados como chave para um horizonte melhor, até os livros mais tediosos podem parecer atraentes.

2. Drible a dor

Acredite se quiser: estudar aquilo de que você não gosta é literalmente doloroso.Pesquisadores da Universidade de Chicago perceberam que até pensar num assunto que você detesta ativa uma parte do cérebro envolvida com a experiência da dor.

A reação natural do corpo é a fuga. Ao começar a estudar aquele assunto, você ficará muito mais suscetível a distrações e provavelmente começará a adiar a tarefa. Das muitas técnicas para vencer a famosa procrastinação, a favorita de Oakley é a Pomodoro.

Funciona assim: desligue todas as possíveis distrações, como celulares ou computadores, e trabalhe por 25 minutos ininterruptos, contados no relógio. Passado esse tempo, levante e busque uma recompensa para si mesmo, como uma xícara de café ou uma boa música.

Com blocos de estudo altamente produtivos, você tem a chance de finalmente entender aquela matéria que sempre pareceu misteriosa para você. Ao ganhar essa familiaridade com o assunto, você pode descobrir alguma dose prazer ao se aprofundar nele.

3. Tenha paciência consigo mesmo

Certas disciplinas se tornam insuportáveis porque temos dificuldade em aprendê-las. Compreender que é perfeitamente normal não entender algo de primeira ajuda a melhorar a sua relação com o estudo.

Quando era criança, Oakley achava que a sua dificuldade para assimilar um novo conceito matemático era resultado de uma completa inaptidão para os números. Essa certeza a afastou cada vez mais do assunto.

Só depois, quando já estudava para se tornar engenheira, ela percebeu que não precisava compreender todos os conceitos de cálculo instantaneamente. Foi uma epifania: livre da ideia de que não tinha “jeito” para aquele assunto, ela persistiu pacientemente nos estudos e acabou descobrindo seu talento.

4. Quebre o estudo em pedaços

Ao estudar um assunto com o qual tem pouca afinidade, a maioria das pessoas tenta estudar tudo de uma vez, para fazer o tormento passar mais rápido. Não funciona. “Ninguém consegue cantar uma música depois de ouvi-la uma única vez”, diz Oakley.

Segundo a professora, a melhor forma de aprender algo difícil é quebrar o assunto em vários “pedaços”. Imagine-se diante de um exercício aparentemente impossível de química, por exemplo. O conselho de Oakley é tentar resolvê-lo sem olhar a resposta. Não conseguiu? Tente de novo amanhã, e novamente nos dias seguintes, até conseguir.

“Cada dia de estudo com foco, seguido por uma boa noite de sono, vai fortalecer novos padrões neurais”, explica ela. Esse trabalho de pavimentação de conhecimentos eventualmente fará você aprender. “E, quanto maior o seu domínio do assunto, mais você vai gostar do que está estudando”, conclui Oakley.

Fonte: Exame 

8 invenções que você provavelmente não sabia que eram de brasileiros

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Não é raro ouvir a expressão “tinha que ser brasileiro” — seja por coisas boas ou ruins. Em meio a tempos conturbados, listamos algumas descobertas dos nossos conterrâneos que foram importantes para o Brasil e para o mundo.

Roberto Landell de Moura
A invenção do rádio é tradicionalmente atribuída a Guglielmo Marconi, mas, anos antes, o padre e inventor brasileiro Roberto Landell já trabalhava com as ondas eletromagnéticas. Ele conseguiu transmitir a voz de algumas pessoas a distância de aproximadamente 8 km, mas foi esquecido por falta de falta de investimento. Marconi, por sua vez, recebeu o Prêmio Nobel de física em 1909.

Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich
A cirurgiã dentista trabalha há mais de 60 anos na profissão, mas essa não foi a única área em que ela se destacou. Zorowich inventou e patenteou o escorredor de arroz nos anos 1950, com ajuda do marido, que era engenheiro. A ideia surgiu porque ela não via sentido em usar um pote para lavar e outro para escorrer o alimento, e criou o objeto que torna a vida na cozinha mais fácil.

Nélio José Nicolai
O mineiro Nélio José Nicolai foi o responsável pela criação da “B identifica o número de A”, a Bina. A autoria da criação, entretanto, não é unanimidade. Nicolai luta até hoje da justiça para a obtenção da patente interina do identificador de chamadas.

