Biblioteca Nacional, Instituto Moreira Salles, Pinacoteca de São Paulo e Itaú Cultural se unem para criar portal inédito dedicado a coleções brasilianas

A Biblioteca Nacional, o Instituto Moreira Salles, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Itaú Cultural assinaram convênio para a criação do site brasilianaiconografica.art.br. O evento foi realizado no último dia 2 de maio, na Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

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2 de maio de 2016 – da esquerda para a direita, Eduardo Saron (Itaú Cultural), Flávio Pinheiro (IMS), Renato Lessa (BN), Valéria Piccoli (Pinacoteca) e Vera de Alencar (Castro Maya)

O portal será o primeiro da internet a reunir as principais coleções brasilianas do país e a disponibilizar seu conteúdo e informações sobre a iconografia para o público. O lançamento da plataforma está previsto para março de 2017, e inicialmente contará com duas mil obras.

O presidente da Biblioteca Nacional (BN), Renato Lessa, frisou a importância de divulgação do imenso acervo guardado na instituição, assim como as iniciativas que vem firmando a Biblioteca como uma das pioneiras na área de digitalização e preservação.

Em seu discurso, Lessa mencionou uma espécie de obsessão do Brasil por alcançar um reconhecido como ‘país do futuro’, mas que esse futuro, para acontecer, precisa ser cuidadoso com o legado nacional, aquilo que possui de permanente.

Eduardo Saron, diretor-superintendente do Itaú Cultural, destacou o curioso arranjo de uma parceria público-privada em que instituições irmãs – Itaú Cultural e Instituto Moreira Salles – pela primeira vez assinam um documento conjuntamente, aliados a parceiros estatais de peso, como Pinacoteca do Estado de São Paulo e Biblioteca Nacional.

De acordo com Saron, “a assinatura de uma parceria que ainda irá se realizar dá publicidade a uma ação que se tornará irreversível, o que, em épocas turbulentas e com pouca previsibilidade, se torna a garantia da permanência da plataforma”.

A coordenadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Valéria Piccoli, ressaltou a proeminência dos parceiros envolvidos no projeto e destacou a importância de abrir o acervo para acessos de todo o país, com um viés de constante crescimento.

A ideia de instituições permanentes foi central na fala de Flávio Pinheiro, diretor do IMS, que mencionou a necessidade de difundir o conhecimento que cada instituição abriga. Segundo ele, uma exposição bem sucedida no Instituto, na Gávea, Rio de Janeiro (RJ), chega a ter 35 mil visitantes, o que diante da quantidade de acessos obtidos em poucas semanas do portal Brasiliana Fotográfica, é mínimo, já que o site alcançou milhões de acesso em seu curto período de existência. O Brasil foi pintado, aquarelado, gravado em outros suportes muito tempo antes de ser fotografado, lembrou Pinheiro, e o potencial dessa plataforma é imenso.

Também participou do evento Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya – inclui os museus Chácara do Céu e do Açude, ambos no Rio de Janeiro.

 

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