Wikipédia quer dar acesso gratuito para brasileiros pelo celular

Enciclopédia virtual fundada em 2001 pretende lançar em parceria com operadoras do País app isento de cobrança de tarifa; novidade chega após caso de edição de verbetes por funcionários do governo expor desafios de seu sistema colaborativo

Sede da entidade que mantém a Wikipédia fica nos EUA. FOTO: Wikimedia Commons

LONDRES | Enciclopédia virtual mais famosa do mundo, a Wikipédia quer ampliar e facilitar o acesso ao seu conteúdo em países emergentes. No início do mês, a Fundação Wikimedia, responsável pelo site, anunciou o projeto Wikipédia Zero, uma parceria com operadoras de telefonia para oferecer acesso gratuito ao conteúdo da enciclopédia por meio de um app para smartphones. Lançado em 29 países, o projeto deve chegar ao Brasil nos próximos meses.

Estamos em fase final de negociações com uma operadora brasileira, mas gostaríamos de trabalhar com todas”, disse Carolynne Schloeder, diretora da parte móvel da Fundação, com exclusividade ao Estado.

A novidade chegará ao Brasil em um momento em que o sistema da Wikipédia – o quinto site mais acessado do mundo – é questionado no País. A notícia de que um endereço de IP de dentro do governo federal foi usado para alterar informações nas páginas de jornalistas como Miriam Leitão acabou gerando dúvidas e revelando desinformação sobre o funcionamento da enciclopédia.

O artigo sobre a jornalista teve a sigla “LOL” [que significa gargalhar] inserida no texto. Não se trata de uma novidade, já que atos semelhantes aconteceram no passado e também em outros países. Em um caso parecido nos EUA, a Wikipédia foi obrigada a banir usuários de dentro do Congresso americano depois que um funcionário iniciou colaborações no site.

Fundada em 2001 pelo americano Jimmy Wales, a enciclopédia construída apenas com contribuições de voluntários ganhou força com os anos e se tornou referência para qualquer pesquisa. Um levantamento recente no Reino Unido apontou que os ingleses confiam mais nos autores da Wikipédia [64%] do que nos jornalistas da BBC [60%].

Entretanto, os recentes casos de edições por fins políticos expõem uma fragilidade eminente no sistema do site: a legitimidade das informações.

Existem diferentes capacidades de edição na Wikipédia, todas abertas a qualquer pessoa. O editor “anônimo” é qualquer pessoa que faz alterações em um verbete sem se registrar no site. Com o registro, pode-se ascender a diversas posições, entre elas “autoconfirmado” [no Brasil, editores cadastrados há pelo menos quatro dias] e “administrador” [com poderes, por exemplo, de trancar páginas].

Qualquer alteração no conteúdo precisa seguir regras específicas, justamente para evitar a inclusão de informações duvidosas e o vandalismo de certas páginas – alguns verbetes são trancados pelos administradores, como os de George W. Bush, Dilma Rousseff e Lula.

Editores e administradores monitoram o site em busca de edições maliciosas. “O vandalismo nas páginas da Wikipédia é chocante. Mas esse tipo de edição é removida em minutos graças à comunidade”, diz Stevie Benton, chefe de relações exteriores da Wikipédia no Reino Unido.

São cerca de 1.500 editores ativos editando páginas em português e 38 mil usuários cadastrados. As 835 mil páginas em português ainda são minoria se comparadas com as mais de 4 milhões em inglês.

De acordo com as regras da Wikipédia, uma página só pode ser criada se houver relevância e notoriedade. No caso de conflito de interesses, um editor não pode modificar uma página inteira por conta própria.

Nem sempre a edição de verbetes por interesses próprios consegue ser evitada. A prática é desencorajada pela Fundação Wikimedia. “Recentemente modificamos os termos de uso obrigando usuários pagos para editarem a revelarem [que são pagos]”, disse ao Estado a diretora de comunicações da Fundação Wikimedia, Katherine Maher.

Esse comportamento se tornou tão comum que um grupo de onze assessorias de imprensa estrangeiras conhecidas assumiu recentemente um compromisso público de não mexer nas páginas da Wikipédia de seus clientes. Esses casos são investigados pela própria comunidade, que identifica diferentes padrões de edições, semelhantes, feitas diversas vezes em um espaço de tempo.

