Descubra quantas pessoas estão no espaço atualmente

Site revela nomes e informações de pessoas que estão atualmente na órbita terrestre

por 1971yes/istockphotoUm projeto desenvolvido pelo “estrategista digital” e apreciador das temáticas espaciais revela quantas pessoas estão sob zero de gravidade neste exato momento.

Batizado de “How many people are in space right now“, o site traz não apenas o número de humanos no espaço, mas seus nomes, fotos, nacionalidades e perfis profissionais. Há também como saber por quanto tempo eles estão em órbita.

Em breve será lançada uma versão da página em forma de app para iOS. E aí, quantas pessoas estão no espaço neste exato momento?

Fonte :  Catraca Livre

Bel Pesce lança A Menina do Vale 2

menina

Bel Pesce se formou em Engenharia Elétrica, Engenharia da Computação, Economia, Administração e Matemática pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology com apenas 23 anos. Depois de trabalhar na Google, Microsoft, dentre outras grandes empresas, tornou-se co-fundadora da Lemon que tem sede no Vale do Silício, onde mora há alguns anos.
Com o seu crescimento rápido no cenário do empreendedorismo, Bel escreveu o livro “A MENINA DO VALE” a fim de compartilhar suas experiências e ajudar os que estão iniciando suas carreiras.
Agora, ela lança com exclusividade pelo Catraca Livre seu novo livro: a Menina do Vale. Baixe aqui — http://www.ameninadovale.com/

Fonte : Catraca Livre

9 livros que todo profissional de TI precisa ler

(Foto: Reprodução)

Leonardo Pereira, no Olhar Digital

Quem quer se dar bem na indústria de tecnologia não pode se conformar apenas com o que
aprende nos cursos especializados, também é necessário ter uma bagagem cultural que apoie tudo o que é visto em salas de aula e no mercado.

Uma boa forma de fazer isso é através da leitura, mas isso não significa que você tenha de
comprar apenas livros sobre tecnologia. Na visão de executivos e professores consultados
pelo Olhar Digital, o profissional pode ir atrás de conteúdo mais variado, mas que no fim
acaba ajudando na sua formação.

Confira algumas sugestões:

Sidney Sossai, executivo de Social Business da IBM Brasil

Quem disse que os elefantes não dançam?, de Louis V. Gerstner

“Em 1995 eu estava cursando faculdade de Tecnologia da Informação, e já tinha iniciando
minha carreira na área de tecnologia. Nessa época fui convidado a participar de um processo
de seleção na IBM – Windows, computação distribuída, Internet, mobilidade ainda eram
sonhos e futurologia. Deixei meu emprego de carteira assinada, e apostei no estágio da IBM
em um momento de muita transformação. Essa decisão praticamente transformou minha vida profissional, pois foi quando eu desenvolvi minha carreira, aprendi a lidar com a complexidade de uma grande empresa.

A mensagem que o livro me traz é que temos de estar sempre preparados para as
transformações, sejam elas profissionais ou pessoais. A única certeza que temos é que elas
irão acontecer, o desafio é estar preparados para quando elas virão.”

Ernesto Haberkorn, sócio-fundador da TOTVs, diretor da TI Educacional e criador do Circuito NETAS

Contabilidade Tributária, de Gustavo Oliveira

“O melhor livro que já li é Contabilidade Tributária, do professor Gustavo Oliveira. Como trabalho com programação de sistemas ERP, sempre tive muita dificuldade em entender nossa complexa legislação tributária. E este livro apresenta, de forma clara e objetiva, os principais tributos a serem pagos por uma empresa. Desde o Imposto de Renda até o ICMS, passando pelo PIS, COFINS, ISS, IPI, CSLL, INSS e ISS. Tenho indicado esse livro aos meus colaboradores, justamente porque quase todos os livros que tratam desta matéria não são muito esclarecedores. Este explica os porquês de cada lei de forma clara e objetiva. É uma obra que contribui muito com os profissionais.”

Silvio Celestino, especialista em carreira e sócio-fundador da Alliance Coaching

O poder dos quietos, de Susan Cain

“O mundo é formado tanto por pessoas introvertidas quanto extrovertidas e ambos possuem dificuldades inerentes à sua natureza no mercado de trabalho. Conhecer essas características e como utilizá-las de forma a diminuir seus gaps e potencializar suas qualidades é um fator de sucesso. O livro fala sobre essas características e como cada tipo pode aprimorar-se, estabelecer relacionamentos apropriados e, acima de tudo, agir para realizar a vida que deseja e atingir os resultados desejados.”

Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés

“Durante a carreira no mundo empresarial, a pessoa pode ter de enfrentar situações que se parecem com a sobrevivência em uma selva: defender-se de predadores, abandonar ideias passadas e amadurecer. Esse percurso deve ser feito com cuidados que são essenciais a todos, mas, especialmente, à mulher, que sofre mais barreiras e dificuldades para se impor na profissão. O livro é um excelente alerta e chamado à realidade e mostra como o amadurecimento é um caminho a ser trilhado de maneira cuidadosa, mas firme, para a vida.”

Agesandro Scarpioni, coordenador do curso de Sistemas de Informação da FIAP

Engenharia de Software – Uma Abordagem Profissional, de Roger S. Pressman

“Eu tenho como sugestão e até como um livro de cabeceira para quem é da área de TI. É o livro do Roger Pressman, que já está na 7º Edição, eu uso desde a minha época da especialização em engenharia de software no ano de 2000, é atualizado com frequência e serve tanto para alunos de graduação quanto para profissionais de TI.

Seu nome é Engenharia de Software – Uma Abordagem Profissional, é um livro em que diversos assuntos relacionados a TI são abordados de forma simples, possibilitando ao leitor conhecer as várias etapas do processo de engenharia de software, passando por modelagem e arquitetura, gestão de projetos e gestão da qualidade, incluindo os conceitos iniciais de UML e orientação a objetos.”

Almir Meira Alves, coordenador dos cursos de Engenharia da Computação e Engenharia de Produção 2.0. da FIAP

A Startup Enxuta – Como Os Empreendedores Atuais Utilizam a Inovação, de Eric Ries; Novos Negócios Inovadores de Crescimento Empreendedor No Brasil, de Silvio Meira; Project Management Body of Knowledge, do Instituto PMI; Gerenciamento Ágil de Projetos – Aplicação em Produtos Inovadores, de Daniel Capaldo Amaral

“Os dois primeiros livros são indicados para os profissionais com perfil empreendedor, que desejam empreender como empresários ou como empreendedores internos em empresas de tecnologia. Os dois livros ensinam como empreender com rapidez, planejamento e baixo investimento inicial.

Os dois últimos livros falam sobre a arte do gerenciamento de projetos. Todo profissional de TI deve entender seu trabalho como uma sucessão de projetos, em que ele deve conhecer, além da parte técnica, das áreas mais gerais do conhecimento em projetos, como RISCOS, CUSTOS, TEMPO, RH E COMUNICAÇÕES, entre outras áreas.

Eu diria que estes 4 livros podem ajudar o profissional de TI a ter uma visão estratégica do negócio e entender como a TI pode atender os objetivos principais do negócio, aproximando-se das áreas chaves de tomada de decisão.”

Fonte : Livros só mudam pessoas 

O que os heróis da literatura infanto-juvenil podem ensinar para a sua carreira

Livros para crianças e adolescentes estão recheados de ensinamentos válidos também para a vida profissional

Isabella Carrera, na Época

Uma pesquisa divulgada recentemente na publicação científica Journal of Applied Social Psychology constatou que leitores da série juvenil Harry Potter melhoraram, por meio dos livros, suas percepções sobre grupos estigmatizados. O estudo abordou crianças e adolescentes antes e depois da leitura da obra. Os resultados indicaram que aqueles que compreendiam a representação de fanatismo e preconceito nos textos de J. K. Rowling adquiriram uma visão mais tolerante em relação a imigrantes e refugiados, enquanto quem se identificou emocionalmente com Harry demonstrou uma percepção positiva sobre integrantes do grupo LGBT.

A pesquisa foi feita mostrando o efeito do herói juvenil sobre crianças e adolescentes, mas as lições aprendidas com essas histórias não servem só aos menores. Mensagens sobre amor, respeito e inspiração são aplicáveis a qualquer faixa etária. Inspirados pelo estudo sobre Harry Potter, elaboramos uma lista com outros personagens infanto-juvenis e o que eles têm a nos ensinar para a vida profissional.

