Gaúcha Natália Polesso será a Patrona da 33ª Feira do Livro de Caxias do Sul

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Natália Borges Polesso será a Patrona da 33ª Feira do Livro de Caxias do Sul. A escritora gaúcha, nascida em Bento Gonçalves e radicada em Caxias, é reconhecida nacionalmente, já tendo conquistado dois prêmios Jabutis, um Açorianos, entre outros. O nome da escritora foi divulgado ontem, quinta-feira, pela Comissão Organizadora do evento, poucos dias depois de a autora, de 35 anos, figurar na Lista Bogotá39, que elege os 39 melhores jovens escritores da América Latina.

Já a homenageada desta edição será a bibliotecária Maria Nair Sodré Monteiro da Cruz, 62 anos. Natural de Recife-PE, Maria já trabalhou na Biblioteca da Universidade de Caxias do Sul no fim da década de 1980.

A 33ª Feira do Livro de Caxias do Sul acontece nos dias 29 de setembro a 15 de outubro, e neste ano, voltará a ser realizada na Praça Dante Alighieri.

Foto: Marcelo Casagrande / Agência RBS

3 curiosidades e 3 livros para quem amou “A Cabana”

Poucos livros de autores estreantes fazem o sucesso que A Cabana conquistou. O próprio autor não esperava que a obra virasse um fenômeno global, mas a história de Mackenzie Allen Phillip arrebatou multidões de leitores.

No livro, sua filha mais nova foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta ao cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre.

Confira algumas curiosidades sobre o livro:

1 – Em 2005, William Paul Young estava à beira da falência. Foi nesta época que ele decidiu escrever sobre seus sentimentos em relação a Deus e presentear sua família e amigos próximos com o livro. Ele nunca imaginou que um dia seu livro venderia milhões de cópias.

2 – Recusado por inúmeras editoras, A Cabana foi finalmente publicada por Jacobsen e Cummings, que para isso criaram sua própria empresa editorial. Depois disso, recomendado boca a boca, já vendeu pelo menos dois milhões de exemplares. No idioma português ele foi lançado em 2008.

3 – Este livro, que enfoca a relação de Deus com o homem, usa uma comovente história para tentar resolver o que os filósofos chamam de “o problema do mal”, ou seja: por que Deus permite que coisas ruins aconteçam com pessoas boas? Essa é uma questão que desafia os grandes teólogos de diversas religiões há tanto tempo tem até um nome: teodiceia – um argumento que procura demonstrar que a existência do mal não descarta a possibilidade da existência divina.

4- Ele está disponível nas bibliotecas da UCS, anote o número e retire: 821.111(73)-31 Y78ca

Para quem adorou A Cabana, preparamos uma lista de outros livros que também vão aquecer seu coraçãozinho diante das agruras da vida. Confira:

As Cinco pessoas que você encontra no céu, de Mitch Albom

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Mitch criou uma fábula para nos fazer refletir sobre o verdadeiro significado de nossa existência. ‘As cinco pessoas que você encontra no céu’ conta a história de Eddie, o mecânico de um parque de diversões que morre no dia de seu aniversário de 83 anos, tentando salvar uma garotinha. Imerso numa rotina de trabalho e solidão, ele passou a vida se considerando um fracassado. Ao acordar no céu, encontra cinco personagens inesperados que lhe mostram como ele foi importante.

Número de Chamada:  821.111(73)-31 A339ca

Uma vida interrompida, de Alice Sebold

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Quando conhecemos Susie Salmon, uma menina de 14 anos, já está no céu. Enquanto observa a Terra, elas nos conta uma história comovente e cheia de esperança. Susie vê a vida continuar sem ela – os amigos da escola trocam boatos sobre seu desaparecimento, a família nutre esperanças de encontrá-la, seu assassino tenta não deixar rastros. À medida que os meses passam sem trazer pistas, Susie vê o casamento de seus pais ser arruinado pela perda, a irmã se recolher em um esforço para ser forte e o irmão caçula tentar entender o significado da palavra morte. Ao mesmo tempo, ela explora aquele lugar estranho chamado céu. A partir da trágica morte de uma adolescente, este romance constrói a mais esperançosa das histórias.

O vendedor de sonhos, de Augusto Cury

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O romance mais vendido de Augusto Cury, que deu origem ao filme de Jayme Monjardim, com Dan Stulbach e César Troncoso nos papéis principais. Um homem maltrapilho e desconhecido tenta impedir que um intelectual se suicide. Um desafio que nem a polícia nem um famoso psiquiatra tinham sido capazes de resolver. Depois de abalá-lo e resgatá-lo, esse homem, de quem ninguém sabe a origem, o nome ou a história, sai proclamando aos quatro ventos que as sociedades modernas se converteram em um hospício global. Com uma eloquência cativante, começa a chamar seguidores para vender sonhos em uma sociedade que deixou de sonhar. Nada tão belo e tão estranho.

Número de Chamada: 821.134.3(81)-31 C982v

Fonte: Estante Virtual 

Páginas de um dos primeiros livros impressos da Inglaterra são encontradas

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Algumas páginas de um dos livros mais antigos da Inglaterra foram encontradas por especialistas da Universidade de Reading. As páginas que datam do século 15 estavam dentro de uma outra publicação e fazem parte de um livro chamado Sarum Ordinal or Sarum Pye, que explica aos padres como promover festas e banquetes.

Segundo o jornal The Independent, as folhas soltas foram colocadas lá para ter a integridade preservada. “Não existe nenhum outro item preservado deste tipo, ele é um dos únicos dois fragmentos existentes do livro medieval Caxton”, afirmou a bibliotecária Erika Delbecque, que descobriu as relíquias enquanto catalogava obras da história do design.

 O mais curioso é que o livro em que as páginas foram encontradas havia sido vendido com uma leva por 70 mil libras, em 1997. Hoje, só as duas folhas do Sarum Ordinal or Sarum Pye foram avaliadas em 100 mil libras.
Fonte: Galileu 

Morre crítico literário Antonio Candido

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Morreu nesta sexta-feira o escritor Antonio Candido, considerado o mais influente crítico literário do Brasil, no século XX.

Nascido em 24 de julho de 1918, no Rio de Janeiro, Antonio Candido de Mello e Souza ingressou na faculdade de Direito e Ciências Sociais na USP, em 1939. Sua linguagem fluente e larga bagagem de conhecimento, o fizeram três anos depois crítico de rodapé do jornal Folha da Manhã (atual folha de S. Paulo), outras características do escritor eram a clareza jornalística e também e a profundidade acadêmica, o que fui muito explorado em seu maior clássico “A formação da literatura brasileira”, de 1957.  A crítica e o trabalho teórico de Candido se beneficiaram de sua dupla formação, na área de Ciências Sociais e na de Letras.

Para Candido, a crítica equilibrada era a que atenta aos aspectos estéticos, assim como ao conteúdo do texto, levando em conta “o sistema”, do qual fazem parte autor, obra e público. Sua visão, porém, segundo o próprio crítico, não pretendia ser impositiva, “mas apenas um dos modos possíveis de encarar a contradição entre histórico e estético, fundindo-os dialeticamente no conceito de sistema”.

Viúvo desde 2005, Antônio Candido tinha 98 anos e deixa três filhas.

 

Conheça músicas que são inspiradas em clássicos da literatura

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É comum vermos filmes, seriados e novelas inspirados em livros. O que também não é raro, mas talvez pouco sabido, são músicas baseadas em clássicos da literatura nacional e internacional. Veja alguns exemplos a seguir:

  • Amor I love you, Marisa Monte – O Primo Basílio, Eça de Queiroz

O romance burguês sobre o relacionamento extraconjugal de Luísa com seu primo Basílio publicado pelo português Eça de Queiroz, em 1878, rendeu várias adaptações para o teatro, cinema e música. Uma das músicas mais chiclete do início dos anos 2000 foi inspirada na obra: “Amor I Love You”, de Marisa Monte.

Se você é uma das pessoas que, assim como eu, ouviu essa música 180 mil vezes quando foi lançada e nunca tinha percebido que era uma referência ao livro, preste atenção aos versos que Arnaldo Antunes cita a partir da segunda metade da canção – trata-se de um trecho de O Primo Basílio:

“[…] Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações.”

