Sugestão de e-books


Você sabia que além dos livros técnicos as plataformas de e-books possuem livros de literatura? Confira algumas sugestões de leitura:

Anne de Green Gables

Se você gostou de Pollyanna, vai se apaixonar por Anne de Green Gables.

Quando os irmãos Marilla e Matthew Cuthbert, de Green Gables, na Prince Edward Island, no Canadá, decidem adotar um órfão para ajudá-los nos trabalhos da fazenda, não estão preparados para o “erro” que mudará suas vidas: Anne Shirley, uma menina ruiva de 11 anos, acaba sendo enviada, por engano, pelo orfanato.

Apesar do acontecimento inesperado, a natureza expansiva, sempre de bem com a vida, a curiosidade, a imaginação peculiar e a tagarelice da menina conquistam rapidamente os relutantes pais adotivos. O espírito combativo e questionador de Anne logo atrai o interesse das pessoas do lugar – e muitos problemas também.

No entanto, Anne era uma espécie de Pollyanna, e sua capacidade de ver sempre o lado bonito e positivo de tudo, seu amor pela vida, pela natureza, pelos livros conquista a todos, e ela acaba sendo “adotada” também pela comunidade.

Publicada pela primeira vez em 1908, esta história deliciosa, que ilustra valores fundamentais como a ética, a solidariedade, a honestidade e a importância do trabalho e da amizade, teve numerosas edições, já tendo vendido mais de 50 milhões de cópias em todo o mundo. Foi traduzida para mais de 20 idiomas e adaptada para o teatro e o cinema.

Mais recentemente, inspirou também a série Anne com E, já com duas temporadas na Netflix.

O Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe é um dos personagens mais famosos e queridos de todos os tempos, que empolga crianças e adultos com ensinamentos inesquecíveis. Sua história deixa marcas pela forma simples de suas mensagens de otimismo, simplicidade e amor ao nosso planeta.À primeira vista, um livro para crianças. Na definição de Antoine Saint-Exupéry, seu autor, “um livro urgentíssimo para adultos” que resgata a criança que existe em cada um de nós, com encanto, ética e beleza.

Madame Bovary

Reconhecido por autores como Henry James como “o romance perfeito”, Madame Bovary é a obra fundamental de Gustave Flaubert (1821-8 ). Trata-se de um raridade, mesmo em um clássico, um exercício meticuloso de escrita que igualmente desafiava as estruturas literárias e as convenções sociais. Não à toa, a época de lançamento o impacto foi duplo: um sucesso de público e a reação feroz do governo francês, que levou o autor a julgamento sob a acusação de imoralidade.Flaubert inventou um estilo totalmente novo e moderno, praticando uma escrita que, ao longo dos cinco anos que levou para terminar o livro, literalmente avançou palavra a palavra. Cada frase devia refletir o esforço em obtê-la, sendo reescrita e reescrita ad infinitum. Mestre do realismo, o autor documenta a paisagem e o cotidiano da segunda metade do século XIX, ironizando os romances sentimentais e folhetins, gêneros que considerava obsoletos.A história faz um ataque à burguesia, desmoralizando-a com a descrição exuberante de sua banalidade. Em um tempo em que as mulheres eram submissas, Emma Bovary encontra nos tolos romances dos livros o antídoto para o tédio conjugal e inaugura uma galeria de famosas esposas adúlteras atormentadas na literatura.

Robinson Crusoé

O argumento básico de Robinson Crusoé é universalmente conhecido. Isolado em sua “Ilha do Desespero” (ao largo da atual Venezuela) após um trágico naufrágio, o marujo inglês luta pela sobrevivência valendo-se de todos os escassos meios a seu alcance. Com o tempo e os utensílios recuperados do navio, ele chega a se tornar um competente marceneiro e agricultor, além de pastor de cabras e profundo conhecedor da Bíblia – a única leitura disponível. Sem contato com qualquer ser humano por mais de duas décadas, certo dia Crusoé salva um nativo do assassinato por canibais que haviam aportado numa das praias da ilha, e logo o faz seu criado, dando-lhe o nome de Sexta-Feira. Alguns anos mais tarde, o acaso leva um navio inglês às proximidades da ilha, dando início a um longo conflito com a tripulação amotinada.O livro também conta com uma alentada introdução de John Richetti, professor emérito de literatura inglesa na Universidade Columbia e reconhecido especialista na obra de Daniel Defoe.

