Expressões e palavras mais usadas de 2016

050511_palavras_de_sucesso.jpg

O ano está acabando e neste 2016, cheio de altos e baixos, algumas palavras e expressões se tornaram rotina nos jornais, internet e na nossa vida.

TOP 

Até pouco tempo atrás, “top” era um termo usado para designar apenas o que estivesse no topo de uma lista (não à toa, “top” está no primeiro lugar desta lista), de um ranking ou de uma classificação. Quando alguém falava que a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, era top, você não precisava pensar duas vezes para entender que Harvard estava (e ainda está) entre as instituições de ensino mais respeitadas do país. Não que o sentido de top tenha mudado, mas em 2016 ele ganhou novas nuances.

O “top” que seus pais falavam para descrever o móvel sob medida da sala da sua tia rica deixou de ser só formalismo e partiu (não, “partiu” não é deste ano) para rankings práticos, os restaurantes tops, os treinos tops, as baladinhas tops, os sushizinhos tops.

Percebendo esse fenômeno massivo do lado engomadinho do Brasil, a parcela mais esquerda festiva, caviar, anárquica e/ou irônica do país se apropriou do termo para usá-lo sarcasticamente. Ironia ou não, o fato é que “top” ganhou a boca do povo e os teclados também – virou até emoji. E por ter unido, mesmo que por meio do sarcasmo, petralhas, coxinhas, zoeiros e os seus pais, tudo virou top – vide “Deus é top”. Topzera, não é?

FORA 

Em um ano marcado por manifestações a favor da saída de Dilma, a favor da saída de Temer, contra o governo ou a favor dele, poucos foram os brasileiros que não gritaram, bateram panela ou digitaram para que alguém saísse do posto que ocupava. O impeachment da ex-presidente Dilma e Michel Temer no poder foram os catalizadores do termo em 2016, mas vale lembrar que atrelado a isso também tivemos eleições municipais, operação Lava Jato, delações premiadas, vazamentos de documentos e áudios de telefonemas de políticos ou de esquemas de corrupção em empreiteiras. O episódio em que a Polícia Federal grampeou uma conversa dos ex-presidentes Dilma e Lula e ele se despede dela com “tchau querida” também aconteceu neste ano.

E se estamos falando de política, é impossível não falar de crise. 2015 foi o período em que o país reconheceu que estava em crise, já 2016 foi a quando a palavra se firmou de vez nos bolsos dos brasileiros: crise política, crise econômica, crise democrática, crise de confiança.

YOUTUBER

Se você esteve no Brasil nos últimos doze meses, você ouviu, nem que seja de canto de ouvido, os nomes Kéfera, Winderson Nunes e Felipe Neto. Os três têm canais no site Youtube e juntos somam mais de 30 milhões de seguidores. E eles não são os únicos. O crescimento de seguidores e o surgimento vertiginoso de novos canais exigiram que se criasse um termo para definir os donos das contas e, na maioria das vezes, apresentadores desses vídeos. Adaptada do inglês, youtuber é uma palavra cunhada antes de 2016, é verdade, mas nunca foi tão difundida.

Seguindo a explosão de conteúdo em redes sociais, pipocaram outras expressões chupinhadas do inglês como trendsetter (lançador de tendências), digital influencer (influenciar digital), instagrammer (“profissional” do Instagram) e influencer (influenciador). Outra novidade do ano foi seu paquera ou pretendente ter virado crush e seu ficante ou namorado ter sido transformado em boy.  

Neste admirável mundo novo online, surgiram outras expressões que tem tudo a ver com o espírito caótico de 2016: GRITO (em caixa alta mesmo, para demonstrar surpresa), close certo ou errado (quando você dá se dá bem, toma uma atitude certa ou não), o(a) maior que você respeita (por exemplo, Amy Winehouse é a maior cantora que você respeita) e todas as palavras possíveis no diminutivo terminando com íneo (catioríneo, fofíneo, pastelzíneo.).

URGENTE

Caso você pudesse voltar no tempo e contar para o seu eu do início de 2016 qual foi a palavra que você mais viu escrita no ano, provavelmente você diria “urgente”. Jornais, redes de televisão e sites chamaram urgente por escândalos de corrupção, mudanças políticas, prisões, operação Lava Jato, eleições e por mortes, muitas mortes.

Demorou pouco para darmos adeus ao primeiro: David Bowie, o camaleão do rock, se foi no dia 10 de janeiro. Infelizmente, ele não foi o único gigante que perdemos neste ano. Também vimos “urgente” pelo anúncio de falecimento de Prince, Alan Rickman, Cauby, Muhammad Ali, Fidel Castro, Ferreira Gullar. Foram tantas as vezes em que fomos obrigados a nos despedir de personalidades brilhantes com um “urgente” que o sentimento não poderia ser expresso por um pedido tão sincero: ACABA 2016.

Fonte: Superinteressante

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s