  • Don’t Stand So Close To Me, The Police – Lolita, Vladimir Nabokov

A história do professor universitário Humbert Humbert que fica loucamente atraído pela enteada Dolores, de 12 anos, é um dos livros mais controversos do século XX. A obra virou filme, dirigido por Stanley Kubrick, ópera, balé e foi adaptada para o teatro várias vezes. Não era de se espantar que a fascinação de H.H pela menina também virasse tema de música.

Em “Don’t Stand so Close To Me”, a banda britânica The Police faz menções diretas ao livro: “The accusations fly / It’s no use, he sees her/ He starts to shake/ And he starts to cough / Just like the old man in the / Famous book by Nabokov” ( As acusações voam / Não tem jeito, ele a vê / Ele começa / E ele começa a tossir / Assim como o velho / Famoso livro de Nabokov).

No início da canção há um trecho que diz: “This girl’s an open page/ Book marking – she’s so close now / This girl is half his age” (Esta menina é uma página aberta/ Marcação de livro – ela está tão perto agora/ Esta menina tem metade da idade dele). Apesar dessa também ser uma referência clara à Lolita, o narrador Humbert não tem o dobro da idade de Dolores. Nas primeiras páginas, ele diz que nasceu em Paris no ano de 1910. Se fizermos as contas com outras informações apresentadas ao longo da narrativa percebemos que ele tem 36 ou 37 anos. O que o faz três vezes mais velho que ela.

  • Admirável Gado Novo, Zé Ramalho – Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley

Se existisse um prêmio para homenagear o livro que mais foi citado em músicas, provavelmente Admirável Mundo Novo seria chamado ao palco para receber esse troféu. A distopia de Huxley em que as pessoas são organizadas em castas para viverem em harmonia, tranquilas e dopadas com Soma, a droga da felicidade, já serviu de base para várias músicas.

Lançada na ditadura militar, em 1979, “Admirável Gado Novo”, de Zé Ramalho, é uma nítida referência à sociedade descrita por Huxley e, consequentemente, à nossa, que é de onde parte a crítica do escritor. Se pelo nome você não reconheceu, aqui vai uma dica: “Ê, ô, ô, vida de gado / Povo marcado, ê!/ Povo feliz!”. Reconheceu? Além do refrão icônico, o restante da letra é um grito necessário contra a alienação.

“Soma is what they would take when/ Hard times opened their eyes/ Saw pain in a new way / High stakes for a few names / Racing against sunbeams / Losing against their dreams” (Soma é o que eles tomariam quando / Tempos difíceis abrissem os seus olhos / Vissem a dor de um novo jeito / Riscos altos para poucos nomes / Correndo contra raios de sol / Perdendo contra seus sonhos), canta Julian Casablancas, vocalista do The Strokes, na música “Soma”. Como o próprio título entrega, a canção é uma alusão à droga que condiciona os cidadãos de um futuro a uma falsa sensação de bem-estar, desprovido de criatividade, revolta ou inquietude.

  • Caçador de mim, Milton Nascimento – O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger

Os dilemas do jovem Holden Caulfield, grande ícone dos adolescentes incompreendidos, também entraria nesse páreo hipotético de obra mais adaptada para música.

“Nada a temer / Senão o correr da luta / Nada a fazer / Senão esquecer o medo / Abrir o peito à força / Numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura”, canta Milton Nascimento no disco homônimo à música“Caçador de mim”.

Também há várias menções ao livro na canção“Catcher In The Rye”, no álbum Chinese Democracy da banda Guns N’ Roses. Além do título, o refrão é uma citação direta: “Ooh the Catcher in the Rye again/ Ooh won’t let you get away from his gun / It’s just another day like today” (Ooh o apanhador no campo de centeio novamente / Ooh não o deixará fugir de sua arma / É só mais um dia como hoje).

  • 1984, David Bowie – 1984, George Orwell

O livro 1984 foi um dos grandes responsáveis por nos incutir a paranoia da falta de privacidade. Dada a força da narrativa, não é de se admirar que a obra seja habituè das listas de mais vendidos e tenha motivado tantas produções.

Em 1974, o livro de Orwell virou música de um titã tão grande quanto ele: David Bowie. A versão cantada no álbum Diamond Dogs é uma síntese da inquietação da utopia totalitária descrita em 1984.

Bowie não foi o único, o grupo britânico Muse compartilha de questionamentos semelhantes na música “Resistence”, que dá nome ao álbum. Nos versos “Is our secret safe tonight?/And are we out of sight?/Or will our world come tumbling down?/ Will they find our hiding place?/ Is this our last embrace? /Or will the walls start caving in?” (Será que nosso segredo está seguro esta noite? / Nós estamos fora de vista?/ Ou será que nosso mundo está desmoronando?/ Será que descobriram nosso esconderijo? /Será esse nosso último abraço? / Ou será que as paredes começam a desmoronar?), a banda remete ao personagem principal que, apesar de detestar o sistema, só começa a acreditar em uma possível rebelião ao ter um caso amoroso com Júlia, uma funcionária do governo tirânico. Os amantes mantêm o relacionamento escondido do Big Brother, o líder invasivo que espiona a população através de “teletelas”(televisões que funcionam como um espelho duplo) espalhadas em todos os lugares, públicos e privados.

Sentiu vontade de ler alguns dos livros? Então é só anotar o número de chamada e retirar em uma de nossas bibliotecas:

O Primo Basílio: 821.134.3-31 Q3p                                                   Lolita: 821.161.1-31 N117L

Admirável Mundo Novo: 821.111-31 H986a                                1984: 821.111-31 O79m

O Apanhador no Campo de Centeio: 821.111(73)-31 S165a

 

Fonte: Superinteressante 

Adaptação: Pedro Rosano

Relembre os livros infantis que marcaram décadas

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No mês de abril foi comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil e o Dia Mundial do Livro. Para você que é jovem há pouco ou a mais tempo, reunimos as obras infantis que marcaram as últimas décadas, alguns deles, disponível para empréstimo nas Bibliotecas da UCS. E você, lembra qual livro marcou a sua infância?

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Década 1920: A Menina do Narizinho Arrebitado (1920) – Monteiro Lobato 

Este é o primeiro clássico infantil do autor Monteiro Lobato. Esta obra deu início a uma série de personagens eternizados no Sítio do Pica-pau Amarelo.

5005075.jpgDécada 1930:Aventuras do Avião Vermelho (1936)– Érico Veríssimo
Este clássico conta a história de Fernando e seu pai. Com um aviãozinho vermelho, a imaginação do leitor é transportada por uma grande aventura.

Número de Chamada: 82-93 V517ab

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Década 1940: O Pequeno Príncipe (1943) – Antoine de Saint-Exupéry. 
Uma sensível história que se passa num planeta muito, muito distante. O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou este clássico há 70 anos, mas transcende gerações e gostos literários.

Número de Chamada:  82-93 S137p

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Década 1950: As crônicas de Nárnia (1949 a 1954) – de C.S. Lewis

Esta é uma série de fantasia criada pelo autor irlandês C. S. Lewis. Nesta aventura, os animais falam, os objetos têm vida e as crianças são inseridas em batalhas entre o bem e o mal.

Número de Chamada: 821.111-312.9 L673c

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Década 1960: Flicts (1969) – Ziraldo
O clássico de Ziraldo conta uma história emocionante que permite refletir sobre respeito, diferença e aceitação.

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Década 1970: O Escaravelho do Diabo (1974) – Lucia Machado de Almeida.

Este é um clássico juvenil de mistério e muito suspense. Sua primeira publicação aconteceu em 1953, na revista O Cruzeiro. Em 1974, O Escaravelho do Diabo alcançou maior sucesso ao ser republicado pela Série Vaga-Lume.

Número de Chamada: 821.134.3(81)-312.4 A447e

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Década 1980:O Menino Maluquinho (1980) – Ziraldo. 
O menino maluquinho é uma série de quadrinhos eternizados por muitas crianças, servindo de inspiração para peças teatrais, filmes, óperas e séries de tv.

Número de Chamada:  82-93 Z81L

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Década 1990:Harry Potter e a Pedra Filosofal (1997) – J.K. Rowling.

Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro livro dos sete volumes da série de fantasia Harry Potter. As obras deram origem a filmes que fizeram com que o bruxinho virasse uma febre entre crianças, adolescentes e até adultos de todo o mundo.

