Como absorver melhor as informações que você lê

Alguns textos são extremamente entediantes, mas não significa que você deixar de lê-los. Alguns colunistas do site Inc. compartilharam suas dicas para não cair no sono quando você está com sua leitura acumulado em pilhas de tédio

Publicado no Administradores

Por mais necessária que seja a leitura de diversas fontes de informação, sabemos que alguns textos sobre negócios podem ser extremamente entediantes. Entre planos de negócios, contratos, documentos legais e livros teóricos, você pode facilmente se pegar desejando por um cochilo e não deve se envergonhar de admitir isso.

Pensando em ajudar, alguns colunistas do site Inc. compartilharam suas dicas para não cair no sono quando você está com sua leitura acumulado em pilhas de tédio. Você vai precisar fazer algum esforço para concluir tudo, mas vai ser recompensador.

Kevin Daum: “Primeiro, eu reservo um tempo sem distrações. Sem telefone, e-mail, ou TV para chamar a minha atenção. Então, eu acho um lugar com muita luz natural. Por fim, coloco uma música suave que eu sei que vai me fazer entrar no ritmo. Antes que você perceba, a pilha se foi, e eu me sinto melhor por ter sido produtivo.”

Peter Economy: “Não há nada pior do que ter que se arrastar através de uma escrita chata ou muito densa. Quando me deparo com esses artigos, livros, ou outras informações, eu preciso de toda a força de vontade que eu possa reunir para lê-lo e não empurrá-lo de lado e fazer outra coisa em seu lugar. A única coisa que me ajuda a passar por esse material e realmente aprender alguma coisa no processo é destrinchá-lo em vez de tentar ler tudo de uma vez. Eu anoto os pontos principais em um caderno e depois que termino, posso então rever os principais pontos que coletei e ter uma boa idéia do que eu preciso saber.”

Maria Tabaka: “As pessoas absorvem informação em grande parte com base em seu estilo de aprendizagem; meu estilo muda com diferentes tarefas. Se eu tiver que montar alguma coisa, eu sou cinestésica; só tenho que colocar minhas mãos sobre ele e consigo fazer. De muitas maneiras, eu sou visual, mas na leitura técnica ou chata eu sou mais auditiva. Se eu não puder acessar uma versão em áudio do material, então eu realmente leio as peças resistentes em voz alta. Mas tem algo inesperado adicionado: enquanto eu leio, eu tenho que colocar um visual para isso também. Processo a informação de duas maneiras, então eu acho que eu sou uma leitora multitarefa!”

Eric Holtzclaw: “Descobri cedo na vida que eu sou um aprendiz auditivo, o que significa que eu compreendo melhor quando ouço conteúdo e novas informações. Meu trabalho me obriga a rever os planos de negócios e documentos de estratégia corporativa. É aí que o meu smartphone e tablet entram. Ambos têm funcionalidade interna que suporta o meu estilo de aprendizagem. Eu posso usar a tecnologia que transforma texto em áudio para ler o conteúdo para mim. Como eu escuto cada para, propositadamente resumo na minha cabeça o que eu aprendi para que eu tenha certeza que eu compreendi totalmente a informação veiculada. Essa funcionalidade também é uma ótima maneira de aproveitar o tempo não seria tão fácil de ler – a pé através de um aeroporto ou no meu carro, por exemplo.

Fonte : Livros só mudam pessoas

10 cursos online e gratuitos que os engenheiros adoram

Aulas para quem ama números

Os engenheiros – e seus salários – seguem em alta no Brasil.

Segundo o Ipea (instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 660 mil postos de trabalho na área serão criados até 2020.

Para quem busca conhecimento na área, cursos gratuitos oferecidos na internet, com professores de universidades como Stanford e Princeton, são uma ótima pedida.

A seguir, apresentamos os 10 cursos mais populares na área de engenharia do Coursera, plataforma de difusão de aulas gratuitas.

Pela lista, é fácil perceber que a área de engenharia de software tem forte apelo entre os brasileiros. Confira:

1. Introdução ao pensamento matemático

O objetivo do curso é ensinar ao aluno a desenvolver um processo cognitivo criado há três mil anos: a habilidade mental de pensar como um matemático.

Professor: Keith Devlin, da Universidade de Stanford.

Próximas sessões: 29 de setembro

Duração: 10 semanas

Horas de estudo/semana: 8-10

Legendas: português e inglês

Inscrições: pelo site do Coursera

2. Criptografia I

O curso apresenta o funcionamento da criptografia e a melhor forma de usá-la para proteger informações. O aluno saberá como funciona uma construção criptográfica e como aplicá-la ao mundo real.

Professor: Dan Boneh, da Universidade de Stanford.

Próximas sessões: 08 de setembro

Duração: 6 semanas

Horas de estudo/semana: 5-7

Legendas: apenas inglês

Inscrições: pelo site do Coursera

3. Teoria dos jogos

Famosa graças ao filme “Uma mente brilhante”, a teoria é um modelo matemático de interações estratégicas entre agentes racionais e irracionais. Muito além de jogos populares como xadrez ou futebol, o curso fala sobre modelos de conflito, competição e negociação.