 

Histórias infanto-juvenis (Foto: Reprodução)

 

PARA QUEM BUSCA MUDANÇAS NA CARREIRA (OU DE CARREIRA)

1O Hobbit

Saia da zona de conforto e siga uma aventura

Bilbo Bolseiro é um hobbit – criatura que, por definição, é acomodada, adora hábitos e odeia sair de casa. Quando o mago Gandalf bate à sua porta um dia e convida-o para uma missão arriscada, ao lado de desconhecidos e passando por territórios perigosos, Bilbo entra em contato com um lado seu que não conhecia: a coragem de mergulhar em uma aventura inesperada e fazer de tudo para ajudar seus amigos.

 

PARA QUEM ANDA ESTRESSADO

1O incrível Hulk

Controle o lado emocional em momentos de estresse

As HQs de O Incrível Hulk contam a transformação do cientista Dr. Robert Bruce Banner. Depois de ser submetido a radiação enquanto salvava um adolescente em um teste de uma bomba militar, acaba ganhando uma “segunda personalidade”: o Hulk. Obscura e agressiva, ela só emerge em situações de fúria. Para seguir com uma vida normal, Banner precisa aprender a se manter calmo e controlar suas emoções.

PARA QUEM PRECISA PÔR OS PÉS NO CHÃO

1Peter Pan

Amadureça sem perder a inocência e doçura

Um dos heróis infantis mais famosos, Peter Pan é um menino que nunca cresce. Ele vive na ilha mágica da Terra do Nunca com um grupo de amigos, chamados Garotos Perdidos. Lá, eles não têm responsabilidades e passam o dia com sereias, piratas e fadas. Mas quando Peter Pan conhece os três irmãos Wendy, John e Michael, ele começa a refletir sobre o que é ser adulto.

 

PARA QUEM ANDA POUCO CRIATIVO

1Calvin e Haroldo

Relaxe, solte sua imaginação e divirta-se

O protagonista dessa clássica tirinha é um garoto loiro, de cabelo espetado e muito atrevido. Adora fazer perguntas aos pais e aprontar pela cidade ao lado do seu tigre de pelúcia Haroldo – quem, com a ajuda da imaginação, vira um melhor amigo e fiel escudeiro. Andar de trenó, deitar nas folhas secas, fazer guerra de bolas de neve … Calvin tem a infância despreocupada e junto à natureza que todos nós queríamos ter. Por isso, a cada quadrinho, o leitor se lembra de parar, esquecer os problemas e curtir mais o dia.

PARA QUEM ESTÁ SE SENTINDO BOICOTADO

1As vantagens de ser invisível

Todos passam por problemas e o apoio dos colegas é fundamental

O protagonista Charlie, um garoto sensível de quinze anos, está no primeiro ano do colegial. Ele tenta superar dois eventos traumáticos – o suicídio de seu irmão Michael e a morte de sua tia Helen. Enquanto busca sentido nas duas tragédias, Charlie conhece Mary Elizabeth, Sam e Patrick. Cada um dos três colegas também passa por problemas pessoais e, juntos, eles se sentem felizes e confortáveis para mostrar sua verdadeira identidade, ser quem quiserem ser.

PARA QUEM ANDA TRABALHANDO DEMAIS

1Onde vivem os monstros

Não se esqueça de sua vida pessoal

Com um enredo lúdico, Onde vivem os monstros conta a história de Max, um menino arteiro que, ao se irritar por levar uma bronca de mãe, foge de casa em um barquinho e chega sem querer em uma ilha. Nela, moram criaturas mágicas, que o coroam rei e conversam com ele sobre saudades, ter um lar e amar a família.

PARA QUEM ESTÁ QUASE DESISTINDO DE LUTAR

1Jogos vorazes

Tenha senso crítico e lute pelo que você acredita

Em um dos mais recentes fenômenos teens, Katnis Everdeen e Peeta Mellark vivem em uma comunidade que há anos se encontra sob a ditadura d’ O Capital. Esse governo promove os Jogos Vorazes, uma espécie de reality show em que crianças devem lutar entre si, matando seus oponentes para conseguir sobreviver. Katnis e Peeta reconhecem o abuso de poder por parte do presidente Snow e têm coragem de se posicionar contra ele, mesmo sabendo o risco que eles correm ao fazê-lo.