Número de Chamada:  821.111-312.9 R884ha

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Década 2000:O Diário de um Banana (2007) – Jeff Kinney 

Quem entende sobre ser criança melhor do que todo mundo é Greg, um menino comum que, como qualquer outro, passar por disputas na escola e sofre com sua baixa popularidade. Diário de um Banana é sucesso até hoje entre crianças e pré-adolescentes de todo o mundo.

Número de Chamada:   82-93 K55da

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Década 2010: Malala, a Menina que Queria Ir Para a Escola (2015) – Adriana Carranca Corrêa 

Malala é um best-seller, escrito pela brasileira Adriana Carranca, que conta a história de Malala Yousafzai, que sofreu um atentado de membros do movimento Talibã por defender a educação feminina no Paquistão. Uma emocionante história sobre coragem e resiliência.

Fonte: Bem Paraná Cultura 

Adaptação: Pedro Rosano

 

A América Latina em 39 talentos literários

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Hay Festival anunciou nesta sexta-feira a lista dos 39 melhores novos autores de ficção da América Latina, chamada de Bogotá 39. São, entre outros, as brasileiras Mariana Torres e Natalia Borges Polesso, a última, radicada em Caxias do Sul.

Dentro de um universo que vai da crônica à ficção científica, o Hay Festival procurou destacar “o talento e a diversidade da produção literária da região”, que serão reunidos, em janeiro de 2018, em uma antologia de contos ou trechos de romances. As novas vozes da América Latina escrevem em espanhol, português e inglês, traduzem, e trabalham como professores, editores ou jornalistas. O objetivo dessa seleção é, em última instância, “facilitar a divulgação de sua obra” com a ajuda de selos editoriais independentes e estimular sua difusão por meio de palestras e eventos em escolas, universidades ou centros culturais. A organização pretende, assim, “criar ligações entre a literatura de qualidade a as editoras locais relevantes”. Está prevista também uma versão em inglês, a ser publicada pela editora Oneworld.

Embora seja bastante complicado desenhar um mapa das inquietações e prioridades de uma geração, os autores da Bogotá 39 acabam por expressá-las, em grande parte, em suas obras. As temáticas políticas, por exemplo, se escasseiam, dando lugar ao universo dos laços pessoais. Até mesmo nos países atingidos por conflitos armados, como a Colômbia, destaca Leila Guerriero, a dimensão social passa, de alguma forma, para o segundo plano.

O único critério que preside a definição da lista Bogotá 39 é a boa prosa. Uma característica que rompe com os moldes e concepções tradicionais do mundo literário no continente. “Embora me pareça muito interessante que se trate de uma seleção latino-americana, já que lhe confere uma força de representatividade, a boa literatura não é norte-americana ou latino-americana”, raciocina a jornalista e escritora argentina Carmen Boullosa. Veja abaixo a lista completa dos vencedores:

FICCIONISTAS DE 15 PAÍSES

Carlos Manuel Álvarez (Cuba)                Frank Báez (República Dominicana)

Natalia Borges Polesso (Brasil)                Giuseppe Caputo (Colômbia)

Juan Cárdenas (Colômbia)                        Mauro Javier Cárdenas (Equador)

María José Caro (Peru)                               Martín Felipe Castagnet (Argentina)

Liliana Colanzi (Bolívia)                             Juan Esteban Constaín (Colômbia)

Gonzalo Eltesch (Chile)                               Lola Copacabana (Argentina)

Diego Erlan (Argentina)                             Daniel Ferreira (Colômbia)

Carlos Fonseca (Costa Rica)                       Damián González Bertolino (Uruguai)

Gabriela Jauregui (México)                      Sergio Gutiérrez Negrón (Porto Rico)

Laia Jufresa (México)                                 Mauro Libertella (Argentina)

Brenda Lozano (México)                           Valeria Luiselli (México)

Alan Mills (Guatemala)                             Emiliano Monge (México)

Mónica Ojeda (Equador)                           Eduardo Plaza (Chile)

Eduardo Rabasa (México)                         Felipe Restrepo Pombo (Colômbia)

Juan Manuel Robles (Peru)                      Cristian Romero (Colômbia)

Juan Pablo Roncone (Chile)                      Daniel Saldaña París (México)

Samanta Schweblin (Argentina)            Jesús Miguel Soto (Venezuela)

Luciana Sousa (Argentina)                      Mariana Torres (Brasil)

Valentín Trujillo (Uruguai)                      Claudia Ulloa Donoso (Peru)

Diego Zúñiga (Chile)

Fonte: El País 

Adaptação:  Pedro Rosano

10 livros clássicos para ler em um dia

Crônica de uma morte anunciada – Gabriel Garcia Marquez 

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Nessa obra genial, Gabo conta a história de Santiago Nasar e de como toda a comunidade sabia que logo ele iria morrer, pois estava jurado de morte. A trama se desenvolve de uma forma fascinante, com toda a destreza da narrativa do colombiano. É uma ótima pedida para começar a se aventurar nas obras do autor de Cem Anos de Solidão.

Número de Chamada: 821.134.2(861)-94 G216c

 

Uma Rua de Roma – Patrick Modiano 

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Do ganhador do Nobel de literatura em 2014, Uma rua de Roma traz a história de Guy Roland, que sofre de amnésia total. No livro o protagonista tenta descobrir sua identidade bancando um detetive. A narrativa é cheia de reviravoltas e, como todo bom suspense, te prende até o final.

Número de Chamada: 821.133.1-31 M692r

 

E não sobrou nenhum – Agatha Christie

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Considerado por muitos críticos o melhor livro de suspense de todos os tempos, E não sobrou nenhum conta a história de dez pessoas que são convidadas para passar alguns dias numa ilha. Envolvendo uma canção infantil, soldadinhos de porcelana e acontecimentos muito sinistros, a história tem um desfecho que só a Rainha do Crime poderia proporcionar.

 

 

Buracos Negros, de Stephen Hawking

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O livro nada mais é do que a transcrição de duas famosas palestras que Hawking deu sobre buracos negros para a BBC Reith Lectures. Como já é de se esperar, as explicações do físico são fantásticas e muito didáticas. O livro ideal para quem curte o assunto ou para quem quer ser introduzido a ele.

Número de Chamada:  524.85 H392b

 

A revolução dos bichos, de George Orwell

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Esse é um grande clássico da literatura para quem quer aprender um pouco de história ou apenas se divertir. O livro traz a trama de animais de uma fazenda que decidem se rebelar contra o sistema problemático em que vivem, fazendo analogia à Revolução Russa de 1917.

Número de Chamada: 821.111-31 O79r

 

 

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury 

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A distopia que Bradbury relata nesta obra mostra um mundo no qual as pessoas não podem ler livros. Bombeiros? Só aqueles que cuidam de queimar toda literatura encontrada. Mas, e quando um bombeiro resolve dar uma espiadinha numa das obras? O que será que o sistema opressor vai fazer? Só lendo pra descobrir.

Número de Chamada:  821.111(73)-31 B798f

 

 

A morte e a morte de Quincas Berro d’Água, de Jorge Amado 

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Considerado por muitos uma obra-prima da literatura brasileira, o livro conta um pouco da vida e da morte de Quincas Berro d’Água, homem muito correto que em determinado ponto da vida decide se voltar para a malandragem. Após sua morte, família do homem deseja reconstruir sua dignidade, enquanto os amigos querem levar o cadáver para se divertir.

 

 

 

A metamorfose, de Franz Kafka

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Nesse livro, Kafka nos fala sobre o caixeiro-viajante Gregor Samsa e como ele acabou se transformando em um terrível inseto. A narrativa une o realismo e o humor de forma melancólica, mas memorável. Clássico da literatura universal, A metamorfose é uma boa ideia para quem gosta de viajar sem sair da poltrona.

Número de Chamada: 821.112.2-312.9 K11m

 

 

Antígona, de Sófocles

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Uma das mais importantes tragédias gregas, esse livro narra a história de Antígona, uma mulher que abala a tirania e a sociedade sozinha em uma época em que apenas homens podiam participar da política. Esse é um clássico da literatura universal que traz ensinamentos para a vida toda.

 

Número de Chamada: 821.14-2 S681a

 

 

A morte de Ivan Ilitch, de Lev Tolstói 

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O livro começa com a morte do personagem principal, mas logo volta aos acontecimentos de sua vida e explica, de certa forma, como ela chegou ao fim. Escrita com maestria, essa é uma das obras mais célebres do russo Tolstói e foi lançada após uma pausa na carreira do autor.