Recentemente, um outro tipo de edição de conteúdo se tornou um problema para a Wikipédia. A lei europeia que dá direito ao cidadão de pedir para que informações sejam apagadas da internet, o chamado “direito ao esquecimento”, fez com que pelo menos dez páginas tenham sido retiradas do ar a pedido de usuários. Jimmy Wales chamou a lei de “insana”.

Ana Toni, única brasileira a participar do conselho curador da Fundação Wikimedia, disse ao Estado ser contra a lei. “Temos que lutar pela liberdade de informação. A Wikipédia traz uma oportunidade incrível para a educação, para as crianças e professores”, defendeu ela, que está deixando o cargo.

Por Pedro Caiado | ESPECIAL PARA O ESTADO | 17 de agosto de 2014 21h39

 

Fonte : Blog do Editor

Dia Nacional do Livro: 29 de outubro

 

O livro é um meio de comunicação importante no processo de transformação do indivíduo. Ao ler um livro, evoluímos e desenvolvemos a nossa capacidade crítica e criativa. O dia 29 de outubro foi escolhido para ser o “Dia Nacional do Livro”, por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil. A Biblioteca Nacional foi transferida para o Brasil em 29 de outubro de 1810 e essa passou a ser a data oficial de sua fundação. O Brasil passou a editar livros a partir de 1808 quando D.João VI fundou a Imprensa Régia e o primeiro livro editado foi “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga.

Fonte: ABDL

App pra celular ‘enxerga’ e resolve equações direto do papel

  (Foto:  )

Em algum momento nos próximos anos, estudantes de ensino médio serão capazes de contestar professores de matemática pela necessidade real de aprenderem a resolver equações de primeiro e segundo grau. Depois do app PhotoMath, o celular deve ficar de fora das aulas de matemática.

O Photomath ‘enxerga’ e resolve equações direto na tela do celular. Basta apontar o aparelho para a folha de papel e ver o resultado. Mas não para por aí: o aplicativo também explica a resolução da equação, ou seja, como ele chegou no resultado – que é, como todos nós sabemos, a parte que realmente importa (eu tinha um professor que costumava dar mais pontos pra resolução correta, mesmo se o resultado estivesse errado, do que pra um resultado correto com uma resolução sem sentido).

Como eu ainda estou esperando o dia em que usarei a fórmula de bhaskara em uma aplicação prática na vida real, preciso assumir que sem nenhum remorso eu voltaria no tempo pra usar esse app na época do colégio.

Fonte: Galileu Via Sploid

Nasa oferece biblioteca virtual com sons históricos de missões espaciais

Áudios famosos como ‘Houston, nós tivemos um problema’ e até de barulho de foguetes podem ser baixados gratuitamente
Conversas entre astronautas e até barulhos de foguetes podem ser ouvidos na biblioteca virtual da Nasa Foto: Nasa

RIO – A Nasa (Agência Espacial Americana) disponibilizou em seu site uma imperdível coleção de sons gravados ao longo de suas missões pelo espaço sideral. Todos os arquivos podem ser baixados gratuitamente.

Mais de 60 amostras foram adicionados à nova conta “Soundcloud”, que pertence à Nasa. Os ouvintes, no entanto, não podem deixar comentários debaixo dos arquivos.

Há passagens que ficaram famosas entre o grande público, como o “Houston, nós tivemos um problema”, comunicado por astronautas da desastrada missão Apolo 13, além de alguns barulhos mais abstratos feitos por naves espaciais no momento do lançamento e detritos, típicos de filme de ficção científica.

Escute aqui o “Houston, nós tivemos um problema”.

Vale lembrar que, no próprio espaço propriamente dito, o som é incapaz de se propagar, pois não há ar.

É possível ainda ouvir as palavras de Neil Armstrong “um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade”, que antecederam a chegada do homem à Lua com a missão Apolo 11. Nessa mesma expedição, o ouvinte pode escutar o aviso “Eagle pousou”, alertando para o pouso bem sucedido da nave em solo lunar.

Escute aqui o “um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a Humanidade”.

Coincidência ou não, a Nasa lançou a sua “biblioteca sonora” ao mesmo tempo em que o Twitter permitiu que seus usuários incorporem áudio em tweets.

