Ser escritor é uma mistura de talento com disciplina e determinação. Muita gente parece que nasce com o bichinho da escrita. Mas, para outros, escrever é uma descoberta que pode aparecer em diversas partes da vida. Em homenagem aos autores da nossa vida, o Estante Blog conta um pouco da história de escritores geniais que atenderam o chamado dos livros (ou do sucesso) mais tarde na vida.

 Marquês de Sade

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O famoso filósofo, político e aristocrata libertino tinha muitos, digamos, hobbies. Até por isso, ele só começou a se dedicar aos livros aos 47 anos de idade. Ainda assim, só teve tempo para escrever porque foi preso na Bastilha por atos de “desvio sexual”. Foi no cárcere que ele escreveu seu primeiro romance, Justine, publicado quatro anos depois, quando Sade já tinha 51.

Bram Stoker

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Bram Stoker passou boa parte da sua vida profissional como assistente de um excêntrico ator inglês chamado Henry Irving. A escrita, nessa época, era apenas um passatempo para o futuro lendário autor. Somente em 1890, aos 43, ele publicou O castelo da serpente. Sete anos depois ele lançaria a obra que o eternizou: Drácula, quando estava com cinquenta anos. Deste momento em diante o autor entrou numa fase prolífica, lançando mais sete livros até 1912.

Charles Bukowski

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Quando Bukowski se mudou para Nova York para se tornar escritor, ele conseguiu publicar apenas dois contos. Frustrado, resolveu beber. Por dez anos. Charles quase morreu de úlcera. Finalmente, ele se acomodou numa rotina de empregado dos correios. Por mais dez anos.

Enquanto trabalhava nos correios, já com 49 anos, a pequena editora alternativa Black Sparrow Press ofereceu-lhe um contrato. Ele aceitou e disse: “Eu tenho duas escolhas: ficar neste emprego e enlouquecer ou virar escritor e morrer de fome. Eu decidi morrer de fome.” Quando terminou seu primeiro romance, Cartas na rua, ele estava desempregado há um mês. Acabou publicando milhares de poemas, centenas de contos e seis romances. E não morreu de fome.

Cora Coralina

Cora Coralina, considerada uma das maiores poetisas de língua portuguesa do século XX, começou a publicar seus livros aos 75 anos de idade. Apesar disso, a autora sempre escreveu poemas sobre seu cotidiano, com uma linguagem simples na forma, mas muito profunda no conteúdo. Carlos Drummond de Andrade, em 1980, enviou-lhe uma carta elogiando seu trabalho e, logo, a autora de 91 anos passou a ser conhecida em todo o Brasil.

 

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