Conheça o lado chocante de alguns autores famosos

Não importa quantos livros publicados ou prêmios ganhos um escritor ostente em seu currículo, longe dos holofotes, todos são pessoas normais com seus próprios hábitos, maninas e crenças bizarras.

As vezes eles podem deixar escapar essas excentricidades em obras escusas que acabam desconstruindo a imagem que cultivamos deles, e revelando uma vida dupla, com passatempos únicos e, porque não, até com uma certa ponta de loucura.

Os escritores citados abaixo são idolatrados pelo mundo todo por suas obras emocionantes e perspicazes, mas suas vidas particulares eram tão estranhas, que também merecem a nossa atenção.

Bram Stoker era um maluco teórico da conspiração

Apesar de Bram Stoker ser mais conhecido por ter escrito o clássico Drácula , o autor irlandês escreveu diversos outros romances que não tinham nada a ver com sangue, morcegos, ou mortos-vivos.
Na verdade, ele escreveu várias obras de não-ficção, incluindo um chamado ‘Impostores Famosos’, publicado em 1910, e dedicado a expor vigaristas e conspiradores. No último capítulo desse livro, intitulado “The Bisley Boy”, ele afirma que a rainha Elizabeth, aquela que todos nós aprendemos na aula de história, era na verdade um homem disfarçado.
De acordo com Stoker, a verdadeira Elizabeth ficou doente e morreu quando tinha 10 anos, enquanto estava de férias no campo. O Rei Henrique VIII anunciou que faria uma visita, e a governanta entrou em pânico. Para não correr o risco de ter a cabeça cortada, ela teria corrido para a cidade vizinha para procurar uma substituta. Como ela não conseguiu encontrar uma garota parecida com a princesa, ela acabou vestindo um menino com as roubas de Elizabeth.
Quando o rei finalmente apareceu, ele cumprimentou sua suposta filha e foi rapidamente cuidar de seus afazeres reais, nunca percebendo a troca. Daquele ponto em diante, o papel de Elizabeth foi desempenhado por este andrógino ‘Bisley Boy’, e toda a Inglaterra teria sido enganada por esse impostor bem maquiado.
Naturalmente, a teoria de Stoker acabou sem credibilidade pela falta de provas. Seu caso era baseado em algumas afirmações dúbias, como a forma como a rainha Elizabeth guardava seus segredos e sua propensão a perucas, que supostamente esconderia a calvície masculina. Além disso, ela nunca se casou, e se recusava a ver qualquer médico, incluindo os pessoais.
Por fim, de acordo com Stoker, Elizabeth era incrivelmente inteligente demais para ser uma mulher, o que elucidaria ela ser secretamente um homem, já que Stoker acreditava que todas as mulheres eram estúpidas. (Para saber mais sobre Stoker, acesse)
Charles Dickens era fascinado por pessoas mortas
Ele escreveu alguns dos romances mais famosos do idioma Inglês, mas Charles Dickens também foi um esquisitão de primeira.
Onde quer que ele dormisse, ele insistia que a cabeceira da cama estivesse voltada para o norte, afirmando que a direção de seu colchão influenciava na sua criatividade. Ele também seguiu o mesmerismo , a versão vitoriana do hipnotismo, muitas vezes praticando suas supostas habilidades em família e amigos.
Mas todas essas pequenas peculiaridades eram nada em comparação a obsessão de Dickens pelos mortos. Quando ele não estava escrevendo sobre órfãos famintos ou avarentos mal-humorados, Dickens se refugiava no cemitério de Paris.
Aparentemente, visitar o necrotério era quase como ir ao cinema no século 19. Parisienses entediados, com um gosto pelo macabro, gostavam de deslumbrar os corpos de vítimas de assassinato, suicídios, e as pessoas pescadas no rio Sena. Mas o fascínio de Dickens com os mortos, era uma curiosidade mórbida que excedia os hábitos do passado. Como o grande autor colocou certa vez, “Sempre que estou em Paris, sou arrastado por uma força invisível para o necrotério. Eu nunca quero ir para lá, mas sou sempre puxado para lá”.
Sua atração por cadáveres era tão forte, que Dickens chegou a passar o Natal e o ano novo no cemitério, com corpos baleados e esfaqueados. E quando não estava na França, Dickens às vezes saia com a polícia do rio Tamisa, à procura de corpos ou apenas para conversar sobre tentativas de suicídio.
Mark Twain inventou o sutiã
Além de ser um dos maiores romancistas da América, Mark Twain realizou uma grande variedade de trabalhos como repórter, prospector, e piloto de barco . Ele também era um talentoso inventor, tendo criado pelo menos duas patentes durante sua vida.
De fato, sua primeira invenção lhe rendeu $50.000, o que não é mau, especialmente para os padrões do século 19. Uma de suas invenções é o protótipo do álbum de figurinhas. Twain adorava colecionar fotos e artigos de jornal, mas ele se cansou de ter que passar cola em cada recorte individual. Querendo acelerar o processo, Twain concebeu um álbum auto-colar. O processo envolvia fitas adesivas pré-colados nas páginas . Tudo o que tinha a fazer era umedecer o material pegajoso, e pronto, você estava pronto para colar o que queria na página.