Fonte: O Globo

 

Biblioteca Digital Cuneiforme

A Biblioteca Digital Cuneiforme [CDLI na sigla original] representa a iniciativa de um grupo de assiriólogos, curadores de museus e historiadores da Ciência, no sentido de disponibilizar, através da Internet [somente através da World Wide Web isto seria possível], a forma e o conteúdo dos tabletes cuneiformes que datam do início da descoberta da escrita, por volta de 3350 antes da Era Cristã.

Os tabletes cuneiformes foram praticamente inventados pelo cultura suméria por volta do IV milênio a.C., e são considerados os primeiros ‘hardwares’ a permitirem o registro e o compartilhamento de informação e conhecimento pelos nossos ancestrais.
E a nossa tecnologia atual, no entanto, está avançando a uma velocidade tão vertiginosa que está permitindo até que conhecimentos antigos, disponíveis antes somente em bibliotecas físicas e museus distantes, estejam disponíveis, olha só que sensacional, através dos modernos tablets.
Segundo os dados do próprio CDLI, o número de documentos como estes atualmente mantidos em coleções públicas e/ou privadas pode exceder 500 mil títulos, dos quais pelo menos 270 mil já foram brilhantemente catalogados pela iniciativa CDLI.
Através de iniciativas como a do CDLI, é possível, por exemplo, ter acesso ao texto original do que é considerado uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial, a “Epopeia de Gilgamesh“, um antigo poema épico da antiga Mesopotâmia [atual Iraque], compilado no século VII a.C. pelo rei Assurbanipal.

Colour Thesaurus: uma enciclopédia de sinônimos das cores

Qualquer pessoa que tenha comprado uma lata de tinta ou um vidrinho de esmalte sabe que existem muitas maneiras de dizer “vermelho”. Pensando nisso, a ilustradora e artista Ingrid Sundberg criou o projeto Colour Thesaurus, que nomeia alguns sinônimos das cores.

A visualização engenhosa mapeia tons de branco, bege, amarelo, laranja, vermelho, rosa, roxo, azul, verde, marrom, cinza e preto, oferecendo em inglês, uma infinidade de rótulos criativos.

O objetivo é ser útil para a escrita e fornecer insights sobre a lingüística. Muitos dos sinônimos criados são retirados de palavras relacionadas a alimentos, animais e plantas, sugerindo associações naturais.

Ingrid diz sobre o projeto “Eu adoro parar na seção de pintura em uma loja de materiais de construção e encontrar novos nomes para vermelho, branco ou amarelo. Ter uma variedade de cores e seus sinônimos me ajuda na escrita. Eu posso pintar um quadro na mente se alguém descrever o cabelo de uma personagem como “cor de ferrugem” ou “laranja cenoura”. Melhor do que somente dizer laranja. Eu criei esta enciclopédia de cores como referência. É claro que há muito mais nomes em todo o mundo, mas isso é apenas um exercício.” 

O Colour Thesaurus é uma ótima alternativa para nos fazer pensar mais sobre as nossas escolhas de cores diariamente. Em vez de falar que a nova parede da sua casa foi pintada apenas de verde, tente inspirar as pessoas com o verde  “limão”, “esmeralda”, “pistache” ou “verde grama”. Assim fica bem mais claro e divertido, não?

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Fonte: Follow the colours

19 Capas de livros clichês

1. A silhueta assustadora de um homem.

2. Mulher segurando uma gaiola por alguma razão.

3. Homem rondando uma cerca.

(Adicione neblina para dar um efeito de época).

4. Mulher em um longo vestido branco.

5. Mulher em um vestido longo decotado nas costas.

6. Um sujeito com espada.

7. Um sujeito de capuz.

8. Um sujeito vestindo um capuz e carregando uma espada.

9. Uma mulher observando a água.

10. Sombra de um homem caminhando para longe.

11. Mulher com bagagem.

12. Pernas de mulher.

13. Muito preto e vermelho.Fonte gótica.

14. Rosa e brilhante.

15. Salto alto, tons suaves.

16. Jóias, tons suaves.

17. Um rosto triste de criança, letra manuscrita.

18. Estrada fantasmagórica para lugar nenhum.

19. Apenas algumas folhas.

Fonte: Buzzfeed