Você conhece? 21 sites gratuitos para pesquisar documentos históricos e árvores genealógicas online

 

Olá, amigos, preparei uma lista reunindo alguns dos principais sites em português disponíveis para realizar consultas históricas em geral. Para os colegas historiadores e demais pesquisadores ela certamente tem um valor mais precioso, afinal, nem todos os documentos históricos tem versões digitalizadas, principalmente no Brasil. São censos, testamentos, registros, periódicos e diversos materiais que podem conter informações valiosas.

Essa pode parecer uma publicação bem específica e direcionada, mas a lista de sites abaixo é tão rica que pode ser consultada para puro entretenimento. Eu mesmo já passei algumas horas no acervo da Revista Veja. É, no mínimo, muito interessante ver eventos históricos narrados por seus contemporâneos.

Arquivo Público do Estado de São Paulo

Inventários e Testamentos; Censos de população; registros da hospedaria dos imigrantes.
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/viver/recenseando.php
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/livros_estrangeiros.php

Arquivo Público Mineiro

Revista do Arquivo Público Mineiro; censos; sesmarias.

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/

Biblioteca Nacional

Neste site, pode-se acessar o catálogo da biblioteca no item “catálogos” ou consultar o acervo digital no link “acervo digital”; contém livros, manuscritos, imagens e músicas de interesse histórico.
http://www.bn.br/

http://memoria.bn.br/hdb/periodicos.aspx

Hemeroteca Digital Brasileira

Maior acervo nacional de periódicos digitalizados. São mais de 600 títulos disponíveis.

http://www.hemerotecadigital.bn.br/

Torre do Tombo

Página da Torre do Tombo para localizar documentos já disponíveis na rede, em especial mercês e processos do Santo Ofício.
http://digitarq.dgarq.gov.pt/
http://antt.dglab.gov.pt/pesquisar-na-torre-do-tombo/tt-online/

O Globo

Acervo de arquivo digital do jornal O Globo.
http://acervo.oglobo.globo.com/

http://acervo.oglobo.globo.com/fotogalerias/

Cedeplar/UFMG

Censos de Minas Gerais na década de 1830.
http://poplin.cedeplar.ufmg.br/

Folha de São Paulo

Acervo digital do jornal Folha de São Paulo.
http://acervo.folha.com.br/

Revista Veja

Todas as edições da Revista Veja desde o seu lançamento, digitalizadas.
http://veja.abril.com.br/acervodigital/

Geneall

Site que contém informações genealógicas de várias famílias de Portugal e do Brasil. Faz parte do projeto Geneall, com links para sites de genealogia de muitos outros países.
http://www.geneall.net/

Projeto Compartilhar

O objetivo deste site é compartilhar dados e informações encontrados ao longo de pesquisas em documentos primários consultados, acrescidos de documentos oferecidos por colaboradores que se dispõem a partilhar com todos a documentação que levantaram.
http://www.projetocompartilhar.org/

JusBrasil

Pesquise e navegue nos Diários Oficiais da União, dos Estados e dos Municípios.

http://www.jusbrasil.com.br/diarios

Arquivo Histórico da Comarca do Rio das Mortes – MG

Processos criminais, inventários, testamentos, processos cíveis, livros de querela, rol dos culpados, livros variados.
http://www.documenta.ufsj.edu.br/modules/brtbusca/index.php

Genealogia de Famílias Cearenses

Site que divulga e disponibiliza para download diversos livros de genealogia de Famílias Cearenses desde o início de século XVIII. Contém também para download a obra Nobiliarquia Pernambucana de J.V. Borges da Fonseca.

http://www.familiascearenses.com.br/

Universidade Federal de Viçosa

Inventários em Mariana/MG.
http://www.lampeh.ufv.br/acervosmg/

Arquivo Distrital de Vila Real

Registros paroquiais e notariais para consulta on-line.

http://www.advrl.org.pt/documentacao/pesquisa_navv2.html

eTombo

Registros paroquiais e civis de Portugal.

http://etombo.com/

Arquivo Regional da Ilha da Madeira

O site disponibiliza índice de registros de casamentos e batizados.
http://www.arquivo-madeira.org/item1.php?lang=0&id_channel=19&id_page=242

