O Sistema de Bibliotecas da UCS quer conhecer as obras que mais marcaram a vida de seus funcionários e com esse intuito criou o projeto “Sugestão Literária”.

Para dar início a campanha, foi escolhido o livro  A asa esquerda do anjo, de Lya Luft. O livro é sugestão de Michele Marques Baptista, Coordenadora Administrativa do Sistema de Bibliotecas.

O livro conta a história de Gisela, uma jovem criada em uma rígida família alemã, que sofre por se sentir exilada em um mundo comandado por sua avó, a temida e autoritária matriarca Frau Wolf. Dividida entre a obrigação de seguir as duras normas da educação alemã e a vontade de ser como as outras crianças, admirando a mãe, uma ‘intrusa’ que tenta se integrar na família ‘germânica’, a menina cresce ambivalente, censurada pelo olhar crítico da avó e sentindo-se à sombra da prima, a preferida e perfeita Anemarie.

Em ‘A Asas Esquerda do Anjo’, Gisela conta a história de sua família, seus segredos – escondidos metaforicamente em uma portinha no porão; as mortes dolorosas e o anjo que guarda o mausoléu dos Wolf; os anseios e a culpa que a impedem de viver uma relação amorosa; a busca incessante pela aprovação em um lugar onde ela jamais seria igual aos outros. (Fonte: Saraiva)

Gisela busca ser aceita pela sociedade e, ao mesmo tempo, tenta fugir das normas rígidas impostas a ela, criando um conflito existencial. A obra faz crítica a uma sociedade marcada pelo patriarquismo, mas nessa, como em todas as obras de Lya Luft, o papel da mulher na sociedade é muito destacado.

“As identidades múltiplas e fortes das personagens são muito evidenciadas e isso tornou-se claro para mim. A comparação desses fatos com a própria realidade que a mulher vive atualmente, a constante luta por sua independência, a busca para ser melhor em tudo, no emprego, em casa, com os amigos…” são alguns dos aspectos que tornam o livro tão especial para Michele.

Além desses, outro aspecto que a coordenadora ressalta é a crise de identidade, pois essas crises ocorrem com vários indivíduos, em várias idades e momentos. “A autora coloca também a questão do “ser diferente” e o quão importante é respeitar isso sempre.” diz ainda.

A escritora tem o dom de nos colocar como personagens e transportar o leitor para o papel daquelas mulheres, uma leitura tocante e marcante, que certamente opera uma mudança positiva na maneira de ser e pensar de quem o lê.

Fica o convite e sugestão para a leitura de  “A asa esquerda do anjo” que está disponível em nosso acervo.

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