Manuel de Abreu
O médico Manuel de Abreu recebeu pelo menos cinco indicações ao Prêmio Nobel, apesar de nunca ter vencido. O motivo foi a invenção da abreugrafia, um método para fazer radiografias do pulmão. O inventor desenvolveu o mecanismo em 1935, com a sofisticação dos métodos de fotografia.

Vital Brazil
O mineiro nascido na cidade de Campanha foi médico e responsável pela descoberta da especificidade dos soros antiofídicos, ou seja, foi Vital Brazil que entendeu que cada veneno de cobra precisava de um antídoto específico. Além disso, ele criou o Instituto Butantã, referência mundial em estudos sobre serpentes.

Bartolomeu de Gusmão
Brasileiro nascido no século 17, Gusmão desenvolveu uma série de aparatos: o mais notável foi o balão de ar quente. Após uma série de tentativas que deram errado, o inventor conseguiu fazer com que um balão subisse e descesse de forma bem sucedida. Entretanto, o aeróstato não foi valorizado na época porque não era visto como muito útil.

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Francisco João de Azevedo
O padre é considerado por muitos o inventor da máquina de escrever. Contudo, há quem afirme que seu “esquecimento” ocorreu devido a sabotagem de um amigo estrangeiro, que teria levado a descoberta para o exterior. Outras pessoas creem que o invento foi exportado com autorização de Azevedo.

Carlos Prudêncio
O juiz Carlos Prudêncio foi o responsável pela criação da urna eletrônica. O aparato foi desenvolvido na cidade de Brusque, em Santa Catarina, e foi colocada em teste em 1989.

Fonte: Galileu

7 filmes inspirados por livros clássicos da literatura brasileira

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Muitos filmes que se baseiam em clássicos da literatura podem ampliar a compreensão a seu respeito. Muitos fornecem uma visão crítica das obras e até ajudam a memorizar os personagens, o espaço e o enredo. Lembre-se, porém, de que um filme não tem o compromisso de seguir fielmente a história na qual se inspirou, é outra criação artística, que amplia e enriquece a original. Veja abaixo alguns filmes inspirados em livros da literatura nacional:

MACUNAÍMA
Baseado na obra homônima de Mario de Andrade.
Direção: Joaquim Pedro de Andrade (1969).
Sinopse: O herói sem caráter, que nasceu na selva e chegou à cidade para viver várias aventuras, ganhou nessa adaptação cores tropicalistas. O diretor Joaquim Pedro de Andrade fez uma leitura particular da obra de Mario de Andrade sem pretender a fidelidade absoluta ao livro.

A HORA DA ESTRELA
Baseado no romance homônimo de Clarice Lispector.
Direção: Suzana Amaral (1985).
Sinopse: Conta a história de Macabéa, migrante nordestina que trabalha como datilógrafa e perde o namorado para uma colega de trabalho. Ela recorre a uma cartomante para pedir conselhos amorosos e recebe dela a previsão de que encontrará um homem bonito e rico. O filme recebeu mais de 20 prêmios no Brasil e no exterior.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS
Baseado no romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Direção: André Klotzel (2001).
Sinopse: O filme mostra a vida de Brás Cubas, contada por ele mesmo depois de sua morte. Entre as adaptações que o texto sofreu nessa produção, há um fator temporal. É como se o protagonista tivesse saído da tumba para contar sua história no ano 2000.

O TEMPO E O VENTO
Baseado na obra homônima de Erico Verissimo.
Direção: Paulo José, Walter Campos e Denise Saraceni (1985).
Sinopse: Essa produção, lançada em DVD em 2005, havia sido um sucesso na TV 20 anos antes. Conta a história de Ana Terra, do Capitão Rodrigo Cambará e de Bibiana, que estão no romance O Continente, integrante da obra O Tempo e o Vento.

POLICARPO QUARESMA, HERÓI DO BRASIL
Baseado no romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
Direção: Paulo Thiago (1998).
Sinopse: O major Policarpo Quaresma é um visionário, que ama o Brasil e quer seu progresso. Suas propostas, porém, são tidas como fora da realidade, e ele é criticado ao propor o tupi-guarani como língua oficial do país. Policarpo recebe ajuda de sua afilhada Olga e do compositor de modinhas Ricardo Coração dos Outros.