Cartórios de Notas de Portugal

Neste site da Ordem dos Notários de Portugal consta os endereços dos Cartórios de Notas de Portugal.
http://www.notarios.pt/OrdemNotarios/PT/PrecisoNotario/Antigos+Arquivos/

Centro de Conhecimento dos Açores 

Registros paroquiais disponíveis para consulta on-line, entre outros.
http://pg.azores.gov.pt/drac/cca/ig/

Universidade do Minho

Genealogias de Portugal e Açores.
http://www.ghp.ics.uminho.pt/genealogias.html

Fontes:

http://www.asbrap.org.br/

http://www.docpro.com.br/mainweb/PagAcervos/PagAcervosOnline.html

http://alexdasilveira.com/?page_id=493

Fonte : História Ilustrada

4 lições de vida que você pode aprender com A Menina Que Roubava Livros

Liesel Meminger, ou A Menina Que Roubava Livros, é repleta de ensinamentos valiosos sobre o poder das palavras. Confira 4 lições de vida que você pode aprender com A Menina Que Roubava Livros

Crédito: Shutterstock.com

Liesel aprende a importância das palavras por meio da leitura de seus livros roubados

Liesel Meminger é uma garota magricela que tem um hábito duvidoso: o de roubar livros. Tudo começa quando a menina muda-se para a Rua Himmel, onde conhece os seus novos pais, Hans e Rosa Hubbermann. A trajetória de Liesel na obra A Menina Que Roubava Livros, desde o roubo do seu primeiro livro até os acontecimentos trágicos da Segunda Guerra Mundial podem ensinar lições valiosas sobre o poder das palavras.

Confira 4 lições de vida que você pode aprender com A Menina Que Roubava Livros:

1. Faça o que você acredita estar certo
Hans Hubbermann não hesita ao entregar um pedaço de pão para um dos judeus que está “desfilando” pela Rua Himmel. Ele faz o que acredita estar certo, apesar de ser castigado por isso (afinal, qualquer tipo de simpatia quanto aos judeus era proibida da Alemanha nazista). Você também deve fazer aquilo que considera certo e agir de acordo com os seus valores em todas as situações.

2. Acredite no efeito dominó 
Uma das metáforas mais repletas de significado da obra é quando Rudy e suas irmãs brincam de formar filas de dominós e derrubá-las. Isso dá a entender que o que causou os eventos do final do livro foi uma espécie de corrente que começou com a chegada de Liesel à Rua Himmel. Você deve encarar as suas ações com uma premissa de causa e efeito, ou seja, tudo o que você faz terá uma consequência. Pense nisso antes de tomar qualquer decisão.

3. As palavras têm poder 
Liesel aprende a importância das palavras por meio da leitura de seus livros roubados e do presente que Max, o judeu abrigado pelos Hubbermann, dá a ela. A mensagem do livro é clara: as palavras de Liesel são a vida, enquanto as de Hitler são a morte. Nossas palavras têm o poder de alegrar e entristecer outra pessoa, e é preciso que elas sejam medidas minuciosamente antes de usadas. Evite se arrepender por algo que foi dito sem pensar.

4. Aproveite as oportunidades antes que seja tarde demais 
Durante toda a trajetória de Liesel e Rudy, o menino pede um beijo da garota, que sempre recusa a oferta. Ela se arrepende de nunca ter aceitado a proposta quando percebe que nunca mais poderá fazê-lo novamente. É importante aproveitar todas as oportunidades que a vida dá antes que seja tarde demais.

 

http://www.youtube.com/watch?v=J24AlOYHpVU

Fonte:  Universia

Os 10 (ou mais) livros fundamentais de ficção científica

A ciência e a arte se encontram em um dos mais característicos e cultuados gêneros da literatura: a ficção científica. Ao imaginar possíveis consequências do uso das descobertas científicas e das realizações tecnológicas na vida das pessoas, os autores se aventuram em empreitadas de futurologia ou de alegoria – e daí pode resultar uma previsão / descrição certa ou errada, mas que sempre diz muito sobre o imaginário de uma sociedade cada vez mais influenciada pela ciência e pela técnica.