PARA QUEM É MUITO RACIONAL

1O maravilhoso feiticeiro de Oz

Siga o seu coração

A obra de L. Frank Baum, eternizada pela versão cinematográfica com Judy Garland, mostra a garotinha Dorothy sendo levada por uma ventania sua fazenda no Kansas para o mundo mágico de Oz. Procurando o que é preciso para voltar para casa, ela descobre que, na verdade, sempre teve em si mesma o potencial para alcançar o que quisesse.

PARA QUEMESTÁ PRECISANDO ENGAJAR A EQUIPE

1Mary Poppins

Obrigações não precisam ser chatas

Mary Poppins é a governanta mais simpática da literatura. Ela é exigente, mas gentil. Ordena às crianças a arrumação da cama e o horário do banho, mas transforma cada tarefa em uma festa. Cobrar e organizar a equipe não significa ser um carrasco!

PARA QUEM PRECISA TRABALHAR EM EQUIPE

1Desventuras em série

Para superar crises, é preciso se unir

A saga literária começa quando os irmãos Klaus, Sunny e Violet Baudelaire perdem os pais em um incêndio e são obrigados a viver com o terrível Conde Olaf, homem interessado apenas em herdar a fortuna da família. Unidos, os três órfãos fazem de tudo para escapar das más intenções do novo tutor e lidar com a perda de seus parentes.

 

Fonte :  Livros só mudam pessoas

Papel supera telas em compreensão de texto, dizem cientistas

Pesquisas sugerem que telas virtuais ainda são inferiores ao papel para a compreensão e a retenção de textos longos e complexos

Papel supera telas em compreensão de texto, dizem cientistas Henrique Tramontina/Arte ZH

Papel supera telas em compreensão de texto, dizem cientistas – Foto: Henrique Tramontina / Arte ZH

Machado no papel e Machado no tablet não são o mesmo Machado. O de tinta se imprime na lembrança; o de pixel passa ao largo da memória e, entre a publicidade, as abas e os links, some como fantasma entre fantasmas.

Não que ler nas telas eletrônicas seja sempre uma tragédia. É que cresce a turma de cientistas avisando que o cérebro prefere guardar texto folheado, tocado, cheirado. A tela que imita papel e tinta, vantagem de leitores de e-books como o Kindle, já evoluiu a ponto de ombrear o material impresso em testes de velocidade e precisão de leitura, mas ainda come poeira nos quesitos compreensão e memória.

Em 2002, pesquisadores das universidades britânicas de Plymouth e Bristol sugeriam que lembramos melhor daquilo que lemos em papel. Dois anos depois, psicólogos das universidades suecas de Karlstad e Gothenburg emendaram: monitores eletrônicos são lanternas de estresse, e rolar páginas virtuais distrai mais do que virar páginas reais. Ainda em 2004, um estudo da universidade francesa de Bretagne-Sud apontava que o e-book “dificulta a recordação  de informação assimilada”, enquanto o papel “tende a facilitá-la”. Haveria uma “relação crítica” entre o manejo do objeto e o processamento mental do texto.

Essas observações foram decerto antecipadas pela sabedoria popular, sendo pouca a gente que, em literatura, favorece o computador. O problema é que, como o cérebro se molda às tarefas que mais executa, a nossa capacidade de sacar passagens longas e complexas pode estar sofrendo com o alto consumo de “leitura fastfood” nos badulaques digitais.

A neurocientista e escritora britânica Susan Greenfield cunhou o termo “mudanças mentais”, segundo ela tão importante quanto o correlato climático, para descrever a transformação do cérebro treinado para a internet. Essas mudanças, no que afetam a nossa relação com a palavra, vêm sendo rastreadas por pesquisadores como Maryanne Wolf, professora da universidade americana de Tufts e autora de Proust e a Lula: História e Ciência do Cérebro Leitor.

Em seu trabalho “arqueoneurológico”, Wolf diz que não há gene ou parte do cérebro que se devotem especificamente ao ato de ler. Em vez disso, a atividade teria sido lapidada aos poucos na estrutura do órgão, em um processo de aprendizagem que, rascunhado nas argilas dos sumérios e nas paredes dos egípcios, estaria agora garranchado pela internet. Não sem alguma ironia, o livro de Wolf achou sucesso, e departamentos de Inglês passaram a procurá-la, apavorados com a dificuldade de alunos em compreender obras clássicas.