O AUTO DA COMPADECIDA
Baseado na peça Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.
Direção: Guel Arraes (2000). Colorido, 104 min.
Sinopse: As aventuras de João Grilo, nordestino esperto que vive de enganar os ricos e poderosos, e seu parceiro Chicó. Versão para o cinema de minissérie produzida para a televisão, o filme foi vencedor do Grande Prêmio Cinema Brasil nas categorias diretor, ator, roteiro e lançamento.

VIDAS SECAS
Baseado na obra homônima de Graciliano Ramos.
Direção: Nelson Pereira dos Santos (1963). Preto-e-branco, 103 min. Elenco: Átila Iório, Maria Ribeiro, Orlando Macedo, Jofre Soares.
Sinopse: Uma das principais produções do cinema novo brasileiro, conta a história de uma família de retirantes que atravessa o sertão para fugir da seca, na companhia da cadela Baleia. Premiado em festivais internacionais, foi indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras que não podem faltar em uma cinemateca.

 

UCS Cinema tem programação especial para as férias de inverno

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Desde o último dia 22 até dia  29 de julho, o UCS Cinema realiza o Festival de Férias de Inverno, com a exibição de filmes infantis. A entrada é gratuita, entretanto os ingressos são limitados à capacidade do cinema, que é de 180 lugares.

 

Programação

-Dia 27 (quinta-feira), às 15 horas – Filme: Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas Duração: 136 min – Classificação: 12 anos

– Dia 28 (sexta-feira), às 15 horas – Filme: Bolt – Supercão – Duração:96 min – Classificação: livre

– Dia 29 (sábado), às 14 horas – Filme: Tinker Bell – Segredos das Fadas Duração: 75 min – Classificação: livre

– Dia 29 (sábado), às 16 horas – Filme: Meu Malvado Favorito 2 – Duração:98 min – Classificação: livre

 

J.K. Rowling revela ter conto de fadas guardado

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J.K. Rowling fez uma nova revelação sobre suas obras em entrevista à CNN. Questionada pela jornalista Christiane Amanpour se era verdade que ela estava produzindo um livro infantil com temática política, ela confirmou que havia, sim, escrito uma história. Mas tem um detalhe: não foi em papel nem em um computador. J.K. Rowling escreveu em um vestido.

“A minha festa de aniversário de 50 anos foi realizada no Halloween e como tema eu pedi para os convidados virem como ‘seu pior pesadelo’. No meu caso, era o de um manuscrito perdido, então escrevi um conto no vestido e usei. Não faço nem ideia se será publicado algum dia, mas no momento está pendurado em algum dos meus armários”, falou Rowling.

No momento, ela está finalizando o roteiro da continuação de Animais Fantásticos e Onde Habitam e revelou no final de 2016 que está escrevendo dois livros diferentes, um deles com o seu pseudônimo Robert Galbraight.

Foto: Exame 

No bicentenário de sua morte, 11 fatos sobre Jane Austin

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Nascida em dezembro de 1775 em Steventon, na Inglaterra, Jane Austen foi a segunda filha de uma família de seis meninos a nascer. Desde a pré-adolescência, ela já mostrava inclinação e talento para a escrita, desenvolvendo contos, romances e peças que lia em voz alta e apresentava para a família toda.

A habilidade de escrever personagens femininas complexas e de explorar os conflitos das relações de classe e gênero fizeram dela uma escritora à frente de seu tempo, publicando clássicos como Razão e Sensibilidade (1811), Mansfield Park (1814), Emma (1815), A Abadia de Northanger Persuasão (ambos de 1818).

Na biografia Jane Austen – Uma Vida Revelada, Catherine Reef aborda a vida e a carreira de Austen. Separamos onze fatos essenciais apresentados pelo livro. Confira:

1 – Depois que Jane Austen morreu, seus parentes queimaram boa parte de sua correspondência — poucas cartas foram salvas por sua irmã, Cassandra, de quem era bastante próxima. A partir de então, a família tentou criar a imagem que queriam que as pessoas tivessem da escritora: alguém dócil e impecável.

2 – A única imagem que exista da autora é a de um retrato que Cassandra pintou e que, segundo várias fontes, não corresponde com a figura de Austen. De acordo com Reef, relatos de conhecidos descrevem a autora de Orgulho e Preconceito como “uma boneca”, com bom humor e “uma boa dose de cor na face”, outros dizem que ela tinha “bochechas cheias e arredondadas”. Já um de seus vizinhos afirma que ela era “uma pessoa alta e seca, com as maçãs do rosto muito salientes”.