Condensar, numa lista diminuta e arbitrária, um dos mais férteis e diversificados gêneros da literatura não é uma tarefa das mais fáceis – e me valerei aqui de alguma malandragem para criar um top 10 com mais de 10 livros.

Eis as obras fundamentais da ficção científica:

As Crônicas Marcianas, de Ray Bradbury

Hoje, depois que os relatos de sondas e jipes-robô já pintaram em nossa mente um quadro do Planeta Vermelho repleto de modorrentas planícies pedregosas, parece consenso que não há muita coisa para se ver e fazer em Marte.

O livro As Crônicas Marcianas, escrito por Ray Bradbury no começo dos anos 1950, descreve um planeta bem diferente – com rios, ruínas de cidades ancestrais e uma decadente civilização de humanoides telepatas – recebendo a visita dos primeiros exploradores e colonos terráqueos e, apesar de o cenário hoje parecer absurdo, os contos ainda permanecem instigantes e profundos.

Bradbury, apelidado de “o poeta da ficção científica”, nos conta histórias singelas, em que foguetes voam para Marte carregados de tábuas e pregos para construir as primeiras cidades, um seguidor de Johnny Appleseed percorre as planícies marcianas plantando sementes de árvores e padres missionários constroem um altar para catequizar os últimos nativos sobreviventes no Planeta Vermelho. Mas também há dramas que abrangem temas pesados como a destruição da natureza, o racismo e a guerra. As Crônicas Marcianas são uma grande alegoria da humanidade, e a moral da história traduz a ideia, presente em toda a obra do autor, de que o mundo poderia dar certo se começássemos tudo de novo, em outro lugar, com um pequeno grupo de pessoas puras.

Eu, Robô, de Isaac Asimov

A criação de máquinas inteligentes e poderosas como os robôs da ficção científica levanta uma questão crucial para a sobrevivência da humanidade: como evitar que essas criaturas, tal como o monstro do Dr. Frankenstein, se voltem contra os seus criadores?

Isaac Asimov conseguiu uma boa solução para esse dilema ao estabelecer as célebres Três Leis da Robótica:

1) Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano seja ferido.

2) Um robô deve obedecer ordens de seres humanos, exceto as que entrem em conflito com a primeira lei.

3) Um robô deve proteger a si mesmo, exceto se isso entrar em conflito com a primeira e/ou com a segunda lei.

Tais regras, escritas de modo indelével nos cérebros dos robôs de Asimov, garantem em sua obra uma coexistência harmoniosa entre seres humanos e robóticos. Em Eu, Robô, uma coletânea de contos inter-relacionados, o autor explora as possibilidades de falha das três leis e apresenta o fascinante imaginário dos cérebros positrônicos criados pelo homem – desde os primeiros autômatos rudimentares construídos para trabalhar na exploração espacial até um mundo e uma época em que os robôs estão tão antromorfizados que não podem ser diferenciados de um ser humano sem um exame demorado.

Saga Uma Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clarke

Em 1968, o escritor Arthur C. Clarke e o cineasta Stanley Kubrick lançaram duas obras distintas com o mesmo nome: o livro e o filme 2001: Uma Odisseia no Espaço. Os trabalhos de ambos foram feitos de forma mais ou menos independente, a partir de um argumento de Clarke baseado principalmente em seu conto A Sentinela. A premissa: uma humanidade que começa a explorar o Sistema Solar encontra, na Lua, um misterioso artefato deixado lá por uma civilização extraterrestre.

Na história de 2001, o livro, o artefato é um monolito negro que envia sinais para a região de Saturno (no filme, é Júpiter). Depois da descoberta, a nave Discovery é enviada a Saturno para investigar o destino do sinal e o computador HAL 9000, o cérebro da missão, enlouquece devido a um conflito de ordens e se revolta contra a tripulação. A moral da história, para evitar mais spoilers, é que a exploração do espaço e o contato com extraterrestres levarão a humanidade a um novo salto evolutivo, tão importante quanto aquele que, segundo o livro, foi dado muitos milênios antes, quando um monolito semelhante ao encontrado na Lua transformou uma tribo de primatas na África e deu origem ao homem.