Professores: Matthew O. Jackson e Yoav Shoham, da Universidade de Stanford, e Kevin Leyton-Brown, da Universidade da British Columbia

Próximas sessões: 05 de outubro

Duração: 9 semanas

Horas de estudo/semana: 5-7

Legendas: apenas inglês

Inscrições: pelo site do Coursera

4. Aprendizagem automática

Trata-se de uma introdução à ciência que faz computadores realizarem uma ação sem serem explicitamente programados para ela. É graças a essa tecnologia que hoje há buscas eficientes na web e carros que se dirigem sozinhos.

Professor: Andrew Ng, da Universidade de Stanford

Próximas sessões: Sem data prevista. A última sessão começou no dia 16 de junho.

Duração: 10 semanas

Horas de estudo/semana: 5-7

Legendas: português, inglês, espanhol e japonês

Inscrições: pelo site do Coursera

5. Algoritmos I

O curso apresenta informações essenciais sobre tipos de dados, algoritmos e estruturas de dados. Os professores abordam aplicações e análise de performance de implementações em Java.

Professor: Kevin Wayne e Robert Sedgewick, da Universidade de Princeton.

Próximas sessões: 05 de setembro de 2014

Duração: 6 semanas

Horas de estudo/semana: 6-12

Legendas: apenas inglês

Inscrições: pelo site do Coursera

6. Introdução à programação interativa em Python

As aulas são uma introdução divertida à linguagem de programação Python. Alunos com pouco ou nenhum conhecimento em computação poderão aprender a construir aplicações interativas simples.

Professores: Joe Warren, Scott Rixner, John Greiner e Stephen Wong, da Universidade de Rice.

Próximas sessões: 15 de setembro

Duração: 9 semanas

Horas de estudo/semana: 7-10

Legendas: inglês e chinês

Inscrições: pelo site do Coursera

7. Introdução à lógica

O objetivo das aulas é ensinar o aluno a formalizar informações e produzir raciocínios sistematicamente. O professor também vai explorar aplicações da lógica na matemática, na engenharia, no direito etc.

Professor: Michael Genesereth, da Universidade de Stanford.

Próximas sessões: 29 de setembro.

Duração: 08 semanas

Horas de estudo/semana: 5-7

Legendas: inglês e chinês

Inscrições: pelo site do Coursera

8. Aprenda a programar: Os fundamentos

O curso apresenta o aluno ao universo da programação, além de ensiná-lo a fazer programas úteis e divertidos usando a linguagem Python.

Professores: Jeniffer Campbell e Paul Gries, da Universidade de Toronto.

Próximas sessões: Sem data prevista. A última sessão começou no dia 19 de agosto.

Duração: 10 semanas

Horas de estudo/semana: 6-8

Legendas: inglês

Inscrições: pelo site do Coursera

9. Análise de redes sociais

O aluno aprende a usar a análise de redes sociais, tanto do ponto de vista teórico quanto prático, para compreender as redes sociais e informacionais criadas pela internet.

Professora: Lada Amic, da Universidade de Michigan

Próximas sessões: 06 de outubro de 2014

Duração: 09 semanas

Horas de estudo/semana: 5-7

Legendas: apenas inglês

Inscrições: pelo site do Coursera

10. Programação de apps para dispositivos móveis com Android

O curso oferece uma introdução ao design e à implementação de aplicativos para smartphones e tablets que funcionam com sistema Android.

Professor: Adam Porter, da Universidade de Michigan

Próximas sessões: 26 de setembro

Duração: 08 semanas

Horas de estudo/semana: 5-10

Legendas: apenas inglês

Inscrições: pelo site do Coursera

 

Fonte : INFO

 

Perfil dos pesquisadores que integram o cerne da ciência mundial em publicações

“Publish or perrish¹” – Publicar ou perecer é a máxima que governa a academia em todo o mundo há muitas décadas. O termo, segundo a Wikipédia, apareceu por primeira vez em contexto não acadêmico em 1932, em livro de autoria de H.J. Coolidge, e rege o desempenho do mundo acadêmico, no qual não há lugar para aqueles que não publicam com frequência artigos resultantes de sua atividade de pesquisa.

A forte pressão no meio acadêmico por publicar rápida e continuamente de forma a assegurar ou progredir na carreira acadêmica pode produzir distorções. Hoje em dia se tem notícia de aumento nos casos de resultados não reprodutíveis, autoria não justificada, plágio, autoplágio, publicação salame e outras formas pouco éticas de publicação, o que, paralelamente levou ao desenvolvimento de novas formas de detecção destas práticas insalubres.