Tanto Wolf quanto Nicholas Carr, autor do best-seller Geração Superficial, consideram que os debates atuais ratificam a filosofia de Marshall McLuhan, famoso por declamar, ainda nos anos 1960, que “o meio é a mensagem”. A própria tecnologia, versa McLuhan, é portadora de ideologia, e Carr argumenta que na internet passeia uma ética industrial: rápida, eficiente, otimizadora da produção e do consumo, adversária da contemplação.

– Os fornecedores de conteúdo sabem disso e produzem de acordo. Acrescente a isso a entrega de material digital em uma plataforma multitarefas sempre em atualização, e o resultado é uma série de ações breves de reação a mensagens e textos curtos que quebram a progressão normal da leitura em profundidade – afirma Andrew Dillon, da Universidade do Texas.

Separando 72 estudantes do primário em dois grupos, Anne Mangen, da universidade norueguesa de Stavanger, pôde observar que narrativas lineares ganhavam leituras mais pobres quando digitalizadas em PDF. Entre as possíveis causas estaria a “fisicalidade” do papel, contra a excitação meramente visual dos monitores.

Mangen diz que é cedo para restringir as diferenças a aspectos táteis, já que a experiência com a palavra depende também de “subdimensões” como a diagramação da página, o tipo de texto, o propósito e o local de leitura. Ainda assim, ao entrevistar leitores, ela ouviu muito aplauso ao manuseio  do objeto, como o “prazer de ter um livro em mãos” e a “possibilidade de fazer anotações na margem”.

– Além disso, já está relativamente aceito que não somos muito bons em executar várias tarefas ao mesmo tempo. Isso vem a um custo não apenas cognitivo, como a perda da habilidade de manter o foco por longos períodos, mas também em diversos outros níveis – afirma a professora, mencionando a preocupação da comunidade científica com a formação de crianças mais acostumadas a telas virtuais do que ao toque físico.

NOVOS CAMINHOS

Depois de conduzir estudo sobre a aprendizagem com audiobooks, a professora Vera Wannmacher Pereira, da Faculdade de Letras da PUCRS, agora fará parte de um grupo que vai comparar o processamento cognitivo de textos eletrônicos em relação aos impressos. A pesquisadora ressalta que o processamento da leitura se modifica não apenas em função do suporte, dependendo ainda do objetivo do leitor, do seu conhecimento prévio e do tipo de texto. No caso da palavra falada, por exemplo, o “leitor” adota artimanhas diferentes.

– Mesmo com o livro virtual, é possível rolar a barra, pular, ir adiante e voltar. O audiobook é muito mais sutil. O leitor sabe que não haverá repetição, então dá preferência a uma estratégia de compreensão detalhada. Como o processamento é diferente, e como a leitura é mais minuciosa, observamos resultados melhores de compreensão e de aprendizagem no audiobook – diz Vera.

A professora afasta a tese de que os jovens hoje se desarranjam diante de obras clássicas, apontando que “a socialização do conhecimento é complexa, demorada e mexe com convicções”.

– Hoje temos um mundo do movimento, da cor. Isso modifica tudo, e não significa que algo vá tombar. O que vai ocorrer, provavelmente, é uma acomodação de todos os suportes. O e-mail trouxe uma transformação social muito grande, e não adianta se apavorar porque antes se escrevia uma carta com zelo e, hoje, a mensagem vem abreviada e rápida. Temos que saber nos ajustar, construir novos caminhos para este mundo, e não para o mundo que já foi –  sustenta.

Vera também alerta que o maior acesso à educação apresenta desafios para a avaliação da aprendizagem:

– Poucos iam à escola na minha geração, e é claro que esse grupo, tão selecionado em testes para entrar no primeiro ano, no ginásio, no Ensino Médio, acabaria lendo e escrevendo bem. Hoje temos quase todas as crianças nas escolas, com condições, buscas, situações econômicas muito diferentes. Vivemos no mundo da heterogeneidade. Antes, os processos seletivos davam uma aparência de homogeneidade – completa.

A REDE NÃO É RASA

Decano da Escola de Informação da Universidade do Texas, Andrew Dillon repara que os avanços tecnológicos disparam muitos outros alertas vermelhos, para além da nossa relação com a palavra escrita. Grita-se, por exemplo, que os serviços de nuvem e busca vão detonar a memória humana como se fosse aplicativo dispensável para a espécie. Dillon concorda que devemos segurar firme a habilidade de apreciar os benefícios de textos longos, mas diz que não vale gastar muito tempo pensando em um “iminente colapso da cultura”:

– Olha, a tecnologia vai sempre nos arruinar, então por que a web seria diferente?
Porque, para trincheira mais otimista, a internet foge do dilema do copo meio cheio ou meio vazio. A manobra é surfar na onda braba da rede e desaguar, vez que outra, em água parada.