2001 teve três sequências literárias (só a primeira delas virou filme): 201020613001. As duas primeiras se passam nas cercanias de Júpiter e narram os primeiros contatos do homem com outros seres vivos do Sistema Solar, ainda monitorados pelo misterioso monolito. A última se passa em um anel artificial construído pelo homem ao redor da Terra e constitui um desafio para o autor: como imaginar em que estágio o desenvolvimento do homem estará daqui a mil anos? E o que a enigmática civilização que nos monitora de tão longe decidirá sobre o nosso destino?

Saga O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams

Originalmente criada como uma série de rádio escrita por Douglas Adams para a BBC, a saga rendeu cinco livros: O Guia do Mochileiro das GaláxiasO Restaurante no Fim do UniversoA Vida, o Universo e Tudo MaisAté Mais, e Obrigado pelos Peixes e Praticamente Inofensiva (algumas pessoas dirão, talvez, que este último não faz parte da série, e nesse caso eu lhes pedirei, gentilmente, que vão dar um passeio pelos pântanos de Traal). Os livros fazem uma afiada crítica de costumes, apresentam um humor de alta qualidade e ainda explicam de modo singelo conceitos complicados da física e da astronomia.

No universo da obra, Arthur Dent, um inglês meio desajeitado, descobre que seu melhor amigo, o ator desempregado Ford Prefect, é na verdade um alienígena de Betelgeuse que trabalha como repórter de campo do Guia do Mochileiro das Galáxias – tudo no isso no dia em que a Terra é destruída para a construção de uma via expressa interestelar.

Eles escapam da demolição do planeta de carona na nave Coração de Ouro, um artefato movido por um motor de improbabilidade infinita e que tinha sido recém roubado por Zaphod Beeblebrox, presidente da Galáxia e primo de Ford. A bordo da nave, eles encontram a astrofísica terráquea Trillian e o robô depressivo Marvin – responsável por algumas das melhores tiradas da série.

O grupo viaja por diversos sistemas estelares e acaba encontrando a resposta para a pergunta pelo sentido da vida, salvando o Universo da aniquilação e descobrindo a verdade sobre a destruição da Terra.

Encontro com Rama, de Arthur C. Clarke

Num futuro em que a humanidade colonizou boa parte do Sistema Solar, um misterioso artefato cilíndrico aparece na órbita do Sol. Uma equipe de astronautas é enviada para inspecionar o aparelho e descobre que se trata não de uma espaçonave, mas de um planeta inteiro, com um mar, cidades e criaturas vivas.

Qual é a rota de Rama e qual é o objetivo dos seus criadores? Essa é a questão que intriga os exploradores humanos, em meio a um complicado jogo de política interplanetária que opõe as colônias terráqueas do Sistema Solar.

Contos de Philip K. Dick

Philip K. Dick escreveu alguns dos mais inspiradores contos do universo da ficção científica. Vários filmes são baseados na sua obra, como Blade Runner,Minority ReportO Vingador do Futuro e O Pagamento. O futuro concebido pelo autor é distópico e pessimista, e ele dá mais ênfase à “viagem interior”, rumo à consciência e aos mistérios da mente, que às expedições interplanetárias. Seus personagens são geralmente anti-heróis drogados e problemáticos e as histórias são complexas, colocando à prova a nossa crença na realidade que nos cerca.

Algumas de suas obras mais importantes estão na coletânea Realidades Adaptadas, lançada recentemente. Também vale ler O Caçador de Androides, história que inspirou o clássico filme Blade Runner.

Vinte Mil Léguas Submarinas, de Julio Verne

Um dos precursores da ficção científica, o livro Vinte Mil Léguas Submarinas, escrito por Julio Verne no século XIX, narra aventuras em um mundo ainda hoje pouco conhecido: as profundezas do oceano. Os protagonistas são o naturalista Pierre Aronaxx, seu criado Conselho e o truculento arpoador canadense Ned Land. Durante uma expedição da Marinha americana para caçar uma misteriosa criatura que vinha afundando navios ao redor do mundo, eles caem no mar e acabam no ventre do monstro, que, descobrem, não é um animal, e sim um grande submarino elétrico.

Hóspedes/prisioneiros do enigmático Capitão Nemo, o trio viaja a bordo do Nautilus por todos os oceanos e explora a vida e os mistérios das profundezas, dos trópicos aos polos.