Em recente publicação em PLoS ONE, pesquisadores liderados por John Ioannidis, da Universidade de Stanford, relatam um detalhado estudo na base Scopus do publisher Elsevier, no qual identificam uma fração de cerca de 150 mil pesquisadores que formam o cerne do universo de cerca de 15 milhões de pesquisadores ativos em todo o mundo (definido como aqueles que publicaram ao menos um artigo indexado) no período entre 1996 e 2011. Este núcleo, a quem Ioannidis denominou de Continuously Publishing Core tem em particular o fato de que publicaram ao menos um trabalho em cada ano no período de 16 anos analisados, sem falhar um único ano. Este seleto grupo de cientistas correspondem a apenas 1% do total, e possui presença ininterrupta e contínua na literatura (uninterrupted, continuous presence ou UCP).

Os autores da publicação salientam que mais importante do que publicar é publicar constante e continuamente, pois apenas assim estaria assegurada a efetiva contribuição para a ciência e o conhecimento, apesar de que importantes contribuições possam ser feitas em publicações isoladas. O artigo analisa a produção científica dos pesquisadores que formam o cerne da ciência nos seus aspectos bibliométricos, com o objetivo de melhor caracterizar esta população.

A fração de 150 mil pesquisadores que possui presença contínua na literatura – pesquisadores com UCP – e que representam 1% do total de pesquisadores ativos na base Scopus, constitui um núcleo bastante influente. O índice h² desta população é muito maior do que aqueles não UCP. Ao menos 75% daqueles com UCP possuem índice-h de 16, enquanto que este valor é atingido por apenas 0,96% daqueles pesquisadores sem UCP, e surpreendentemente, apenas 0,76% daqueles que deixaram de publicar em algum ano do período 1996 e 2011 (denominados “Skip”). Um quarto grupo, denominado “Skip-1″ é formado por pesquisadores que teriam publicado continuamente nos 16 anos do período se não fosse por uma falha em um único ano entre 1997-2010. Destes, uma porção significativa, 43,7% tem índice h maior ou igual a 16.

Diferenças similares foram observadas entre os grupos no que diz respeito a número total de publicações e total de citações recebidas. A proporção de autores com média de ao menos 20 citações por artigo foi de 38,1% no grupo UCP, 10% naqueles não UCP, 10,3% nos Skip e 29,6% nos Skip-1. A diferença no número de citações em favor do grupo UCP é, em parte, devido ao fato que estes autores publicam mais artigos. Entretanto, mesmo contando a média de citações por artigo, autores com UCP tendem a maiores índices de citação quando o número de artigos por autor é maior do que 50. Abaixo deste número de artigos/autor, os grupos UCP e Skip-1 tem praticamente o mesmo número de citações. O comportamento semelhante destes grupos se observa também quando o número de publicações por autor excede 350 no período estudado.

A mediana do número total de artigos publicados é de 94, 1, 1 e 53 para os grupos UCP, não UCP,Skip, e Skip-1 respectivamente; a mediana do número total de citações é de 1536, 3, 3, e 712 para UCP, não UCP, Skip e Skip-1, respectivamente; e finalmente, a mediana do índice h é igual a 21, 1, 1, e 14 para UCP, não UCP, Skip e Skip-1, respectivamente.

Os autores realizaram então, uma análise de sensibilidade utilizando uma janela de dois anos ao invés de um ano, e o número de pesquisadores que qualificou para o grupo UCP aumentou três vezes, saltando para ao redor de 46 mil cientistas. Todavia, este novo grupo permanece qualitativamente diferente dos demais, assim como o grupo UCP com janela de um ano.

Cientistas que compõe o grupo UCP são autores de quase 42% das 25 milhões de publicações indexadas em Scopus entre 1996 e 2011. A presença de cientistas com UCP é ainda mais contundente entre as publicações altamente citadas, uma vez que este grupo participa como autor em 87% dos artigos que receberam mais de 1000 citações.

Os autores analisaram a proporção relativa de pesquisadores UCP nas diferentes disciplinas, e para isso, tomaram amostras randômicas de 10 mil cientistas por grupo de 13 áreas do conhecimento. Houve uma presença maior de autores UCP nas áreas de Medicina, Matemática/Física e Química, enquanto que a presença de autores não-UCP é maior em Ciências Sociais e Humanidades, Engenharia, e Ciências da Computação/Engenharia Elétrica.

Analogamente, foi feita uma análise da distribuição de autores UCP e não UCP por região geográfica. Existem predominantemente mais autores UCP na Europa, e em menor proporção na América do Norte, enquanto que o padrão não-UCP é mais predominante nas outras regiões do mundo. Como era esperado, encontram-se mais autores UCP na academia e setor governamental do que em setores como hospitalar e industrial. Nas análises de distribuição, o grupo Skipassemelhou-se ao grupo não-UCP, e o grupo Skip-1, em grande parte, tem comportamento análogo ao grupo UCP.