3– Os romances de Austen surgiram no momento em que livros de aventura e exploração faziam sucesso. Em vez de abordar esses assuntos, ela escolheu esmiuçar intrigas familiares no universo rural e limitado de seus personagens. Segundo Reef, a escritora teria afirmado que só precisava de três ou quatro famílias para desenvolver uma boa história.

4 – Jane Austen era filha de um reverendo. Enquanto seus irmãos puderam estudar matemática, história e outros campos do conhecimento, ela e sua irmã ficaram limitadas a habilidades domésticas ou consideradas essenciais a uma esposa, como a capacidade de costurar e tocar piano.

5 – Entre os 11 e os 17 anos, Austen escreveu vários romances e contos sobre o cotidiano do interior da Inglaterra. Aos 14 anos, ela escreveu Amor e Amizade, um romance sobre as jovens Laura e Sofia. A história é cheia de acidentes de carruagens, assaltos e fugas.

6 – Aos 20 anos, a jovem Austen conheceu Tom Lefroy, sobrinho de uma família amiga, e os dois se encantaram um pelo outro. Na época, dois jovens não podiam ficar sozinhos e um só poderia escrever para o outro se estivessem noivos — Jane e Tom quebraram essas e outras regras, o que foi considerado um comportamento vergonhoso por amigos e familiares que acompanharam os acontecimentos.

7 – Enquanto se encantava por Tom Lefroy, Austen deu início ao romance Elinor e Marianne, sobre duas irmãs: uma guiada pela prudência; outra, pelo coração. Quinze anos depois, a história foi publicada anonimamente em três volumes com o título de Razão e Sensibilidade e, em 1995, foi adaptado para os cinemas.

8 – Em 1813, Austen continuou seu romance Primeiras Impressões, que foi ser publicado com o título Orgulho e Preconceito. O nome surgiu a partir de uma frase de um livro chamado Cecilia, de Fanny Burney, do qual a autora gostava. “A combinação de toda essa situação desafortunada foi o resultado do orgulho e do preconceito”, diz um dos personagens.

9 – Apesar da inteligência e da carreira como escritora, ser solteira era um fator que a deixava dependente dos outros. Quando, em meados de 1800, sua família decidiu se mudar de Steventon, cidade onde nasceu e cresceu, para Bath, ela teve que ir junto, mesmo contrariada. Ela só foi ter dinheiro próprio aos 36 anos, quando Razão e Sensibilidade foi publicado.

10 – No fim de 1816, a autora adoeceu. “Escrever me parece impossível, com a cabeça cheia de quartos de carneiro e doses de ruibarbo”, escreveu ela à sua irmã, Cassandra. Ainda assim, por muitos meses insistiu que estava melhor, começando, inclusive, um novo romance: Os Irmãos. O livro falava de várias famílias que viviam a beira-mar e nunca foi finalizado. Após a morte da autora, os Austen mudaram o nome da história nunca finalizada para Sanditon.

11 – Acredita-se que a escritora tenha sofrido a Doença de Addison, um distúrbio no qual as glândulas adrenais não produzem hormônios suficientes. Nos últimos anos, no entanto, cientistas levantaram a possibilidade de Austen ter morrido envenenada por arsênico.  Jane morreu no dia 18 de julho de 1817, aos 41 anos.

Fonte: Galileu 

 

 

Escrever ‘todxs’ ou ‘amig@s’ atrapalha softwares de leitura

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Pessoas com deficiência visual que utilizam softwares de leitura de tela podem ter dificuldade de compreender palavras como “todxs” ou “alun@s”. Programas como o NVDA e o Virtual Vision, que buscam traduzir para áudio o que está escrito no celular e no computador, não leem corretamente as palavras e emitem sons confusos ao tentarem decifrar o “x” e o “@”.

O uso destes códigos é um recurso utilizado principalmente em redes sociais para que haja neutralidade de gênero – em vez do emprego do masculino. Há pessoas que defendem a escrita de frases como “Todxs xs alunxs foram à aula”, em vez de “Todos os alunos foram à aula”. A jornalista Giselle se queixou em seu perfil do Twitter sobre essa forma de escrita. “Essa linguagem neutra, que muitos dizem ser inclusiva, é tudo, menos inclusiva. É extremamente cruel com a pessoa que tem deficiência visual”, afirma.