Neuromancer, de William Gibson

Clássico representante do gênero cyberbunk, o romance Neuromancer, de William Gibson, apresenta um mundo sujo, pecaminoso, sem heróis, típico de autores como Philip K. Dick. Anos antes da criação da internet, o livro introduz na literatura o conceito de “ciberespaço”: a  “Matrix”, um mundo virtual que pode ser acessado, via implantes neurais, por “cowboys” como Case, o protagonista.

Renegado e contaminado por uma toxina que o impede de entrar na Matrix, Case é reabilitado após ser contratado por um misterioso grupo que quer que ele invada o ciberespaço para roubar dados sigilosos. Acompanhado pela sensual guarda-costas Molly, ele mergulha num mundo de intriga de corporações e cai no jogo de uma poderosa inteligência artificial.

O Planeta dos Macacos, de Pierre Boulle

O livro de Pierre Boulle é menos conhecido que o filme homônimo estrelado por Charlton Heston. A história do filme, baseada no romance, aproveita o clima da Guerra Fria e o medo de uma hecatombe nuclear para mostrar como a humanidade poderia se destruir e ser suplantada por outra raça.

No livro, não há uma Estátua da Liberdade enterrada na areia, como no filme, (ops, um spoiler!), mas o conflito central é o mesmo: um astronauta chega a um longínquo planeta e lá encontra uma civilização de macacos que oprime humanos subdesenvolvidos, tratados como animais selvagens.

O romance é uma alegoria para mostrar que corremos o risco, como civilização, de valorizar mais a imitação que a originalidade e a ideia do autor é que os processos e costumes repetitivos e pouco refletidos da civilização industrial estão levando o homem a uma involução.

Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Uma das mais impressionantes distopias da literatura, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, descreve um futuro distante em que a Terra é dominada pelo Estado Mundial, onde Henry Ford é adorado como um deus (literalmente) e as pessoas não nascem mais do ventre materno e sim de linhas de montagem em que são manipuladas e condicionadas para se ajustarem a castas específicas.

Se outras distopias totalitárias apresentam um governo que oprime a sociedade pela dor, o Estado Mundial huxleyano o faz por meio do prazer. Todos os indivíduos de todas as castas, cada qual cumprindo o seu papel social específico, se sentem felizes e realizados graças aos condicionamentos por que passaram desde antes de nascer. E, em casos de depressão residual, basta tomar um comprimido de soma, a droga sem efeitos colaterais desenvolvida pelo governo para erradicar a tristeza.

Huxley faz uma descrição alegórica da sociedade de consumo, da indústria da satisfação, do fetiche da mercadoria, da erotização da infância, mostrando uma ditadura que elimina o indivíduo reduzindo-o ao hedonismo.

Fonte :  Zero Hora

Livros de cabeceira dos usuários das redes sociais

‘Harry Potter’ é o livro de cabeceira favorito dos usuários do Facebook’

Vocês já devem ter visto em algum momento no Facebook uma corrente em que as pessoas listavam seus livros preferidos e instigavam uma lista de amigos a fazer o mesmo.

Era um texto mais ou menos assim: “Não pense muito. 10 livros que você leu e que sempre estarão com você. Liste os primeiros dez livros que você lembrar em menos de quinze minutos. Marque quinze amigos, eu inclusive, afinal quero saber que livros meus amigos escolheram.” Basicamente, isso, com uma ou outra variação.

Ou seja, não são os livros que as pessoas julgam mais importantes, mas sim os que leu, gostou e ficarão em sua cabeceira.

Baseado nesta corrente, o Facebook decidiu colher durante a segunda quinzena de agosto todas as postagens que citassem os termos “10 livros” ou “dez livros” e compilar os resultados. Neste período cerca de 130 mil pessoas fizeram essa listagem.

A liderança coube à série de livros “Harry Potter”, de J. K. Rowling. A saga do jovem bruxo foi citada por 21% das pessoas que fizeram as listas no período da pesquisa.

A Bíblia, livro com maior número de impressões na história, ficou em sexto lugar.