– O autor de Geração Superficial diz que não pensamos mais. Mas eu não preciso mais lembrar do teu telefone, uso a cabeça para outras coisas. Isso passa pelo estímulo ao aprendizado. A gurizada chega à sala de aula muito estimulada pela internet, a TV, o rádio. É questão de ajustar o foco, conseguir provocar o aluno a entrar no ritmo de um livro. Conseguir equilibrar é uma parte do problema – afirma André Pase, da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS.

O professor lembra que tivemos de aprender a lidar com o surgimento das redes sociais e, mais recentemente, do Twitter, ferramentas que apresentaram um jeito novo de tratar a informação.

– Quando falamos em “o meio é a mensagem”, precisamos saber, no caso da internet, que falamos de um meio superadaptável, com muitas lógicas e formas de comunicação. A natureza da internet está em constante mutação, e isso bagunça um pouco a nossa percepção – afirma Pase.

O pesquisador avalia que as telas eletrônicas tendem a escantear o papel à condição de ingrediente de encadernações especiais, com forte apelo gráfico, defendendo que a herança de lentidão da era Gutenberg não precisa vir abaixo com a predominância dos monitores.

– Vivemos em um tempo muito fracionado. Hoje se joga Angry Birds na sala de espera do consultório médico, mas antes havia revistas, já estávamos bombardeados de informação. O que acontece agora é que começamos a trazer isso para a rotina, e passa a ser necessário refletir sobre o que lemos. Chega um momento em que o usuário das redes sociais já nem acompanha o que faz, então é preciso dar uma freada, fazer o exercício de buscar outros materiais – pondera.

Colega de Pase na Famecos, o professor Eduardo Pellanda também vai na contramão do alarmismo, enxergando no acesso a um espectro maior e mais diverso de informação o potencial de aperfeiçoar o conhecimento.

– Olhando somente a leitura fragmentada, aparentemente dá a impressão de que estamos nos aprofundando menos. Mas a minha questão é entender o que fazíamos com este tempo antes? Me parece que não consumíamos informação. É preciso aprofundar mais para saber se estamos fragmentados ou presenciando uma nova forma de cognição – afirma Pellanda.

À apropriação de McLuhan que veste traje apocalíptico na internet, Pellanda opõe que “não podemos pensar de maneira determinista sobre o meio”.

– Não se pode levar ao pé da letra a frase do McLuhan. O meio influencia a mensagem, que entra em um ambiente de novas apropriações. O contexto de um vídeo no YouTube é diferente deste mesmo vídeo na TV. A internet não tem uma mensagem. Ela é múltipla, é um ambiente. Ela é e não é meio de comunicação. A rede assume mais a forma da mensagem e do sistema de comunicação, diferente dos meios originais nos quais McLuhan se espelhou para cunhar a frase – diz o professor.

Porque insistimos em “pensar o papel na tela”, Pellanda avalia que os monitores ainda não desdobraram as melhores interfaces para receber o texto “vivo e mutável” do ambiente eletrônico. Mas a letra pixelada, ele avisa, veio para tomar conta.

– O papel tem a tangibilidade e a cultura milenar por trás dele. Não podemos ignorar que isso é um valor simbólico importante. Mas, do ponto de vista técnico, não há mais por que um texto estar no papel. Salvo pela expressão artística, não há como pensar em todo o ciclo industrial que significa a impressão nos dias de hoje – conclui.

ESTUDOS RECENTES

- University of North Colorado e University of Madison, 2009: na hora de estudar, preferir o papel ao e-book se mantém constante entre os alunos, a despeito de diferenças de gênero e de hábito de usar computadores.

- Andrews University, 2012: entre mais de 500 estudantes, apenas 4% opta por versões eletrônicas das bibliografias de seus cursos.

- Southwest Baptist University, 2013: o e-book só é usado quando não há uma alternativa impressa.