Bartleby, o escrevente

Um advogado nova-iorquino de meados do século XIX resolve contratar um novo copista. Atendendo ao anúncio do advogado, apresenta-se à porta de seu escritório um jovem que ele caracteriza como uma figura palidamente asseada, lastimosamente respeitável, incuravelmente desolada. Era Bartleby. No começo, o novo copista trabalhava fazendo o que se esperava dele: cópias. Mas, depois, bem, depois, não vamos estragar a história. Bartleby, o escreventeé um conto de Herman Melville (1819-1891), o autor de Moby Dick, publicado pela primeira vez em 1853. O personagem central é tão marcante e o conto tem uma força tal que Bartleby tem fascinado leitores e críticos desde sua primeira publicação. Foi, contemporaneamente, teorizado por filósofos tão ilustres quanto Gilles Deleuze, Jacques Derrida, e Giorgio Agamben (v. Bartleby, ou da contingência, Autêntica, 2 15). A presente edição apresenta o conto numa nova tradução ao lado do original em inglês. Confira aqui uma edição on-line anotada e ilustrada (com fotos de época) do texto original de Melville.

Mrs Dalloway

É simples a trama de Mrs Dalloway. Tudo se passa num dia de junho de 1923. Clarissa, esposa de Richard Dalloway, membro do Parlamento britânico, sai para comprar flores para a festa que dará à noite. No caminho passa por algumas das ruas centrais de Londres e por dois de seus principais parques, encontrando o amigo Hugh Whitbread. Seu trajeto cruza com o de outro personagem central, Septimus Warren Smith, que, acometido de um sério trauma de guerra, encaminha-se, com a esposa que conheceu na Itália, Rezia, para uma consulta com um importante psiquiatra. Já em casa, Mrs Dalloway recebe a visita de um antigo namorado, Peter Walsh. Deixando a casa de Clarissa, ele empreende sua própria caminhada por Londres, regressando, depois, ao seu hotel, de onde sai, ao final da tarde, para a festa da antiga namorada. O romance culmina na festa de Mrs Dalloway, onde se encontram pessoas de suas atuais relações, como o próprio Primeiro-Ministro, e pessoas de seu passado: além de Peter Walsh, também Sally Seton, uma paixão da adolescência. Um mosaico de cenas exteriores recheia a trama aparente do romance: a passagem de um misterioso automóvel carregando uma importante personagem política; as proezas de um avião escrevente; uma rusga entre a filha adolescente de Mrs Dalloway, Elizabeth, e sua preceptora, a Srta. Kilman; a aventurosa perseguição feita por Peter Walsh a uma senhorita que ele destacara da multidão; uma mendiga, próximo à estação de metrô do Regents Park, entoando uma canção ancestral; o trágico fim de Septimus. A estrutura da narrativa tampouco é complicada. No esforço para evitar a linearidade típica da prosa e da narrativa tradicional, Virginia Woolf dividiu o romance não em capítulos, mas em cenas, em que se sobrepõem, se cruzam e se confundem, numa simultaneidade vertiginosa, episódios do presente e do passado; acontecimentos atuais e rememorações; atos, visões e pensamentos; fantasia e realidade; vida e sonho; realidade e alucinação. É nesse painel cuidadosamente montado que Virginia empreende uma exploração que, na superfície, cobre o mapa da área central de Londres, mas, muito mais profundamente, percorre o mapa interior e sentimental de personagens como Clarissa Dalloway, Peter Walsh, Septimus Warren Smith… O que sinto sobre a minha escrita, quero dizer, este livro? Deve-se escrever sobre um sentimento profundo, disse Dostoiévski. É o que eu faço? Ou invento a partir de palavras, amando-as como eu as amo? Não, não creio. Neste livro tenho ideias até demais. Quero apresentar a vida e a morte, a sanidade e a insanidade; quero criticar o sistema social. Virginia Woolf (1882-1941)

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