Ela descobriu, há pouco tempo, que tem doença celíaca. Sua visão fica comprometida em alguns dias. “Vivo entre dois mundos, o da deficiência visual e o de enxergar normalmente”, conta. Para conseguir usar celular, ela faz uso do Google Talk Back, aplicativo do sistema Android que lê telas. “Quando são textos com muitos ‘x’, fica muito complicado, não dá para entender nada, nem o contexto. Eu não entro mais em Facebook porque é um pesadelo para a pessoa com deficiência”, afirma. “Consigo entender frases curtas, quando o significado é óbvio. Mas quando são maiores, não dá.”

giselle.jpgMarina Yonashiro, estagiária de jornalismo na Fundação Dorina Norwill para Cegos, diz que o problema de compreensão também varia conforme a voz baixada no software de leitura de telas. “Quando a voz é mais humana, fica confuso. A versão mais robotizada tem maior espaço entre as sílabas, aí consigo entender”, conta. “Dá para regular a velocidade do áudio. Quando colocamos com ritmo menor, temos menos problemas. Mas quebra o ritmo da leitura.”

Linguagem exclui

Para ensinar os cegos a usar o computador no meio corporativo, em programas como Excel e Word, Francisco Carlos Alves Batista dá aulas na Adeva (Associação de Deficientes Visuais e Amigos). Ele tem deficiência visual e é usuário da Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo (SP). “Esse tipo de linguagem realmente exclui os cegos. Nós não vamos entender. Mas temos que levar em conta que é um recurso que as pessoas utilizam e que eu, dentro da minha deficiência, não vou poder usufruir”, diz.

Ele explica que abreviações também oferecem dificuldade para os cegos, como “td” (tudo) ou “blz” (beleza). “O dicionário virtual dos leitores de tela não lê de forma fidedigna estes códigos”, afirma.

O professor esclarece que, a cada lançamento de sistema operacional, os recursos vêm inacessíveis e um desenvolvedor trabalha para tentar adaptá-lo aos cegos. “Quando fica bom, troca a versão. Espero que um dia a pessoa com deficiência visual possa comprar o computador na loja, ligar em casa e usar, sem essa espera. Mas as coisas são feitas para quem enxerga, porque o mundo é deles”, completa.

Fonte: G1

Livros do mundo todo salvam biblioteca destruída pelo Estado Islâmico

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O blogueiro anônimo conhecido como Mosul Eye está coletando livros para reconstruir a biblioteca da Universidade de Mosul, no Iraque, destruída pelo Estado Islâmico durante o período em que a milícia terrorista dominou a área. As doações podem chegar de todos os lugares do mundo, e as obras podem falar sobre qualquer assunto e estar em qualquer língua.

“As pessoas têm nos mandado livros da Austrália, Europa, Estados Unidos… Todos de diferentes assuntos e línguas”, contou o ativista ao BuzzFeed.

Desde 2014, quando a cidade foi tomada pelos radicais, o blogueiro tem noticiado o que ocorre em Mosul por meio de seu site, mas nunca se identificou por medo do que poderia acontecer. Segundo ele, as obras literárias foram destruídas e queimadas porque o Estado Islâmico as considerava blasfemas ou porque apresentavam fatos de ciência “inútil” ou “ilegítima”.

Durante a ocupação da cidade, o grupo terrorista fez com que alguns professores reescrevessem os livros da biblioteca de acordo com o que o Estado Islâmico acredita ser melhor para a educação do califado.

Até agora 10 mil livros já foram arrecadados por Mosul Eye, mas o objetivo é chegar a 200 mil. Os esforços agora estão centrados em conseguir obras de medicina, ciência e humanidades, além de um local para a biblioteca ser reconstruída.

O endereço para enviar contribuições é: Iraq – Erbil – Sadunawa, atrás do prédio do Hotel Erbil International (Sheraton).

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Fonte: Galileu

Exposição de Moda no Campus 8

Está em exposição na Biblioteca do Campus 8 os trabalhos produzidos pelos alunos do curso de Moda, da Universidade de Caxias do Sul. As obras foram confeccionadas na disciplina Pesquisa e Interpretação em Moda, sob a supervisão da professora Adriana Job Ferreira Conte. A mostra fica em exposição até o final do ano – veja abaixo alguns trabalhos e visite a exposição:

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6 séries inspiradas em clássicos da literatura que você precisa conhecer

Ao longo dos últimos anos, a literatura clássica foi uma grande fonte de inspiração para a televisão. Séries e minisséries beberam na fonte de autores como Conan Doyle e Alexandre Dumas para trazer personagens queridos por leitores de diversas gerações à tona. Separamos algumas dessas adaptações confira:

1 – Sherlock (2010)
Estrelada por Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho) e Martin Freeman (O Hobbit), a série adapta as histórias de Sir Arthur Conan Doyle sobre o detetive Sherlock Holmes para o século 21. A produção tem quatro temporadas, cada uma com entre três e quatro episódios de uma hora e meia de duração.