- University of Malaya, Malásia, 2013: questionário sobre e-books oferecidos pela biblioteca da instituição elenca diversos fatores que levam à aceitação do texto eletrônico, mas mostra vasta preferência pelo papel nos casos de uso contínuo do material, mesmo entre internautas assíduos e usuários de livros digitais

- State University of New York, 2013: a compreensão de narrativas ou textos expositórios não é afetada pela leitura em diferentes meios, seja o papel, o computador ou o leitor eletrônico

- California State University, 2013: participantes de experimento preferem acessar informação no papel, mas não apresentam diferenças de compreensão do conteúdo, quando leem no computador. Tomar notas compensa pela queda de qualidade na leitura causada pelo acesso à internet

- Liberty University, 2013: em estudo com 538 alunos ao longo de um semestre, uso do texto eletrônico melhora aprendizado “afetivo” e “psicomotor”. Desempenho escolar e aprendizado cognitivo não apresentam variação significativa.

- Instituto de Tecnologia de Israel, 2014: estudantes de Engenharia apontam que o aprendizado na tela, além de menos eficiente, vem acompanhado de excesso de confiança. Esse déficit pode ser compensado com estratégias de leitura específicas

Fonte : Zero Hora

Como absorver melhor as informações que você lê

Alguns textos são extremamente entediantes, mas não significa que você deixar de lê-los. Alguns colunistas do site Inc. compartilharam suas dicas para não cair no sono quando você está com sua leitura acumulado em pilhas de tédio

Publicado no Administradores

Por mais necessária que seja a leitura de diversas fontes de informação, sabemos que alguns textos sobre negócios podem ser extremamente entediantes. Entre planos de negócios, contratos, documentos legais e livros teóricos, você pode facilmente se pegar desejando por um cochilo e não deve se envergonhar de admitir isso.

Pensando em ajudar, alguns colunistas do site Inc. compartilharam suas dicas para não cair no sono quando você está com sua leitura acumulado em pilhas de tédio. Você vai precisar fazer algum esforço para concluir tudo, mas vai ser recompensador.

Kevin Daum: “Primeiro, eu reservo um tempo sem distrações. Sem telefone, e-mail, ou TV para chamar a minha atenção. Então, eu acho um lugar com muita luz natural. Por fim, coloco uma música suave que eu sei que vai me fazer entrar no ritmo. Antes que você perceba, a pilha se foi, e eu me sinto melhor por ter sido produtivo.”

Peter Economy: “Não há nada pior do que ter que se arrastar através de uma escrita chata ou muito densa. Quando me deparo com esses artigos, livros, ou outras informações, eu preciso de toda a força de vontade que eu possa reunir para lê-lo e não empurrá-lo de lado e fazer outra coisa em seu lugar. A única coisa que me ajuda a passar por esse material e realmente aprender alguma coisa no processo é destrinchá-lo em vez de tentar ler tudo de uma vez. Eu anoto os pontos principais em um caderno e depois que termino, posso então rever os principais pontos que coletei e ter uma boa idéia do que eu preciso saber.”

Maria Tabaka: “As pessoas absorvem informação em grande parte com base em seu estilo de aprendizagem; meu estilo muda com diferentes tarefas. Se eu tiver que montar alguma coisa, eu sou cinestésica; só tenho que colocar minhas mãos sobre ele e consigo fazer. De muitas maneiras, eu sou visual, mas na leitura técnica ou chata eu sou mais auditiva. Se eu não puder acessar uma versão em áudio do material, então eu realmente leio as peças resistentes em voz alta. Mas tem algo inesperado adicionado: enquanto eu leio, eu tenho que colocar um visual para isso também. Processo a informação de duas maneiras, então eu acho que eu sou uma leitora multitarefa!”

Eric Holtzclaw: “Descobri cedo na vida que eu sou um aprendiz auditivo, o que significa que eu compreendo melhor quando ouço conteúdo e novas informações. Meu trabalho me obriga a rever os planos de negócios e documentos de estratégia corporativa. É aí que o meu smartphone e tablet entram. Ambos têm funcionalidade interna que suporta o meu estilo de aprendizagem. Eu posso usar a tecnologia que transforma texto em áudio para ler o conteúdo para mim. Como eu escuto cada para, propositadamente resumo na minha cabeça o que eu aprendi para que eu tenha certeza que eu compreendi totalmente a informação veiculada. Essa funcionalidade também é uma ótima maneira de aproveitar o tempo não seria tão fácil de ler – a pé através de um aeroporto ou no meu carro, por exemplo.

Fonte : Livros só mudam pessoas