A observação de que 87% da produção científica mais citada na base Scopus concentra-se em apenas 1% de todos os pesquisadores da base é ainda mais impactante do que a observação derivada do Princípio de Pareto, segundo o qual oitenta por cento dos efeitos provém de 20% das causas, e que em cienciometria reza que 80% das citações provêm de 20% dos artigos. Já foi amplamente descrito na literatura que periódicos de renome concentram a maior parte dos artigos mais citados. Entretanto, o maior impacto de citações de autores UCP, que possuem um fluxo contínuo e ininterrupto de publicações ao longo de 16 anos, vai além da simples publicação de um maior número de artigos. O índice h dos autores UCP, que elimina o viés em seu cálculo, é significativamente maior do que no grupo não-UCP.

Apesar de indesejável do ponto de vista da carreira acadêmica, para muitos pesquisadores, entretanto, a interrupção no fluxo de publicação pode refletir situações pessoais ou familiares (a chegada de filhos, por exemplo) ou dificuldades em obter financiamento ou infraestrutura para a pesquisa. Por outro lado, em áreas como ciências humanas e sociais, onde a publicação de livros é a forma mais comum de produção científica, não faz sentido falar em UCP. O mesmo se aplica a instituições não acadêmicas como hospitais ou indústrias, onde a publicação não é o produto principal do trabalho dos profissionais, mas pode ocorrer concomitantemente.

Os autores do artigo alertam para o fato que a concentração de apenas 150 mil pesquisadores UCP no mundo é bastante rarefeita. Este número é ainda menor se considerarmos o universo de pesquisadores que tem mais de uma publicação por ano no período estudado. Menos da metade desta fração (68 mil cientistas) publicam ao menos dois artigos por ano em todos os anos; quase 40 mil publicam no mínimo três artigos, um décimo (15 mil) destes publicam cinco ou mais artigos e apenas 3 mil cientistas publicam dez ou mais artigos a cada e em todos os anos entre 1996 e 2011. Existem muitas equipes, departamentos ou instituições inteiras sem a presença de um pesquisador que integre o cerne da categoria. Os dados mostram que este número tende a crescer, mas ainda em ritmo bastante inferior ao crescimento do número total de pesquisadores. Além disso, o baixo número de autores-UCP pode refletir ineficiências do sistema acadêmico, de gestão de pessoal e política de contratações de jovens pesquisadores, ou ainda de concessão de auxílio à pesquisa. De qualquer forma, na opinião dos autores, é necessário manter aberto o debate, apoiado nos índices bibliométricos.

Notas

¹ Publish or perish – http://en.wikipedia.org/wiki/Publish_or_perish#cite_note-5

² HIRSCH, JE. An index to quantify an individual’s scientific research output. PNAS. 2005, vol. 102, nº 46, pp. 16569–16572. Available from: http://www.pnas.org/content/102/46/16569.full

Referências

A principio era os plágios, agora também ‘papers’ automáticos falsos. SciELO em Perspectiva. [viewed 09 August 2014]. Available from: http://blog.scielo.org/blog/2014/03/31/a-principio-era-os-plagios-agora-tambem-papers-automaticos-falsos/

Ética editorial – como detectar o plágio por meios automatizados. SciELO em Perspectiva. [viewed 20 August 2014]. Available from: http://blog.scielo.org/blog/2014/02/12/etica-editorial-como-detectar-o-plagio-por-meios-automatizados/

Ética editorial e o problema do plágio. SciELO em Perspectiva. [viewed 09 August 2014]. Available from: http://blog.scielo.org/blog/2013/10/02/etica-editorial-e-o-problema-do-plagio/

GARFIELD, E. The significant scientific literature appears in a small core of journals. The Scientist. 1996. Available from: http://www.thescientist.com/?articles.view/articleNo/18038/title/The-Significant-Scientific-Literature-Appears-In-A-Small-Core-Of-Journals/

IOANNIDIS, JPA. Concentration of the most-cited papers in the scientific literature: Analysis of journal ecosystems. PLoS One. Available from:http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0000005

IOANNIDIS, JPA., BOYACK, KW., and KLAVANS, R. Estimates of the Continuously Publishing Core in the Scientific Workforce. PLoS ONE. 2014, vol. 9, nº 7. Available from:http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0101698

Reprodutibilidade em resultados de pesquisa: o olhar subjetivo. SciELO em Perspectiva. [viewed 09 August 2014]. Available from: http://blog.scielo.org/blog/2014/02/19/reprodutibilidade-em-resultados-de-pesquisa-o-olhar-subjetivo/