Número de Chamada: 821.161.1-32 T654m

 

 

 

Fonte: Galileu

O bem que faz ler um livro, em 7 razões comprovadas pela ciência

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O primeiro livro impresso data do séc. XV, mas antes de Cristo já o Homem começara a escrever em folhas de papiro, no Egito. Desde então quase todo o conhecimento ficou gravado em páginas de livros e, nas últimas décadas, as obras publicadas cresceram ainda mais em número, assim como foram surgindo investigações sobre os benefícios da leitura.

De fomentar a inteligência a prolongar a esperança média de vida, a leitura só traz benefícios. Os sete benefícios de ler um livro, segundo a ciência:

Alarga o vocabulário
Nenhuma atividade expõe uma pessoa a maior e mais diversificada quantidade de palavras. Mais do que assistir a programas televisivos de conversas, vulgo talk shows, ou infantis, como a “Rua Sésamo”, e mais do que uma conversa de amigos, mesmo que sejam todos licenciados, é a leitura que aporta um vocabulário mais alargado, indica um estudo da Universidade da Califórnia.

Desperta a inteligência
A ciência já mostrou que a genética e a educação são fatores que influenciam a inteligência, sendo que ler é uma das principais fontes de conhecimento. Um estudo de 2014 com crianças, realizado por investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e da King’s College of London, em Inglaterra, concluiu que a evolução das capacidades de leitura “pode resultar em melhorias nas habilidades cognitivas verbais e não verbais”, que “são de vital importância ao longo da vida”. E quanto mais cedo se começar, melhor.

Previne doenças
Correr e ir ao ginásio são atividades físicas na moda porque o exercício fortalece o corpo e promove o bem-estar. Mas, por mais variado que seja o treino, nem todos os músculos são trabalhados. Para garantir que nenhum fica para trás, ler um livro é um bom remédio: inúmeros estudos indicam que a leitura estimula os músculos do cérebro e torna-os mais fortes, podendo atuar como fator preventivo em doenças degenerativas como o Alzheimer. Está também provado que pessoas com profissões intelectualmente mais exigentes têm menor propensão para desenvolver patologias ligadas à deterioração do cérebro.

Reduz o stress
Nem caminhar, nem ouvir música, nem beber um chá. Nada resultou melhor do que ler um livro para acalmar um coração acelerado, segundo uma pesquisa liderada pelo neuropsicólogo britânico David Lewis, da Universidade de Sussex. Bastaram seis minutos de leitura para os níveis de stress das pessoas que aceitaram participar diminuírem até 68%, contra um máximo de 61% quando tentaram acalmar através da música. Um chá (54%) ou uma caminhada (42%), outras alternativas avaliadas, mostraram-se menos eficazes.

Promove a empatia
Ainda que um livro seja encarado como uma companhia, ler é em si mesmo um ato solitário. Mas entre os seus benefícios encontra-se também a tendência para causar melhor impressão nos outros. Um estudo de dois investigadores holandeses mostrou que a leitura de narrativas ficcionadas influencia características própria da condição humana como a capacidade de criar empatia. E esse é um trunfo importante em qualquer relação, seja pessoal ou profissional.

Combate o envelhecimento do cérebro
Há uma relação direta entre a atividade cognitiva realizada ao longo dos anos e a perda das capacidades cognitivas associadas ao envelhecimento natural, como a memória, o raciocínio ou a perceção. Quanto maior atenção se dedicar à primeira, por exemplo através da leitura de livros, mais lenta se torna a segunda, concluiu um estudo de 2013 publicado no jornal científico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Aumenta a esperança média de vida
Mais dois anos. Em rigor, 23 meses. Conforme um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que, em média, é esse o tempo que vivem a mais as pessoas que leem um livro 30 minutos por dia, quando comparadas com as que não o fazem. Os investigadores chegaram a esta conclusão ao fim de 12 anos de estudo, publicado no jornal Social Science and Medicine.

Fonte: Revista Visão

Biblioteca Central completa hoje 47 anos de fundação

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Biblioteca Central no ano de 1970 quando começou no Bloco A. Fonte: Arquivos do CEDOC

No último dia 10 de fevereiro, a Universidade de Caxias do Sul completou 50 anos de fundação e hoje, quem está de aniversário somos nós, a Biblioteca Central da UCS. A BICE foi inaugurada em 1970, três anos após a criação da universidade, inicialmente, a biblioteca estava localizada no Bloco A, quando foi dado início a centralização do acervo. Em 1985 foi inaugurado o prédio próprio, onde está localizada atualmente a biblioteca e no ano de 2000, ocorrida a ampliação do prédio.

Passados 47 anos, a Biblioteca de Caxias do Sul passou por muitas transformações, todas com o objetivo de qualificar o seu atendimento e proporcionar conforto aos seus usuários. De apenas uma sala localizada no Bloco A, hoje 11 bibliotecas  compõem o Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul, que reúnem quase 1 milhão de livros, 13 mil e-books, 10 mil periódicos e 2700 teses e dissertações.

E assim seguimos, rumo a mais 47 anos, sempre atentos e nos atualizando às metamorfoses do tempo,  inspirando-se nos bons exemplos do passado, com os pés no presente e os olhos no futuro.

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Inauguração do novo prédio. Fonte: Arquivos do CEDOC.

5 livros que marcaram a vida de empreendedores de sucesso

Não existe uma receita do sucesso para quem está abrindo seu próprio negócio, mas quanto mais capacitado você estiver, maior é sua probabilidade de prosperar. Confira cinco livros que marcaram a vida de cinco grandes empreendedores.

1. Bill Gates – Shoe Dog

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Bill Gates, da Microsoft, listou em seu blog os livros que mais gostou de ler em 2016. Entre eles está Shoe Dog, do cofundador da Nike Phil Knight. Segundo ele, o livro é “um lembrete honesto do que o caminho para o sucesso no mundo dos negócios realmente é: bagunçado, precário e cheio de erros.” Bill Gates destaca que Knight se abre de uma maneira que poucos CEOs estão dispostos a fazer. “Eu não acho que Knight se propõe a ensinar nada ao leitor. Em vez disso, ele faz algo melhor. Ele conta sua história o mais honestamente possível. É um conto incrível.” Quer saber quais são os blogs mais interessantes sobre negócios?Acompanhe a lista da Mandaê! Patrocinado

Título: Shoe Dog

Autor: Phil Knight

Editora: Simon & Schuster

2. Elon Musk – Einstein

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Elon Musk, o CEO da Tesla e da SpaceX, contou em entrevista ao Foundation que um de seus inspiradores é ninguém menos do que Albert Einstein. A biografia “explora como um criador de patentes imaginativo e impertinente —um pai enrolado em um casamento difícil que não conseguia obter um emprego como professor ou fazer um doutorado— tornou-se o leitor mental do criador do cosmos”, destaca o Business Insider.

Título: Einstein

Autor: Walter Isaacson

Editora: Companhia das Letras

3. Robinson Shiba – Dedique-se de coração

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O fundador da rede China in Box destacou em artigo para o Blog do Empreendedor que o livro “Dedique-se de coração” é uma de suas inspirações. O livro conta a história da Starbucks. “O livro lembra a minha trajetória profissional e me faz refletir em momentos de decisão. Para mim, a história do Starbucks Coffee Company é uma das mais notáveis do mundo dos negócios na última década”, escreveu Shiba.

Título: Dedique-se de coração

Autor: Howard Schultz

Editora: Negócio

4. Luiz Seabra – Prisões que escolhemos para viver

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O fundador da Natura afirmou em entrevista ao site Empresas pelo Clima que sempre cita o livro “Prisões que escolhemos para viver”, da Doris Lessing, o qual chamou de “genial”. “Quando percebi nos cosméticos a possibilidade de serem instrumentos de comunicação entre mente e corpo, tive a convicção de que a beleza não pode estar condicionada a um momento cronológico. Beleza tem a ver com a qualidade do olhar, com o olhar do outro, mas começa, sobretudo, com o olhar da gente sobre nossa própria vida. Foi assim que eu me apaixonei pela cosmética”, disse.