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2 – Sleepy Hollow (2013)
A adaptação mistura conceitos dos contos Sleepy Hollow (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça) e Rip Van Winkle, do americano Washington Irving. Na série de TV, o agente Ichabod Crane mata o Cavaleiro ao mesmo tempo que este o mata. Crane, no entanto, acorda em 2013, dando início à lenda na cidade de Sleppy Hollow, em Nova York. O seriado tem quatro temporadas com entre 13 e 18 episódios de duração.

3 – The Musketeers (2014)
Inspirada no clássico Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, a produção acompanha as aventuras de d’Artagnan, Porthos, Athos e Aramis enquanto estes defendem o rei e a França. Até o momento, a série possui três temporadas de dez episódios.

4 – Neverland (2011)
A minissérie se passa em 1906 e mostra um grupo de garotos que se tornam jovens meliantes ao trabalhar para Hook, que pede a ajuda para encontrar um tesouro que os levará para um lugar mágico: a Terra do Nunca. Baseado em Peter Pan, de J.M. Barrie, a série tem dois episódios de uma hora e vinte minutos e conta com a participação de Rhys Ifans (Um Lugar Chamado Notting Hill) e Keira Knightley (Orgulho e Preconceito).

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5 – Tin Man (2007)
Nesta versão de O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, Zooey Deschanel (500 Dias com Ela) vive DG, uma descendente de Dorothy Gale que vai parar no reino de OZ, onde tudo é mais sombrio e cheio de elementos de fantasia e ficção científica. Com três episódios de duração, a minissérie conta com Alan Cumming (The Good Wife) e Richard Dreyfuss (American Graffiti) no elenco.

6 – Moby Dick (2011)
Na adaptação do clássico de Herman Melville, William Hurt vive o capitão Ahab, que busca vingança da baleia Moby Dick. A minissérie de dois episódios conta ainda com a participação de Ethan Hawk (Boyhood) e Donald Sutherland (Jogos Vorazes).

Fonte: Galileu

Quem lê regularmente vive mais, diz estudo

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Encontrar uma válvula de escape que ajude a esquecer os problemas por, pelo menos, algum tempo é imprescindível para a saúde mental e física. Um estudo, publicado no periódico “Social Science and Medicine”, mostrou que aquelas pessoas que leem regularmente — uma média de três horas por semana — para relaxar têm uma maior expectativa de vida. Segundo a pesquisa, o resultado parece ter relação com a melhoria cognitiva conquistada durante a leitura.

De acordo com os cientistas, ler um livro envolve processos cognitivos que promovem a inteligência emocional, a empatia e a percepção social, características que favorecem a longevidade.

— Manter-se vivo mentalmente, com atividades como a leitura, oferece estímulos cognitivos. Essa pessoa estará muito mais protegida de doenças degenerativas, como Alzheimer do que quem não faz esse tipo de exercício — explica o psiquiatra Kalil Duailibi, da Associação Paulista de Medicina.

 

Preservar o cérebro funcionando e protegido não é a única vantagem de embarcar em um bom livro. A partir da leitura, ganha-se vocabulário e repertório emocional para enfrentar novos desafios na vida profissional ou nas relações.

Para a psicoterapeuta Aline Vilhena Lisboa, apesar da correria dos dias atuais, preservar esse hábito é fundamental do ponto de vista emocional.

— Ler proporciona essa entrada no mundo da imaginação, que facilita a fantasia e diminui aquela tensão diante do mundo real. Se estou com um problema, esqueço dele no momento da leitura. Além disso, ao entrar naquela história, tira-se um sentido dali para sua vida. Por outro lado, têm sido uma prática muito fragmentada: exige concentração e foco, coisas que não estão sendo priorizadas — observa ela.

A leitura tem ainda outra característica: “devorar” um livro possibilita conversar sobre ele com outras pessoas. Esse diálogo, com amigos ou em clubes de leitura, favorece a socialização e o bem-estar.

Fonte: EXTRA