Fonte : SciELO em Perspectiva

10 Curiosidades sobre George R. R. Martin, o criador das Crônicas do Gelo e do Fogo…

1 – Existe vida antes do gelo, e do fogo: Embora a fama mundial tenha vindo com as Crônicas do Gelo e do Fogo, com o estrondoso sucesso de A Guerra dos Tronos, Martin já era um reconhecido escritor, e cerca de 20 anos antes da sua série de sucesso, em 1977 era publicada A Morte da Luz (Lançado recentemente no Brasil, no embalo das Crônicas do Gelo e do Fogo), uma ficção científica, gênero bem presente em sua iniciação na literatura;
2 – Hugo e Nébula: Na década de 70, a narrativa curta de Martin por várias vezes saiu vencedora dos prêmios Hugo, e Nébula, o Oscar Mundial da Ficção Científica;
3 - A série na TV: Um dos fatores que certamente contribuiu para o sucesso de As Crônicas do Gelo e do Fogo, foi a adaptação da série para a televisão. Com os direitos cedidos a HBO, a série começou a ser exibida em 2011, e em sua estréia de temporada, recebeu 13 indicações ao Emmy;
4 – A inspiração: Existem suposições que a série As Crônicas do Gelo e do Fogo tenta tido inspiração na Guerra das Rosas, em Ivanhoé;
5 - Fã de HQ’s: Martin quando jovem era ávido leitor de HQ’s. Tanto é que no nº 20 de O Quarteto Fantástico, é possível você encontrar uma carta dele ao editor, em que se assina como George R. Martin;
6 – Nightflyers: Se sua série de sucesso ainda não foi parar no cinema, Martin ao menos viu seu conto homônimo ganhar as telonas em 1987. No enredo duas vertentes de Martin, com um grupo científico que vai ao espaço em busca de uma criatura mágica;
7 – A televisão: Martin também trabalhou na televisão na década de 80, escrevendo para as séries Twilight Zone e A Bela e o Monstro;
8 – A primeira vez: Segundo o próprio Martin, o primeiro contato saboroso com a fantasia se deu com a antologia Sword & Sorcery, que entre outros nomes, reuniu texto de Poul Anderson, H. P. Lovercraft, e Robert E. Howard;
9 – Ritual para escrever: Embora Martin mantenha-se conectado com fãs pela internet, usa-a para trabalhar, na hora de escrever suas histórias ele usa um computador diferente, para evitar vírus e worms. Sua máquina para criar seus mundos fantásticos é uma WordStar 4.0 num sistema puramente DOS;
10 – Gente Boa: Martin não é um esquisitão, ou excêntrico, e certamente é figura carimbada nas Convenções de Ficção Científica. Já foi professor de jornalismo em nível de mestrado, diretor de torneios de xadrez, e dentre seus hobbys gosta de colecionar peças e miniaturas medievais;

Por que Ficção Científica? Simples escapismo ou existe muito mais?

hipercronicas - flickr - Ethereal esphere by Kikiri Tuqiri

Muitos dos meus alunos, acostumados com minha atuação especificamente na área de ciência e tecnologia se surpreendem ao se darem conta que também escrevo ficção. E uma das perguntas de praxe é essa que destacamos no título, ou de forma mais pessoal:

Por que eu escrevo ficção científica?

Existe uma resposta, que ultrapassa a obviedade do fato de eu simplesmente gostar do gênero.

É muito mais que isso.

Eu considero o gênero ficção científica um excelente ativador da imaginação e uma ótima porta de entrada para o pensamento científico.

Aliás foi exatamente assim que ocorreu comigo.

Eu recordo da criança que fui com muita alegria.

Dessa forma não existe espaço para o simples saudosismo.

Mas sim, para uma determinação em lutar para que todas as crianças do mundo possam ter uma infância tão feliz assim.

Fã contumaz de filmes de ficção científica, como as séries televisivas Jornada nas Estrelas, Perdidos no Espaço e Os Invasores, bem como da literatura de ficção científica indo de H.G Wells e Júlio Verne até Arthur Clarck e Ray Bradbury eu me percebi apaixonado por temas como o espaço e o tempo, vida em outros planetas e – claro –  transformações químicas .

Foi a minha porta de entrada para a ciência.

Eu queria ser cientista.

Uma vez tendo cruzado os seus batentes nunca mais quis sair.

E nesse quesito Einstein mais uma vez acerta no alvo quando diz que a imaginação é muito mais poderosa que o conhecimento.

Se a necessidade é a mãe da invenção — a imaginação é o seu principal motor.

Mais tarde encontrei outros escritores fantásticos como o nosso querido mestre André Carneiro e o preferido de Hollywood, o escritor norte americano Philip K. Dick.

Em uma de suas antologias, K. Dick nos premia com algumas considerações que nos ajudam a responder sobre o porquê da Ficção Científica e também aprofundar essa discussão.

Abaixo compartilho com o leitor algumas partes dessas considerações, numa tradução livre desse humilde articulista.

Evidentemente o tema é muito grande e prometo retomá-lo em outros artigos.

O texto na íntegra você pode encontrar no livro THE BEST OF PHILIP K. DICK da Del rey Books.

hipercronicas - wiki - Best_of_philip_k_dick

Com a palavra o premiadíssimo escritor de Blade Runner:

“A premissa básica que domina os meus contos é que, se eu alguma vez me encontrasse com uma inteligência extraterrestre (mais comumente chamada de “ser de outro planeta”), teria muito mais o que dizer a ela do que ao meu vizinho do lado.