Título: Prisões que escolhemos para viver

Autora: Doris Lessing

Editora: Bertrand Brasil

5. Alberto Saraiva – 25 verbos para construir sua vida

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O livro escrito pelo fundador da rede Habib’s é uma espécie de guia para empreendedores através da história profissional de Alberto Saraiva. O empresário usa verbos como conquistar, sonhar, persistir e confiar para dar conselhos sobre como evoluir nos negócios, na vida espiritual e até emocional.

Título: 25 verbos para construir sua vida

Autor: Alberto Saraiva

Editora: Planeta

Fonte: Revista Exame

18 de abril: Dia Nacional do Livro Infantil homenageia autor

O dia 18 de abril é conhecido como o Dia Nacional do Livro Infantil. A data, instituída em 2002, presta homenagem ao dia do nascimento de Monteiro Lobato, o mais importante nome da Literatura Infantil brasileira.

Monteiro Lobato nasceu no dia 18 de abril de 1882, em cidade de Taubaté-SP. Durante a vida, escreveu mais de 50 obras, matade delas dedicadas ao público infantil. Dentre as mais conhecidas estão Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939), esta última, transformada em famosa série de TV: dos anos 70 aos 80 e novamente, no fim dos anos 1990 até o início dos aos 2000, o Sítio do “Picapau Amarelo” foi um fenômeno de audiência entre as crianças.

Em suas obras, o autor também exercia papel de educador, trazendo lições e conhecimento de mitologia, matemática, geografia, agricultura, etc, sempre trazendo a tona problemas sociais e valorizando a simplicidade do homem do campo.

As Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul contam com muitas obras de Monteiro Lobato, confira algumas delas:

  • Caçadas de Pedrinho ( 82-93 L796c) 
  • Dom Quixote e as Crianças (82-93 L796d) 
  • Era uma Onça mesmo (82-93 L796e)
  • Ideias de Jeca Tatu (821.134.3(81)-34 L796i) 
  • O Picapau Amarelo ( 82-93 L796p)
  • Reinações de Narizinho (82-93 L796r) 

5 livros para cuidar do seu bem-estar

Um bom livro pode ser o nosso melhor amigo em muitos momentos da vida. No meio de uma viagem, no término de um relacionamento ou simplesmente no caminho para o trabalho. Mas e se esses mesmos títulos também funcionarem como antídoto para outros males como ansiedade e depressão?

Essa é a teoria das escritoras britânicas Ella Berthoud e Susan Elderkin, que acabam de publicar no Brasil a obraFarmácia Literária, que reúne dicas de leitura para aproximadamente 200 problemas. Confira abaixo alguns deles:


O iluminado, de Stephen King  (821.134.2(72)-31 T713e)

O-iluminado.jpgEm O iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família. Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança e somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal. Segundo as autoras, ler O iluminado pode ajudar você a se curar da bebedeira, afinal após acompanhar a transformação de Jack, você pensará duas vezes antes de abusar de bons drinques.

Livro do desassossego, de Fernando Pessoa (821.134.3-1 P475La)

Livro-do-desassossego-de-Fernando-Pessoa-209x300.jpgO narrador principal das centenas de fragmentos que compõem este livro é o ‘semi-heterônimo’ Bernardo Soares. Ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa, ele escreve sua ‘autobiografia sem factos’, sem encadeamento narrativo claro e sem uma noção de tempo definida. Ainda assim, foi nesta obra que Fernando Pessoa mais se aproximou do gênero romance. Na prosa metódica do livro, Pessoa criou um mundo; e nele faz fluir todas as suas perspectivas poéticas. De acordo com a experiência das autoras, esse romance deixa qualquer um num estado pré-sono perfeito em períodos de insônia, ao observar o ajudante de guarda-livros Bernardo Soares na sua vida incrivelmente monótona, mas cheia de sonhos.

Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez (821.134.2(861)-31 G216c)

Cem-Anos-de-Solidao_Gabriel-Garcia-Marquez.jpgO autor narra a incrível história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo “uma aldeia de vinte casas de barro e taquara”. A narrativa desenvolve-se em torno de todos os membros dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula, uma personagem centenária e uma matriarca das mais conhecidas da história da literatura latino-americana. Para as autoras, ao longo dos parágrafos, você vai se acostumar com a ideia de que a morte é natural e faz parte da trajetória de todos. Ajudando pessoas com medo de perda ou da morte.

O Grande Gatsby, de Francis Scott Fitzgerald ( 821.111(73)-31 F553g) 

o-grande-gatsby-200x300.jpgNa raiz do drama de O grande Gatsby, como nos outros livros de Fitzgerald, está o dinheiro. Mas o romantismo obsessivo de Gatsby com relação a Daisy se contrapõe ao materialismo do sonho americano, traduzido exclusivamente em riqueza. Aclamado pelos críticos desde a publicação, em 1925, O grande Gatsby é a obra-prima de Scott Fitzgerald, ícone da “geração perdida” e dos expatriados que foram para a Europa nos anos 1920. Para as autoras, os leitores poderão entender por meio da obra que ninguém nunca está satisfeito, não importa quanto dinheiro tenha na conta.  Com o tempo, nós percebemos que há coisas que o dinheiro não compra – trabalhando a sofrência na conta bancária.

Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa (821.134.3(81)-31 R788g)

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Cansado da cidade? Então mergulhe na prosa do sertanejo Riobaldo. Na obra, Guimarães Rosa reinventa a língua e eleva o sertão ao contexto da literatura universal, compondo o cenário de uma narrativa lírica e épica, uma lição de luta e valorização do homem, que foi eleito um dos cem livros mais importantes de todos os tempos pelo Círculo do Livro da Noruega.

Fonte: Estante Virtual

Consegue descrever o que cheira um livro antigo? Ferramenta inédita ajuda a traduzir o cheiro em palavras

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Não se avalia um livro pela capa, mas… e pelo cheiro? Apesar de ser um dos primeiros aspetos que salta “à vista” num livro antigo, descrever a que cheira não é fácil. Num novo estudo, publicado no Heritage Science, um grupo de investigadores britânicos, da Universidade de Londres, tentou criar uma série de diretrizes para caracterizar, e até, possivelmente, recriar, cheiros antigos, recorrendo a um dos mais inequívocos: o dos livros.

Para isso, criaram uma ferramenta semelhante à que existe para classificar os vinhos, a que chamaram “Roda dos Aromas dos Livros Históricos”.

Em laboratório, a equipe fez uma análise química dos compostos orgânicos voláteis emitidos pelos livros, uma vez que o papel é conseguido atrás da madeira e se encontra em constante decomposição, libertando compostos químicos que se misturam, formando um aroma único. Através desta análise, os investigadores conseguiram analisar a “assinatura química” dos livros.

Com essa informação, esperam os autores do estudo, liderados por Matija Strlič, poderá ser mais fácil perceber o estado real de um livro e as possíveis ameaças à sua integridade. “Os cheiros têm informação sobre a composição química e a condição de um objeto”, explica Matija Strlič, ao Smithsonian.com.

Com a ajuda de visitantes do Museu e Galeria de Arte de Birmingham e de um painel de pessoas recrutadas para cheirar livros na história biblioteca de Wren, na Catedral de São Paulo, a equipa da Universidade de Londres levou depois a cabo uma análise sensorial. Aos visitantes do museu, foram apresentados oito aromas, que incluiam café, mercado de peixe e um livro antigo. Os participantes tinham de responder a um questionário, que incluia uma descrição dos cheiros.

Ao outro grupo foi pedido que descrevessem o que cheiravam quando entravam numa biblioteca, a partir de 21 aromas possíveis, como “amêndoa” ou “chocolate” mas podendo também usar as suas próprias palavras.

Se as palavras mais usadas pelos visitantes do museu para descrever o cheiro dos livros foram “chocolate”, “café” e “antigo”, os “cheiradores” escolheram descrições como “madeira”, “fumo” e “terra”. Foi a partir desta análise que os investigadores criaram a “Roda dos Aromas”.

Fonte: Livros e Pessoas

Mapa literário: o escritor mais importante de cada Estado

Os livros nos apresentam a lugares que, mesmo quando reais, talvez nunca visitaremos, nos transportam para enredos que não podemos mudar e nos deixam íntimos de personagens cujos sotaques, hábitos, personalidades e aparências são adaptações de alguém, releituras de várias pessoas coladas em um determinado tempo e espaço.

