mandelaEm homenagem ao centenário de Nelson Mandela, separamos um trecho da autobiografia “Um longo caminho para a liberdade”:

“Na vida, todo homem tem obrigações gêmeas: com a família, com os pais, com a esposa e os filhos; e também tem obrigações com o povo, com a comunidade e com o país. Numa sociedade humana e civilizada, cada homem é capaz de cumprir essas obrigações de acordo com as próprias tendências e capacidades. Mas num país como a África do Sul era quase impossível um homem de minha cor e com minha origem cumprir os dois tipos de obrigações. Na África do Sul, um homem negro que tentasse cumprir seu dever para com o próprio povo era inevitavelmente arrancado da família e de casa e obrigado a levar uma vida à parte, uma existência obscura de clandestinidade e rebelião. No começo eu não optei por colocar o povo acima da família, mas quando tentei servir a meu povo verifiquei que estava impedindo de cumprir as obrigações de filho, irmão, pai e marido.

Dessa forma, meu compromisso com meu povo, com os milhões de sul-africanos que eu jamais viria a conhecer nem a encontrar, era à custa das pessoas que eu mais conhecia e que amava acima de tudo. Era simples assim e no entanto incompreensível como quando uma criança pequena pergunta ao pai: ‘Por que você não pode ficar conosco?’ E o pai tem de proferir as palavras terríveis: ‘Há outras crianças como você, muitas, muitas delas…’ e a voz da gente fica embargada.”

O livro também é uma das sugestões de leitura de Barack Obama. Em viagem para o Quênia e para a África do Sul, o ex-presidente dos EUA aproveitou para fazer uma lista de férias de verão com seis livros de autores africanos ou sobre a África. A lista foi publicada em um post do Facebook de Obama.

Sobre o livro, Obama comenta: “A vida de Mandela foi uma das histórias épicas do século XX. Este definitivo livro de memórias traça o arco da sua vida a partir de uma pequena aldeia até aos seus anos de revolucionário, a sua longa prisão e, finalmente, sua ascensão a presidente unificador, líder e ícone global. Leitura essencial para quem quer entender a história – e depois mudá-la.”

Fonte: Diário de Notícias

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