O que as pessoas na minha rua fazem é pegar o jornal e a correspondência e sair dirigindo os seus carros. A única atividade deles ao ar livre é cortar a grama.

 Certa vez bati na porta do vizinho para verificar o que acontecia atrás dela. Eles estavam assistindo à TV.

Você seria capaz, ao escrever um romance de ficção científica, de postular uma cultura baseado apenas nessas premissas?

Esta sociedade, certamente, não existe, exceto talvez na minha imaginação.

 E não há muita imaginação envolvida.

Quando se vive imerso num mundo onde há pouca fantasia, a saída é fazer contato, em sua mente, com outra civilização que ainda não nasceu.

Ao ler FC você está fazendo a mesma coisa que eu faço quando a escrevo; o seu vizinho é provavelmente uma forma de vida alienígena para você, assim como o meu é para mim.

 Os contos são tentativas de recepção — de ouvir vozes de um outro lugar, muito distante, sons muito débeis, mas importantes.

Eles somente são ouvidos tarde da noite, quando, em nosso mundo, o movimento e o alarido de fundo diminuem. Quando os jornais já foram lidos, a TV foi desligada, os carros foram estacionados em suas diversas garagens.

Então, baixinho, ouço as vozes de uma outra estrela (certa vez eu cronometrei, e a recepção é melhor entre 3h00min e 4h45min da madrugada).

É claro, eu não costumo contar isto às pessoas quando elas perguntam: “Diga, de onde você tira as suas ideias?” Respondo apenas que não sei.

É mais seguro.

Vamos então pegar esses contos e assumir que eles são (um) recepções embaralhadas misturadas com pura criatividade e (dois) uma alternativa para os comerciais de comida de cachorro em cores vibrantes na TV.

Ambas passam ao largo de tudo aquilo que fica ao alcance mais imediato. Essas duas pressuposições vão o mais longe possível. Varrem o vazio e voltam com alguma coisa a relatar: que o universo está cheio de intrigas, de vida, de atarefadas entidades perseguindo determinadas os seus próprios objetivos, alheias aos interesses de outros, alienadas de seus vizinhos e, mais que tudo, se perguntando quem poderiam contatar se tudo o mais der errado.

Se perguntando quem vive como elas; se perguntando, quem sabe, sobre nós.

Estes contos, em sua maioria, foram escritos quando minha vida era mais simples e fazia sentido.

Eu podia notar a diferença entre o mundo real e o mundo sobre o qual escrevia.

Eu costumava capinar a horta, e não há nada de fantástico ou ultradimensional no capim-da-roça a não ser que você seja um escritor de FC, caso em que logo estará olhando para o capim-da-roça com desconfiança, cismando quais serão os seus verdadeiros motivos? E quem os enviou, para começar?

A pergunta que sempre me via fazendo era: O que é aquilo na realidade?

 Parece ser apenas capim-da-roça.

 É isso que eles querem que pensemos.

Um dia, os disfarces de capim-da-roça vão cair por terra e sua verdadeira identidade será revelada.

Mas então o Pentágono já estará cheio de capim-da-roça, e será tudo tarde demais. O capim-da-roça, ou o que nós tomamos por capim-da-roça, ditará os termos.

Minhas primeiras histórias tinham premissas como esta.

Mais tarde, quando minha vida pessoal se tornou complicada e cheia de episódios infelizes, a preocupação com o capim-da-roça de alguma forma se perdeu.

Fiquei acostumado ao fato de que a maior dor não desce zunindo de um distante planeta, mas ascende das profundezas do coração.

É claro, ambas as coisas poderiam acontecer; sua esposa e seu filho poderiam deixá-lo e você poderia acabar sozinho numa casa vazia sem nada pelo que viver, e ainda por cima os marcianos poderiam abrir um buraco no seu telhado e agarrá-lo”.

Em resumo, K. Dick traduz muito daquilo que sinto sobre a ficção científica, sobre a literatura e, em extensão, sobre a arte como um todo.

Um sentimento que ganhou expressão nas palavras de Nietzsche:

“A arte existe para que a realidade não nos destrua.”

E para você querido leitor, querida leitora: — Por que ficção científica?

Artigo de Mustafá Ali Kanso 

Fonte : HypeScience

MinC trabalha integração de acervos digitais públicos

O trabalho que vem sendo desenvolvido no país tem como referência experiências bem-sucedidas nos Estados Unidos e na Europa.

O Ministério da Cultura (MinC) está desenvolvendo um projeto para integrar coleções digitais de arquivos, bibliotecas e museus brasileiros. O objetivo é facilitar e ampliar o acesso da população a documentos em diversos formatos, como textual, iconográfico, áudio e vídeo. A Secretaria de Políticas Culturais trabalha atualmente na definição de padrões e protocolos para que seja possível acessar, de uma única vez, informações sobre temas específicos em diferentes acervos digitais públicos.