É essa junção de elementos que faz a obra de Jorge Amado ser sinônimo de Bahia e a de Érico Veríssimo de Rio Grande do Sul, é isso que faz a literatura ser um dos mais importantes símbolos para a formação da identidade cultural de um lugar.

Pensando nisso, selecionamos os 26 autores mais representativos de cada estado brasileiro. Nossa seleção se baseou em número de prêmios ganhos, participações em Academia de Letras de suas respectivas federações, cobrança nos vestibulares locais, número de traduções para línguas estrangeiras e, é claro, se o autor é reconhecido por sintetizar a identidade de cada estado — não sendo determinante seu local de nascimento. – ah, e muitos deles estão disponíveis nas bibliotecas da UCS, só anotar o número de chamada e retirar!

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SUL
– Rio Grande do Sul: Érico Veríssimo (O Tempo e o Vento, 1949)    (821.134.3(816.5)-311.6 V517ta)

– Santa Catarina: Cruz e Sousa (Broquéis, 1893)                                              (821.134.3(81).09 S725c)

– Paraná: Dalton Trevisan (O Vampiro de Curitiba, 1965)                                  (821.134.3(81)-32 T814v)

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NORDESTE
– Paraíba: Ariano Suassuna (O Auto da Compadecida, 1955)                                (821.134.3(81)-2 S939a)

– Pernambuco: Clarice Lispector (A Hora da Estrela, 1977)                                    (821.134.3(81)-31 L771h)

– Rio Grande do Norte: Madalena Antunes (Oiteiro – Memórias de uma sinhá-moça, 1958)

– Bahia: Jorge Amado (Gabriela Cravo e Canela, 1958)                                           (821.134.3(81)-31 A481g)

– Sergipe: Vladimir Souza Carvalho ( Feijão de Cego, 2009)

– Ceará: Rachel de Queiroz (O Quinze, 1930)                                                            (821.134.3(81)-31 Q3q)

– Alagoas: Graciliano Ramos (Vidas Secas, 1938)                                                  (821.134.3(81)-31 R175v)

– Piauí: Carlos Castello Branco ( O Arco de Triunfo, 1959)

– Maranhão: Aluísio Azevedo (O Cortiço, 1890)                                                               (821.134.3(81)-31 A994cb)

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NORTE
– Pará: Olga Savary (Sumidouro, 1977)

– Amazonas: Milton Hatoum (Dois Irmãos, 2002)                                             (821.134.3(81)-31 H364d)

– Rondônia: Otávio Afonso (Cidade Morta, 1980)

– Tocantins: José Concesso (Meu Primeiro Picolé, 2004)

– Acre: Márcio Souza, (Galvez, Imperador do Acre, 1976)

– Amapá: Manoel Bispo Corrêa (Cristais das Horas, 1978)

– Roraima: Nenê Macaggi (Água Parada, 1933)

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SUDESTE
– São Paulo: Mário de Andrade (Macunaíma, 1928)                                          (821.134.3(81)-31 A553m)

– Rio de Janeiro: Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881) (821.134.3(81)-31 A848m)

– Minas Gerais: Guimarães Rosa (Grande Sertão Veredas, 1956)                (821.134.3(81)-31 R788g)

– Espírito Santo: Rubem Braga (50 Crônicas Escolhidas, 1951)

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CENTRO-OESTE
– Mato Grosso do Sul: Miguel Jorge (Veias e Vinhos, 1981)

– Mato Grosso: Manoel de Barros (Livro sobre Nada, 1996)                                   (821.134.3(81)-1 B277L)

– Goiás: Cora Coralina (Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, 1965)

– Distrito Federal: Renato Russo (Faroeste Caboclo, 1987)                                 (821.134.3(81)-1 C787p)

Fonte: Superinteressante  

10 Filmes baseados em livros que ganharam o Óscar

O Óscar é uma das premiações de maior prestígio dentro da indústria cinematográfica mundial. Porém, pouca gente sabe que muitas das histórias que emocionaram pessoas pelos cinemas de todo o mundo são adaptações de obras literárias.

Selecionamos os 10 filmes baseados em livros que ganharam estatuetas do Óscar e se consagraram eternamente como grandes clássicos do cinema mundial. Confira:

1. O Poderoso Chefão (821.111(73)-31 P994p)

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Este clássico do cinema, dirigido por Francis Ford Coppola, foi lançado em 1972 e indicado a nove categorias do Óscar de 1973: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Mixagem de Som, Melhor Figurino, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.

“O Poderoso Chefão” levou os prêmio de Melhor Filme, Melhor Ator (Marlon Brando) e Melhor Roteiro Adaptado.

O filme foi baseado na obra “O Poderoso Chefão” de Mario Puzo, lançado inicialmente em 1969.

2. A Lista de Schindler (821.111(94)-311.6 K33L)

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Dirigido por Steven Spielberg, “A Lista de Schindler” é um dos filmes mais emocionantes sobre o Holocausto.

Lançado em 1993, este filme norte-americano foi nomeado para doze categorias do Óscar de 1994.

Entre todas as indicações, “A Lista de Schindler” conquistou sete prêmios: Melhor Filme, Melhor Diretor (Steven Spielberg), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Montagem, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.

O roteiro do filme é baseado no romance Schindler’s Ark, do australiano Thomas Keneally, lançado inicialmente em 1982.

3. Um Estranho no Ninho (821.111(73)-31 K42e)

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Este filme é baseado no romance “One Flew Over The Cuckoo’s Nest” (“Um Estranho no Ninho”, na tradução para o Brasil), de Ken Kesey e lançado em 1962.

A versão cinematográfica foi dirigida por Miloš Forman e lançada em 1975.

No Óscar de 1976, o filme foi indicado para nove categorias, vencendo cinco: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Jack Nicholson), Melhor Atriz (Louise Fletcher) e Melhor Roteiro Adaptado.

4. Hamlet (821.111-2 S527h)

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A clássica peça de teatro escrita pelo icônico poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare, entre 1599 e 1602, ganhou a sua primeira adaptação cinematográfica em 1948.

Com direção de Laurence Olivier, Hamlet foi indicado em sete categorias no Óscar de 1949.

Foi vencedor de quatro prêmios: Melhor Filme, Melhor Figurino – preto e branco, Melhor Direção de Arte – preto e branco e Melhor Ator (Laurence Olivier).

5. Onde os Fracos Não Têm Vez

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Com direção dos Irmãos Coen (Ethan Coen e Joel Coen), “Onde os Fracos Não Têm Vez”, lançado em 2007, foi inspirado na obra “No Country for Old Men”, de Cormac McCarthy.

Na premiação de 2008, este filme levou quatro estatuetas pelas categorias de: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem) e Melhor Roteiro Adaptado.

6. Dança com Lobos

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Baseado no livro “Dances With Wolves”, de autoria do norte-americano Michael Blake, “Dança com Lobos” foi um grande êxito, sendo indicado para doze categorias no Óscar de 1991.

Com direção de Kevin Costner, o filme venceu sete prêmios: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Roteiro Adaptado.

7. O Paciente Inglês (821.111(71)-31 O58p) 

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“O Paciente Inglês”, com direção de Anthony Minghella, foi vencedor de nove prêmios no Óscar de 1997.

Este filme foi baseado na obra homônima (“The English Patient”), do canadense Michael Ondaatje.

Os prêmios conquistados foram: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Juliette Binoche), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora de Drama e Melhor Mixagem de Som.

8. Grande Hotel (821.112.2-31 B347g) 

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Outro clássico imperdível para os admiradores da sétima arte! “Grande Hotel”, lançado em 1932 e com direção de Edmund Goulding foi o grande vencedor do Melhor Filme na entrega dos Óscars em 1932.

O filme é baseado no romance Menschen im Hotel (título original), publicado em 1929, e de autoria da escritora austríaca Vicki Baum.

9. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (821.111-312.9 T649s)

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Este é um dos filmes com maior número de indicações e prêmios recebidos na história da premiação do Óscar!

“O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” é o terceiro e último filme da série “Senhor dos Anéis”. Com direção de Peter Jackson, este clássico da fantasia conquistou onze estatuetas na premiação de 2004!

Todos os filmes da série “O Senhor dos Anéis” foram baseados nos livros de J.R.R. Tolkien, premiado escritor inglês. O último livro desta série (O Retorno do Rei) foi inicialmente publicado em 1955.

No total, o filme foi indicado a 11 categorias, vencendo todas: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Mixagem de Som, Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original.