Veja a lista dos 10 mais, com a respectiva porcentagem de presença:

10 livros mais citados no Facebook

A equipe do Facebook Data Science, que fez a compilação, deixou alguns poréns importantes. A grande maioria das postagens são de língua inglesa [quase 80% das postagens coletadas vieram dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Índia, todas com o inglês como língua oficial], a proporção de mulheres participantes é mais de três vezes maior do que de homens e a idade média foi de 37 anos.

Apenas um livro de um brasileiro aparece na lista dos 100 mais citados. Trata-se de ‘O Alquimista’, de Paulo Coelho, que ficou com o 20º lugar, presente em 4% das listas.

Caso você queira saber quais são os 100 livros mais citados e outros detalhes da pesquisa, é só clicar aqui.

PS: Participei de uma corrente dessas no longínquo ano de 2010. E eram 15 livros, na época. Vejam os que eu escolhi:

1 – O Primo Basílio, Eça de Queirós
2 – Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
3 – A Laranja Mecânica, Anthony Burgess
4 – O Urso e o Dragão, Tom Clancy
5 – A Sangue Frio, Truman Capote
6 – Vidas Secas, Graciliano Ramos
7 – Notícia de Um Sequestro, Gabriel Garcia Márquez
8 – Germinal, Émile Zola
9 – Misto Quente, Charles Bukowski
10 – Dom Quixote de La Mancha, Miguel de Cervantes
11 – Febre de Bola, Nick Hornby
12 – Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto
13 – A Metamorfose, Franz Kafka
14 – O Cortiço, Aluísio Azevedo
15 – Os Irmãos Karamazov, Fiodor Dostoiévski

Por Ygor Salles | Publicado originalmente no Blog Hashtag, da Folha de S.Paulo | 10/09/14 19:29

Fonte: Blog do Editor

Sliderule, a ferramenta de busca para cursos online

  (Foto:  )

Você está cansado de saber que a internet oferece milhares, talvez milhões de cursos online certificados de grandes universidades do mundo, e nos campos mais diversos. Mas quando se trata de encontrar aquele curso específico que a gente tá procurando, especialmente se você quer estudar algo incomum, o bicho pega: é preciso analisar lista por lista de cada site de educação a distância e de grandes universidades – e o que é pior, em muitos casos a interface dos sites não ajuda muito.

O Sliderule chegou pra ajudar a acabar com esse problema. A ferramenta é um Google para cursos online, que busca entre quase 18 mil cursos o tema que você quer estudar. E dá pra filtrar por dificuldade do curso, data de início e palavras chave em várias línguas. O site mostra cursos pagos e gratuitos.

Fonte: Galileu

Documentos inéditos de Miguel de Cervantes são encontrados na Espanha

Quatro manuscritos revelam funções e personagens que nunca foram citados por biógrafos do escritor espanhol

O pesquisador Núñez José Cabello encontrou quatro documentos inéditos de Miguel de Cervantes nas proximidades de La Puebla de Cazalla, município espanhol de Sevilla, reportou aTelesur nesta terça-feira (12/08). Tais materiais – que contam com autógrafo do autor de Don Quixote – oferecem novas informações sobre sua vida.

Datado de março de 1593, um dos manuscritos foi achado no arquivo municipal de Sevilla e trata-se de um acordo entre o autor e a Prefeitura para um pedido de compra de trigo e cevada [Escritor nasceu em 1547 e morreu em 1616].

Os papéis também mencionam que Cervantes trabalhou como fornecedor de uma frota indiana chamada Cristóbal de Barros.

Tais informações não constam nas biografias do escritor espanhol, que alegam que ele não exerceu nenhuma atividade relevante na região.

Ao descobrir o manuscrito da Frota das Índias, Cabello recorreu então a novos arquivos em Sevilla, onde encontrou outros dois documentos que não tinham sido estudados.

Um deles revela que o salário de Cervantes foi dado a uma mulher chamada Magdalena Enriquez, que jamais foi citada pelos biógrafos do autor. Para o pesquisador, Enriquez deve ter tido uma relação de confiança com o escritor, a ponto de ele autorizá-la a receber seu salário.

José Cabello planeja publicar um artigo com o título “O trigo e óleo para a Marinha, o comissário Miguel de Cervantes no Reino de Sevilha” para explicar esses achados.