Mas a maior criação de Twain era uma cinta elástica que impedia as roupas folgadas de cair. Com a ajuda de um fecho ‘prático’, a cinta impedido os coletes e outras vestimentas de sobrarem no corpo. Bilhões de pessoas ainda usam a invenção de Twain, só que não da forma que ele imaginou. O fecho da cinta elástica que esse grande escritor criou, é usado até hoje na parte de trás do sutiã.
.
Philip K. Dick foi inspirado por visões
Quem já leu um livro de Philip K. Dick sabe que ele tinha uma mente bem incomum. E mesmo que você nunca tenha aberto um de seus romances, com certeza já viu um filme ou dois com base em suas obras. Suas obras inspiraram filmes notáveis ​​como Blade Runner , O Vingador do Futuro e Minority Report . E, por sua vez, alguns de seus livros foram inspirados por visões completamente insanas.
Em 20 de fevereiro de 1974, Dick estava se recuperando de uma cirurgia do dente do siso e esperando uma entrega de remédios para a dor. Quando o etregador apareceu, Dick notou que ele usava um chamativo cordão no pescoço, e foi quando as coisas ficaram estranhas.
De repente, o pingente do cordão acertou Dick com um laser cor de rosa, enchendo sua mente com uma presença alienígena. Esta entidade extraterrestre teria compartilhado uma grande sabedoria antiga com o escritor de ficção científica, muitas vezes em línguas antigas como o grego.
O ser, que Dick descreve no feminino, também o ajudou a realizar mudanças em sua vida, encorajando-o a melhorar a sua alimentação e encarar os editores que atrasavam o seu pagamento. O incidente ainda o motivou a escrever um diário de 8.000 páginas.
Dick provavelmente sofreu um ataque epiléptico, mas o autor tinha suas próprias teorias. Talvez ele tenha recebido mensagens de Deus ou extraterrestres, ou quem sabe foi vítima de algum experimento soviético. Mas embora as ideias de Dick pareçam excêntricas, uma parte da história é difícil de ser julgada.
Um dia, a entidade alertou Dick que seu filho morreria de um defeito de nascença que os médicos não diagnosticaram. Alarmado, o autor correu com seu filho para o hospital e descobriu que estava certo. Mesmo confusos, os médicos conseguiram salvar o filho de Dick, tudo graças ao tal feixe de laser rosa.
Arthur Conan Doyle acreditava que Houdini era mesmo um mago
Apesar dele ter criado o personagem mais lógico de toda a literatura, Sir Arthur Conan Doyle não era bem a pessoa mais racional do planeta. Depois que seu filho morreu na Primeira Guerra Mundial, o autor dedicou sua vida ao espiritismo e a tentar desesperadamente a falar com os mortos. Mas sem qualquer cumplicidade com seu amigo Harry Houdini. Um renomado cético que furtivamente frequentava sessões espíritas para expor médiuns fraudulentos.
Muitas de suas conversas giravam em torno do espiritismo, com cada um tentando provar seu ponto de vista para o outro. Doyle muitas vezes levou Houdini aos seus médiuns favoritos, enquanto o ilusionista tentava convencer o autor que tudo não passava de uma farsa. Porém, as coisas ficaram estranhas quando Doyle proclamou que Houdini realmente possuía poderes mágicos.
O escritor chegou a estranha conclusão que Houdini desmascarava farsantes para abrilhantar os seus próprios poderes psíquicos. Ele ainda afirmava que o mágico poderia se desmaterializar, e é assim que ele escapava de todas as correntes, camisas de força, e cofres. Frustrado, Houdini preparou um truque para provar ao seu amigo que a magia não era real. O ato de Houdini envolveu uma ardósia, bolas de cortiça, e um balde de tinta branca.
Doyle foi instruído a deixar cair a bola dentro do balde de tinta e, em seguida, foi convidado a sair da casa. Armado com lápis e papel, Doyle caminhou três quarteirões de distância, escreveu uma mensagem secreta, e voltou. Em seguida o autor pegou a bola coberta de tinta fora da lata, passou ela pela ardósia e viu com espanto que a bola rolou soletrando “Mene Mene Tekel UFARSlM”, a frase exata que ele secretamente tinha escrito no papel.
A bola foi enchida com ferro e controlada por um ímã . E como Houdini sabia o que Doyle tinha escrito? Ele simplesmente pediu para verificar se as dobras estavam corretas, e como em um truque de mágica, substituiu o pedaço por um outro em branco. No final do ato, o mágico não revelou o segredo para o escritor, dizendo apenas que: “Eu não vou dizer-lhe como ele é feito, mas posso assegurar-lhe que era malandragem pura”.
O plano do homem saiu pela culatra e Doyle saiu de lá totalmente convencido de que seu amigo tinha habilidades psíquicas. Houdini nunca conseguiu convencer seu amigo a desistir de espiritismo, e devido a essa discórdia, eles passaram o resto de suas vidas discutindo a respeito.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s