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Para a pedagoga Vanessa Marconato Negrão, 33, “ler ascende clarões na alma”, e nada melhor do que estimular estes clarões ainda na infância. Em sua coluna no Jornal “O Cruzeiro”, a pedagoga pretende valorizar a escrita e mostrar que as crianças podem sim ler e refletir sobre assuntos considerados tabus ou exclusivos aos adultos. “É um pecado reservar aos pequenos apenas temas bobos e rasos.”

Segundo a colunista, atualmente vive-se uma crise cultural, pois as pessoas não leem e através de seus textos, a pedagoga pretende valorizar a escrita e mostrar que as crianças podem sim ler e refletir sobre assuntos considerados tabus ou exclusivos aos adultos. “É um pecado reservar aos pequenos apenas temas bobos e rasos.” aponta.

Um problema sério no mercado editorial infantil, aponta Vanessa, são os muitos livros-brinquedo, com pouca qualidade literária. “Nesses livros a literatura não é protagonista e precisamos mudar isso”, afirma. Ela também critica o uso demasiado dos chamados livros utilitaristas, que sempre buscam uma moral da história, uma lição para a criança. Para Vanessa, é preciso estimular a leitura apenas pelo prazer que a leitura proporciona.

Com relação às leituras impostas na escola, a pedagoga tem dúvidas sobre a prática e destaca que se o interesse pelos livros fosse estimulado desde os primeiros meses de vida não haveria necessidade dessa obrigatoriedade. “Eu acho que ninguém aprende a gostar de ler lendo Machado de Assis, mas se não for imposto, será que eles vão ler?” Ela destaca que até entre os adultos há rejeição aos livros, e mesmo em áreas que a leitura é primordial, é possível encontrar profissionais avessos à literatura.

O primeiro contato da criança com as histórias escritas e contadas, diz Vanessa, deve acontecer o quanto antes e segundo ela, desde os três meses de idade já é possível fazer com que o bebê se envolva na cadência e na sonoridade do conto. “Desde muito cedo eles já são capazes de responder aos estímulos, não de forma verbal, mas das maneiras que eles conseguem naquele momento da vida.” Ela brinca e diz que livro não tem contraindicação, pois toda criança está apta a aprender.

Fonte: Jornal O Cruzeiro 

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