“Hoje, caso alguém queira fazer uma pesquisa, precisa acessar cada acervo separadamente. Com a interoperabilidade dos sistemas, será possível criar ambientes em que uma pessoa que esteja, por exemplo, pesquisando sobre maracatu tenha acesso, ao mesmo tempo, a filmes sobre o tema armazenados pela Cinemateca Nacional, a livros do acervo da Biblioteca Nacional e a músicas guardadas pela Funarte (Fundação Nacional das Artes)”, explica o coordenador-geral de Cultura Digital do MinC, José Murilo Carvalho Junior. “Outro fato interessante é que esse conteúdo armazenado nos diversos acervos também poderá ser acessado por meio de aplicativos desenvolvidos por terceiros para diferentes tipos de mídias, como computadores, celulares e tablets”, completa.

José Murilo destaca que a implantação de uma plataforma digital pública que disponibilize, de forma aberta (open data), dados organizados relativos à cultura brasileira permitirá mais transparência na governança e na promoção do acesso à cultura; apoio ao desenvolvimento de aplicações e serviços inovadores; e novas oportunidades de negócios e empregos. “É um arranjo que busca pôr em prática a visão do governo como plataforma para a ação colaborativa da sociedade”, observa.

O edital “Preservação e acesso aos bens do patrimônio afro-brasileiro”, lançado em dezembro de 2013 pelo MinC em parceria com a Fundação Palmares, a Universidade Federal de Pernambuco e a Fundação Joaquim Nabuco, vem sendo a ferramenta utilizada para levantar subsídios e articular estratégias interinstitucionais para a integração dos acervos públicos. “Escolhemos esse recorte temático (história e cultura afro-brasileira) para delimitar o escopo do trabalho e ser possível integrar todos os projetos selecionados pelo edital. Estamos formando expertise nacional que permita a interoperabilidade entre os diferentes acervos e fomentando aplicações que promovam o compartilhamento de recursos, especialmente os de infraestrutura tecnológica, para assegurar a preservação, a manutenção e o acesso livre e permanente aos ativos digitais gerados neste concurso e, futuramente, aos demais acervos digitais do país”, explica.

Por meio desse trabalho, o MinC está gerando subsídios para a criação de uma futura política nacional para coleções digitais que envolva a digitalização e a disponibilização de acervos arquivísticos, bibliográficos, documentais e museológicos referentes ao patrimônio cultural, histórico, educacional e artístico brasileiros. “A digitalização de acervos representa um grande desafio para os gestores públicos. São necessários recursos significativos em infraestrutura tecnológica e também na formação e manutenção de recursos humanos especializados nas diversas etapas que envolvem a digitalização, a catalogação e a publicação de conteúdos digitais. Para trabalharmos tudo isso de forma ordenada, é importantíssimo que haja uma política de Estado específica para o tema”, considera José Murilo.

O trabalho que vem sendo desenvolvido no país tem como referência experiências bem-sucedidas nos Estados Unidos e na Europa. No âmbito do diálogo setorial Brasil-União Europeia em políticas culturais, servidores do MinC visitaram a Biblioteca Digital Europeana, em Haia, na Holanda, considerada referência mundial em oferta de informações ao público por meio de plataforma digital, e o JISC, em Londres, entidade especializada em informações e tecnologias digitais para educação e pesquisa, entre outras instituições. Também vem sendo levada em conta a experiência da Biblioteca Digital Pública Americana, criada em 2013.

“Tivemos a oportunidade de conhecer de perto o que há de mais moderno em cultura digital. A Europeana, por exemplo, reúne acervos de bibliotecas, arquivos e museus dos países membros da União Europeia em 27 línguas. Essas experiências vêm sendo bastante relevantes para o trabalho que estamos realizando aqui no Brasil”, destaca José Murilo.

Acervo todo digitalizado até 2020

Meta do Plano Nacional de Cultura (PNC) prevê que, até 2020, estejam disponíveis na internet todas as obras audiovisuais da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico Audiovisual (CTAv); todo o acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa; todos os inventários e ações de reconhecimento realizados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); todas as obras de autores brasileiros do acervo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e todo o acervo iconográfico, sonoro e audiovisual do Centro de Documentação da Fundação Nacional das Artes (Cedoc/Funarte). Além disso, 100% das bibliotecas públicas e 70% dos museus e arquivos deverão disponibilizar informações sobre seus acervos no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC).

Fonte : Pesquisa Mundi

Dados eleitorais de 1945 até hoje podem ser consultados no Portal do TSE

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Com o objetivo de disponibilizar a pesquisadores e demais interessados dados brutos e detalhados das eleições realizadas em todo o país e em cumprimento ao que determina a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), em 2012, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou o Projeto Memória Eleitoral. O projeto possibilita a pesquisa on-line sobre resultados de pleitos e informações de candidatos no período de 1945 até 1990.

