A arte da adaptação, que embora disfarçada, faz jus ao original.

Existem inúmeros clássicos literários que já foram adaptados para as telonas, e nesse post vamos falar sobre algumas adaptações que não parecem nem um pouco com os clássicos, mas que de fato são.

As Patricinhas de Beverly Hill (1995)

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Entre tantas adaptações de época feitas a partir do Emma, de Jane Austen essa é a mais sagaz e a que mais compreende as personagens e as suas circunstâncias.

A história: Cher (Alicia Silverstone) é rica, mimada e narcisista, mas não é má pessoa. Tanto que decide fazer uma boa ação e transformar em “popular” a desajeitada Tai (Brittany Murphy) – no que mete os pés pelas mão, aprende umas tantas coisas e compreende como é interessante o irmão postiço (Paul Rudd), que sempre achou velho e chato.

Na verdade é a adaptação mais espirituosa e criteriosa do romance de Austen.

10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999)

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Para poder namorar a menina que gosta, um menino precisa antes cumprir uma condição – encontrar alguém disposto a namorar a irmã mais velha dela, Katarina (Julia Stiles), a garota mais brava da escola.  Patrick (Heath Ledger) topa, mediante suborno, mas então descobre que gosta verdadeiramente de Katarina.

Na verdade trata-se da peça A Megera Domada, de Shakespeare, transposta com graça e carisma, para um subúrbio de Sattle.

E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (2000)

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No sul americano dos anos 30, Ulysses McGill (George Clooney) foge da prisão com dois outros trapalhões para buscar um tesouro enterrado e para evitar que sua mulher, Penny (Holy Hunter), aceite outros pretendentes.  Um cego profetiza que eles viverão grandes aventuras, um grandão de tapa-olhos os ameaça, três lavadeiras tentam seuzi-los com seu canto…

Na verdade o Filme dos irmão Coen é, sem tirar nem pôr, a Odisseia do poeta grego Homero.

O Diário de Bridegt  Jones (2001)

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O filme nada mais é do que uma deliciosa reimaginação contemporânea do livro Orgulho e Preconceito, obra máxima, de Jane Austen. Até mesmo o “príncipe encantado” se chama Mr. Darcy…

A Mentira (2010)

A Mentira (2)

Para não ter de admitir que é virgem, Olive (Emma Stone) inventa uma noite de sexo co um rapaz que ninguém conhece. Mas a mentira se espalha e traz consequências inesperados: se por um lado a facção conservadora da escola milita pela sua expulsão, por outro os alunos mais moderninhos passam a considerá-la um ícone.

Essa comédia deliciosa, ao mesmo tempo vira do avesso e homenageia A Letra Escarlate, de Nathaniel Hawhothorne, sobre uma adúltera hostilizada em seu vilarejo.

Fonte: Revista Veja, edição 2437, ano 48,  n º 31.

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