10. O Pianista

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A emocionante autobiografia do músico polaco Wladyslaw Szpilman foi a base para a criação deste filme, dirigido pela renomado Roman Polanski.

“O Pianista” foi indicado para sete categorias do Óscar 2003, vencendo como: Melhor Diretor (Roman Polanski), Melhor Ator (Adrien Brody) e Melhor Roteiro Adaptado.

As memórias de Szpilman foram inicialmente publicadas no livro “Morte de Uma Cidade” (Śmierć Miasta, título original).

Fonte: Pensador

Conheça a biblioteca que guarda os segredos do Vaticano

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Volumes amarelados, documentos e textos sagrados, os primeiros mapas criados e um dos maiores acervos do mundo podem ser encontrados na Biblioteca do Vaticano (https://www.vatlib.it), conhecida como a “Biblioteca dos livros do Papa”.

Localizada na cidade do Vaticano, a Biblioteca Apostólica foi fundada pelo papa Nicolau V Parentucelli (1447-1455) no Palácio dos Papas. No final do século 16, ela foi transferida para o Salão Sistino pelo papa Sisto V Peretti (1585-1590).

Atualmente, em seu acervo há mais de 180 mil volumes de manuscritos e arquivos, 1,6 milhão de livros impressos, 8,6 mil incunábulos, 300 mil moedas e medalhas, 150 mil gravuras e desenhos e 150 mil fotografias. No entanto, os arquivos secretos do Vaticano foram retirados do local.

Considerada uma das mais antigas do mundo, a biblioteca começou, recentemente, a digitalizar seu acervo para ficar disponível para visualização on-line e totalmente gratuita.

Para apoiar a iniciativa, a associação “Digita Vaticana Onlus”, em parceria com a Biblioteca e a empresa japonesa NTT DATA, imprimiu 200 cópias do manuscrito raro “Folio” do “Virgílio do Vaticano”, uma das obras mais importantes do acervo, criado por volta de 400 d.C para presentear os primeiros doadores que ajudassem com uma quantia de 500 euros em apoio ao projeto.

A Biblioteca do Vaticano é composta por um grande salão com mais de 70 metros de comprimento e 11 metros de largura e acomoda a história e os pensamentos da humanidade através da arte, literatura, matemática, ciência, direito e medicina, do início da era Cristã até os dias atuais, em diversos idiomas.

“Obras que foram transcritas através do trabalho dos escribas, os monges que passaram boa parte de suas vidas copiando os exemplares. E agora, com a digitalização é possível voltar ao passado. Essa é a a versão moderna dos copiadores antigos”, afirmou Irmgard Shuler, responsável pelo laboratório que digitaliza os arquivos.

Antes de serem escaneados, os volumes passam por outro laboratório, conhecido como a “clínica” dos livros do Papa, onde é feito um restauro. A previsão é de que a digitalização de todo o acervo da Biblioteca do Vaticano aconteça em até 18 anos.

 

Fonte: Época Negócios

A pouco conhecida tradição da literatura de horror no Brasil

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O trem da nossa história está lotado de artistas que exaltaram e exaltam as alegrias de se viver por aqui. Que também apontaram as tristezas, claro, e muitas vezes com maior intensidade.

O fato é que, de uma forma ou de outra, nossa arte é fortemente marcada por temas realistas, por traços que compõem a nossa identidade nacional. Mas esses temas e traços são, quase sempre, diurnos, vibrantes, coloridos e esperançosos — mesmo quando não há pelo que se esperar.

Assim sendo, diante desse cenário ensolarado e tórrido, fica a pergunta: e nós, amantes do reverso disso tudo? Como ficamos? Onde sentamos no trem da nossa história, nós que, sem muito interesse pelo que é do dia, somos fascinados pelo que cabe à noite? Enfim, nós, apaixonados pelo horror sobrenatural, pelo inexplicável, pelo medo artístico? Para onde iríamos? Agora, vamos abrir espaço para autores que, de alguma forma, flertaram com o lado escuro da vida. Para isso, preparamos uma breve porém significativa lista de danados. Olha só:

Álvares de Azevedo, o obrigatório

Sem dúvida, o santo padroeiro da literatura nacional de horror. Reconhecido como o maior expoente do movimento gótico e do ultrarromantismo em Terra Brasilis, o paulista Álvares de Azevedo conseguiu uma façanha, ainda que póstuma: sua coletânea Noite na taverna (821.134.3(81)-34 A994n) , publicada em 1855, inaugurou (e, para muitos, encerrou) a nossa tradição literária de horror.

Hoje, pelo teor noturno, violento e sobrenatural dos sete contos que compõem a obra, Álvares de Azevedo é figura obrigatória em qualquer lista do gênero. E a nossa não teria valor algum se não o tivesse por carro-chefe.

Aluísio Azevedo, o demoníaco

Não é muita gente que conhece a face negra deste nosso expoente dos chamados realismo e naturalismo literários. Mas o maranhense Aluísio Azevedo, autor do clássico O Cortiço, escreveu também uma aterradora novela intitulada Demônios (1893).

Pelo enredo, você vai perceber que o emprego de “aterradora” não é impensado: a história começa com o despertar de um escritor em um dia incomum. As horas se passam e ele percebe que o dia não nasce. Há apenas a noite interminável. Sendo assim, ele parte para uma jornada que se torna mais e mais assustadora. Às cegas, sem qualquer luz, vai buscar sua amada Laura.

A procura resulta em um reencontro inesperado, que os transformará medonhamente. E mais não falaremos, para não estragarmos o prazer da leitura dessa história na qual Azevedo demonstrou enorme talento para criar suspense e provocar medo. Em uma palavra: imperdível.

Machado de Assis, o sádico

Diferentemente de Aluísio Azevedo, o lado noturno de “Machadão” é mais conhecido. Leitor ávido de Edgar Allan Poe (é famosa sua tradução para o poema O Corvo), em mais de um conto Machado demonstrou imensa capacidade de nos deixar assustados e aflitos.

É o caso de A causa secreta. Quem conhece a obra de Poe vai identificar algumas influências nessa história com memoráveis passagens de crueldade; mas há também aquela irresistível magia do Bruxo do Cosme Velho, que fazia parecer com que um apenas texto valesse por muitos.

Trata-se, em poucas linhas de aperitivo, da relação de um estudante de medicina com um excêntrico sujeito, chamado Fortunato. Os dois tornam-se amigos e até sócios, até que Fortunato revela sua natureza contraditória numa passagem que promete queimar suas retinas — com direito a tortura animal e tudo mais.

Graciliano Ramos, o repulsivo

Um moribundo num quarto de hospital descreve, com insuportável lucidez, o apodrecimento de seu corpo; a sanidade mental do narrador é colocada em questão, e ora deslizamos para o absurdo, ora para a consciência da carne que se degenera.

Assim é Paulo, conto do alagoano Graciliano Ramos publicado na coletânea Insônia (821.134.3(81)-34 R175i), de 1947. No texto, o autor de Vidas secas demonstra assustadora familiaridade com os subterrâneos da mente de seu narrador, que delira, sofre, agoniza. O relato muitas vezes foi interpretado de forma metafórica: no lugar da morte física, coloca-se a “morte” de valores morais e sociais, e a decrepitude da lucidez.

Bernardo Guimarães, o assombrado
Sim, você leu certo: é o autor de Escrava Isaura  Mas, nos intervalos da redação desse famoso melodrama, o mineiro Bernardo Guimarães aproveitava para espreitar as trevas. E lá situou o conto A dança dos ossos.

Na verdade, ele o situou nos ermos entre Minas Gerais e Goiás. É num cenário rural e isolado que Guimarães coloca, ao redor de uma fogueira, homens rústicos que contam histórias uns para os outros. E uma dessas histórias, sobre o assassinato de um homem por algo que espreita na escuridão, é nada menos do que assombrada — e assombrosa. Por isso, merece a leitura.

Lygia Fagundes Telles, a mórbida

Curto e traiçoeiro: assim é Venha ver o por do sol (821.134.3(81)-34 T274v ), da escritora paulistana Lygia Fagundes Telles. A história foi publicada pela primeira vez em 1988 (na antologia “Venha ver o por do sol e outros contos”) e é tida por muitos como uma das mais poderosas da nossa literatura fantástica, e mesmo de horror. O curioso é que a trama se estende-se por apenas nove páginas; mas são nove páginas em que a tensão e a morbidez vão se intensificando com deliciosa sutileza.

