A Letra Escarlate – Nathaniel Hawthorne

letra escarlateA animosidade que algumas pessoas têm contra esse livro é surpreendente. A obra de Nathaniel Hawthorne se desenrola no Século 17 em uma Boston puritana, onde sua heroína, Hester Prynne, concebe uma criança como resultado de um adultério. Ela é pega pelos anciões da Igreja e obrigada a usar um grande A escarlate em suas roupas, como sinal de seu pecado. Hester acaba passando por várias situações com dignidade – algo que é difícil atualmente.

Difícil também é qualquer amor moderno por esse livro melodramático de 250 páginas. Até mesmo seus fãs admitem que é necessário um dicionário, e que você pode ser perder facilmente nas várias páginas de divagações descritivas. O próprio Hawthorne admitiu ter adicionado um capítulo completo apenas porque o livro era muito curto para impressão.

O Pêndulo de Foucault – Umberto Eco

pendulo de fucault

Umberco Eco é um homem culto e ele quer que você saiba que ele trabalhou por horas em bibliotecas. O Pêndulo de Foucault projeto brinca com teorias conspiratórias e teve início com uma pesquisa entre 1.500 livros de ocultismo reunidos por seu autor.

Ele também quer que você trabalhe. Eco admite ser intencionalmente difícil e deliberadamente colocou 200 páginas de Historia em “O Nome da Rosa”  somente para desencorajar curiosos. Ele repete seu truque em O Pêndulo de Foucault, sem nenhum esforço para desenvolver a narrativa ou os personagens.

Fãs realizam a leitura do livro de quase 700 páginas com dicionários em mãos, afirmando que esse livro é “para os fortes de espírito, pessoas com perseverança, que estão dispostas a lutar para alcançar a verdade suprema que apenas alguns afortunados dominam.” O livro fará com que você se sinta um completo ignorante sobre o que se passou na ciência italiana, na filosofia, e necromancia na Idade Média. E sim, você VAI se sentir desse modo até certo ponto em que Eco acredita que você já sofreu o bastante e adiciona um enredo para que você consiga alcançar a verdade suprema.

Arquipélago Gulag – Aleksandr Solzhenitsyn

arquipelogo de goular

Arquipélago Gulag é provavelmente a mais forte e a certamente a mais influente obra sobre como funcionavam os gulags (campos de concentração e de trabalho forçado na antiga União Soviética) nos tempos de Josef Stálin. O livro de 1 800 páginas é uma narrativa sobre fatos que foram presenciados pelo autor, prisioneiro durante onze anos, em Kolima, num dos campos do arquipélago, e por duzentas e trinta e sete pessoas, que confiaram as suas cartas e relatos ao autor.

Esta não muito objetiva narrativa da história tece infinitas linhas narrativas deprimentes e muitas vezes os leitores a abandonar a leitura, mesmo quando a causa é tão nobre.

Moby Dick – Herman Melville

moby dick

Alguns leitores terminaram Moby Dick e se juntaram ao Greenpeace somente para prevenir que esse tipo de sofrimento aconteça novamente. Não para as baleias – mas sim para os leitores. A narrativa é incrivelmente grande e a atenção que Melville foca nas técnicas baleeiras beira a compulsão. Para um livro de mais de 600 páginas, o enredo é graciosamente escrito como “mínimo”. Alguns fãs de Melville até mesmo encorajam leitoras de primeira viagem a ouvir ao áudio book enquanto lêem.

Outros sugerem pequenas sessões de leitura. A maioria dos leitores, porém, dirá que este livro poderia ter escrito com umas 200 páginas a menos, e ainda assim seria um importante trabalho como é hoje em dia.

Atlas Shrugged – Ayn Rand

Nesse canto, com quase 1,200 páginas em sua impressão com capa dura, temos Atlas Shrugged. A obra de Ayn explora uma situação em que a classe produtiva se nega a ser  explorada pela sociedade. Enquanto o governo toma conta das indústrias, os cidadãos mais produtivos simplesmente se retiram e passam a seguir um líder (John Galt). O ponto é que qualquer sociedade deixará de funcionar se os mais racionais e produtivos não estiverem livres para ir atrás de seus interesses pessoais. O livro espelha a filosofia objetivista de Ayn, que salientava a primazia da razão, os direitos individuais, a natureza humana, o trabalho, a ética e dos valores, a política, o estado e do governo, a economia, a livre iniciativa, a propriedade privada.

Os liberais odiavam a rejeição do socialismo, enquanto os conservadores lamentavam o ateísmo implícito, embora, ironicamente, o livro pode ser visto como um tratado favorecendo a filosofia aristotélica e o conceito da existência de uma figura de Deus.

Assim, ambos os lados competiam em definir seu trabalho como algo “para adolescentes” e “estridente, sem alívio”. Os devotos recomendam ler o livro de 1000 páginas em pequenas doses, durante um longo período de tempo.

Guerra e Paz – Leo Tolstoy

PV Rio de Janeiro (RJ) 09/11/2011 Imagens do livro "Guerra e paz", de Liev Tolstói (Editora Cosac Naify) - Foto Divulgação

Possui centenas de personagens e mais de mil páginas impressas na versão original (1,296).  Guerra e Paz é considerado um dos maiores romances da história e também é o livro sobre o qual as pessoas mais mentem terem lido. De fato, muitas pessoas o leram apenas para dizer que o fizeram. E isso é uma vergonha, porque Tolstoi pode escrever muito bem, quer como um narrador onisciente, ou quando escreve diretamente sob ponto de vista do personagem. No entanto, o próprio título do livro é uma piada (merecida) para volumes demasiadamente longos e que continuam a ser o principal obstáculo à leitura.

A história não emprega personagem central ou enredo e vagueia entre diversas subtramas. O enredo deste clássico da literatura russa se passa durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820. O jogo da política, as intrigas da corte, as tramas da sociedade, as táticas da nobreza arruinada, a brutalidade da guerra, sua banalidade e seus acasos… Os bastidores do poder são desvendados em Guerra e paz.

Então, como você ler? Fãs dizem que é melhor ler alguns capítulos de uma vez, fazer anotações, alugar o filme, e depois “fazer algo especial” para celebrar a leitura depois de tê-la terminado. Sério? Tolstoi merece melhor.

Fonte: FONTE: Listverse, Estadão, Globo.com e Wikipedia, Livros e Pessoas

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