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Nascida em dezembro de 1775 em Steventon, na Inglaterra, Jane Austen foi a segunda filha de uma família de seis meninos a nascer. Desde a pré-adolescência, ela já mostrava inclinação e talento para a escrita, desenvolvendo contos, romances e peças que lia em voz alta e apresentava para a família toda.

A habilidade de escrever personagens femininas complexas e de explorar os conflitos das relações de classe e gênero fizeram dela uma escritora à frente de seu tempo, publicando clássicos como Razão e Sensibilidade (1811), Mansfield Park (1814), Emma (1815), A Abadia de Northanger Persuasão (ambos de 1818).

Na biografia Jane Austen – Uma Vida Revelada, Catherine Reef aborda a vida e a carreira de Austen. Separamos onze fatos essenciais apresentados pelo livro. Confira:

1 – Depois que Jane Austen morreu, seus parentes queimaram boa parte de sua correspondência — poucas cartas foram salvas por sua irmã, Cassandra, de quem era bastante próxima. A partir de então, a família tentou criar a imagem que queriam que as pessoas tivessem da escritora: alguém dócil e impecável.

2 – A única imagem que exista da autora é a de um retrato que Cassandra pintou e que, segundo várias fontes, não corresponde com a figura de Austen. De acordo com Reef, relatos de conhecidos descrevem a autora de Orgulho e Preconceito como “uma boneca”, com bom humor e “uma boa dose de cor na face”, outros dizem que ela tinha “bochechas cheias e arredondadas”. Já um de seus vizinhos afirma que ela era “uma pessoa alta e seca, com as maçãs do rosto muito salientes”.

3– Os romances de Austen surgiram no momento em que livros de aventura e exploração faziam sucesso. Em vez de abordar esses assuntos, ela escolheu esmiuçar intrigas familiares no universo rural e limitado de seus personagens. Segundo Reef, a escritora teria afirmado que só precisava de três ou quatro famílias para desenvolver uma boa história.

4 – Jane Austen era filha de um reverendo. Enquanto seus irmãos puderam estudar matemática, história e outros campos do conhecimento, ela e sua irmã ficaram limitadas a habilidades domésticas ou consideradas essenciais a uma esposa, como a capacidade de costurar e tocar piano.

5 – Entre os 11 e os 17 anos, Austen escreveu vários romances e contos sobre o cotidiano do interior da Inglaterra. Aos 14 anos, ela escreveu Amor e Amizade, um romance sobre as jovens Laura e Sofia. A história é cheia de acidentes de carruagens, assaltos e fugas.

6 – Aos 20 anos, a jovem Austen conheceu Tom Lefroy, sobrinho de uma família amiga, e os dois se encantaram um pelo outro. Na época, dois jovens não podiam ficar sozinhos e um só poderia escrever para o outro se estivessem noivos — Jane e Tom quebraram essas e outras regras, o que foi considerado um comportamento vergonhoso por amigos e familiares que acompanharam os acontecimentos.

7 – Enquanto se encantava por Tom Lefroy, Austen deu início ao romance Elinor e Marianne, sobre duas irmãs: uma guiada pela prudência; outra, pelo coração. Quinze anos depois, a história foi publicada anonimamente em três volumes com o título de Razão e Sensibilidade e, em 1995, foi adaptado para os cinemas.

8 – Em 1813, Austen continuou seu romance Primeiras Impressões, que foi ser publicado com o título Orgulho e Preconceito. O nome surgiu a partir de uma frase de um livro chamado Cecilia, de Fanny Burney, do qual a autora gostava. “A combinação de toda essa situação desafortunada foi o resultado do orgulho e do preconceito”, diz um dos personagens.

9 – Apesar da inteligência e da carreira como escritora, ser solteira era um fator que a deixava dependente dos outros. Quando, em meados de 1800, sua família decidiu se mudar de Steventon, cidade onde nasceu e cresceu, para Bath, ela teve que ir junto, mesmo contrariada. Ela só foi ter dinheiro próprio aos 36 anos, quando Razão e Sensibilidade foi publicado.

10 – No fim de 1816, a autora adoeceu. “Escrever me parece impossível, com a cabeça cheia de quartos de carneiro e doses de ruibarbo”, escreveu ela à sua irmã, Cassandra. Ainda assim, por muitos meses insistiu que estava melhor, começando, inclusive, um novo romance: Os Irmãos. O livro falava de várias famílias que viviam a beira-mar e nunca foi finalizado. Após a morte da autora, os Austen mudaram o nome da história nunca finalizada para Sanditon.

11 – Acredita-se que a escritora tenha sofrido a Doença de Addison, um distúrbio no qual as glândulas adrenais não produzem hormônios suficientes. Nos últimos anos, no entanto, cientistas levantaram a possibilidade de Austen ter morrido envenenada por arsênico.  Jane morreu no dia 18 de julho de 1817, aos 41 anos.

Fonte: Galileu 

 

 

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