Entre 1916 e 1925, a Universidade do Mississipi remunerava o jovem William Faulkner, então na casa dos 20 anos, não pela sua incipiente produção poética, mas por suas ilustrações despretensiosas para o periódico Ole Miss e a revista de humor The Scream. A escrita não era a única forma artística a que o autor de O Som e a Fúria (1929) se dedicava. Mesmo simples, os desenhos que produziu nesse período são carregados de uma estética jazzística, além de referências ao seu fascínio por aviação e algumas influências do artista inglês Aubrey Beardsley.

Era comum que Faulkner também ilustrasse algumas das cartas que enviava à sua família quando esteve em Paris, no ano de 1925. Numa delas, encontrada recentemente junto de outros itens valiosos do escritor, há um auto-retrato barbado acompanhado dos dizeres: “Minha barba está crescendo, aparentemente.”

Em 2012, foram descobertos desenhos, manuscritos e cartas de Faulkner na propriedade da família em Virginia, leste dos Estados Unidos. Em julho deste ano, os achados – dentre os quais o rascunho do seu discurso do Prêmio Nobel de Literatura (1949) e os escritos de uma história inédita, The trapper’s story – foram leiloados pela Sotheby’s, a mais importante casa de leilões de arte do mundo.

Ole Miss, 1917-1918 vol. XXII p. 111, introduzindo uma seção de atividades sociais.Veja mais…

Fonte: Revista Cult

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