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Os pseudônimos e heterônimos podem ser usados por um autor por diversas razões: Buscar novos desafios, publicar em época de repressão, variar estilos literários ou preservar o anonimato.  O pseudônimo é caracterizado quando um artista não quer usar seu nome civil e apenas o troca por outro nome. Já no heterônimo, o escritor deseja uma personalidade poética, com biografia e características singulares da sua.

Diante disso, selecionamos 10 autores que utilizaram pseudônimos e heterônimos em sua caminhada literária:

1- Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis, etc.

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Fernando Pessoa teve dezenas de heterônimos. Álvaro de Campos era um engenheiro português de educação inglesa. Suas obras eram influenciadas pelo simbolismo e pelo futurismo, apresentavam um certo niilismo em suas obras. Ricardo Reis era um médico, cuja obra possuía traços do bucólico e da cultura latina, e era defensor da monarquia. Já Alberto Caeiro fez apenas o primário, escrevendo poesias de forma simples, direta e concreta.

2- “Boas Noites” “Victor de Paula”, “João das Regras”, “Dr. Semana”, “Platão”, etc.

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Foram muitos os pseudônimos de Machado de Assis. Quando o autor queria tocar em temas mais polêmicos, como críticas a fazendeiros que eram a favor da abolição, utilizava pseudônimos em suas crônicas. Isso só foi descoberto em 1950, quase 40 anos depois de sua morte.

3- George Eliot

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Em uma época em que mulheres escreviam apenas histórias de romances leves, Mary Ann Evans não queria ser atingida pelo estereótipo. Assim, no século XIX, adotou o nome de George Eliot para publicar seus livros. Além disso, Mary desejava preservar seu anonimato principalmente porque mantinha um relacionamento com George Henry Lewes, um homem casado com quem viveu por mais de vinte anos.

4- George Orwell

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Eric Arthur Blair nasceu na Índia dominada pelo imperialismo britânico em 1903.  Na juventude, ingressou na polícia imperial britânica e viveu cerca de 5 anos entre a Índia e a Birmânia. Nesse período, pôde refletir sobre a dominação inglesa sobre as colônias e se revoltou, desertando por volta de 1927. Voltou à Europa e, com vergonha de sua origem, renunciou sua fortuna e o próprio nome, tornando-se George Orwell.

5- Lemony Snicket

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Daniel Handler já utilizava o nome Lemony Snicket para assinar cartas para editores e cartões de visitas, de forma que o nome começou a ser utilizado por seus amigos para brincadeiras, como pedir pizza.  Ele decidiu então manter o nome para escrever as aventuras dos órfãos Violet, Klaus e Sunny, na série Desventuras em Série. O interessante é que Lemony Snicket acaba sendo um personagem indireto e narrador da série, mantendo contato íntimo com o leitor.

6- Lewis Carrol

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Charles Lutwidge Dodgson era professor de matemática da Universidade de Oxford antes de utilizar o nome Lewis Carrol. O pseudônimo veio como sugestão de seu editor, quando publicou pela primeira vez poemas e contos na revista “The Train”.

7- Mary Westmacott

Quando a rainha do crime, Agatha Christie, quis escrever histórias de amor e explorar a psicologia humana, ela começou a escrever sob o nome de  Mary Westmacott, para não decepcionar seus fãs acostumados com o mistério.

8- Miguel Torga

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Foi em 1934, com 27 anos, que Adolfo Correia Rocha criou seu pseudônimo, Miguel Torga. O “Miguel” em homenagem a dois grandes escritores ibéricos: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já “Torga” é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule incrivelmente retilíneo.

9- Pablo Neruda

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Pablo Neruda nasceu como Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, mas ainda na adolescência adotou o pseudônimo inspirado no poeta tchecoslovaco Jan Neruda. Ficou conhecido no mundo inteiro como Pablo Neruda e tornou o nome legal após ação de modificação do nome civil.

10 – Suzana Flag

Foi nas páginas de “O Jornal” que Nelson Rodrigues começou a assinar o folhetim “Meu destino é pecar”, como Suzana Flag. O romance alavancou as vendas do jornal, e até um presidiário mandou uma carta apaixonada pela autora, mas Nelson respondeu explicando que Flag era casada.  As colunas e folhetins escritas por Suzana Flag originaram sete livros: “Meu destino é pecar”, “Escravas do amor”, “Núpcias de fogo”, “O homem proibido”, “A mentira” e a autobiografia, “Minha vida”. Em 1949, Nelson criou outro pseudônimo, Myrna.

Outros autores e seus pseudônimos:

  • Olavo Bilac possui os pseudônimos Arlequim, Belial, Brás Patife, O Diabo Coxo, Pierrô, Pif-Paf, Victor Leal, dentre outros.
  • Richard Bachman é Stephen King
  • D. Robb é Nora Robbins
  • Anne Rampling é Anne Rice
  • Robert Galbraith é J.K. Rowling

Fonte: Literatortura

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