As cinco faces ocultas de Machado de Assis

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      Que ele é imortal, você já sabia. Que ele escreveu Dom Casmurro, provavelmente não é novidade para ninguém. Mas o que pouca gente sabe é que Machado era um homem de múltiplos talentos, autodidata e extremamente influente em sua época. Confira abaixo cinco características de personalidade de Machado de Assis que muita gente desconhece.

       O Galante

   Carolina, sua esposa, apaixonou-se pelo charme e a verve intelectual do Machadão. E olha que ela era uma dedicada estudiosa dos grandes nomes da língua portuguesa. Alguns pesquisadores afirmam que ela o ajudava na revisão gramatical de seus originais. Porém, o jornal O Corsário publicou um artigo desmoralizando Machado de Assis por uma suposta traição. A amante seria uma atriz portuguesa mais velha que ele.

       O Nerd

   Machado não teve educação formal. Desde cedo, trabalhava vendendo balas e doces feitos por sua madrasta. Mas isso não o impediu de devorar livros. Com 17 anos, tornou-se tipógrafo na Imprensa Nacional. Ainda jovem, Machado traduziu o romance Os trabalhadores do mar de Vitor Hugo. Detalhe, ele aprendeu francês com a ajuda de um padeiro amigo da família. Por conta própria, Machado de Assis aprendeu a falar e escrever em alemão e inglês.

   Nas horas vagas, ele se dedicava a uma outra paixão nerd: o xadrez. As peças que pertenceram ao escritor foram esculpidas à mão e estão expostas na Academia Brasileira de Letras.

       O Aglutinador

       Inspirado pela Academia Francesa, Machado de Assis organizou a fundação da Academia Brasileiras de Letras. Em Janeiro de 1897, foi eleito o presidente da instituição, mas não ocupou a cadeira n° 1. Modesto, ficou com a de número 23. José de Alencar foi escolhido como patrono da Academia, indicado o próprio Machado de Assis.

       O Produtivo

     Machado de Assis escreveu 5 livros de poesia ,7 de contos e 9 romances ao longo dos seus 60 anos. Também foi o autor de mais de 600 crônicas, tornando-se  um dos responsáveis pela popularização do gênero do país. Aos 21 ele já era autor e crítico teatral e escreveu 9 peças de teatro, entre 1860 e 1906.

       O Anônimo

    O escritor usou pelo menos 21 pseudônimos  ao longo de sua carreira. Já no final de sua carreira, publicou crônicas apócrifas em A Semana, mas não enganou ninguém. Seu estilo já era reconhecido pelos leitores.

Fonte: Estante Blog

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