Desenvolvido pela Seção de Arquivo do Tribunal, o projeto cumpre as diretrizes da Lei de Acesso à Informação, tais como: “observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção; divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação; fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública; e desenvolvimento do controle social da administração pública”.

Disponibilizados por meio da ferramenta Repositório de Dados Eleitorais, os dados do projeto foram extraídos apenas de documentos oficiais da Justiça Eleitoral, especialmente dos relatórios de comissões apuradoras, atas de sessão dos TREs e relatórios estatísticos produzidos pelo TSE ao longo de sua história.

Por meio do Repositório, é possível obter as seguintes informações detalhadas: resultados das eleições de 1945 a 2012; e dados dos candidatos de 1945 a 2014. Em resumo, o banco de dados produzido no projeto abrange 17 eleições, mais de 83 mil candidatos, 69 partidos políticos e nove cargos (apenas não estão os cargos das eleições municipais, isto é, os de prefeito e vereador).

Acesse aqui o Repositório de Dados Eleitorais.

O Projeto

Em sua primeira versão, o Repositório de Dados Eleitorais, conduzido pela Assessoria de Gestão Estratégica e a Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, disponibilizou apenas os dados das eleições posteriores a 1994, uma vez que somente a partir daquele pleito os resultados foram consolidados em um banco de dados estruturado, único e administrado pelo TSE.

Já no período que vai de 1945 (ano de recriação da Justiça Eleitoral e da primeira eleição de caráter nacional conduzida pelo TSE) a 1992, todas as informações oficiais de resultados eleitorais estão armazenadas nas unidades de arquivo do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Os dados destas eleições estão registrados apenas em mapas e atas de apuração em papel, conforme as regras do processo eleitoral vigente antes da urna eletrônica, que começou a ser implantada nos pleitos brasileiros em 1996.

Para preservar e divulgar os dados e resultados eleitorais do período de 1945 a 1990, utilizando-se da mesma estrutura de formatação dos arquivos fornecidos pelo Repositório, em 2012, a Seção de Arquivo criou o Projeto Memória Eleitoral. Todos os dados fornecidos pelos documentos de arquivo foram digitalizados com o intuito de complementar as informações prestadas pelos bancos de dados no Repositório, obedecendo, quando possível, a mesma estrutura e regras.

Todo o trabalho durou dois anos e contou com uma equipe multidisciplinar composta de arquivistas, estagiários de História, de Arquivologia e até de Economia. A Seção de Arquivo contou também com o apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que por meios de acordo de cooperação técnica forneceu uma bolsista que auxiliou na revisão e exportação dos dados.

Consulta a base de dados

Os resultados podem ser consultados no Portal do TSE na aba “Eleições”, clicando em seguida no menu “Estatísticas” e, depois, em “Repositório de Dados Eleitorais”. Os dados fornecidos pelo projeto estão nas abas “Candidatos” e “Resultados”, do período que vai de 1945 a 1990.

Lá estão disponibilizados arquivos compactados e podem ser consultadas as seguintes informações: legendas por UF (dados de composição das coligações partidárias por eleição, sigla e cargo); vagas por UF (dados do número de vagas disputadas por eleição, UF e cargo); detalhe de votação por UF (informações do número do eleitorado, comparecimento, abstenção, votos nominais, brancos, nulos e de legenda, além de quantidade de seções totalizadas, seções anuladas, seções sem funcionamento, zonas eleitorais e juntas apuradoras); votação dos candidatos por UF (informações dos resultados finais da eleição por UF, contendo turno, número do candidato, nome do candidato, cargo disputado, situação do registro de candidatura, situação de totalização, número do partido, nome do partido, sigla do partido, nome da coligação, composição da legenda e quantidade total de votos; e votação do partido por UF (dados dos partidos e coligações com a quantidade de votos nominais e quantidade de votos de legenda por UF, eleição e cargo).

Para acessar as informações, o material selecionado deve ser baixado do Portal do TSE e descompactado. Todos os arquivos estão no formato TXT, mas para a leitura e manipulação dos dados sugere-se que sejam renomeados para o formato aberto CSV (Comma-separated values – Valores Separado por Vírgula).

Apesar de não integrarem o Projeto Memória Eleitoral, informações sobre prestações de contas de campanha de 2002 a 2014 e sobre o eleitorado de 1994 até hoje também podem ser consultadas no Repositório de Dados Eleitorais.

Candidatos Eleitos no Período de 1945 a 1990

Outra ferramenta disponibilizada pelo Projeto Memória Eleitoral é a página Candidatos Eleitos no Período de 1945 a 1990. Lá, estão disponíveis dados como nome, cargo, ano da eleição, quantidade de votos, UF e sigla do partido/coligação. Para fazer a consulta na página pelo nome de um candidato, acesse o Portal do TSE na aba “Eleições”, clicando a seguir em “Eleições anteriores” e depois em “Candidatos Eleitos no Período de 1945 a 1990” ou clique aqui.

Ouça matéria sobre o tema.

via TSE

 

Fonte : Pesquisa Mundi