Na história, uma moça chamada Raquel topa encontrar Ricardo, um ex-namorado. Ele a convida para ver o por do sol e a leva para um cemitério, onde se dará um desenlace arrepiante. E, ao longo do trajeto, desfrutamos de todo o talento da autora: descrições breves mas muito precisas, prosa elegante e vários recursos retóricos que dão verossimilhança à história. Pois é, verossimilhança: a história torna-se ainda mais terrível quando constatamos o quão verdadeira ela nos parece.

R. F. Lucchetti, o incansável

O espaço aqui é curto; na intenção de traçar um panorama restrito mas abrangente, tivemos que deixar de fora outros grandes nomes que também resvalaram no horror — como Monteiro Lobato (com o conto Bugio Moqueado), Rubem Fonseca (com o relato grotesco Feliz Ano Novo – 821.134.3(81)-34 F676f ), Humberto de Campos (com o conto Os Olhos que Comiam Carne), e tantos outros.

No entanto, a lista ficaria incompleta sem um dos mais prolíficos de nossos autores de horror: o paulista Rubens Francisco Lucchetti. Ainda ativo do alto de seus 87 anos, RF Lucchetti é autor de mais de mil e quinhentos livros. Sim, você leu certo: mil e quinhentos, além de 300 HQs e 25 roteiros de cinema.

Trata-se de uma verdadeira usina de produção ficcional. Com títulos como Os Vampiros não fazem sexo, O abominável Dr. Zola, O museu dos horrores, e tantos e tantos outros, Lucchetti permanece como um dos pouquíssimos autores que dedicaram toda a sua vida à produção literária do horror. E do entretenimento, também: com temas clássicos da literatura gótica e de horror, suas histórias divertem, acima de tudo.

Aliás, aproveitando que estamos diante de um trem fantasma, nada melhor do que dar um passo adiante e embarcar. Deixemos aquele lá de cima, tão abarrotado, e entremos neste, rumo à escuridão literária. Ao lado destes grandes nomes de nossa literatura, pelo menos estaremos em ótima companhia.

Fonte: Galileu

A literatura perde João Gilberto Noll

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No início da semana, a literatura perdeu um grande nome: João Gilberto Noll morreu na última segunda-feira, aos 70 anos, as causas não foram divulgadas pela família.

 O escritor gaúcho, vencedor de cinco prêmios Jabuti, tem 18 livros publicados – 13 romances 3 copilações e duas obras infantojuvenis.  Noll marcou seu nome na história da literatura brasileira com títulos como “O cego e a dançarina”, de 1980. Pelo livro de contos, recebeu, além do Jabuti, os prêmios de revelação do ano, da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e de ficção do ano, do Instituto Nacional do Livro. Foi traduzido para o espanhol, o inglês e o italiano.

Nascido em Porto Alegre em 15 de abril de 1946, Noll viveu no Rio de Janeiro entre 1969 e 1986, onde concluiu a faculdade de Letras, fez inúmeras colaborações em jornais como “Folha da Manhã” e “Última Hora”, e deu aulas na PUC. Conhecido por sua reclusão, o autor mantinha uma vida solitária em seu apartamento em Porto Alegre. João Gilberto Noll foi enterrado nessa quarta-feira (29), no Cemitério João XXIII, na capital gaúcha.

Fonte: O Globo

Como ler mais na era Netflix

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Se você gosta de ler, está com uma pilha de livros muito bons à sua espera, mas não consegue fazer a fila andar, este post é para você.

“Ah, mas eu li Grande Sertão Veredas em uma noite”. Não, você não leu as 600 páginas de Guimarães Rosa em menos de 24 horas. Essa não cola, amigo. Você pode ter olhado para as 600 páginas, mas não leu. Ou melhor, pode até ter lido alguma coisa entre as 600, mas tenho minhas dúvidas sobre o que conseguiu processar da história de Riobaldo.

Não sou uma leitora a jato por princípios: quero que a leitura me dê a oportunidade de me apegar ao enredo, sonhar com os personagens, ter vontade de viajar para o local onde se passa a história, pesquisar sobre o autor, suas inspirações. Mas, admito, talvez um pouco do meu ceticismo seja inveja. No fundo, gostaria de ler 600 páginas em uma madrugada (se fosse em uma semana já ficaria realizada).

Comecei a pensar no que costumo fazer no meu tempo livre. E por tempo livre leia-se tempo gasto no transporte público, na sala de espera do consultório, jogada no sofá enquanto espero minhas roommates saírem do chuveiro — não apenas o tempo livre institucionalizado como o domingo à tarde, as noites no bar ou as férias. Lembrei dos minutos em que desço a barra lateral do Facebook rumo ao nada, a sensação desesperadora de olhar para o relógio e ver aquele tempo resultar em absolutamente nada. É como se um dementador tivesse sugado aqueles instantes da minha vida. Irreversível

Eis aqui algumas dicas para ler mais mesmo quando incluem você em mais três grupos de WhatsApp, publicam as fotos de uma festa ou quando a Netflix atualiza a lista de filmes:

– Use os números a seu favor

Mas ter uma meta é um bom ponto de partida para conseguir cumpri-la. Se forem 24 livros em um ano, serão 2 livros por mês, um livro a cada duas semanas. E, assumindo uma média de 300 páginas por livro, equivale a 20 páginas por dia. Então saiba quantos momentos em um dia normal você realmente consegue ler: se for no transporte público e antes de dormir, estabeleça um número de páginas aproximado para cada uma dessas etapas.

É importante também conhecer seu tempo médio de leitura: caso você leia uma página a cada 2 minutos, vai levar 20 minutos para ler 10 páginas e 40 para concluir sua meta diária. Feito isso, tente fazer uma lista das suas leituras, assim você vê quantos faltam, se o seu método está dando certo e, no futuro, saber em qual ano você leu o quê. Não é porque você gosta de ler que algumas contas vão te matar. Prometo!

Hierarquia

Se existe uma palavra na língua portuguesa que eu não gosto é essa, mas, em se tratando de hábitos de leitura, ela pode ser bastante útil.

Sabe aquela série que você não sabe por que continua assistindo? É boazinha, mas não se compara a Girls ou Game of Thrones. Pois é nessa série que você perde o tempo que poderia estar sendo aproveitado com boa literatura – ou nem tão boa assim (sou partidária de guilty pleasures, esse é assunto para um próximo post). É lógica pura, hierarquia de prazeres.

Você gosta de ler, certo? Há uma pilha de livros esperando por você? Esses livros são bons? Você quer ler todos ou a maioria deles? Então por que está perdendo tempo com enredo meia boca? Se existir uma boa razão, vá em frente. Se não, sugiro abrir um desses livros da pilha.

– Tecnologia a seu favor e o universo analógico também

Já faz um bom tempo que os livros deixaram de ser dispositivos absolutamente analógicos. E-books podem não ser uma unanimidade entre os leitores, mas são o suprassumo da praticidade literária e têm ótimas ferramentas de busca – uma benção para ler em idiomas que não dominamos ou buscar significados de palavras no nosso próprio idioma.

Se você tem consciência dessa condição inquieta, deixe a tecnologia de lado enquanto lê (aka sem Wi-Fi). Não tem por que não abrir mão da facilidade high-tech um pouquinho e recorrer ao dicionário em troca de um pouco de foco. Ler é uma atividade que exige atenção. Vai deixar uma corrente motivacional do grupo da família desconcentrar você?

– Amigo leitor

Amigo de verdade é amigo que lê junto.

Aliás, nem precisa ser tão amigo assim para ler em grupo – se for alguém que pensa diferente de você, melhor ainda. O importante é ler o mesmo livro e estar disposto a conversar. Porque literatura não é como matemática que cada um tem que chegar em um resultado comum ao fim da equação para estar correto. É o oposto disso, não existe certo e errado. É absorver o enredo de maneira distinta, sentir afeição por um ou outro personagem, perceber a construção da narrativa de formas diferentes e processar todo o conjunto de uma obra a partir de vivências muito particulares. É nessa subjetividade que mora a beleza da literatura. Dialogar, trocar experiências e impressões sobre o mesmo livro além de motivar a leitura, pode fazer você abrir os olhos para coisas que não perceberia se lesse sozinho.

Fonte: Superinteressante