Com apenas livros proibidos, artista vai construir um Partenon

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Com sua construção finalizada em 432 a.c., o Partenon é dedicado a deusa grega Atenas, sendo hoje o maior monumento ainda de pé da Grécia Antiga e considerado um dos maiores patrimônios históricos da humanidade.

E agora ele vai ser recriado, só que ao invés de mármore serão usados 100 mil livros banidos como matéria-prima. A idealizadora do projeto é a artista plástica argentina Marta Minujin, que objetiva  homenagear o conhecimento e também alertar do quão é grave a censura de obras literárias. No momento os livros ainda estão sendo recolhidos pela autora, para então erguer o “novo Partenon” na cidade de Kassel, na Alemanha, e a escolha não foi por acaso, nesta cidade em 1933, nazistas queimaram 2.000 obras mal vistas pelo Regime.

A obra é a recriação de um outro Partenon, que Marta Minujín construiu na Argentina, em 1983, para celebrar o fim da Ditadura. Assim como da primeira vez, a obra ficará exposta ao público e depois será derrubada, para que qualquer pessoa possa pegar os livros e levá-los para casa.

Dentre os livros que já foram banidos estão Alice no País das Maravilhas(na China, em 1931), A Revolução dos Bichos (na antiga União Soviética e hoje em dia na Coreia do Norte e no Vietnã) e até o Código da Vinci (que foi banido por um tempo em 2004 no Líbano).

“Uma democracia sem livros, não é uma democracia.” – Marta Minujin

Fonte: Superinteressante

Foto: Marta Minujin  Archive

Texto – Adaptação: Pedro Rosano

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